sábado, 30 de maio de 2015

BELL AH-1Z VIPER. O ultimo descendente da grande família Cobra.

FICHA TÉCNICA 
Peso: 5580 kg (vazio).
Altura: 4,37 m.
Comprimento: 17,8 m.
Propulsão: 2 General Electric T700-GE-401C  com 1800 Hp cada..
Velocidade máxima: 337 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 296 Km/h.
Alcance: 400 km com combustível interno e 1900 Km com combustível externo.
Razão de subida vertical: 541 m/min.
Fator de carga: +2.5/ -0,5 G.
Altitude maxima: 6000 m.
Armamento: 987 Kg de cargas externas. Um canhão  M-197 calibre 20 mm com 750 tiros, Misseis AGM-114 Hellfire, Misseis AIM-9L/M Sidewinder, para combate aéreo, e mísseis Stingers contra helicópteros. Lançadores de foguetes Hydra 70 de 70 mm.

PREFÁCIO
Por MessiaH  em parceria com o site Plano Brasil
Em meados dos anos 60 no auge da Guerra do Vietnam após uma requisição do US ARMY (Exército dos Estados Unidos) a Bell Helicopter apresentava um modelo nomeado de Model 209. Utilizando o motor, transmissão e rotor do famoso Bell UH-1 Iroquois “Huey”, nascia o então Bell AH-1, batizado de Cobra. O helicóptero que revolucionou o conceito de “Cavalaria Aérea”.
Por muitos anos, o AH-1 foi a espinha dorsal das forças armadas americanas e a última palavra em helicóptero de ataque e escolta, até o surgimento do Apache.
Quase 50 anos depois, entrava em operação a variante Z denominada de ZULU ou Viper no USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos) onde será utilizado pelo corpo aéreo dos Marines.
Baseado no seu antecessor, o AH-1 “Whiskey” Super Cobra com dois motores, e carregando armas e sensores no estado da arte, o AH-1Z, dá sinais claros de que a cobra está mais potente e mais letal, representando a continuidade dessa família que está pronta para responder às demandas modernas para guerra contemporânea.
Acima: O começo de tudo. O Bell 209 foi o primeiro helicóptero dedicado de combate da história e o irmão mais velho do Viper.

O HELICÓPTERO.
O AH-1Z Viper é derivado direto do AH-1W Super Cobra. Representando um dos helicópteros mais poderosos e avançado, voando hoje. A ideia de uma nova versão do famoso Cobra, surgiu em paralelo ao desenvolvimento da versão Y do helicóptero UH-1, também produzido pela Bell Helicopter com o programa de modernização H1 lançado em 1996, o resultado foi uma comunalidade entre o AH-1Z e UH-1Y tendo 84% de seus componentes idênticos. Assim como o AH-1W que está sendo reconstruído e redesenhado para o padrão AH-1Z. A confiabilidade tradicional da série Huey agora contribui para o excelente desempenho, dinâmica de state-of-the-art e aviônicos do Programa H1. O primeiro voo ocorreu em 2000. Sendo introduzido no US Marine Corps dez anos depois, em 2010. E tendo produção de grande escala iniciando já em 2012.
Acima: O AH-1Z Viper é o mais avançado helicóptero da família Cobra. As mudanças incorporadas nesta versão tornaram o Viper mais rápido, manobrável, e melhor armado que as variantes anteriores.

PROPULSÃO
Uma das modificações principais no AH-1Z Viper foi a nova propulsão, agora baseada em duas turbinas General Electric T700-GE-401C Turboshaft que podem entregar uma potência de até 1.940 shp cada uma se necessário (a potência operacional fica em torno de 1800 shp). Vale ressaltar que turbinas da mesma família equipam outras aeronaves de asas rotativas como o UH-1Y Venom, UH-60 Blackhawk, MH-60 Seahawk e AH-64 Apache.
Além da remotorização, foi adicionado um novo rotor com 4 pás ao invés das tradicionais duas que equipavam os Cobras desde sua primeira versão. As pás são feitas de compósitos que reduzem o peso e aumentam a proteção balística, além de contarem com um sistema de dobragem semi-automática para facilitarem o armazenamento a bordo de navios de assalto anfíbio. Para fins de supressão de ruído e calor, os escapes das turbinas são cobertos com defletores de calor (HIRSS) Hover Infrared Suppression System, uma carenagem que direciona o fluxo para longe da estrutura da aeronave e refrigerar o mesmo.
A configuração de quatro pás fornece melhorias nas características de voo, incluindo o aumento do envelope de voo, velocidade máxima, subida da velocidade vertical, carga útil e redução do nível de vibração do rotor. Modificações que trouxeram melhor desempenho e aumento significativo da segurança em voo. O novo sistema utiliza 75% menos peças do que rotores articulados convencionais, reduzindo significativamente o seu peso.
Acima: Os novos motores General Electric T-700-GE-401C possuem defletores de calor (HIRSS) para afastar o calor do escape para longe da aeronave.

