quinta-feira, 27 de novembro de 2014

BENELLI M-3 SUPER 90 - Atualização Full Metal Jacket

O blog Full Metal Jacket foi atualizado com uma matéria sobre uma das melhores espingardas de combate do mundo, a Benelli M-3 Super 90. para conhecer melhor esta arma clique na foto abaixo.
http://fullmetaljacketbr.blogspot.com.br/2014/11/benelli-m-3-super-90-uma-lenda-entre-as.html

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

FN HERSTAL SCAR. Atualização Full Metal Jacket


Clique na foto acima e conheça o fuzil FN SCAR desenvolvido para equipar a elite das forças armadas dos Estados Unidos. Mais uma atualização do blog Full Metal Jacket.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

KRAUSS – MAFFEI WEGMANN PzH-2000. O mais avançado sistema de artilharia auto propulsada do mundo.


FICHA TECNICA
Tripulação: 5 homens.
Motor: Um motor de  8 cilindros MTU 881 Ka-500 com 1000 hp de força.
Peso: 55,3 toneladas (carregado).
Comprimento: 11,67 m (contando o canhão)
Largura: 3,48 m
Altura: 3,4 m.
Autonomia: 420 km.
Velocidade: 60 Km/h em estrada ou 45 km/h em terreno irregular.
Passagem de vau: 1,2 m.
Obstáculo vertical: 1,1 m.
Trincheira: 3 m.
Inclinação frontal: 60º
Inclinação lateral: 30º.
Armamento: Um canhão Rheinmetall L-52 de 155 mm e uma metralhadora Rheinmetall MG-3 em calibre 7,62X51 mm.
Alcance das granadas: Convencional : 40 km, Granada assistida por foguete: 56 km.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S.Junior
Quando pensamos em sistemas de armas, seja de qualquer segmento como aviação militar, mísseis, navios de guerra, tanques ou mesmo fuzis de assalto, sempre há um determinado equipamento que é coroado com o status de “melhor do mundo”, ou “mais poderoso do mundo”. São exemplos dessa condição o caça norte americano F-22 Raptor, considerado o melhor avião de superioridade aérea do mundo nos dias atuais, ou o destróier da classe Arleigh Burke (DDG-51) da marinha dos Estados Unidos, considerado o mais poderoso destróier nos dias de hoje. O sistema de armas que será foco do texto a seguir tem, justamente, esse status de melhor do mundo, dentro de sua categoria. O veiculo de artilharia auto propulsada PzH-2000, desenvolvido pela poderosa Krauss- Maffei, Wegmann KMW da Alemanha e que tem a o status de mais poderoso sistema de artilharia auto propulsado dos dias atuais.
Acima: O PzH-2000 é mais um dos muitos produtos bélicos desenvolvidos pela Krauss-Maffei Wegmann que aparecem no topo do pódio ente os melhores sistemas de seu tipo.
O PzH-2000 foi encomendado pelo exercito alemão em 1996 que solicitou a construção de 185 unidades para substituir o obus autopropulsado M-109 de origem norte americana usado pelo exercito alemão. Além do exercito alemão, a Itália, Holanda, Qatar, Croácia e Grécia adquiriam p PzH-2000 para seus exércitos.
Uma das características diferenciais do PzH-2000 que o colocam a frente dos outros sistemas de artilharia autopropulsadas são sua alta cadência de tiro de 12 tiros em 1 minuto. Pode parecer pouco para as pessoas acostumadas a ver dados de cadência de tiro de armas leves automáticas, mas quando se fala de granadas de 155 mm, esse dado se mostra muito bom. O processo de carregamento das granadas é automático enquanto que 2 soldados são encarregados de por as cargas depois das granadas no canhão Rheinmetall L-52, o que facilita e muito o processo de recarregamento. O alcance das granadas convencionais chega a 30 km enquanto que a granada propulsada por foguete consegue aumentar essa distancia para 60 km. P PzH-200 pode empregar, também, granadas inteligentes como a munição norte americana M-982 Excalibur que usa um sistema GPS para garantir uma maior precisão, podendo ser empregada contra alvos distantes 48 km e apresentando uma margem de erro de apenas 1 metros do ponto de impacto previsto. para se entender o excelente nível dessa precisão, basta observar que bombas guiadas a laser uada por aeronaves de combate tem margem de erro de 5 metros, ou seja, 5 vezes mais que uma granada Excalibur. Outras granadas inteligentes podem ser usadas também, como a SMArt-155 empregada contra veículos blindados inimigos posicionados a 28 km de distancia. Ao todo são transportados 60 granadas por veículo permitindo um considerável fogo sustentado.


