Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 9 de fevereiro de 2023.
Um grande desfile militar foi realizado na Praça Kim Il Sung, na capital Pyongyang, em 8 de fevereiro para comemorar o 75º aniversário de fundação do Exército Popular da Coréia, as forças armadas revolucionárias da República Popular Democrática da Coréia.
A cerimônia ocorreu à noite, com a presença do "Líder Supremo da Coréia do Norte" Kim Jong-un e sua entourage, marcando a quarta aparição pública da filha de 10 anos do grande líder, Kim Ju-ae.
A grand military parade was held at Kim Il Sung Square in the capital city of Pyongyang on Feb. 8 to celebrate the 75th founding anniversary of the KPA, the revolutionary armed forces of the WPK.#DPRKpic.twitter.com/Vt0I6Ct8Tb
O desfile demonstrou as típicas formações em massa de soldados marchando em uníssono com fuzis Kalashnikov com baionetas caladas, e com passos firmes e gritos de guerra vigorosos. Além das demonstrações de tropas especiais com equipamentos de combate invernal, snipers em trajes ghillie e outras forças especiais, o principal evento foi a exibição da maior quantidade de mísseis intercontinentais balístico (ICBM) com capacidades nucleares. Além da quantidade e tamanhos enormes desses novos mísseis, o maior e mais avançado deles foi exibido: o Hwasong-17.
O Hwasong-17 tem capacidade para atingir qualquer ponto no território dos Estados Unidos e é o carro-chefe do programa de defesa norte-coreano. Outra novidade foi que alguns ICBM parecem ser projetados para usarem combustível sólido, o que os tornaria muito mais rápidos para pronto-lançamento em comparação aos modelos de combustível líquido. No ano passado, os norte-coreanos realizaram um recorde de lançamentos, inclusive lançando um míssil sobre o Japão; causando apreensão nos países limítrofes.
Conforme notado pelos analistas, esses mísseis são tão importantes para ethos norte-coreano que a esposa do líder supremo foi vista usando um pingente com a forma do Hwasong-17. Em novembro o ano passado, Kim Jon-un supervisionou o lançamento do novo ICBM acompanhado da filha para estabelecer uma ideia de continuidade do regime, como uma possível sucessora, e para mostrar que o regime norte-coreano não tem intenção de abandonar o seu programa nuclear.
Kim Jon-un e Kim Ju-ae diante de um míssil Hwasong-17, 19 de novembro de 2022.
Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 16 de novembro de 2022.
Milicianos da Venezuela, distingüidos pela camuflagem rajada e pelos fuzis FAL, realizando trabalhos de reconhecimento e censo no estado de Apure na operação Escudo Bolivariano 2022 "Vuelvan Caras", em 13 de fevereiro de 2022.
A ação de presença visa procurar por grupos narco-terroristas colombianos, chamados na Venezuela de Tancol. Sob o slogan "Onde o povo pode, o país cresce", os milicianos entraram em contato com a população local. Essas ações de presença são típicas da guerra contra-guerrilha, também conhecida como guerra de contra-insurgência, guerra subversiva ou guerra revolucionária, onde o apoio da população é mais importante do que manobras de forças militares no terreno.
A Milícia Bolivariana, está armada com fuzis FN FAL que atualmente são a primeira linha da milícia. Os regulares da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) foram emitidas o fuzil AK-103, com o FAL passando para a segunda linha. O número oficial de efetivos da Milícia Nacional Bolivariana é de 300 mil homens e mulheres, com uma mão-de-obra potencial de 3.2 milhões de pessoas.
Apesar da baixa qualidade tática desses milicianos, eles fornecem um elemento massa nada desprezível para o comando venezuelano, que pode convocá-los rapidamente. O governo de Caracas faz propaganda constante da Milícia Bolivariana, inclusive armando algumas unidades temporariamente com o mais novo fuzil AK-103 por este ser um símbolo de status, tal como é feito no vídeo abaixo.
