sábado, 25 de abril de 2015

MATÉRIA SOBRE DESARMAMENTO DA REVISTA ÉPOCA - meu ponto de vista sobre a matéria.


Hoje eu comprei a revista Época por causa de seu artigo principal (de capa) sobre o tema desarmamento. Por se tratar de um veículo impresso da Editora Globo, eu já esperava uma matéria tendenciosa a favor do banditismo e com comentários imbecis a favor da “paz”. Bingo!!!!! Eu não estava errado. Realmente a matéria apresenta um texto igualzinho aos lixos que esta mesma editora apresentava antes do estatuto do desarmamento em que expõe diversas mentiras sobre a realidade do mundo das armas e seu uso legítimo em defesa pessoal. 

A matéria apresenta um texto defendendo a anulação do desarmamento, essa de autoria do professor de filosofia Denis Rosenfield da Universidade Federal, e que fez uma defesa de nosso ponto de vista de forma clara, com dados de credibilidade e com argumentos indestrutíveis. Já pelo lado do não, um texto a favor do desarmamento total da população civil foi escrito pelo atual secretário de segurança do Estado do Rio de Janeiro, o senhor José Mariano Beltrame. Os argumentos deste senhor são fracos e focam em detalhes como “diminuição do numero de disparos” e não na verdadeira causa da violência que é justamente o acesso a armas ilegais. Alias ele até comenta sobre o problema da facilidade de aquisição de armas ilegais, mas faz esse comentário desvirtuando o assunto que são as armas legais. Os comentários dele me levam a pensar (não estou acusando ele de nada, apenas conjecturando) que ele, de alguma forma, se beneficia da ação de bandidos como traficantes e milicianos para tomar medidas como a retirada de fuzis de assalto de batalhões da PM na zona sul da cidade (o que do meu ponto de vista é uma loucura, uma irresponsabilidade total e quem sabe, até um ato de má fé mesmo). O argumento maior, que eu senti no texto dele, diz que ele pretende defender a vida por ser o “bem maior” das pessoas, o que me pareceu que ele iguala, também de forma irresponsável, a vida do bandido com a de suas vitimas. O fato de que ele está a 8 anos no cargo, para mim não quer dizer absolutamente nada uma vez que a situação do Rio não melhorou nada e não é o povo que vota nele para estar ali, e sim o fato de ele ter “amigos importantes e influentes” que o colocaram nesse cargo. 
Por fim, a revista manifestou ao fim da matéria sua posição, baseada em “estudos” (feitos onde e com quais fontes de pesquisas????). e com mentiras imbecis, que apenas aumentam o grau de descrédito que a publicação tem entre as pessoas que, de fato, detém conhecimento sobre qualquer assunto. É evidente que este não é o único assunto que a revista Época escreve e publica asneiras, inverdade, e imbecilidades. Mas apenas mais um dos tantos. Só o fato de não terem convidado o professor Bene Barbosa, maior autoridade nacional no assunto, e terem consultados dados da ONG “Instituto Sou da Paz”, sempre viciada, já deixa claro a malícia da matéria escrita de forma parcial e fora dos padrões de isenção que qualquer matéria jornalística precisa ter por princípio.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

COLT M-45A1 CQBP. A prova da imortalidade de um bom projeto.


FICHA TÉCNICA
Calibre: 45 ACP.
Peso: 1270 gramas.
Capacidade: 7 + 1 tiros..
Comprimento do cano: 5 pol.
Comprimento total: 2159 mm.
Gatilho: Ação simples.
Sistema de operação: Recuo curto.
Mira: Fixa com sistema tridot.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S.Junior
O mundo das armas de fogo tem uma característica muito interessante que é a longevidade de alguns projetos de armamentos que não se aposentam simplesmente pela sua excepcional confiabilidade, precisão e eficácia. Muitos são os exemplos disso. Temos o fuzil AK-47, projetado no fim de 1945 e que está em operação até os dias de hoje, 70 anos depois, em várias configurações, sendo algumas delas bem similares a versão original e outras mais modernas agregando modificações que a modernidade e conhecimento adquirido em campos de batalha do século XX trouxe. Existem outros exemplos parecidos com este que citei do fuzil russo. Porém, o foco desta matéria é apresentar  um dos casos de maior longevidade nesse segmento: A mais moderna versão da centenária pistola Colt M-1911 projetada pelo gênio da engenharia bélica John Moses Browning em 1907 para preencher os requisitos de uma pistola em calibre 45  (11,43 mm) para substituir os revolveres calibre 38 em uso pelo exército dos Estados Unidos e que havia demonstrado uma fraca capacidade de "parar" os inimigos durante a campanha contra os Moros nas Filipinas. O resultado dos estudos foi o  desenvolvimento do, hoje, consagrado calibre 45 ACP (Automatic Colt Pistol). Depois de testes com armas de vários fabricantes, a empresa Colt, com o projeto de John M Browning venceu, por unanimidade em 1911, o que levou a adoção do nome Modelo 1911 ou simplesmente M-1911. A arma lutou em praticamente todas as guerras e conflitos do século XX e nesse começo do século XXI.  Está claro que com a recente adoção (em 2010) pelo USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos) de um modelo derivado da M-1911, altamente aperfeiçoado pela Colt, chamado de M-1070CQBP, e batizado, dentro do USMC como M-45A1 CQBP, permitirá que esse projeto siga por muito tempo ainda em serviço operacional.

Acima: Acima temos um exemplar das primeiras pistolas Colt M1911 do exército dos estados Unidos. Comparem com a nova Colt M45A1 mostrada na foto a baixo.

A nova pistola dos fuzileiros navais americanos recebeu uma encomenda inicial de 4036 exemplares, mas com novas encomendas a serem feitas no decorrer do processo de reequipamento da tropa. A Colt venceu uma concorrência onde a Springfield Armory e a não tão famosa Karl Lippard Designs também apresentaram propostas. O modelo Colt M-45A1 apresenta uma série de modificações como a incorporação de um trilho padrão picatinny abaixo da armação, por sua vez produzida em aço inoxidável, que facilita a instalação de acessórios como lanternas e apontadores laser. O gatilho teve sua dimensão aumentada o que dá melhor conforto para o disparo e ele foi produzido em alumínio. O sistema de mira adotado é fixa, e zerada de fábrica, apresentando 3 pontos luminescentes de tritium da marca Novak, um líder na concepção desse tipo de mira.