SENSORES
A versão ZULU do AH-1 teve sua aviônica e sistemas integrados (IAS) desenvolvidos pela Northrop Grumman. O “cérebro” do Viper consiste em dois computadores de missão e um sistema automático de controle de voo, garantindo mais confiabilidade as operações. Cada estação da tripulação possui duas telas multifunções de LCD 8 × 6 polegadas e um display de 4.2 × 4.2 polegadas.
Os monitores são fornecidos pela L-3 Ruggedised Command and Control Solutions. Enquanto que a Smiths Aerospace fornece o sistema de controle de estoque de armamentos e de transferência de dados.
Além da suíte de navegação que conta com mapas digitais dinâmico, um moderno sistema de navegação inercial e sensores que auxiliam a tripulação quando em voo pairado garantido a máxima letalidade sem a necessidade de se expor ao fogo inimigo.
Tanto piloto quanto artilheiro do AH-1Z estão equipados com capacetes HMS/D (Helmet Mounted Sight and Display) no qual todas as informações referentes a velocidade, potência, altitude e principalmente informações sobre o alvo são providas na viseira da tripulação. O modelo “Top-Owl” da Thales foi o escolhido para equipar as tripulações do Viper que incorpora conceitos alternativos de visão noturna com base na tecnologia existente promovendo uma integração com a tecnologia já comprovada, ou seja, um aperfeiçoamento do “Top-Owl”.

Acima: O capacete Top-Owl é parte integrada do sistema de sensores do Viper. Graças a ele o piloto pode atuar com muito maior agilidade e maior conciência situacional em condição de combate.
A projeção na viseira fornece imagens em infravermelho, o que garante a operação em quaisquer condições climáticas, seja dia ou noite. O sistema de mira do Viper foi desenvolvido pela Lockheed Martin, conhecido por Hawkeye XR ou TSS – Target Sight System, o sistema incorpora um sistema de controle de fogo (AN/AAQ-30) múltiplos sensores eletro-ópticos e infravermelhos(EO/IR), um sensor FLIR de 3º geração que opera nas bandas de 3-5 microns, um sensor CCD TV em cores com uma resolução de 640×512 e um designador laser. O TSS oferece a capacidade de identificar e designar alvos na faixa máxima das armas, melhorando significativamente a plataforma nos quesitos de sobrevivência e letalidade, principalmente se comparado ao antigo NTS operado nos AH-1W. O AH-1Z Viper pode operar ainda com um radar Longbow instalado na ponta de um de seus cabides de armamentos (asa). Este radar poderá detectar, classificar e priorizar múltiplos alvos fixos e moveis, sendo que o alcance para alvos moveis é de 8 km e para alvos estáticos é de 4 km.
Para defesa ativa, o helicóptero é equipado com o dispensador chaff/flare AN/ALE-47 “Smart” fabricado pela BAE Systems Defesa Integrated Solutions e Lockheed Martin Tactical Defense Systems, dispositivos de alerta de mísseis AAR-47 Missile Warning Device e um sistema AVR-2A Laser Warning Receive APR-39A(v) 2 Radar Warning Receiver que alerta a tripulação em caso de estarem sob mira, seja de um míssil guiado por radar ou a laser.
Acima: O sistema multi sensor TSS AN/AAQ-30 dá ao Viper a capacidade de enxergar em qualquer condição de luminosidade ou climática, além de fornecer dados para pontaria das armas guiadas a laser.

ARMAMENTO
O AH-1Z pode ser armado em seus 6 pontos fixos nas asas com mísseis ar-terra AGM-114 Hellfire, usados para destruir carros de combate pesados ou qualquer outro tipo de alvo reforçado e mísseis ar-ar AIM-9L/M Sidewinder, guiados por infravermelho, para auto defesa contra aeronaves de baixo rendimento como outros helicópteros ou aeronaves lentas; pods de foguetes Hydra de 70 milímetros (7 e 19 tiros) e a versão APKWS guiada, além do armamento fixo na torreta abaixo do nariz um canhão M-197 Gatling com 3 canos rotativos que disparam a uma cadência de 1500 tiros por minuto e com uma capacidade para até 750 munições ou levar ainda tanques externos auxiliares de combustível de 291 e 378 litros. Bombas de manejo Mk-76, BDU-33D, Mk-106 e bombas incendiárias Mk-77.
Acima: Nessa foto o Viper apresenta sua carga de armas completa com dois mísseis ar ar AIM-9M Sidewinder, 8 mísseis AGM-114 Hellfire, dois casulos com 19 foguetes Hydra de 70 mm além do canhão rotativo M-197 calibre 20 mm.

COCKPIT E SEGURANÇA
O cockpit do AH-1Z foi projetado de acordo com o conceito HOCAS (Hands on Collective and Stick) que permite ao piloto voar sempre com as mãos nos controles direcionais e de potência. Outra característica peculiar ao Viper é que ambas as posições, tanto operador/artilheiro quanto a do piloto são bastante similares dando total capacidade de pilotagem e combate a qualquer um dos tripulantes, característica que facilita inclusive o treinamento das tripulações.
Os assentos foram projetados para serem resistentes e atenuarem o choque em caso de queda da aeronave. Os skis de aterrissagem também foram concebidos para absorverem a energia do choque. E todos os tanques de combustíveis possuem auto vedação para impedirem que se incendeiem.
Toda a célula foi construída de modo a resistir a impactos e preservar as estruturas sensíveis um design conhecido como Mass Retection (retenção de massa).
Acima: O cockpit do piloto e do artilheiro é praticamente idêntico, o que possibilita a funcionalidade dobrada e maior segurança de voo para a tripulação.