Acima: O canhão Rheinmetall L-52 calibre 155 mm usado no PzH-2000 tem um freio de boca para reduzir o recuo da arma. O canhão tem grande flexibilidade de emprego para diversos tipos de munições simples e inteligentes.
Outro difrencial do PzH-2000 é a sua precisão frente aos sistemas anteriores a ele. O PzH-2000 é equipado com um sistema autônomo de controle de fogo  MICMOS  desenvolvido pela EADS. Esse sistema recebe dados via data link de fontes externas, como aeronaves ou soldados em posições avançadas e executa os cálculos de parâmetros de tiros automaticamente, agilizando em muito o disparo das granadas. O PzH-2000 pode engajar alvos diretamente a curtas distancias e para isso o comandante está equipado com um periscópio Leica PERI-RTNL-80 enquanto que o artilheiro está equipado com uma mira Leica PzF-TN-80 com intensificador de luminosidade para ser usada de dia e de noite.
O PzH-2000 é propulsado por um motor de 8 cilindros MTU 881 Ka-500 que fornece 1000 hp de força permitindo uma velocidade máxima de 60 km/h em estrada ou de 45 km/h em terreno irregular. A autonomia é de 420 km, o que representa uma melhora de 70 km quando comparado com o seu antecessor o M-109.
Acima: Os sofisticados sistemas embarcados ligados ao computador de controle de fogo colocam este obuseiro na vanguarda da artilharia moderna.
O PzH-2000 é protegido para operar em ambientes NBC (Nuclear, Biological e Chemical), além de ser blindado contra projéteis de calibre até 14,5 mm na parte frontal do veículo enquanto nas partes laterais a proteção suporta impactos de armas leves até o calibre 7,62X51 mm e estilhaços de granadas de artilharia e minas terrestres, o veículo pode receber placas de blindagem reativa ERA para aumentar sua sobrevivência em um campo de batalha de alta intensidade.
O PzH-2000 é hoje o mais avançado sistema de artilharia auto propulsado do mundo e certamente um dos maiores também. O vídeo que segue nesta matéria mostra bem claramente as dimensões avantajadas deste moderno sistema de combate terrestre. Seu elevado custo se justifica uma vez que devido a sua precisão e elevada cadência de tiro permitem que um PzH-2000 faça o trabalho de 3 obuses de geração anterior. Sem sombra de dúvidas uma arma magnífica desenvolvida pela excelente engenharia alemã.
Acima: Devido a seu enorme tamanho, o PzH-2000 só pode ser aerotransportado por aeronaves de grande porte, como esse C-17 da foto.

ABAIXO TEMOS UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O PZH-2000

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domingo, 16 de novembro de 2014

BOEING F/A-18E/ F SUPER HORNET. O ferrão da marinha dos Estados Unidos

FICHA TÉCNICA DE DESEMPENHO 
Velocidade de cruzeiro: mach 1
Velocidade máxima: mach 1,9
Razão de subida: 13680 m/min.
Potência: 0,92.
Carga de asa: 92,96 lb/pé².
Fator de carga: 7,5 Gs, podendo atingir 10 Gs por pequenos espaço de tempo.
Taxa de giro instantânea: 18º/s. 
Razão de rolamento: 240º/s.
Teto de Serviço: 15000 m. 
Raio de ação/ alcance: 1750 km (Missão ar ar)/ 3300 km. 
Alcance do radar: Raytheon AN/ APG-79 com 160 km (RCS 5m2).
Empuxo: 2 motores F-414 GE-400 com 10000kgf de potencia com pós combustor.
DIMENSÕES
Comprimento: 18,31 m.
Envergadura: 13,62 m.
Altura: 4,88 m.
Peso: 14552 Kg.
Combustível interno: 14400 lb.
ARMAMENTO
Ao todo o Super Hornet é capaz de transportar até 8050 kg de cargas externas que podem ser tanques de combustível, casulos de sensores e armas.
Ar Ar: Míssil AIM 120 Amraam, AIM 9L/M/X Sidewinder, AIM 7 Sparrow.

Ar Terra: Míssil AGM65 Maverick, AGM88 Harm, AGM84H Slam ER, AGM154 JSOW GBU31/32 JDAM, GBU24.
Interno: Canhão M61A2 Vulcan 20mm.
(obs: A marca * significa que o valor está estimado).


DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S Junior 
O F/A-18E é a ultima versão do caça F/A-18 desenvolvido para a marinha dos EUA entre o final dos anos 70 e início dos anos 80. O F/A-18 original foi o avião de terceira geração com melhores características multifuncionais, porém havia pequenas limitações que atrapalhavam nas missões que ele tinha que cumprir. A principal delas era a baixa autonomia, que impedia missões de interdição em profundidade, e uma outra limitação que era a carga de armas menor que a do seu antecessor A-6 Intruder. Ao projetar o novo F/A-18E Super Hornet essas limitações foram solucionadas, e o caça passou a poder atacar alvos que estivessem a 1750 km da base ou navio e transportando mais carga, graças a um aumento do tamanho das asas e da fuselagem. O aumento do bordo de ataque (LERX), garante melhor sustentação que os Hornets mais antigos mas mesmo assim a manobrabilidade é um pouco inferior ao dos F/A-18C. As asas maiores montadas no F/A-18E também contribuem para uma melhor sustentação, além de possuírem 2 novos pontos para transporte de armas. O Super Hornet transporta uma tonelada a mais de carga que seu antecessor. Estruturalmente, a fuselagem do Super Hornet é capaz de suportar curvas de 7,5 Gs sustentado, porém, em caso de urgência, o piloto pode exceder isso chegando a 10 Gs. Vale ressaltar que a aeronave terá que passar por uma detalhada inspeção caso o caça passe por esse esforço. A taxa de giro instantânea é estimada em cerca de 22º/ seg, o que embora não seja "espetacular", também não pode ser considerado ruim. 
Acima: O Super Hornet mostra os vórtices de vapor em uma manobra em alta velocidade. Embora o Super Hornet não seja o caça mais acrobático e agil do mundo, seu desempenho ainda é respeitável.
Todo o avião aumentou de tamanho, o que acarretou a possibilidade de transportar mais combustível e suas entradas de ar, foram recuadas e tiveram sua forma geométrica mudada para um padrão mais retangular, no lugar das tradicionais entradas arredondadas. Essa modificação visou otimizar os voos com velocidade elevada além de diminuir o RCS do avião para os radares inimigos. Deve-se notar também que o F/A-18E tem varias outras modificações para diminuir sua assinatura de radar (RCS), de forma que mesmo sendo maior que seu antecessor, ele ainda é bem menos detectável para o inimigo. Com o aumento do tamanho e as outras modificações é claro que o peso do avião aumentaria também e no caso do F/A-18E esse aumento representou três toneladas a mais de peso que seu antecessor, exigindo, assim, um novo motor que fosse mais potente para não perder o desempenho de voo .O novo motor é um modelo derivado do confiável General Electric F-404 usado nas versões anteriores do F/A-18. O novo motor foi batizado de F-414 GE-400 que consegue um empuxo máximo com pós combustão de 10000 kg, contra os 7252 kg de empuxo do motor mais antigo. Com esse novo motor, o F/A-18E se mostrou ser um pouco mais potente que o F/A-18, original, beneficiando as acelerações.
Acima: Os motores F-414 GE-400 a toda potência dão ao Super Hornet uma relação empuxo peso que se aproxima da unidade. 
Entre as outras novidades incorporadas a esse caça, está um novo radar AN/ APG-79 da Raytheon e Boeing. Esse radar é do tipo AESA (varredura eletrônica ativa) e permitiu aumentar o alcance de busca para 160 Km contra um alvo do tamanho de um caça (5m2) e ainda pode acompanhar 20 alvos simultaneamente assim como direcionar um ataque com mísseis guiados por radar contra seis deles simultaneamente. Assim como o radar APG-77 do F-22 Raptor, o APG-79, executa, simultaneamente, a busca ar ar e ar terra. Sua antena fixa e a baixa energia empregada no funcionamento deste radar permite diminuir as chances de que o sistema de alerta de radar do inimigo perceba a presença do F/A-18E.
O piloto do F/A-18E Super Hornet está equipado com um avançado capacete tipo JHMCS que fornece na viseira do capacite informações sobre navegação e sobre o alvo de forma que basta o piloto olhar para o alvo para que este seja designado para o míssil.
O Super Hornet pode transportar um casulo (pod) multi sensor AN/ASQ-228 que incorpora  um sensor infravermelho, uma câmera de TV com amplificação luminosidade e um telemetro a laser com um designador de alvos, para iluminar armas guiadas a laser.
Para auto defesa o Super Hornet usa um sistema de contramedidas eletrônicas (ECM) para interferir no sinal dos radares inimigos, dificultado sua localização, além de estar equipado com lançador de iscas tipo chaff e flares SUU-42AA  para iludir mísseis guiados por radar e calor, respectivamente.