Acima: A M-45A1 traz o que existe de melhor em uma pistola de combate. O trilho picatinny está bem visível nessa foto, a frente do guarda mato, o que, junto com o acabamento fosco representa as características marcantes desta nova versão da M-1911.
O sistema de funcionamento permanece o mesmo confiável sistema de recuo curto com ação simples do gatilho, que garante boa eficiência de funcionamento a arma e o carregador monofilar foi mantido (mesmo existindo versões com carregadores bifilares) o que embora proporcione maior poder de fogo, limita o conforto da "pega" comprometendo a ergonomia, para pessoas com mãos de média e pequenas dimensões. As talas na empunhadura são de borracha e pouco mais espeças que as M-1911 que também torna a ergonomia melhor. O carregador tem a capacidade original das M-1911, ou seja de 7 munições, o que, somado à munição que vai na câmara, totaliza 8 tiros de capacidade da M-45A1. É interessante observar nesse ponto que o carregador da M-45A1 não é fabricado pela Colt, mas sim por uma empresa que, normalmente, é concorrente deles no mercado, a Wilson Combat. A cor de deserto fosca apresentada da M-45A foi requisitada pelo comando dos fuzileiros navais (USMC) o que acabou se tornando uma das características mais marcantes dessa ultima versão militar da velha guerreira da Colt. 

Acima: A desmontagem de primeiro escalão é exatamente a mesma da família M1911,que pode ser considerada relativamente fácil de ser feita para limpeza e lubrificação.
A pistola M-45A1 é apenas mais uma prova de quanto pode ser longa a carreira ativa de uma arma de fogo bem projetada, precisa e eficaz. Com a incorporação de novas soluções táticas como o trilho de acessórios, acabamento fosco e produzida em aço inoxidável com acebamento fosco, para evitar reflexo, a ultima variante desta pistola de projeto de inicio de século passado, se manterá em serviço militar, policial 
e no mercado de defesa civil nos países democráticos por muitas décadas com certeza. Sua capacidade do carregador, pode, dependendo de ponto de vista pessoal de cada um, ser considerado uma desvantagem, porém, isso pode ser resolvido com treinamento para melhorar a precisão do operador para que este não desperdice tiros em situação de combate.

Acima: Uma das maiores qualidades da Colt M45A1 é sua precisão nata. A foto mostra um tipico resultado de tiro sobre tiro, conseguido por um atirador treinado somado as características da arma.


Acima: Um fuzileiro treina com sua M-45A1. O modelo M-1911 é muito apreciado pelos fuzileiros devido a sua confiabilidade, poder de parada e precisão.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM UMA DEMONSTRAÇÃO DA M-45A1.

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PISTOLA COLT M-45A1 - Atualização Full Metal Jacket


Olá amigos.
A pistola de M-1911 continua forte e firma no mercado civil e militar. A ultima versão da velha guerreira, a Colt M-45A1 está equipando as tropas dos Marines americanos desde 2010 e deverá se manter por décadas em serviço ainda. Para conhecer melhor esta nova versão da M-1911 entre em: http://fullmetaljacketbr.blogspot.com.br/2015/04/colt-m-45a1-cqbp-prova-da-imortalidade.html
Abraços

quinta-feira, 16 de abril de 2015

SUBMETRALHADORA HK UMP - Atualização Full Metal Jacket


Olá amigos. 
A submetralhadora HK UMP é o foco da matéria desta semana no blog Full Metal jacket. Trata-se de uma moderna submetralhadora para uso tático policial que tem objetivo dar uma alternativa eficiente e de custo menor que a consagrada MP-5.
Abraços

sexta-feira, 10 de abril de 2015

EUROSAM SAMP/T. Nascido no mar e e operando em terra.


FICHA TÉCNICA
Motor: Propelente sólido de dois estágios.
Velocidade: Mach 4,5 (5411 km/h).
Alcance: 100 Km.
Altitude: 20 km.

Comprimento: 4,9 m.
Peso: 450 kg.

Ogiva:  fragmentação direcionada com detonação por proximidade ou contato direto.
Lançadores: Caminhão renault Kerax 8X4 ou Astra 8X8.
Guiagem: Guiagem inercial com radar ativo na fase final do engajamento.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S Junior
O WARFARE blog tem apresentado algumas matérias tratando de navios de guerra e em sua descrição é comum observar, principalmente nos navios de origem europeia um armamento comum: O moderno e eficiente míssil Aster15/ 30, sendo o modelo Aster 30, de médio alcance. Graças a modularidade do seu sistema e a suas dimensões compactas, o míssil Aster pode ser empregado em um sistema baseado em terra para proporcionar uma elevada capacidade de defesa antiaérea para pontos estratégicos que são de elevado valor para um inimigo, como fábricas, usinas elétricas, bases aéreas, etc.
Nasce aqui o sistema SAMP/T (sol-air moyenne portée terrestre) ou "míssil Superfície Ar de Médio Alcance baseado em Terra" projetado no início dos anos 90 pela Eurosam, uma joint veture entre a poderosa fabricante de mísseis MBDA e a Thales da França, e entrando em operação na força aérea francesa em 2010 e no exército italiano em 2014.

Acima: O sistema de lançamento de mísseis SAMP/T é baseado no moderno e eficiente míssil Aster 30, bem conhecido por seu uso em sistemas de defesa antiaérea navais.
Como mencionado antes, a modularidade do sistema agrega uma vantagem significativa dando a cada cliente a possibilidade de usar alguns sistemas próprios para emprego do SAMP/T. No caso da França, principal operador terrestre, foi usado um caminhão Renault Kerax com tração 8x4 para transportar os contêineres lançadores dos mísseis Aster 30. estes caminhões de 4 eixos são propulsados por um motor de 6 cilindros DXi-11 a diesel que fornece 460 hp de potência e consegue atingir 120 km/h em estrada. Cada caminhão dispõe de 8 mísseis Aster 30 para pronto emprego e o lançamento se dá de com a posição vertical garantindo a cobertura contra alvos a 360º em volta do lançador. Os italianos usam outro caminhão, como veículo deste sistema. No caso, eles usam um Astra 8X8.
Acima: O lançamento do Aster 30 feito de uma viatura renault Kerax da força aérea francesa. O Astra 30 é propulsado por um motor de dois estágios que lhe permite uma aceleração extremamente rápida.
O míssil Aster 30 tem alcance de 100 km contra aeronaves voando em alta altitude e pode engajar um alvo a uma altitude máxima de 20 km. Este míssil  transporta uma ogiva de fragmentação a uma velocidade de mach 4,5 que corresponde a 5411 km/h, ou seja, bem superior a qualquer aeronave conhecida. O míssil é capaz suportar cargas  de 60 Gs. Seu sistema de guiagem se dá por um sistema inercial e recebe atualizações de posicionamento do alvo através de transmissões de datalink feitas pelo radar de controle de tiro Arabel e quando o míssil chega a fase terminal do engajamento, ele liga seu próprio radar ativo para atingir o alvo.
Acima: O veículo de recarga da bateria do sistema SAMP/T, usado para recarregar o veículo lançador de forma rápida.
O sistema de controle de fogo é fornecido pelo radar francês multi-função Thales Arabel, do tipo AESA (escaneamento eletrônico ativo) que opera tridimensionalmente. Este radar pode rastrear até 100 alvos simultaneamente a uma distancia de até 148 km (alvos de grandes dimensões), podendo, ainda, engajar até 10 alvos simultaneamente. O Arabel  foi projetado para operar em pesados ambientes de interferência eletrônica sem comprometer seu desempenho. O radar é transportado em um caminhão do mesmo tipo do que é usado para lançar os mísseis, no caso francês, o Renault Kerax descrito no começo deste artigo.
É interessante observar que o sistema SAMP/T é qualificado para destruir não só aeronaves, mas também mísseis balísticos de médio alcance, aeronaves sem piloto e mísseis de cruzeiro.