CONCLUSÃO
De fato, o AH-1Z Cobra/Viper pode ser considerado o mais revolucionário helicóptero da atualidade, sendo descendente de uma já testada e aprovada família, este formidável helicóptero garantirá por outros muitos anos a vanguarda da aviação de escolta e ataque dos Fuzileiros Americanos (Marines) e demais nações que venham a adquiri-lo.
Agregando a experiência adquirida nos últimos conflitos ao que há de mais moderno hoje em tecnologia o Cobra/Viper foi desenvolvido sob medida para o USMC e poderá enfrentar qualquer ameaça além das convencionais para o qual foi projetado. A capacidade de operar mísseis ar- ar AIM-9L/M Sidewinder e futuramente a versão AIM-9X, deixará o campo de batalha muito mais hostil para aeronaves inimigas. Porém sua principal característica ainda será a de aeronave de contra insurgência, atuando em apoio direto as tropas.
No cenário brasileiro, o AH-1Z Viper seria um excelente vetor se operado pela Aviação do Exército ou por um corpo aéreo dos Fuzileiros Navais brasileiros que estrategicamente seria criado, visto que a Estratégia Nacional de Defesa prevê como força expedicionária o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha.
Atuando em parceria com os EC-725 Caracal e Blackhawk’s brasileiros nas missões de C-SAR, escolta e ataque os Cobras seriam ferramentas importantes nas ações estratégicas brasileiras, principalmente no teatro Amazônico que hoje carece de meios operativos de transporte e vigilância.
Por fim, percebe-se que muito de suas linhas originais foi preservada nesta variante Z, porém como já citado, com novo coração, novo cérebro e novos olhos essa Cobra demonstra que está mais venenosa e mais letal do que nunca e pronta para a qualquer momento dar seu bote fatal.


ABAIXO UM VÍDEO DOCUMENTÁRIO SOBRE O AH-1Z VIPER

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

FN FNX. Equilíbrio para defesa pessoal e uso tático policial.


FICHA TÉCNICA
Calibre: 9X19 mm, .40 S&W, 45 ACP.
Peso: FNX-9: 621 g, FNX-40: 690 g, FNX-45: 941 g, FNX-45 Tac: 953 g.
Capacidade: FNX-9: 17 + 1, FNX-40: 14+1, FNX-45: 15+1.
Comprimento do cano: FNX-9 e FNX-40: 4 pol. FNX-45: 4,5 pol. FNX-45 Tac: 5,3 pol.
Comprimento total: FNX-9, FNX-40 e FNX-45: 188 mm. FNX-45 Tac: 219 mm.
Gatilho: Ação dupla/ ação simples.
Sistema de operação: Recuo curto.
Mira: Fixa com sistema tridot.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S.Junior
A fábrica FN Herstal da Bélgica é famosa pela qualidade de seus armamentos e por alguns clássicos do universo das armas de fogo como o velho conhecido fuzil FAL e pela pistola FN High Power, cujo projeto foi adquirido do gênio da engenharia das armas de fogo John Moses Browning e aperfeiçoado pela empresa belga em 1935. A pistola FNX é umas das mais recentes criações da FN Herstal tendo sido introduzidas no mercado norte americano em 2009. O modelo FNX é produzido pela subsidiaria norte americana da empresa com foco a atender os mercados civis e policiais dos Estados Unidos. 

Acima: A FNX-9 mostrada em sua duas opções de acabamento são idênticas a versão FNX -40. O desenho da arma segue a tendência que tem sido observadas em produtos concorrentes, trazendo trilho para lanterna ou apontador laser e armação em polímero.
O projeto da FNX deriva do modelo FNP e traz melhorias na confiabilidade e resistência em relação a FNP. Assim podemos observar que a FNX apresenta um agregado de conceitos bem sucedidos de armas de fogo modernas como a armação de polímero de alta resistência que permite diminuir o peso da arma e assim torna-la mais confortável para o porte diário. Na empunhadura existe a possibilidade de trocar a parte de traz através de dois backstraps de dimensões diferentes para adaptação das dimensões das mãos do atirador. A armação possui um trilho padrão Picatinny para uso de apontadores laser ou lanterna. O sistema de miras que vem de fábrica apresenta uma alça fixa e massa com sistema tridot, o que facilita engajamentos do alvo com agilidade. Seu funcionamento usa o sistema browning modificado e seu gatilho opera em ação dupla no primeiro disparo e simples nos demais. O cão da arma é exposto, diferente da tendência em suprimir esta peça. Eu particularmente prefiro que a arma tenha o cão exposto, e por isso admito que gostei do desenho do FNX. 