Acima: O cockpit do Super Hornet é típico das aeronaves de combate dos anos 90 com 4 telas multifuncionais e um HUD, embora os pilotos estejam equipados com capacetes JHMCS que mostra no visor do capacete dados de navegação de do alvo informados pelos sensores do avião.
O F/A-18E substituíram os famosos F-14 durante a primeira década desse século e no final desta década deverá estar operando junto com os novíssimos F-35C Lightning II, já descrito neste blog, a bordo dos porta aviões da esquadra americana. De qualquer forma, o F/A-18E é um bom caça de combate na medida que ele pode atacar alvos terrestres com extrema letalidade, assim como, na mesma missão, interceptar caças inimigos que por ventura venham tentar impedir sua missão. No mercado internacional, o F/A-18E está sendo promovido pelos EUA nos muitos programas de reaparelhamento que estão em andamento no mundo, porém deve-se entender que com seu elevado preço, e o maior potencial de crescimento dos caças de nova geração, as chances de sucesso comercial desta aeronave são bem reduzidas. Para se equipar um porta aviões, esse caça é uma boa escolha, tendo como único concorrente a altura de sua sofisticação eletrônica, o Rafale francês que embora caro também, tem um desempenho de voo superior. Existe uma versão para dois lugares do Super Hornet, que tem o nome de F/A-18F, e que além da conversão como missão, também é usado para combate, sendo que o segundo tripulante tem a missão de controlar os sistemas de armas, facilitando, assim, o desempenho do piloto, que não terá que se preocupar com essa parte da missão. Uma outra versão de dois lugares, chamada de E/A-18 Growler, é usada para a guerra eletrônica em substituição dos já cansados Grumman EA-6B Prowler, porém esta versão merece uma matéria dedicada sobre ela que deixarei para o futuro.


Acima: Nesta foto vemos um F/A-18F, versão biplace do Super Hornet. Esta versão é usada para combate normalmente e devido a ter um segundo tripulante que fica responsável pela operação dos sistemas e armas, a tarefa de pilotar fica mais fácil para o piloto. Nesta foto, ele apresenta 6 mísseis AIM-120 embaixo das asas e dois AIM-9M Sidewinders  nas pontas das asas.
Nas missões de combate aéreo o F/A-18E, poderá levar até 14 mísseis, sendo 2 AIM-9X Sidewinder, guiados por infravermelho e com alcance de 22 km e até 12 AIM-120 Amraam, guiados por radar ativo e com alcance que chega a  105 km na versão C-5, mostrando assim seu fantástico poder de fogo. Porém, na prática, ele decola com seis AIM-120C5 e dois AIM-9X Sidewinder. Para missões ar terra, ele pode ser armado com todas as novas armas guiadas por GPS que estão entrando em operação nas forças armadas americanas, como as JDAM, JSOW, GBU-39 SDB e os mísseis AGM-84H SLAN-ER de longo alcance contra alvos terrestres e navais a distancias de 255 km, sendo guiados por GPS e infravermelho na fase terminal do ataque.Para míssoes de supressão de defesa antiaérea pode ser usado o míssil anti radar AGM-88 HARM que se guia pelas ondas de radares inimigas e consegue destruir uma antena a 150 km de distancia. As bombas guiadas a laser da família Paveway completa o arsenal lançável do Super Hornet. Alias, cabe ressaltar aqui que o F/A-18, em qualquer uma de suas versões, sempre foi um esplêndido sistema de armas, sendo muito adequado ao testes de novos armamentos aerotransportados. Internamente, como a maioria dos caças norte americanos, o Super Hornet está equipado com um canhão gatling General Electric M-61A2 Vulcan com seis canos giratórios em calibre 20 mm que produzem uma cadência 6600 tiros por minuto. O canhão é usado contra alvos a curtíssima distancia, ou seja, algo em torno de 600 a no máximo 1000 metros de distancia. Em combate aéreo isso é considerado como que um ataque a "queima roupa".