Acima: O radar de controle de fogo Arabel, fornecido pela Thales é transportado pelo mesmo caminha Kerax usado no lançador.
O sistema SAMP/T é um sistema de defesa antiaérea bastante confiável e com um só concorrente ocidental, quer é a versão PAC-2 do Patriot de fabricação norte americana, e que, mesmo assim, está em desvantagem frente ao SAMP/T, devido a sua incapacidade de engajamento em qualquer direção que o sistema europeu tem. Além disso, é um sistema de alcance pouco menor. O custo desse tipo de sistema, invariavelmente, é alto, e não podia haver uma exceção em se tratando de um equipamento no estado da arte de origem europeia, que embora seja de excelente qualidade, não costuma sair barato. Admito porém, que esse aspecto é uma conjectura minha uma vez que não consegui encontrar os custos envolvidos na aquisição do sistema. Atualmente, o SAMP/T é usado pela França, Itália e Cingapura.
Acima: O posto do comando do sistema SAMP/T é transportado em um veículo a parte, e de lá todo o sistema é controlado em sua missão. Abaixo temos uma foto do veículo de comando visto de fora.


ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO COM DISPAROS DO SISTEMA SAMP/T.

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terça-feira, 31 de março de 2015

CLASSE DARING TYPE 45. A escolta antiaérea de sua majestade.

FICHA TÉCNICA
Tipo: Destróier de escolta antiaérea..
Tripulação: 190 tripulantes mas com acomodações para 235 tripulantes.
Data do comissionamento: julho de 2009
Deslocamento: 7500 toneladas.
Comprimento: 152.4 mts.
Calado: 7,4 mts
Boca: 21,2 mts.
Propulsão: 2 turbinas a gás Rolls-Royce/ Northrop Grumman WR-21 e dois motores a diesel Wartsila 12V200 que produzem, juntos 63000 hps de potência.
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance: 13000 Km
Sensores: Radar multifunção de varredura eletrônica ativa AESA BAE SAMPSON, radar de busca de longo alcance radar de varredura eletrônica passiva (PESA) BAE/Thales S-1850. Radar Type 1047 e Type 1048. Sonar de casco MFS-7000.
Armamento: 1 lançador A-50 VLS para 48 mísseis Áster 15/ 30, 2 lançadores de quadruplos para mísseis RGM-84 Harpoon, um canhão MK-8 Mod 1 de 114 mm, 2 canhões Oerlikon de 30mm, dois sistema de defesa antiaérea de ponto CIWS MK-15 Phalanx em calibre 20 mm. Metralhadoras M-134 Minigun e FN MAG em calibre 7,62X51 mm.
Aeronaves: Um helicóptero Merlin HM-1 ou dois Lynx HMA-8  para funções antissubmarino (ASW).

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S. Junior
O novo destróier da classe Type 45 foi desenvolvido para substituir os velhos destróieres da classe Type 42. A principal função desta nova classe de navios de guerra é o de escolta antiaérea de longa distancia, porém, há uma importante capacidade de ataque a superfície, já que esses modernos navios estarão equipados com o míssil Harpoon. A previsão era de que fossem construídas 12 embarcações, porém em 2004, o ministro de defesa britânico reduziu para 8 e em 2008, houve nova redução para apenas 6 unidades desta classe. O projeto Type 45 foi batizado, posteriormente, de Classe Daring, nome do primeiro dos seis navios a entrar em serviço em julho de 2009. O principal contratante do projeto é a BAE, e todas as  seis unidades já foram entregues, sendo a ultima, o destróier Duncan, entregue em setembro de 2013. 
A história do Type 45 começa quando a Inglaterra participava do programa tri-nacional Horizon, onde junto com a França e Itália, desenvolveriam, conjuntamente um novo destróier, mas a Inglaterra se retirou deste programa em meados de 1999 devido a percepção que suas necessidades excediam os requisitos que a Horizon tinha, e seguiu seu rumo sozinha. Mesmo assim a Type 45, tem algumas soluções da Horizon incorporadas, principalmente no que diz respeito ao sistema de mísseis antiaéreo Áster (PAAMS), que na Inglaterra, se chama "Sea Viper".

Acima: Os navios da classe Type 45, agora batizadas de "classe Daring" apresentam um desenho com linhas que diminuem sua assinatura de radar. Este será o principal navio de escolta da Royal Navy nesta primeira metade do século XXI.
A propulsão da classe Daring é feita por duas turbinas a gás Rolld-Royce WR-21 de nova geração que possui um sistema de recuperação de energia térmica que proporciona uma economia de combustível para o navio. Esse motor tem apoio de dois motores a diesel Wartsila 12V200 que alimentam as baterias de motores elétricos. Esse conjunto de propulsão produz 63000 Hps de potência jogados em dois eixos e duas hélices que são capazes de levar as 7500 toneladas de deslocamento deste navio a uma velocidade máxima de 30 nós (56 Km/h), sendo  que sua autonomia pode chegar, se mantiver velocidade de cruzeiro econômica (18 nós ou 33 km/h) a 13000 Km, o que  é suficiente para dar capacidade de operações em qualquer parte do planeta.
Acima: Um super porta aviões dos Estados Unidos da classe Nimitz, mais precisamente o USS Dwight D. Eisenhower (CVN-69), escoltado pelo terceiro navio da classe Daring, no caso o HMS Dimond (D-34).
A suíte de sensores desta classe de navio é composta por dois sistemas de radar. Um deles é o novo radar de busca aérea do tipo escaneamento eletrônico passivo (PESA) BAE/Thales S-1850, que é uma versão modificada do radar SMART-L. Sua função é executar a busca aérea e de superfície até um alcance máximo de 400 Km rastreando até 1000 alvos simultaneamente.  Já, o outro é o moderno radar multifunção de escaneamento eletrônico ativo (AESA) BAE SAMPSON cuja forma esférica é facilmente identificável no alto do mastro do navio. Esse radar, cujo alcance também atinge os 400 km, é parte integrante do sistema de defesa antiaérea Sea Viper, sendo que uma de suas funções é fornecer controle de fogo para os mísseis Aster 15/ 30. Há, ainda dois radares de apoio sendo um operado na banda I, modelo Type 1047 e outro operado nas bandas E/F modelo Type 1048, ambos fornecidos pela empresa norte americana Raytheon.
Para busca de ameaças submarinas há um sonar de média frequência do tipo MFS-7000 montado em um arco no casco. Esse sonar, inicialmente, tinha sido desenvolvido peça EDO para uma encomenda para a marinha do Brasil. Um sistema de alerta e contra medidas de torpedo SSTD providencia uma resposta de alerta automático, para um ataque de torpedo, sugerindo manobras evasivas, e lançando as iscas para se defender da ameaça. A empresa Thales será a fornecedora do sistema de contramedidas eletrônicas RESM system. Esse sistema consiste num processador de identificação de sinais emitidos, onde se pode avaliar e classificar as ameaças. Os navios da classe Type 45 terão um sistema de iscas ativas que inclui a isca”Siren” contra mísseis guiados a radar.
Acima: Aqui podemos ver o radar de busca eletrônica ativa AESA SAMPSON fabricado pela BAE. Este sistema, somado com o radar de busca eletrônica passiva S-1850 mostrado na foto de baixo, dão capacidade superior até contra alvos de baixa assinatura de radar.