Acima: A desmontagem de primeiro escalão da FNX é simples, o que facilita o procedimento de limpeza.
A FNX é fornecida nos 3 principais calibres do mercado que são o 9 mm Parabellum (9X19 mm), .40 S&W e o velho conhecido 45 ACP. Esses são, de longe, os calibres mais consumidos no aquecido mercado norte americano, alvo principal da FNX quando foi pensada pela FN Herstal. O calibre da munição estabelece a variante da FNX que é fornecida no mercado em 4 versões sendo uma em 9 mm, uma em .40 e duas variantes em calibre 45ACP, sendo a ultima variante equipada com um cano com uma rosca no cano para instalação de supressor de ruído e um encaixe para uma mira reflex montada sobre o ferrolho. Os modelos FNX 9 e FNX 40 tem dimensões idênticas, com canos de 4 polegadas
enquanto que as variantes em FNX 45 e FNX 45 Tac (versão com a rosca no cano) possui uma empunhadura modificada para comportar a munição maior  e um cano maior, com 4,5 polegadas (a Tac tem cano de 4,7 polegadas por conta da rosca). Porém, em todas o sistema de funcionamento é o mesmo. Todas as variantes apresentam alta capacidade de tiro, com carregador bifilar de 17 tiros no modelo em 9 mm, 14 tiros no .40, e 15 tiros no modelo 45ACP (existe um carregador limitado a 10 tiros também), porém como mencionado antes, a empunhadura desta versão foi modificada e permitiu um carregador com a generosa capacidade de munição no gorducho calibre.

Acima: O resultado de agrupamento mostrado acima, feito com uma FNX-9 a 15 jardas (13,72 metros), reflete a boa precisão desta família de pistolas.
A FNX é uma pistola bem completa que vem com todo o cuidado e qualidade da FN Herstal para disputar o acirrado mercado de armas de fogo norte americano (e dos países que permitem que o cidadão tenha a melhor arma para se defender, sem limitar os calibres). Seus concorrentes diretos são as pistolas da marca austríaca Glock, já apresentadas nesse site, as pistolas M&P da Smith & Wesson, CZ 75 P07 Duty, HK P-30, etc. Como podem ver, são concorrentes de peso. A FN Herstal produziu uma arma confiável, precisa e que, de fato tem todas as condições de concorrer de igual para igual com todas estas ótimas armas mencionadas e ainda com preço competitivo.

Acima: A FNX-45 tem uma armação modificada e um cano mais longo também. Já a FNX-45 Tac, mostrada abaixo, tem um encaixe para uso de uma mira reflex e uma rosca no cano para uso de supressor de ruído.


ABAIXO TEMOS UM VÍDEO APRESENTANDO E TESTANDO A FNX-9

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FN FNX - Atualização Full Metal Jacket

A atualização do blog Full Metal jacket traz a descrição da moderna pistola FN FNX desenvolvida com foco no maior mercado de armas de fogo do mundo, o dos Estados Unidos. Trata-se de uma arma de excelente qualidade e que pode ser usada para defesa pessoal e para uso policial. Para conhecer melhor este moderno produto da FN Herstal, clique na foto.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

HECKLER & KOCH G-28 DMR - Atualização Full Metal Jacket


O Blog Full Metal Jacket traz hoje um artigo sobre o fuzil de precisão HK-G-28.
Um dos mais recentes produtos dessa consagrada fabricante de armas. Para conhecer o G-28 DMR clique na foto acima.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ARMY TANK PLANT M-109. O longo braço da artilharia brasileira (e de muitos outros países)

FICHA TECNICA (M-109 A6 Paladin)
Tripulação: 4 homens.
Motor: Um motor Detroit Diesel 8V71T com 440 hp de força.
Peso: 31,8 toneladas (carregado).
Comprimento: 9,67 m.
Largura: 3,14 m.
Altura: 3,62 m.
Autonomia: 350 km.
Velocidade: 65 Km/h em estrada.
Passagem de vau: 1,1 m.
Obstáculo vertical: 0,53 m.
Trincheira: 1,83.
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação lateral: 40º.
Armamento: Um canhão modelo M-284 de 155 mm e 39 calibres uma metralhadora M-2HB em calibre .50 (12,7 mm).
Alcance das granadas: Convencional: 30 km, Granada M-982 Excalibur: 57 km.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S. Junior
A artilharia autopropulsada é um dos equipamentos militares mais difundidos nos exércitos do mundo. No ocidente, o obuseiro autopropulsado mais difundido, por longa margem, é o norte americano M-109, desenvolvido a partir de 1952, com intuito de substituir o velho obuseiro autopropulsado M-44. Desde a entrada em serviço no exército dos Estados Unidos em 1963, diversas versões do M-109 foram desenvolvidas e fornecidas a exércitos alinhados com os Estados Unidos.  Os primeiros M-109 tinham um canhão M-126, caracterizado pelo seu curto comprimento e um grande freio de boca, porém em calibre 155 mm. Este canhão tinha um alcance de apenas 14,3 km. Logo ficou claro a necessidade de um canhão com desempenho melhor e assim foi desenvolvido a versão M-109 A1 cujo canhão foi uma versão aumentada do canhão original que foi batizado de M-126 A1. Este canhão permitiu um aumento do alcance para 18 km.
 
Acima: O obus auto propulsado M-44 foi substituído pelo M-109, um sistema de artilharia que acabou se tornando o mais popular do mundo.
Ainda procurando melhorar mais o alcance efetivo do M-109, foi instalado um novo canhão M-185 com o mesmo calibre, porém de maior comprimento, o que elevou a capacidade do M-109 em atingir alvos a 24 km de distancia. A designação desta versão ficou sendo M-109A2. Mais modificações foram sendo incorporadas de forma que se criou o M-109A3 com algumas modernizações mais leves.
O próximo passo na evolução deste clássico sistema de artilharia foi o M-109A4 com a incorporação de um sistema de proteção para guerra nuclear, biológica e química (NBQ). Novas modificações levaram a aumentar o alcance efetivo do veículo, o canhão foi, novamente, modificado para o modelo M-284 cujo alcance pode chegar a 30 km, usando granadas assistidas por foguetes, dando origem ao modelo M-109A5. 