Acima: Nesta foto podemos ver apenas uma parte das armas que foram integradas no Super Hornet. 
O projeto do F/A-18 já chega a 36 anos e ainda continua em uso em muitas forças aéreas. O modelo focado nessa matéria, o Super Hornet, está em uso apenas na marinha dos Estados Unidos (US Navy) e na força aérea australiana. A Boeing desenvolveu um programa de melhorias particularmente abrangente para o Super Hornet chamado de Advanced Super Hornet (inicialmente chamava-se Roadmap), e essa iniciativa visa melhorar o potencial de mercado do Super Hornet no mercado internacional que hoje tem uma forte concorrência de ótimos caças como o Rafale, Typhoon, Gripen E, Su-30/ 35 Flanker e mesmo o novo caça F-35, já oferecido a muitos países. O Advanced Super Hornet recebeu dois tanques de combustível conformais (CFT) que foram instalados sobre as LERX (bordas de ataque), e raiz das asas que acrescentam 3500 libras de combustível aumentando a autonomia do caça em 420 km em relação ao Super Hornet original. o modelo tem previsto a instalação de um sistema de detecção passiva de infravermelho IRST sob a cabine do caça, o que liberaria um dos pontos fixos de transportar o sensor em casulos como feito atualmente, deixando ele livre para mais armas. Outro ponto interessante é um novo dispositivo chamado de EWP (Enclosed Weapons Pod), que é um casulo com desenho furtivo montado na estação central da fuselagem. Esse casulo transporta, internamente uma carga de armamento composta por quatro mísseis de médio alcance AIM-120 Amraam, ou uma composição de mísseis AIM-120 e bombas que podem ser JDAMs, SDB ou uma BLU-109 ER (bomba de penetração) usada para destruir bunkers subterrâneos. Os motores F-414 GE400 receberão uma atualização EPE (Enhanced Performance Engine) que aumentará a potência em 17%, levando um empuxo máximo de 11700 kgf por motor o que deverá melhorar o desempenho de voo de uma forma geral.
O Advanced Super Hornet ainda não teve nenhuma encomenda e não se sabe, ao certo, se ele conseguirá salvar a linha de produção do modelo que está prevista para fechar em 2017.
Acima: A ultima versão do F/A-18E/F é o Advanced Super Hornet (ASH), fruto do programa Roadmap. Notem os novos tanques conformais CFT e o casulo de armas EWP montado abaixo da fuselagem do caça.

ABAIXO TEMOS UMA DEMONSTRAÇÃO DO F/A-18F SUPER HORNET EM FARNBOROUGH, INGLATERRA EM 2014. 


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

PROJECT 949A ANTEY (OSCAR II). O indestrutivel dos mares.

FICHA TÉCNICA 
Comprimento: 154 m.
Largura: 18,2 m. 
Calado: 9 m. 
Deslocamento: 23000 toneladas quando submerso.
Velocidade máxima: 32 nós (59 Km/h) submerso ou 15 nós (28 km/h) na superfície.
Profundidade: 500 m normalmente, mas pode chegar a 830 m no máximo. 
Armamento: 4 Tubos para torpedos de 533 mm, 2 tubos para torpedos de 650 mm, somando 24 torpedos;  Míssil anti submarino RPK-2 Viyuga (SS-N-15 Starfish) lançados dos tubos de torpedo de 533 mm; missil antinavio RPK-6 Vodopad (SS-N-16 Stallion) lançados dos tubos de 650 mm; 24 mísseis antinavio P-700 Granit (SS-N-19 Shipwreck). 
Tripulação: 94 a 107 homens.

Propulsão: 2 reatores nucleares OK-650B que produz  e 2 × turbinas a vapor tipo GTZA OK-9 entregando 73.070 kW (98000 shp) para dois eixos.

DESCRIÇÃO 
Por Iuri Gomes
A nova doutrina, de construção de uma poderosa força naval, implantada pelo renomado Almirante Sergey Gorshkov nos anos 70 fez com que a marinha soviética nos anos 80 possuísse uma força de superior a três mil barcos com o objetivo de contrapor à marinha norte-americana (US NAVY). Porém, a marinha soviética (VMF) deu prioridade aos meios submarinos, para escolta de seus submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos (SSBNs) e na preparação para um possível confronto com as Frotas Norte Americanas. Enquanto, a US NAVY possuía e ainda possui uma grande e devastadora força naval de superfície, constituída por gigantescos Navios Aeródromos, que em tempos de guerra, são capazes de transportar cerca de cem aeronaves. Em contraposição a ameaça da frota americana, a marinha russa colocou em operação um gigantesco submarino nuclear lançador de mísseis cruzeiros (SSGN), extremamente silencioso, conhecido como projeto 949- Granit (em russo) e Oscar I (no ocidente) e logo posteriormente uma versão modernizada Projeto 949A- Antey (em russo) e Oscar II (no ocidente). Um submarino, que de acordo com o seu armamento, poderia, até mesmo, derrotar um grupo de batalha. Esse projeto foi realizado com o objetivo de atacar grandes navios de superfície, como cruzadores e porta aviões em qualquer área oceânica do globo terrestre.
Este submarino considerado indestrutível pelos marinheiros russos. Contudo, ficou conhecido mundialmente por protagonizar uma grande catástrofe com o K-141 Kursk no Mar de Barents em 12 de agosto de 2000.
Acima: O submarino classe Oscar II representa um dos maiores trunfos da dissuasão russa atual. Seu desempenho de navegação e seu poder de fogo dão a ele uma capacidade da qual nenhum navio ocidental é capaz de igualar.