O armamento da classe Daring é particularmente poderoso no que diz respeito a sua capacidade antiaérea, que é a missão principal do navio. O armamento principal é o já mencionado sistema de mísseis Sea Viper (PAAMS) armado com mísseis Aster, que consiste de um lançador vertical Silver A-50 com 48 células de lançamento, que pode ser equipado com o míssil Áster 15 cujo alcance chega a 30 km e com,o Aster 30 com 100 km de alcance. Esses mísseis são extremamente ágeis e podem manobrar a 60 Gs. O sistema de guiagem conta com um sistema inercial atualizado por datalink e um radar ativo que é ativado quando o míssil estiver próximo do alvo. Ainda tratando de mísseis, os navios da classe Daring foram armados com dois lançadores quádruplos para mísseis RGM-84 Harpoon usados para afunda navios inimigos. O Harpoon, é um armamento de origem norte americana bem conhecido tendo alcance de 140 km, transportando uma ogiva de 221 kg de alto explosivo e sua guiagem se dá por radar ativo.

Acima: A capacidade de ataque antinavio na classe Daring se dá pelo uso de 8 mísseis RGM-84 Harpoon de fabricação norte americana. Trata-se de um armamento bem conhecido e eficiente.
Já a armamento de tubo é composto por um canhão automático MK-8 Mod 1 de 114 mm está montado na proa deste navio. Esse canhão consegue atingir alvos a distancia de no máximo 22 km com granadas padrão, ou até 27 km com a nova munição ER (extended range). Nada mau para uma munição de médio calibre! A cadência de tiro chega a 25 tiros por minuto. Há ainda dois sistema antiaéreos de ponto CIWS MK-15 Phalanx composto por um canhão M-61A1 com 6 canos rotativos em calibre 20 mm, capaz de despejar 4500 tiros por minuto. Esta arma é usada como ultimo recurso para destruir mísseis que ataquem o navio é seu controle de fogo é feito por um radar que dá os parâmetros de posicionamento do alvo. Também há dois canhões Oerlikon em calibre 30 mm. Para guerra antissubmarino, o Daring não transporta armamento próprio, e depende, exclusivamente de seu elemento aéreo composto por um helicóptero antissubmarino Lynx HMA-8 que pode ser armado com torpedos leves Sting Ray ou o mais moderno helicóptero Merlin HM-1 que também pode ser armado com este mesmo tipo de torpedo. É interessante observar que existem, além destas armas principais, metralhadoras como a M-134 Minigun com 6 canos rotativos e metralhadoras FN MAG, ambas em calibre 7,62X51 mm espalhadas pelo navio.

Acima: O míssil Aster 30, componente do sistema de defesa antiaérea Sea Viper, fornece uma robusta capacidade de combate, incluindo com capacidade multi alvos.
O destróier Daring representa uma grande evolução em capacidade de controle do espaço aéreo e na letalidade em relação a seu predecessor Type-42 classe Sheffield, veterano da guerra das Malvinas, hoje chamadas de Falklands. O Daring agrega ainda capacidade de lidar com ataques de saturação e com capacidade de engajar alvos a mais de 100 km de distancia do navio ou do grupo de batalha que ele esteja escoltando. Falta-lhe, porém, uma capacidade de prestar apoio a operações em terra com o uso de mísseis de cruzeiro como o BGM-109 Tomahawk, já integrado nas forças armadas britânicas e que poderia fazer parte do arsenal deste excelente destróier dando-lhe maior flexibilidade de emprego. Porém, é evidente que, inicialmente, o objetivo que a marinha inglesa (Royal navy) dá a este vaso de superfície é exclusivo a missões de escolta antiaérea.

Acima: Nesta foto podemos ver com facilidade o hangar  da Daring e seu helicóptero Lynx HMA-8. Nop caso deste modelo, pode-se operar até dois helicópteros, ou um Helicóptero Merlin HM-1.



ABAIXO TEMOS UM VÍDEO SOBRE O DESTRÓIER CLASSE DARING TYPE 45.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

AIRBUS HELICOPTERS EC-665 TIGER. O feroz tigre voador europeu.


FICHA TÉCNICA 
Peso: 3060 kg (vazio).
Altura: 3,84 m.
Comprimento: 14,77 m.
Propulsão: 2 motores MTU Turbomeca Rolls-Royce MTR390 com 1464 hp de potência cada.
Velocidade máxima: 315 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 271 Km/h.
Alcance: 740 km com combustível interno e 1130 Km com combustível externo.
Razão de subida vertical: 642 m/min.
Fator de carga: +3.5/ -0,5 G.
Altitude máxima: 4000 m.
Armamento: Um canhão  GIAT-30M-781 de 30 mm com 450 tiros, Misseis antitanque AGM-114 Hellfire,  mísseis PARS-3LR, HOT-3 e Rafael Spike ER. Casulos lançadores de foguetes SNEB de 68 e 70 mm com opções para 7, 19 e 22 foguetes. Para autodefesa pode ser usado mísseis ar ar AIM-92 Stinger em dois lançadores duplos ou o modelo francês Mistral