Acima: O Exército do Brasil usa o M-109A3 e o M-109A5 que estão substituindo o velhos e pouco eficientes M-108.
A moderna versão M-109 A6 Paladin, em uso pelo exército dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Esta versão possui o mesmo armamento que o A-5, porém seus sistemas de pontaria e controle de fogo são mais avançados e capazes, podendo, inclusive, usar a nova munição Raytheon /Bofors XM-982 Excalibur. Esta munição especial possui guiagem inercial com apoio de um GPS e aletas que permitem uma capacidade de planeio levando a granada a incríveis 57 km. Por ser guiado por GPS, a margem circular de erro (CEP) é de 5 metros. Outro interessante detalhe da versão A-6 é que o canhão conta com um sistema semi-automático para recarga, o que facilitou a vida da tripulação e permitiu uma cadência de até 8 tiros por minuto. A ultima versão deste consagrado sistema de artilharia é o M-109A7 fabricado pela empresa BAE Systems e representa o futuro da artilharia auto propulsada do exército dos Estados Unidos. O M-109A7 usa algumas tecnologias que haviam sido desenvolvidas para o obus autopropulsado XM-1203 NLOSC que acabou cancelado devido aos cortes orçamentários nos investimentos de defesa dos Estados Unidos. Assim o sistema de carregamento automático integrado a esta ultima versão permite um aumento na cadência de tiro sustentado de 4 tiros por minuto. O chassi é baseado no veículo de combate de infantaria M-3 Bradley, o que melhora a logística de combate por ter alguns componentes comuns entre as viaturas.
Acima: O M-109 A7 é a versão mais moderna do M-109 e está sendo entregue ao exército dos Estados Unidos.
Os veículos M-109, em qualquer versão, podem usar uma metralhadora M-2HB calibre .50 (12,7 mm) na parte de cima da torre. São transportadas 500 munições deste calibre dentro da torre. Já o canhão de 155 mm possui um estoque de 39 granadas dentro veículo. Mesmo assim o M-109 possui uma versão específica para recarga de munição chamada M-992 capaz de transportar 93 granadas.
A propulsão das versões mais antigas do M-109 era feita por um motor Detroit Diesel 8V71T. Este confiável motor fornece uma potência de 440 Hp e permite ao M-109 se deslocar a velocidade máxima de 65 km/h em estradas. A autonomia não é das melhores, chegando a 350 km. Já na ultima versão, a M-109A7, o motor original foi substituído pelo mais moderno Cummins VTA-903T com 8 cilindros e que produz 600 hp de potencia. Este motor é o mesmo usado no veículo de combate de infantaria M-2/M-3 Bradley.
A proteção instalada no M-109 permite a tripulação sobreviver em ambientes de guerra química, nuclear e bacteriológica, a partir da versão A-4 e a blindagem do veículo consegue resistir a impactos de projéteis de armas leves até 7,62X51mm e fragmentos de granadas. A ultima versão, a A-7, tem uma blindagem reforçada na área da torre.
Acima: O veículo da foto é o M-992, versão de recarga do M-109, que transporta granadas para os veículos M-109.Este veículo pode transportar 93 granadas em seu interior.
O Brasil adquiriu, em 1999, 37 veículos M-109A3 junto ao exército da Bélgica e 40 M-109A5 do exército dos Estados Unidos. Antes desta aquisição nossas peças de artilharia motorizadas eram compostas apenas pelo velho M-108 com um canhão de 105 mm cujo alcance mal chegava a 15 km. Mesmo sendo em numero, relativamente pequeno, estes veículos aumentaram bastante a capacidade da artilharia autopropulsada do exército brasileiro. O M-109 se manterá na ativa por décadas ainda, graças a sua confiabilidade e numero elevado de nações que o usam em suas fileiras de artilharia. A grande variedade de versões deste veículo mostra que há uma certa facilidade em implantar modernizações nele, o que também permite sua manutenção em serviço por muito tempo.
Acima: Um M-109A6 Paladin  abrindo fogo de artilharia. Notem a granada logo após  sair da boca do canhão.

Acima: Soldados do Exército dos Estados Unidos recarregam um M-109A6 com granadas de 155 mm.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO DE UM M-109 SENDO OPERADO PELO EXÉRCITO DOS ESTADOS UNIDOS.

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

CLASSE F-100 ÁLVARO DE BAZÁN. As maiores garras da marinha espanhola.