Milicia Bolivariana ejerciendo soberanía en el estado Apure, no permitiremos que la bota insolente profane el honor de nuestro pueblo bolivariano, por eso estamos aquí! Venezuela tiene dolientes! pic.twitter.com/NeT8dQDqhA
— GJ. Domingo Hernández Lárez (@dhernandezlarez) March 31, 2022
Bibliografia recomendada:
Manual de Estratégia Subversiva, General Vo Nguyen Giap.
Atirador e observador em Quantico, Virgínia, 1986.
Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 14 de outubro de 2022.
Dupla de atiradores de elite, conhecidos pelos fuzileiros navais americanos como Scout Snipers (Snipers Batedores), no Comando de Desenvolvimento e Educação (Marine Corps Development and Education Command) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em Quantico, na Virgínia, em 11 de junho de 1986. Os soldados estão camuflados com trajes ghillie e armados com fuzis M40, o Remington Model 700 que é modificado na base naval de Quantico.
A legenda original da primeira foto diz:
"Um fuzileiro naval camuflado aponta um alvo para um atirador durante um exercício de campo no Comando de Desenvolvimento e Educação do Corpo de Fuzileiros Navais." (DM-ST-86-11578)
As fotos foram tiradas pelo Cabo Kenneth M. Dvorak para os Arquivos Nacionais dos EUA, e mostram as operações de atiradores de elite em situações táticas em uma floresta demonstrando capacidades de movimento camuflado e observação.
Dupla de atiradores cruzam um riacho. (DM-ST-86-11584)
Dupla de snipers fuzileiros navais vestindo trajes ghillie patrulham uma floresta. (DM-ST-86-11582)
Um franco-atirador percorre o riacho de maneira furtiva. (DM-ST-86-11579)
O mesmo militar. (DM-ST-86-11580)
O observador perscruta o ambiente com binóculos. (DM-ST-86-11575)
Atirador se deslocando. (DM-ST-86-11576)
Atirador e observador. (DM-ST-86-11577)
Posição invertida. (DM-ST-86-11583)
A dupla de franco-atiradores patrulha a floresta. (DM-ST-86-11581)
Bibliografia recomendada:
SNIPER: A History of the US Marksman, Martin Pegler.
Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 16 de setembro de 2022.
Vários soldados alemães inspecionam e tiram fotos com um T-26 destruído e sua tripulação morta, durante a invasão inicial da União Soviética em 1941.
O tanque T-26 era um tanque leve soviético usado durante muitos conflitos do período entre guerras e na Segunda Guerra Mundial. Foi um desenvolvimento do tanque britânico Vickers, de 6 toneladas, e foi um dos projetos de tanques de maior sucesso da década de 1930 até que sua couraça leve se tornasse vulnerável às armas anti-carro mais novas. O T-26 e a BT foram os principais tanques das forças blindadas do Exército Vermelho durante o período entre guerras.
A tripulação do T-26 era de três homens: Comandante, atirador e motorista.
O T-26 foi o tanque mais importante da Guerra Civil Espanhola, sendo decisivo nas batalhas de Brunete e do Ebro, e desempenhou um papel significativo durante a Batalha do Lago Khasan em 1938, bem como na Guerra de Inverno (1939-40). Já quase obsoleto no início da Segunda Guerra Mundial, o T-26 foi o tanque mais numeroso da força blindada do Exército Vermelho durante a invasão alemã da União Soviética em junho de 1941. Em conjunto com as táticas ruins dos soviéticos e a maestria dos alemães conjugada com blindados melhores, os T-26 sofreram pesadas baixas nos primeiros meses da invasão.
O T-26 lutou contra os alemães e seus aliados durante a Batalha de Moscou em 1941–42, a Batalha de Stalingrado e a Batalha do Cáucaso em 1942-1943; Algumas unidades de tanques da frente de Leningrado usaram seus T-26s até 1944. Os tanques leves soviéticos T-26 viram o uso pela última vez em agosto de 1945, durante a derrota do exército japonês de Kwantung na Manchúria.
Bibliografia recomendada:
BATTLEGROUND: The Greatest Tank Duels in History, Steven J. Zaloga.