ORIGEM
No final da Década de 70 a VMF percebeu que seus SSGNs da classe Charlie possuíam uma capacidade limitada, pois eram ruidosos e levavam apenas oito mísseis P-70 Ametist de curto alcance, um problema crônico dos submarinos soviéticos dos anos 60. O primeiro submarino do Projeto 949 foi encomendado em 1980. No qual, foram feitos somente duas embarcações e em 1982 foi substituído por uma versão atualizada e maior o Projeto 949A.
Assim como os submarinos da classe Typhoon (SSBN), o Oscar possui um casco duplo, um casco de pressão interior e um casco hidrodinâmico exterior. A separação 3.5m entre os cascos interno e externo no Oscar fornece flutuabilidade, reserva significativa e melhor capacidade de resistência contra torpedos convencionais. A inovação externa da variante do Oscar no Projeto 949A foi o aumento do comprimento do submarino em cerca de dez metros, menos ruídos que seu antecessor e atualização do sistema eletrônico.
Embora seja uma embarcação muito grande, com incríveis 23 mil toneladas submersas, 154 metros de comprimento e 18,2 metros de largura, o Oscar II possui uma velocidade superior a 30 nós, bem rápido para seu enorme tamanho e alcança uma profundidade de cerca de 500 metros. Este submarino possui uma cápsula de resgate VSK que pode acomodar 110 tripulantes. Seu casco está divido em dez grandes compartimentos.
I.     Sala de Torpedo
II.    Sala de controle
III.   Estações de combate e rádio
IV.   Sala de estar
V.    Reatores nucleares( compartimento V é dividido em dois)
VI.   Engenharia de propulsão
VII.  Principal turbina de propulsão
VIII. Principal turbina de propulsão
IX.   Motores elétricos
Suas escotilhas de acesso estão localizados nos compartimentos 4 e 9. A cápsula de fuga de emergência se localiza na vela.

Acima: A grande largura do Oscar II é consequência de usar uma configuração de casco duplo, o que o torna extremamente resistente a mergulhos a elevadas profundidades.

ARMAMENTO
Esses submarinos estão equipados com dois tubos de 650 mm e quatro 533 mm de torpedos, capazes de lançar dois tipos de torpedos e mísseis anti-navio. Estes incluem os SS-N-16 Stallion mísseis anti-navio com um alcance de 50 km, levando torpedos, ogivas nucleares ou carga de profundidade nuclear para uso contra navios de superfície ou submarinos.
O submarino está equipado com 24 mísseis localizados em tubos fixados com ângulo de aproximadamente 40º. Os tubos, dispostos em duas filas de doze, são cobertos por seis escotilhas de cada lado da vela, com cada escotilha cobrindo um par de tubos. Os tubos de mísseis são fixados entre o casco de pressão interior e exterior hidrodinâmica, que alojam os famosos SS-N-19 Granit (P-700),  mísseis de cruzeiro com um alcance de 550 km. O míssil tem um comprimento de 10,5 m, pesa 6.9t e transporta uma ogiva de alto explosivo de 750kg ou uma ogiva nuclear de 500kt. Sua velocidade é Mach 1.5 em modo inicial e acelera para mais de Mach 2.5 quando está a poucos quilômetros do alvo. O míssil quando lançado tem o modo de orientação única, um dos mísseis sobe a uma altitude superior e localiza os alvos, enquanto os outros atacam em baixa altitude. O míssil responsável pela designação de alvos sobe em curtos pop-ups, de modo a ser mais difíceis de interceptar. Os mísseis estão ligados por datalinks, que formam uma rede. Se o míssil designador for destruído, o próximo míssil subirá para assumir o seu propósito. Os mísseis são capazes de diferenciar os objetivos, detectar grupos e priorizar alvos automaticamente usando informações recolhidas durante o voo e os tipos de navios e formações de batalha pré-programados em um computador de bordo. Eles atacam os alvos em ordem de prioridade. A tática adotada pelo Oscar II contra um grupo de batalha inimigo é de disparar os 24 mísseis em uma única salva para aumentar o máximo de danos.
Outra arma muito temida do Oscar II é o torpedo VA-111 Shkval. Sua velocidade é muito superior a de qualquer torpedo padrão no mundo, resultado da super cavitação. O torpedo é lançado, com efeito, voando em uma bolha de gás criada pelo desvio para fora da água, pela sua forma especial do cone do nariz e da expansão de gases a partir de seu motor. Ao impedir que a água entre em contato com a superfície do corpo do torpedo, o arrasto é significativamente reduzido, o que permite velocidades extremamente elevadas. O torpedo VA-111 é lançado de tubos de 533 mm, possui a capacidade de transportar uma ogiva nuclear ou ogiva convencional de 210 kg a uma incrível velocidade superior a 200 nós e alcance de 11 a 15 km.