FICHA TÉCNICA  
Tipo: Fragata de defesa antiaérea. 
Tripulação: 250 tripulantes.
Data do comissionamento: Setembro de 2002.
Deslocamento: 5800 toneladas (totalmente carregado). 
Comprimento: 146,7 m. 
Boca: 18,6 m. 
Propulsão: 2 motores diesel Bazán Bravo-12 e duas turbinas a gás General Electric LM 2500 que produzem juntas uma potência de 47494 HP 
Velocidade máxima: 29 nós (54 km/h). 
Alcance: 8300 Km. 
Sensores: Radar multifunção tridimensional SPY-1D com 450 Km de alcance. Radar de busca de superfície AN/SPS-67 (V)4. Radar de controle de fogo Raytheon SPG-62 MK-99, Sonar: Raytheon DE-1160 LF. 
Armamento: 1 lançador vertical MK-41 para 64 mísseis antiaéreos ESSM ou 32 mísseis SM-2 Standard, 1 sistema CIWS Meroka 2B com 12 canos de 20 mm; 2 lançadores quádruplos para mísseis antinavio RGM-84D Harpoon, 1 canhão MK-45 de 127 mm; 2 canhões de 20 mm; ASW: 2 lançadores triplos MK-32 mod-9 para torpedos leves MK-46.
Aeronaves: 1 helicóptero Sikorsky SH-60B Sea Hawk.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S. Junior
A poderosa fragata espanhola, F-100 Álvaro De Bazán, ou simplesmente F-100, é um ícone dentro dos modernos vasos de superfície nas forças navais mundiais. A F-100, além de muito bem armada, é também muito bem equipada eletronicamente, sendo a primeira fragata, a ser equipada com o poderoso sistema de busca AEGIS, muito conhecido graças aos poderosos destróieres e cruzadores americanos que o empregam. De fato, esse sistema torna a fragata F-100, um navio impar na categoria dele.
A F-100 foi construída pelos estaleiros Navantia e Izar, sob uma encomenda da marinha espanhola que precisava de escoltas mais eficientes que pudessem prover ampla cobertura antiaérea, combate antinavio e caça a submarinos. Foram encomendados 5 navios, sendo o primeiro, o Álvaro de Bazan comissionado em setembro de 2002. Atualmente todos os 5 navios estão em serviço, dando uma capacidade de escolta elevada para a marinha espanhola e para a aliança da OTAN da qual a Espanha é signatária.
Acima: Graças ao uso do sistema AEGIS de radar, a Álvaro de Bazán tem suas linhas parecidas com as encontradas nos destróieres da classe Arleigh Burke já apresentado neste site.
O principal sensor do F-100, é o poderoso radar SPY-1D AEGIS, que permite rastrear de 800 alvos a 450 Km de forma ininterrupta, já que se trata de um radar de varredura eletrônica. Sem dúvidas é o melhor sistema de busca já instalado num navio da categoria de fragata. O sistema AEGIS controla a detecção e a sequencia de engajamento mais adequada para cada situação. Atualmente uma nova versão deste potente radar está sendo instalada no F-100. Um outro radar, o AN/SPS-67, também está instalado, fazendo busca bidimensional, de curto alcance (cerca de 115 km), e otimizando a capacidade de detecção de alvos de superfície. Para controle de fogo foi instalado o radar Raytheon SPG-62 MK-99 que fornece os dados do alvo para os mísseis SM-2 Standard.
O sonar usado, é um Raytheon DE-1160 LF, que funcional na forma ativa e na passiva. Este sonar está montado no arco do casco do navio.

Acima: As fragatas da classe Álvaro de Bazán são capazes de proporcionar uma varredura antiaérea de longo alcance graças as 4 antenas de radar SPY-1D do sistema AEGIS.
O armamento do F-100 é composto por 2 lançadores quádruplos de mísseis RGM-84D Harpoon, antinavio, com alcance de 130 Km, e orientação por radar ativo na fase terminal do ataque. Esta arma é bem comum, nos países considerados amigos pelos Estados Unidos. Para combate antiaéreo, o F-100 está equipado com um lançador vertical MK-41 com 32 células de lançamento para mísseis ESSM  (64 mísseis) com alcance de 50 km e guiagem semi-ativa. O lançador MK-41 pode também ser equipado com os mísseis Raytheon Standard SM-2 MR block III (32 mísseis), com alcance em torno de 74 km, e guiagem semi-ativa, como no ESSM. O navio, está armado com um canhão multifunção MK-45 mod 2 de 127 mm, que é usado para dar apoio de fogo em ações de desembarque, ou contra alvos aéreos. Para tanto, esse canhão é controlado por um radar de controle de fogo DORNA, que funciona usando um sistema de apoio eletro-óptico, junto com a antena de radar de banda K. Este canhão consegue uma cadência de 20 tiros por minuto e suas granadas atingem uma distancia de 24 km. Para defesa de ponto um sistema CIWS Meroka 2B, com 12 canos de 20 mm, rendem uma cadência de 1440 tiros por minuto. Esse sistema está integrado a uma câmera infravermelha, e ao radar AEGIS. Além do Meroka, mais 2 canhões de 20 mm estão montados no convés.Os lançadores de torpedos não foram esquecidos para armar o F-100, e foram instalados 2 lançadores triplos, MK-32 para torpedos leves MK-46, capazes de atingir um alvo a 11 km de distancia e 365 metros de profundidade. Ainda, para apoio a guerra antissubmarino, os navios desta classe operam um helicóptero Sikorsky SH-60B Seahawk (LAMPS III)

Acima: O míssil antiaéreo ESSM é lançado do lançador vertical MK-41. Ao todo podem ser lançados 64 mísseis deste tipo ou uma combinação deste com o míssil SM-2MR Standard Block IIIA.
A propulsão do F-100 é do tipo CODOG, ou seja, a já bem conhecida combinação diesel e gás, igual a tantos outros navios já descritos nesse blog. O sistema é eficaz e permite uma manutenção com custos mais aceitáveis que a de uma propulsão nuclear. Dois motores diesel Bazán Bravo-12. As turbinas a gás, são duas GE LM 2500, também amplamente difundidas nesse tipo de navio. Essa combinação propulsora produz 47494 HP de potência levando a F-100 a uma velocidade máxima de 29 nós (54 km/h), o que é muito bom para esse tipo de navio e permitindo a F-100 operar em grupos de batalha como escolta. Sua autonomia, também muito boa, chega a 8300 km. 