ORIGEM
Por Carlos E.S.Junior em parceria com o site Plano Brasil
O avançado helicóptero  EC-665 Tiger desenvolvido pela Eurocopter GMBH, hoje Airbus Helicopter, é resultado de uma coincidência de necessidades entre franceses e alemães para uma nova geração de helicoptero de ataque dedicado. No fim dos anos 60 do século passado a França estava em busca de um helicóptero com capacidade antitanque cujo projeto foi chamado de Helicoptere Anti-Char (HAC) (helicoptero antitanque) e através de sua empresa Aérospatiale se juntou com a Westland, uma das maiores empresas britânicas no setor aeronáutico para desenvolver uma variante do excelente helicóptero LYNX. Porém, os franceses pularam fora desse projeto que acabou sendo cancelado com sua saída. Nesse momento, a Alemanha estava atrás de um helicóptero de ataque de segunda geração sob o projeto PanzerAbwehr Hubschrauber 2 (PAH-2) que iria substituir os BO-115 que equipava o exército alemão. Em 1984, a Alemanha e a França assinaram um memorando de entendimento em que os dois países desenvolveriam em conjunto o helicóptero HAC/ PAH-2. Depois de algumas dificuldades e uma suspensão de quase um ano entre 1986 e 1987, o projeto foi repensado e seguiu para a produção de protótipos sendo que o primeiro voo do Tiger se deu em 27 de abril de 1991. Pouco depois desta data, já em 1992, houve a criação da Eurocopter, através da fusão da Aerospatiale, MBB e outras empresas, o que ajudou na consolidação do Tiger. Os dois países colocaram uma encomenda de 160 exemplares dos Tiger em 3 versões sendo ela a UH Tiger alemã,  usado como helicóptero de ataque multi-missão; Tiger HAP francês para escolta e apoio de fogo e a versão HAD que é uma versão de apoio e ataque desenvolvido seguindo algumas mudanças solicitadas pelo exército espanhol que usa uma motorização com 14% mais potencia e melhor proteção balística. Esta versão também é usada pela França e a Espanha foi o primeiro cliente externo do Tiger.  Posteriormente uma quarta e ultima versão, a ARH, foi projetada e construída. Esta versão opera em missões de reconhecimento armado e foi desenvolvido para um pedido feito pelo governo australiano para seu exército. Esta versão é, essencialmente um modelo da versão HAP francesa com modificações no motor, um designador a laser e a integração de mísseis antitanque de origem norte americana AGM-114 Hellfire. Ao todo, os quatro operadores do Tiger somam 208 unidades do modelo em operação.
Acima: O protótipo do Tiger HAP francês em testes de voo. Cada operador do Tiger solicitou modificações que melhor atendessem os requisitos de cada força. O modelo HAP, porém, serviu de base para 3 das 4 versões
QUALIDADE DE VOO 
O Tiger é uma aeronave relativamente leve e sua versão básica UH Tiger alemã e a versão francesa Tiger HAP é propulsionada por dois motores MTR-390, fabricado pelo consórcio MTU (Alemanha), Turbomeca (França) e Rolls & Royce (Inglaterra) que desenvolve, segundo seu fabricante, 1464 hp de força e poderia, em situações de emergência, elevar essa força para até 1774 hp, porém, por estar fora da especificação, depois desse esforço, o motor teria que passar por uma revisão para avaliar possíveis danos ou desgastes excessivos. As versões desenvolvidas para a Espanha Tiger HAD e a australiana Tiger ARH receberam uma versão deste mesmo propulsor, com 14% mais potência, chegando a 1668 hp. Com essa propulsão, o Tiger voa a uma velocidade máxima de 315 km/ h e conseguem manter uma velocidade de cruzeiro de 271 km/ h. Sua relação potência peso, permite que o Tiger execute manobras complexas em segurança dando agilidade em voo. Seu alcance, apenas com o combustível interno, chega a 740 km, o que representam um desempenho superior ao encontrado no helicóptero de ataque pesado AH-64D Apache dos Estados Unidos, que é uma referência quando comparamos desempenho de helicópteros de combate. Este alcance pode ser ampliado para 1130 km se forem removidos os armamentos e instalados tanques externos.
Um ponto interessante a se observar na configuração do Tiger é o posicionamento de seu piloto, que, ao contrário dos helicópteros de sua categoria, fica posicionado na cabina da frente, enquanto o artilheiro  fica na cabine de trás. 
Acima: Leve e potente, o Tiger consegue mostrar uma capacidade de manobra surpreendente.
SENTIDOS APURADOS
As variantes do Tiger diferem entre si em sistemas de aviônicos e sensores. O modelo alemão UH Tiger, por exemplo, tem seu principal sensor montado acima do rotor principal. Trata-se do sistema multisensor SFIM Osiris que parece como a cabeça de um "ET" em cima do helicóptero. O Osiris é composto por uma câmera infravermelha CCD e um telêmetro laser. Este sistema é usado para aquisição  e designação de alvo para artilheiro do Tiger. Na frente do UH Tiger alemão existe um sistema FLIR que é usado pelo piloto para auxiliar a navegação em condições desfavoráveis de luminosidade e visibilidade. As outras variantes do Tiger usam um sistema multisensor como no modelo alemão, porém ele fica montado no teto do artilheiro, a frente dos motores do Tiger. O modelo desse sistema é o SFIM Strix que incorpora os mesmos componentes do sistema Osiris usado no Tiger alemão, porém com o incremento do FLIR na mesma torre.
A suíte de contramedidas eletrônicas instalada no Tiger é fornecida pela EADS Defense Eletronics e é composta por um sistema de alerta de radar RWR e um sistema de alerta laser LWR. A EADS DE fornece o sistema de detecção de lançamento de míssil MILDS que alerta o piloto que um míssil foi lançado contra a aeronave agilizando a tomada de decisão do piloto para tentar se evadir do ataque. A MBDA forneceu o sistema de contramedidas contra mísseis guiados por calor e radar Flare e Chaff, respectivamente, com o lançador SAPHIR-M. O sistema pode operar automaticamente integrado ao sistema MILDS agilizando a resposta e defesa, ou através do comando do artilheiro.
A tripulação do Tiger opera a aeronave usando um capacete com mira tipo HMS, porém de diferentes modelos sendo que o alemão usa um modelo inglês da BAe enquanto que os franceses usam um modelo TopOwl desenvolvido pela Thales Avionique.
Acima: sistema multisensor SFIM Osiris montado sobre o rotor principal da hélice pemite que alvos sejam rastreados mesmo quando o Tiger fica oculto atras de edificações ou copas de arvores.
DEFESA E ATAQUE
Na hora de mostrar os dentes, o Tiger faz jus a seu nome. Embora as versões do Tiger difiram levemente na configuração de armamento, o fato é que, invariavelmente, seu armamento é pesado. Dentre as 4 versões, a única a não estar equipada com um canhão móvel a frente do helicóptero é a versão UH Tiger alemã. As outras três versões estão armadas com um canhão GIAT-30M-781 em calibre 30X113 mm com cadência de 750 tiros por minuto e com alcance de carca de 2000 metros. A caixa de munição tem capacidade de transportar 450 munições deste potente canhão. O arsenal de mísseis que o Tiger pode usar é amplo porém representa uma das diferenças entre todas as versões pois cada uma está integrada a um tipo específico de míssil de acordo com a necessidade do cliente. O UH Tiger está armado com o míssil antitanque europeu Trigat LR, desenvolvido por um consórcio entre a Diehl BGT Defence e a MBDA Deutschland GmbH., ambas da Alemanha. O Trigat LR tem guiagem dual por infravermelho IR e câmera CCD, sendo seu alcance de 7 quilômetros. Sua ogiva tem 9 kg de alto explosivo e é capaz de superar blindagens reativas ERA ou até 1000 mm de blindagem de aço laminado. Os Tigers franceses e australianos estão integrados ao potente míssil antitanque norte americano AGM-114K Hellfire II guiado por laser e capaz de readquirir o alvo caso a iluminação a laser for perdida. Este míssil tem alcance de 8 quilômetros e sua ogiva é de 9 kg de carga moldada em tandem de alto explosivo. Não existe um carro de combate conhecido que sobreviva ao ataque deste míssil, atualmente. Já o Tiger espanhol usa o moderno míssil antitanque israelense Spike ER guiado por sistema IR e CCD passivo, para capacidade dispare e esqueça, com alcance que chega a 8 km. Nos três mísseis mencionados, a quantidade que pode ser transportada chega a 8 mísseis em dois cabides com quatro mísseis cada. Por ultimo, a Alemanha tem a opção de usar ainda o antigo míssil HOT 3, ainda em operação no exército alemão. O HOT 3 usa um sistema de guiagem conhecido como comando de linha de visada, onde o operador de armas do Tiger mantém o alvo sob um ponto em seu sistema de designação de alvos e envia o dado de posicionamento para o míssil através de um cabo de fibra óptica enquanto este se encontra voando contra o alvo. O alcance do HOT 3 é bem mais limitado que os outros mísseis antitanque mencionados nesse artigo, chegando a 4,3 km.
Acima: O Tiger HAP, HAD e ARH possuem armamento orgânico na forma de um potente canhão automático GIAT-30M-781 em calibre 30 X 113 mm capaz de impor pesados estragos a viaturas inimigas.
Ainda tratando do arsenal disponível para o Tiger, há diversos  tipos de lançadores de foguetes não guiados como o SNEB que pode ser de 7 ou 19 foguetes de 70 mm ou 22 foguetes de 68 mm, além do lançador de foguetes Hydra  de 70 mm com 19 foguetes. Esses foguetes, lançados em alta cadência, permitem saturar uma área relativamente grande, negando aquele ponto as tropas inimigas a distancias até no máximo de 8 km.
Para combate ar ar (sim, o Tiger pode ser empregado para destruir helicópteros ou aeronaves de baixo desempenho em voo) o Tiger pode ser armado com mísseis MBDA Mistral guiados por infravermelho (IR) com alcance de 6 km ou o modelo norte americano AIM-92 ATAS, versão ar ar do míssil antiaéreo lançado do ombro FIM-92 Stinger, que também é guiado por infravermelho, mas seu alcance é limitado a 4,5 km no máximo.
O Tiger foi projetado com uma blindagem composta de polímero reforçado com fibra de carbono, Kevlar, titânio e alumínio que permite ao Tiger sobreviver a impactos direto de munição calibre 23 mm. É interessante notar que essa capacidade de proteção acabou levando ao encarecimento do helicóptero a um nível particularmente alto. O Tiger está entre os mais caros helicópteros de combate do mundo, atualmente, com um preço de prateleira de U$ 50 milhões de dólares cada um. Caso você, caro leitor, não tenha ideia de quanto isso é caro, vamos usar como parâmetro o helicóptero de combate norte americano AH-64D Apache, cujo já elevado custo chega a U$ 41 milhões cada um, e reparem que o Apache é uma aeronave mais pesadamente armada que o Tiger. Outro parâmetro que pode ser usado é que o custo do Tiger sobre o preço de um caça F-16C block 50 que custa cerca de U$ 34 milhões cada um, considerando o preço da aeronave limpa, de prateleira.  O próprio desenho do Tiger, bastante fino quando observado pela frente, representa uma forma de defesa da aeronave também por dificultar o engajamento dele.
Acima: Quando visto de frente, o Tiger tem pouca área dado a sua pequena largura da cabine, o que o torna um alvo difícil de engajar quando atacado deste angulo. 
CONCLUSÃO
O mercado de armas está repleto de opções. Alguns segmentos, como o dos helicópteros de combate, particularmente se encontra saturado de opções. De certa forma, todos os helicópteros executam bem suas missões, cabendo a cada cliente  escolher o modelo mais adequado a suas necessidades baseando-se na facilidade de linha de apoio logístico, interesse político, transferência de tecnologia e off sets, que cada um possa exigir. Tecnicamente falando, focando apenas nas características da aeronave, o EC-665 Tiger é um moderno helicóptero de ataque, escolta e reconhecimento, capaz de infringir danos sérios a um inimigo bem equipado, fornecendo fogo pesado sobre o campo de batalha. Embora seu fabricantes seja um dos maiores players do mercado mundial em helicópteros e tenha um histórico altamente positivo de suporte e qualidade de serviços pós venda, é importante se pesar o fator custo benefício na hora de se optar pelo Tiger. Com um custo maior que de alguns aviões de caça, o Tiger acabou sendo um produto elitizado que cabe no bolso de poucos. Caso o exército brasileiro leve a cabo seu interesse de um dia ter um esquadrão de helicópteros de ataque dedicados, o Tiger, certamente seria um concorrente natural, uma vez que a Helibras, fabricante de helicópteros do Brasil, é uma subsidiária da Airbus Helicopters, fabricante do Tiger, porém, seria necessário se pesar os elevados custos relacionados a aquisição e operação do Tiger para um país onde o orçamento de defesa não é, exatamente, uma prioridade e sofre de contingenciamentos frequentes.
Acima: O cockpit da esquerda é o do piloto, disposto na frente do Tiger enquanto que o artilheiro fica na cabine traseira, mostrada no lado direito desta foto.