Acima: O  míssil  antinavio SS-N-19 Granit (P-700) sendo carregado em um submarino Oscar II. Este armamento permite que um único submarino desta classe destruir um grupo de batalha naval.
ELETRÔNICA
Um de seus principais equipamentos é o EORSAT (Elint Ocean Reconnaissance Satellite). Um sistema especializado russo de inteligência eletrônica por satélite com objetivo de detectar, identificar e rastrear uma força tarefa que possa estar em qualquer parte do mundo, fazendo a transferência de dados quase simultânea de suas informações de inteligência. Cada EORSAT consiste em uma nave espacial de 3000 kg, com diâmetro de 1,3 metros, um corpo cilíndrico de 17 metros de comprimento e dois grandes painéis solares. No qual, a constelação consiste em vários satélites em dois planos orbitais.
A classe Oscar II está equipada com dois periscópios, rádio sextante, radar de busca de superfície Snoop Pair, radar Rim Hat de interceptação, localizado dentro da área de dispositivos retráteis e uma antena retrátil de comunicação via satélite. O submarino possui uma boia flutuante com uma antena para captar mensagens de rádio, dados de designação alvo e sinais de navegação por satélite em uma grande profundidade e, até mesmo, sob o gelo. Seu sonar é o MGK-503 montado no casco fornece detecção automática do alvo, informando a distancia e a classificação do alvo.

PROPULSÃO
A alta velocidade de propulsão debaixo d'água para o SSGN é fornecida pela usina de energia, que possui dois eixos com duas hélices com sete pás cada, duas configurações de turbina a vapor de forma bifurcada no fim da popa. A principal usina é comum ao projeto 941 Typhoon, já descrito nesse blog, tanto quanto possível, tem uma construção modular e um sistema de duas fases de absorção de choque. A usina inclui dois reatores OK-650B resfriados em água (190 MWT cada) e duas turbinas a vapor com 98.000 CV do tipo GTZA OK-9, que impulsionam dois eixos de transmissão com a ajuda dos redutores, que reduzem a frequência de rotação do parafuso da hélice. Além disso, dois turbo geradores DG-190 estão equipados (2 x 3200 kWt).

Acima: Neste modelo em escala, podemos ver uma das escotilhas do lançador de mísseis P-700 aberta. cada escotilha aberta libera dois mísseis.
UM POUCO DE HISTÓRIA: K-141 KURSK
O Kursk fazia parte da frota do norte da Rússia, que havia sofrido cortes de financiamento ao longo dos anos 1990. Muitos de seus submarinos estavam ancorados e enferrujando na base naval Zapadnaya Litsa, a 100 quilômetros (62 milhas) a partir de Murmansk, pois havia muito pouco recursos para uma quantidade tão grande de navios. No fim da década, em 1999, houve uma espécie de renascimento para a frota. O Kursk realizou uma missão de reconhecimento com sucesso na região do Mediterrâneo, seguindo a sexta frota americana durante a guerra do Kosovo. Em agosto do ano 2000 a Frota Russa buscava o maior exercício naval após nove anos do colapso da União Soviética, envolvendo quatro submarinos de ataque, o navio capitânia da Frota do Norte  Pyotr Velikiy ("Pedro, o Grande" Cruzador nuclear classe- Kirov) e uma flotilha de navios menores. Em 12 de agosto de 2000,o K-141 kursk sofreu uma explosão enquanto se preparava para disparar contra “Pyotr Velikiy” no exercício. Os relatórios posteriores  indicavam que a explosão foi devido à falha de um dos torpedos do Kursk movidos a peróxido de hidrogênio do modelo Tipy 65.
A explosão foi equivalente à detonação 100-250 kg de TNT e registrou um tremor de terra de 2.2 na escala Richter. O submarino afundou em águas relativamente rasas, assentando em 108 metros de profundidade e cerca de 135 quilômetros  ao largo Severomorsk . A segunda explosão, 135 segundos após o evento inicial, medida entre 3,5 e 4,4 graus na escala Richter, o equivalente a 3-7 toneladas de TNT. Uma dessas explosões fez com que grandes pedaços de detritos fosse lançados em volta do submarino. Apesar de tentativas de resgate oferecidas pelos norte-americanos, britânicos e noruegueses , a Rússia recusou as ofertas iniciais de resgate temendo que os segredos de uma de suas mais poderosas armas vazassem. Todos os 118 marinheiros e oficiais a bordo de Kursk  pereceram. O Capitão Tenente Dmitriy Kolesnikov, um dos sobreviventes da primeira explosão, sobreviveu no compartimento 9 na  popa do barco, depois da segunda explosão, que destruiu os espaços a frente do compartimento 9 do submarino. Mergulhadores de resgate encontraram notas sobre seu corpo junto com outros 22  marinheiros de 118 a bordo. A segunda explosão destruiu uma grande parte do submarino (pelo menos 4 dos 9 compartimentos) matando até 95 dos 118 membros da tripulação e fazendo com que o submarino  afundasse. Cerca de 23 membros da tripulação sobreviveram ao naufrágio e refugiou-se no nono compartimento onde morreram devido ao envenenamento por monóxido de carbono na sequência de um incêndio no local (entre 6 e 32 horas após o naufrágio).