Acima: Um heliporto e um hangar na popa da Álvaro de Bazán, permite operar um helicóptero SH-60B Seahawk que faz missões de caça antissubmarino e busca e salvamento.
A F-100 é uma fragata que poderia ser classificada como um verdadeiro destróier, em algumas marinhas dado a sua excelente capacidade de combate. O custo desse elevado poder de fogo, no entanto, pesa. Uma F-100 sai hoje por cerca de USD 904.000.000,00. Valor, também,  típico de um destróier. A Espanha tem uma das melhores fragatas do mundo atual, sem duvida alguma. A Austrália também acabou embarcando com sua marinha na poderosa F-100 quando encomendou sua nova fragata classe Hobart, que é baseada na F-100.


ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM A F-100 EM AÇÃO.


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terça-feira, 5 de maio de 2015

NOVIDADES DO WARFARE.

Olá amigos.Duas novidades marcaram as ultimas 24 horas no WARFARE blog. A primeira é que o blog se tornou um site. Eu registrei o domínio WARFAREBLOG e agora o endereço do site poderá ser acessado pelowww.warfareblog.com.br. A segunda novidade foi a criação de uma conta no TWITTER. Para seguir WARFARE no Twitter procure por: https://twitter.com/editorwarfareVamos seguir o WARFARE no twitter e dar asas a essa nova etapa do site WARFARE.Abraços

domingo, 3 de maio de 2015

ALENIA AERMARCCHI M-346 MASTER. O mestre do treinamento avançado.

FICHA TÉCNICA 
Velocidade de cruzeiro: mach 0.85 (1059 km/h).
Velocidade máxima: mach 0,90 (1095 km/h).
Razão de subida: 6705 m/min.
Potência: 0,84.
Carga de asa: 58.3 lb/ft²
Fator de carga: +8/-3 Gs
Taxa de giro: 17º/s (instantânea) e 14º/seg (sustentada)
Razão de rolamento: *220º/s
Raio de ação/ alcance:  900 km/ 1981 km
Empuxo: 2 motores Honeywell F124-GA-200 com 2834 kgf de empuxo cada.
DIMENSÕES
Comprimento: 11,49m
Envergadura: 9,72m
Altura: 4,91 m
Peso: 7400 kg (decolagem)
ARMAMENTO
3000 kg de cargas externas que variam, de tanques de combustíveis a bombas e lançadores de foguetes não guiados. Existe a possibilidade de armar o M-346 com mísseis ar ar AIM-9L/M Sidewinder, mísseis anti navio MBSA Marte MK-2.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S.Junior
O avançado avião de treinamento Alenia Aermacchi M-346 Master apresenta um desenho que você pode sentir que já viu em algum outro lugar. Principalmente se você é dassas pessoas que, como eu, são aficionadas por aviação militar. Essa impressão não está errada! De fato você viu esse desenho em outro lugar! Para ser mais específico estou falando da Rússia. Sim, a Rússia, o berço do poderoso super caça Su-27 Flanker e dos ágeis MIG-29 Fulcrum, que projetou através de sua empresa Yakolev, o YAK-130. O YAK-130, resultado do projeto YAK-UTS, foi desenvolvido em conjunto com a empresa italiana Alenia Aermacchi a partir de 1993. A ideia era o fornecimento de aeronaves de treinamento para a força aérea russa e para a força aérea italiana. Porém, depois de o protótipo inciar seu programa de voos de testes, houve alguns problemas entre as duas empresas a respeito de sua prioridades. Assim cada companhia acabou seguindo sozinha no desenvolvimento de seus aviões. 
Embora sejam modelos com aparência bastante parecida, os aviões são bem diferentes internamente e o modelo italiano, batizado de M-346 Master tem características especificas para ir de encontro a necessidades de nações ocidentais em treinamento avançado. O primeiro voo do modelo M-346 ocorreu em 2004 e a força aérea italiana colocou uma encomenda de 6 unidades e mais 9 opções que foram exercidas posteriormente, totalizando 15 unidades naquela força aérea. 
Acima: Nas duas fotos acima, o avião negro é o russo YAK-130 do qual o M-346 do lado direito, deriva. As semelhanças externas são bastante explicitas.
O M-346 Master é propulsado por dois motores turbofans Honeywell / ITEC F124-GA-200 que fornecem 2834 kgf de empuxo cada, permitindo uma relação empuxo peso que atinge 0,84, considerada elevada para esta categoria de aeronave. Essa qualidade permite um desempenho de voo muito bom, dando boas acelerações para se recuperar de manobras mais agressivas e ainda possibilitando ao aluno uma experiência física de voo mais próxima do que ele vai encontrar no cockpit dos caças de primeira linha que ele pilotará em sua vida operacional. Nesse ponto, em especial, é interessante observar que o controle de voo fly by wire (FBW) com redundância quadrupla, integrada a um computador de controle de voo (FCS) permite o avião simular o comportamento dinâmico de vários  modelos de primeira linha como o caça Eurofighter Typhoon em uso pela força aérea italiana, entre outros modelos. Essa característica inédita e que é compartilhada pelo seu irmão russo YAK-130, também facilita muito a integração do futuro piloto com a realidade do voo de alta performance. A estrutura do M-346 suporta manobras de 8 Gs e 3 Gs negativo, e sua capacidade de curva, dada pela taxa de giro instantânea de 17º/seg já dá uma boa ideia de sua boa agilidade.
Acima: Os dois protótipos do M-346 pintados nas cores azul e vermelho fizeram diversas apresentações de manobrabilidade. O Computador de controle de voo permite simular o comportamento dinâmico de aeronaves de combate de primeira linha para facilitar a integração do novo piloto a caças de alto desempenho.
O M-346 é uma aeronave que pode ser considerada como um dos melhores treinadores do mundo, devido a seu desempenho de manobra ser muito parecido a de um avião de combate de primeira linha. Logicamente que esse bom desempenho pode ser usado em missões de combate. Assim, o M-346, uma aeronave classificada como LIFT (Lead-in fighter training) que é justamente uma aeronave que simula o desempenho de um caça de primeira linha em treinamentos, pode ser usado em missões de combate reais, principalmente com perfil ar solo, embora o M-346 possa ser armado com mísseis ar ar de curto alcance para enfrentar dogfights. E falando sobre armamentos, o M-346 é capaz de transportar cerca de 3000 kg de cargas externas que podem ser armas ou tanques de combustível externos. Atualmente, o M-346 não transporta sensores complexos e por isso, na verdade, limita os tipos de armas que, de fato podem ser usados por ele. Hoje, para combate ar ar, o míssil AIM-9L/M Sidewinder já foi integrado a aeronave. Trata-se de um míssil com alcance com 18 km o que o qualifica para combates de curta distancia e seu sistema de guiagem é por sensor infravermelho com capacidade all Aspect, o que lhe permite atacar alvos de frente através do calor da fuselagem da aeronave que é aquecida pela fricção com o ar. O M-346 pode receber o míssil anti navio MBDA Marte MK-2A, com alcance de 30 km e seu sistema de guiagem se dá por radar ativo. Outros armamentos disponíveis são as bombas de queda livre da família MK e lançadores de foguetes não guiados de 70 mm.