ABAIXO TEMOS UM VÍDEO DEMONSTRAÇÃO DO EC-665 TIGER.

ESPINGARDA AA-12 - ATUALIZAÇÃO FULL METAL JACKET


Olá amigos.
Mais uma atualização do blog Full Metal Jacket chega esta semana. Aqui vamos descrever a espingarda automática de combate AA-12 que é capaz de disparar a uma cadência de 300 vezes por minuto o potente cartucho calibre 12. Para conhecer melhor esta potente arma entre em: http://fullmetaljacketbr.blogspot.com.br/2015/03/gwa-aa-12-um-fuzil-uma-metralhadora-ou.html
Abraços

domingo, 22 de março de 2015

FUZIL STEYR AUG- ATUALIZAÇÃO FULL METAL JACKET


Olá amigos.
Hoje a atualização do blog Full Metal Jacket trás uma matéria sobre o clássico fuzil Steyr AUG, da Áustria. Esta arma é a mais bem sucedida comercialmente em todo o mundo dentre as de seu tipo (fuzil bullpup) . Para conhecer esta excelente arma entre em http://fullmetaljacketbr.blogspot.com.br/2015/03/steyr-mannlicher-aug-mais-uma-obra.html
Abraços

quarta-feira, 11 de março de 2015

FMA IA-58 PUCARÁ. A solução argentina para apoio aéreo aproximado.