Acima: Os tubos de torpedos  do Oscar II expostos. Foi em um desses tubos que começou a pior catástrofe da história submarina mundial: a explosão do Kursk e seu afundamento causando a morte de toda a tripulação.

A IMPORTÂNCIA NA MARINHA RUSSA
A importância dessa classe de navio na marinha russa é notável, pois mesmo com o fim da URSS em 1991 e a decadência dos recursos financeiros, a VMF continuou com a construção de algumas unidades do modelo na década de 90 adiantando a aposentadoria de alguns navios mais antigos para que todos os recursos se concentrassem na construção dos Oscar II. Com o:
•    K-186 Omisk - comissionado em 1993
•    K- 456 Tver - comissionado em 1992
•    K-150 Tomsk - comissionado em 1996
•    K- 266 Orel - comissionado em 1992
•    K – 141 Kursk - comissionado em 1994
A estabilidade econômica da Federação Russa e o novo programa de modernização de suas forças armadas no valor superior a 700 Bilhões de dólares até o ano de 2020, fez com que a VMF criasse um novo ciclo de modernização dos submarinos do Projeto 949A, que mostrarão suas novas garras mais mortíferas, que poderá ser a substituíção dos mísseis Granit por P-800 Onix e 3M-54 kaliber ou uma versão modernizada dos P-700 Granit no futuro. Sem data de aposentadoria, O Oscar II continuará presente nos oceanos do mundo, partindo dos portos do atlântico norte e pacífico.
Acima: Como muitos dos submarinos nucleares russo, o espaço interno do Oscar II é particularmente generoso com sua tripulação, diferentemente dos seus similares ocidentais cujo espaço pé muito claustrofóbico.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM O OSCAR II. 

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

HISTÓRIA DE UM PRACINHA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Memórias de meu pai.


Olá amigos.
Em um país como o Brasil, onde a memoria é curta e a história não é cultuada e nem estudada de forma adequada, surge uma pessoa disposta a gravar uma parte do heroísmo de nossos bravos homens de outrora. O livro da minha amiga Maria Isalete de Brito Leal sobre as aventuras de seu pai, o senhor Francisco Conceição Leal. 
História de um Pracinha da Segunda Guerra Mundial - Memórias do meu pai
            "O livro conta histórias verídicas de um veterano da Segunda Guerra Mundial. Histórias que ele sempre contou e outras que só começou a falar depois que comecei a escrever o livro, pois, não gosta muito de falar sobre a Guerra.
            Um livro com palavras simples, que não narra as estratégias da Segunda Guerra Mundial, não entra no mérito das batalhas. Porém, faz um breve comentário de algumas batalhas que participou.
            Conteúdo rico em histórias reais. Passando os sentimentos de angústias, tristezas, alegrias e esperança de voltar. Contribuindo para um mundo livre e melhor.
            Com fatos marcantes em sua vida e em sua memória. Fatos que vivenciou bem de perto. Que hoje são marcas em sua mente e em seu físico. Histórias vividas por ele e seus companheiros, mais próximos. Histórias tristes que deixarão muitos a pensar e também as que darão boas risadas. Histórias de companheiros que partiram durante o conflito e de companheiros que fizeram parte do seu convívio no pós-guerra, que deixaram saudades.
            Está registrado no livro todo o acervo que guardou, podendo ver a farda, cartas, telegramas e objetos usados por ele durante a campanha na Itália.
            Dessa forma, acredito, ficará registrada e eternizada a participação de um soldado no Teatro de Operações em Território Italiano."

Quem tiver interesse em adquirir esta obra, entre em contato com Maria Isalete pelo seu e-mail: mariaisalete@globo.com. O custo do livro é de R$ 30,00 (frente incluso)