Acima: Embora o papel principal do M-346 Master seja o de treinamento, seu desempenho permite que seja usado de em combate como um avião de ataque leve ou de interceptação de curto alcance usando mísseis AIM-9L/M Sidewinder.
Atualmente o M-346 foi encomendado por 4 forças aéreas e são elas a Italiana, israelense, polonesa e a força aérea de Singapura somando 95 aeronaves. O governo dos Estados Unidos e sua força aérea estão em vias de iniciar uma concorrência para fornecimento de um novo jato de treinamento LIFT que substituirá os cansados T-38 Talon. A Alenia se juntou com a General Dynamics para oferecer uma versão de seu M-346, que foi chamado de T-100. Porém no começo de 2015, a empresa General Dynamics se retirou do programa, deixando a Alenia sem um parceiro norte americano para dar prosseguimento a esse programa. Nos Estados Unidos, uma empresa que se torne fornecedora de suas forças armadas precisa de um parceiro local para transferir a tecnologia e gerar empregos para os norte americanos, e sem um parceiro local, a viabilidade do modelo T-100 estará comprometida dentro desta concorrência. De qualquer forma, o M-346 é uma aeronave de treinamento que eu classifico como excelente (assim como seu irmão russo YAK-130). Ele representa, de fato, uma evolução interessante em termos de recursos de treinamento para novos pilotos de combate a um custo mais baixo que jogar o piloto novato em um caça de linha de frente biplace  como está sendo feito no Brasil. O custo de operar um caça de primeira linha é alto e por isso não convém treinar pilotos novos com um custo desse porte. Por outro lado, o custo de aquisição (reforço que é SÓ DE AQUISIÇÃO) antes que o pessoal comece a misturar as coisas, do M-346 é um pouco alto. Cada M-346 não sai por menos de U$ 42 milhões de dólares. Ou seja, tem custo próximo de um caça F-16C block 50 novo de fábrica! Pode ser que com novas encomendas, esse valor possa baixar um pouco devido a economia de escala, porém, hoje, deve-se pensar sobre a relação custo benefício de um investimento desses.

Acima: O layout do cockpit do M-346 é similar a de muitos caças de 4º geração, sendo, especialmente similar ao do Eurofighter Typhoon, operado pela Força Aérea Italiana.


Acima: O M-346 pode receber um probe de reabastecimento em voo, tornando ainda mais completo o processo de treinamento do futuro piloto de combate, além de ser muito útil em situações de combate real.



ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO PROMOCIONAL DO M-346 MASTER.

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