FICHA TÉCNICA DE DESEMPENHO
Velocidade de cruzeiro: 430 km/h
Velocidade máxima: 500 km/h
Razão de subida: 5,5 m/min
Fator de carga: +6, -3 Gs
Raio de ação/ alcance: 350 km (Hi Lo Hi)/ 3710 km (travessia com maximo combustível)
Propulsão:  2 motores  Turbomeca Astazou  com 978cv cada
DIMENSÕES
Comprimento: 14,25m
Envergadura: 14,50 m
Altura: 5,36 m
Peso: 4020 kg (vazio)
ARMAMENTO
O Pucará pode transportar externamente até 1.500 kg (3.307 libras)  de armas que podem ser bombas da Família MK-81 e MK-82, lançadores de foguetes 70 mm LAU-68  e LAU- 69 lançadores de granada de 40 mm e pods equipados com canhões de 30 mm.
Interno: quatro metralhadoras FM M2-20 em calibre. 30 (7,62 mm) com uma carga de 900 munições cada. Dois canhões Hispano-Suiza HS.404 de 20 milímetros com uma carga de 270 munições cada.

HISTÓRICO DE DESENVOLVIMENTO
Por Anderson Barros
A experiencia de combate na guerra do Vietnam deixou bem claro que aviões de combate a reação não eram efetivas contra tropas em terra levando as empresas aeronáuticas a pesquisarem e desenvolver aeronaves que tivessem um perfil mais adequado a esse emprego. Dois exemplos de modelos que resultaram desse trabalho foram os modelos norte americanos OV-1 Mohawk, fabricado pela Grumman e o mais famoso OV-10 Bronco, da Rockwell. Em 1966, a Força Aérea Argentina através da DINFIA - Dirección Nacional de Fabricación e Investigación Aeronáutica estabeleceu parâmetros para o desenvolvimento de uma aeronave de ataque leve e de baixo custo que poderiam ser empregadas em missões de, apoio a infantaria, Apoio Aéreo Aproximado (CAS), contra-insurgência (COIN), e  funções de reconhecimento, sendo  capaz de operar a partir de aeroportos não convencionais ou pistas de pouso irregulares (pistas não pavimentadas) e levar uma carga bélica pesada de munições ar-terra. O projeto do novo avião ficou a cargo da Fábrica Militar de Aviones (FMA) e foi liderado diretamente pelo vice-diretor da estatal argentina o engenheiro Aeronáutico Hector Eduardo Ruiz.
Nota do editor: Nesse período a DINFIA já acumulava uma grande experiência na criação de aeronaves de combate. Em 1947 foi construído o primeiro avião de caça a jato na América Latina o I.Ae. 27 Pulqui I, concebidos pelo famoso designer francês Émile Dewoitine,  e em 1950, o designer alemão Kurt Tank (- ex-diretor técnico da empresa alemã "Focke-Wulf") juntamente com o Engenheiro argentino Norberto Morcchio  - construíram I.Ae. 33 Pulqui II – no qual era muito avançado para o seu tempo, o avião e desenvolveu nos testes a velocidade máxima de 1045 km.
Acima: O Pucará foi uma solução argentina para uma necessidade de um avião de apoio aéreo aproximado.

GESTAÇÃO
A pedido da Força Aérea Argentina a DINFIA acelerou o desenvolvimento da aeronave utilizando como base o projeto do FMA IA 50 Guaraní II (Um pequeno bimotor para transporte projetado pela DINFIA). Como o modelo seria baseado em um projeto de um avião civil a DINFIA decidiu em um design simples de tamanho intermediário, para ser alimentado por dois motores turboélice, com um cockpit para duas pessoas e Canopy em vidro. O programa começou em 1966. A fim de testar o layout proposto e a aerodinâmica, a DINFIA inicialmente construiu um veiculo planador não motorizado para testes, tendo voado rebocado por um Fokker F-27 da Força Aérea Argentina pela primeira vez em 26 de dezembro de 1967 sendo designado como AX-2 Delfin a aeronave não obteve o desempenho esperado. Para melhorar, o desempenho Após os testes com o Planador se iniciou a construção de um protótipo motorizado, dada à designação FMA IA 58 Delfin. A construção dos protótipos e testes em voo ficou a cargo da Fábrica Militar de Aviones (FMA) estatal Argentina responsável pela fabricação de aeronaves. O primeiro protótipo designado FMA IA 58 Delfin fez seu voo inaugural em 20 de agosto de 1969, Após testes em voo o mesmo passou por modificações sendo construído um segundo protótipo agora designado FMA IA 58 Pucará, voando em seis de setembro de 1970, seguido de um terceiro, protótipo/pré produção em 1973. As primeiras unidades foram entregues em 1975 à força aérea de Argentina sendo produzido até 1986.
Acima: Os primeiros Pucará entraram em serviço em 1975 e foi produzido por 11 anos antes do encerramento de sua linha de produção.

PROJETO
A estrutura do Pucará é quase toda em metal (principalmente alumínio) devido à necessidade de se manter um baixo peso. Sua fuselagem possui cauda em formato de “T”, os motores estão alojados nas asas e seu nariz possui um perfil inclinado.  O IA-58 possui uma cabine pressurizada fechada por uma única peça que abre para cima, possui um arranjo em tandem (um tripulante atrás do outro) com o piloto-comandante à frente e o navegador - WSO (Weapon System Operator - Operador do Sistema de Armas) à atrás a configuração da cabine permite aos pilotos um excelente campo de visão à frente e para os lados, enquanto o nariz propositadamente caído deu a tripulação uma boa linha de visão para o chão. O cockpit possui blindagem para proteger a tripulação e os sistemas eletrônicos da aeronave. Os tripulantes possuem assentos ejetáveis Martin-Baker Mk 6AP6A  do tipo zero/zero (zero altitude/zero velocidade) O púcara possui comandos duplos permitindo que o segundo tripulante (WSO) possa pilotar a aeronave em caso de uma eventual impossibilidade do piloto. Os sistemas da aeronave são analógicos, configuração típica dos anos 50/60 e a aeronave não possui HUD (Head Up Display), nem equipamentos de visão noturna e radar para operação em condições adversas. O programa do púcara previa operações em pistas curtas e irregulares para isso se escolheu uma configuração para o trem de pouso em triciclo retrátil possuindo uma roda frontal, sob a parte da frente, e rodas duplas nos traseiros, dispostos sob as asas alojados nas naceles dos motores. Os pneus são de baixa pressão para facilitar sua operação em pistas não preparadas enquanto as pernas do trem de pouso estão em uma posição mais altas em relação ao solo para dar espaço entre a fuselagem e o solo permitindo que o Pucará leve cargas externas.
Acima: O cockpit do Pucará é totalmente analógico acarretando uam elevada carga de trabalho para o piloto poder executar a missão.

PROPULSÃO
O primeiro protótipo, chamado AX-2 Delfin foi equipado com dois motores de origem americana Garret TPE-331- U-303 sua designação militar é T-76 (Esse motor foi projetado e fabricado pela Garrett AiResearch  e produzido atualmente pela Honeywell Aerospace ). Esse pequeno turboélice gera uma potencia de 900 HP. Porem esse motor não apresentou um desempenho ideal, pois a aeronave não obteve os requisitos esperados. Para melhorar, o desempenho, o segundo protótipo teve seus motores Garret substituídos pelos propulsores de origem francesa Turbomeca Astazou XVIG que gera uma potencia de cerca de 1000 HP cada. Com a adoção dos motores franceses os FMA IA-58 Pucará conseguiram um desempenho que permite o Pucará alcançar uma velocidade máxima de 500 km/h. e um alcance de 3.700 km (com tanques extras de combustível) e um alcance de 350 km com carga completa de armas.
Acima: A configuração bimotor do Pucará garante uma maior segurança, mesmo contra danos de combate, caso um motor seja atingido.

ARMAMENTO
O IA-58 Pucará tem como missão primordial o apoio a forças terrestres, combate anti-helicópteros e missões de contra-insurgência – COIN.  Seu projeto priorizou o uso de armamentos interno de tubo. Para isso o mesmo foi equipado com quatro metralhadoras FM M-2-20 em calibre. 30 (7,62 mm) com uma carga de 900 munições cada. Dois canhões Hispano-Suiza HS.404 de 20 milímetros com uma carga de 270 munições cada. Alem do armamento interno o Pucará pode transportar externamente até 1.500 kg (3.307 libras)  de armas que podem ser bombas da Família MK-81 e MK-82, lançadores de foguetes 70 mm LAU-68  e LAU- 69 lançadores de granada de 40 mm e pods equipados com canhões de 30 mm.  Vale ressaltar que a versão IA-58B foram equipadas com Dois Canhões de origem francesa DEFA 553 30 mm, em vez de 20 milímetros HS-804. Com isso a fuselagem inferior apresentou um inchaço para abrigar a câmara do canhão. É interessante que durante a guerra das Malvinas a Força Aérea Argentina, em colaboração com a Marinha através do Comando de Aviación Naval Argentina, COAN, modificou um dos protótipos (AX-04) com suportes para o transporte e lançamento para torpedos Mark 13. Objetivo era transformar o Pacurá em uma plataforma de transporte de torpedos afim de melhorar as capacidades antinavio e anti-submarino das forças Argentina. Porem a guerra terminou antes que fosse avaliado a viabilidade do projeto.
Acima: Aqui podemos ver as configurações de armamento do Pucará. Observem que ele faz extenso uso de cachos múltiplos em seus cabides para aproveitar melhor o espaço para armas.

MODERNIZAÇÃO
Durante a década de 1990 a Força Aérea Argentina analisou diversas possibilidades de modernização dos Pucará  que se encontravam em serviço. Os estudos para a modernização englobava a troca dos motores franceses Turbomeca Astazou XVIG por outros mais modernos e econômicos, além da inclusão de contramedidas e equipamentos eletrônicos. Entretanto não foi tomada nenhuma decisão nesse sentido sendo posteriormente abandonada por falta de fundo. Em 2009 a Força Aérea Argentina iniciou os planos para a modernização do seu inventario de Pucará e o projeto definido  abrange a atualização dos aviônicos como sistema de comunicações, HUD, comandos HOTAS, INS/GPS, Chaff. Flares, RWR, ECM. Instalação de novos armamentos como o canhão, DEFA 554, Revisão geral da estrutura do avião, substituição do antigo motor Turbomeca Astazou pelo mais moderno PT6A-62. Com essa modernização a Força Aérea pretende manter o Pucará no serviço ativo até 2045. Porem questões burocráticas e econômicas está atrasando a conversão de toda a frota. Nesse sentido a Força Aérea do Uruguai também demonstrou interesse no, programa de manutenção reparo e revisão (MRO) e instalação de novos motores oferecidos pela FAdeA. Falando no Uruguai o mesmo modernizou seus aviões no qual receberam novos sistemas de navegação e GPS alem de modificações estruturais visando o transporte de bombas MK-82 Snakeye e um novo tanque de combustível externo com capacidade de 1000 litros. Porem com a crise econômica que assola a Argentina e suas Forças Armadas fizeram que o projeto de modernização ficasse em estagio vegetativo
Acima: O Pucará desta interessante foto foi capturado pelas forças armadas britânicas durante a guerra das Malvinas e levado para testes.

VERSÕES
AX-2 Delfin – protótipo de testes;
AX-4 - protótipo de aeronave anti-submarino carregada com um torpedo Mark 45;
IA-58A - Primeira versão operacional, produzida em serie;
IA-58B - A aeronave era dotada de Dois Canhões DEFA 553 30 mm, em vez de 20 milímetros HS-804. Com isso a fuselagem inferior apresentou um inchaço para abrigar a câmara do canhão.
IA-58C - Muito melhorada a versão eliminava o cockpit dianteiro. Possuía um incremento na blindagem do piloto e nos tanques de combustível. No nariz havia a previsão para a instalação de um único canhão DEFA de 30 milímetros. Também seria equipado com um HUD mais moderno, capacidade de transportar mísseis Matra Magic ou sidewinder, além de mísseis ar terra Martin Pescador.
IA-58D - Modernização da versão A, Atualmente sendo implantada pela Força Aérea Argentina.
IA-66 - Modernização do IA-58A, com novos motores Garrett TPE331, voou em 1980.

CONCLUSÃO 
Por Carlos E.S.Junior
O Pucará foi uma interessante iniciativa da força aérea argentina e de sua industria para se conseguir uma solução de apoio aéreo aproximado nos anos 70 e 80 do século passado. Com sua simplicidade, o modelo poderia ser usado, naquela época sem grande resistência de um inimigo mal equipado. Porém, nos dias atuais, o emprego de mísseis MAMPADs altamente disseminado obriga a força aérea argentina a modernizar seu Pucará para que consiga ter alguma chance de sobreviver em um teatro de operações (TO) muito agressivo para aeronaves de baixa velocidade e altitude, justamente o perfil de emprego do Pucará.




ABAIXO UM VÍDEO DO PUCARÁ FAZENDO UM RASANTE.

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