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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

KBP INSTRUMENT DESIGN BUREAU 9K22 TUNGUSKA. O anjo da guarda das colunas blindadas russas.

Tunguska 9K22

DICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 65 km/h.
Alcance máximo: 500 km.
Motor: Motor a diesel V-46-4 de 12 cilindros com 780 HP de potencia.
Peso: 34 toneladas.
Comprimento: 7,93 m.
Largura: 3,24 m.
Altura: 4,02 m.
Tripulação: 4 homens.
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação lateral: 30º.
Obstáculo vertical: 1 m.
Passagem de vau: 1 m.
Trincheira: 3 m.
Armamento: 2 canhões 2A38M de 30 mm com 1904 munições; 8 mísseis antiaéreos 9M311 (SA-19 Grison).

DESCRIÇÃO
Por Carlos Junior.
A Rússia pode ser considerada como a nação com a mais competente industria militar no segmento de defesa antiaérea do mundo, atualmente. Seus engenheiros produzem sistemas de defesa antiaérea de todos os tipos e alcance, desde mísseis guiados ao calor, lançados do ombro, até complexos sistemas de defesa antiaérea de longo alcance capazes de destruir um míssil balístico a centenas de km, como o S-500, por exemplo.
O sistema que será descrito a partir de agora é um destes sistemas de artilharia antiaérea autopropulsada que, tradicionalmente, os russos fabricam.
Conhecido como Tunguska, ou 9K22, este veículo agrega as capacidades dos armamentos de tubo com dois canhões de fogo rápido e de mísseis de curto alcance.
Poder de fogo e mobilidade são características encontradas no Tunguska 9K22 que lhe garante uma excelente flexibilidade de emprego.
Seu projeto foi pedido em 1970 com o objetivo de substituir o clássico sistema ZSU-23-4 Shilka e o sistema SA-9 Gashkin por um só sistema. Um dos motivos dessa necessidade foi o aparecimento do avião de ataque norte americano A-10 Thunderbolt II, já descrito aqui no WARFARE (Clique no nome da aeronave), que havia sido projetado para resistir aos impactos de granadas de 23 mm do Shilka.
Com os atrasos, o programa de desenvolvimento acabou sendo relativamente longo para esta categoria de armamento, porém, em 1976 foi entregue o primeiro protótipo para testes, sendo que a entrada em serviço se deu em 1984.
O antigo e temido, veículo ZSU23-4 Shilka, embora usado, ainda pelos fuzileiros navais russos e por mais uma infinidade de nações, já não representava um sistema adequado para defender as posições de blindados e de sítios de mísseis SAM russos
O Tunguska usa um motor com a configuração de 12 cilindros em V modelo V-46-4 que produz 780 HP de potencia. A velocidade máxima atingida pelo Tunguska é de 65 km/h e sua autonomia é de 500 km, sendo equivalente à autonomia que costuma ter um MBT. Sua proteção blindada permite resistir a impactos de armas leves como fuzis além de fragmentos de granadas de artilharia.
O desempenho do Tunguska quando em deslocamento é perfeito para acompanhar colunas de tanques.
O armamento usado no Tunguska é composto por dois canhões de tiro rápido 2A38M de 30 mm capazes de uma cadência de 2500 tiros por minuto cada canhão. O alcance é de 3000 metros contra alvos aéreos e de 4000 metros contra alvos de terra. São transportadas 1904 munições para estes canhões o que dão uma considerável capacidade de persistência de combate. O outro armamento que o Tunguska usa são 8 mísseis 9M311 M1, também conhecidos como SA-19 Grison, guiados por comando de radio. Estes mísseis tem um alcance de 10 km e uma probabilidade de acerto de 60%. Uma curiosidade sobre este míssil é que ele pode, também, ser usado contra alvos terrestre, sendo que seu alcance, neste caso se limita a 6000 metros
Cada canhão 2A38M dispara a uma cadência de 2500 tiros por minuto.
O sistema de radar usado no Tunguska para designação de seus alvos é o 1RL144, também conhecido como Hot Shot pela designação da OTAN. Este radar de varredura mecânica tem alcance de 16 km e está integrado a um sistema de identificação amigo/ inimigo IFF para evitar a ocorrência de “fogo amigo”. Outro recurso muito útil é a possibilidade do Tunguska receber dados do alvo de outros veículos, radares avançados ou mesmo uma aeronave AEW amiga através de intercambio de dados. O artilheiro usa uma mira óptica como apoio a o sistema de orientação de armas do Tunguska.
Nessa foto podemos ver a antena de aquisição e alvos 1RL144 que permite ao Tunguska opera de forma autônoma de um radar externo.
Um atacante inimigo, como um jato de ataque A-10 Thunderbolt II ou um helicóptero antitanque tem no Tunguska, um adversário formidável, com grande capacidade de atrapalhar a execução de suas missões. O ocidente não tem um sistema de defesa antiaérea equivalente em capacidade ao Tunguska, fazendo com que se chegue a conclusão de que o pioneirismo da industria russa em sistemas de defesa antiaérea os colocam como destaque nesse segmento de defesa.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

SISTEMA ANTI BALÍSTICO ARROW. Um dos mais sofisticados sistemas anti mísseis do mundo

Mockup do míssil Arrow 1
FICHA TÉCNICA ARROW 1
Motor: Propelente sólido de estágio com dois estágio.
Velocidade: 11100 km/h (mach 9)
Alcance: 90 km.
Altitude: 50 km
Comprimento: 11 m (Arrow 1).
Peso: 2800 kg.
Ogiva: 150 Kg de fragmentação direcionada
Lançadores: Contêiner com lançador vertical..
Guiagem: Dual com sistema de radar semi ativo e infravermelho na fase final.

DESCRIÇÃO
Por Carlos Junior
O Estado de Israel tem uma história curta, mas bastante tumultuada, com inúmeras guerras com seus vizinhos árabes que não reconheceram a existência do Estado Judeu e o atacaram. Com uma história altamente beligerante, é natural de se esperar que o governo de Israel, sempre tivesse o assunto "defesa" entre as principais pautas para se preocupar.
Com uma industria militar bastante criativa e com engenheiros extremamente competentes, a industria militar de Israel, mas especificamente a  Israel Aerospace Industries, mais conhecida apenas pela sigla IAI, dentre seus muitos produtos bélicos, desenvolveu um projeto de um míssil anti balístico no começo dos anos 80 do século passado com a ajuda dos Estados Unidos, que além de financiarem o promissor projeto, também participaram, com sua industria, neste caso, a Boeing para amadurecer e levar este sistema para o serviço operacional pleno.
O Arrow de primeira geração foi, na prática, um míssil de demonstração de tecnologia e desenvolvimento. Ele não chegou a entrar em serviço. Mesmo tendo um bom desempenho nos testes, com apenas uma falha, relacionada a um problema no computador de solo, o Arrow teve encerrado os trabalho nele e passaram a focar no modelo Arrow 2, este com dimensões menores e diversas melhorias que foram identificadas como viáveis no projeto inicial e que elevariam ainda mais o nível deste avançado sistema de defesa anti mísseis.

Lançamento do Arrow 2
FICHA TÉCNICA ARROW 2
Motor: Propelente sólido de estágio com dois estágio.
Velocidade: 11100 km/h (mach 9)
Alcance: 100 km.
Altitude: 50 km
Comprimento: 6,8 m.
Peso: 1300 kg.
Ogiva: 150 Kg de fragmentação direcionada
Lançadores: Contêiner com lançador vertical..
Guiagem: Dual com sistema de radar semi ativo e infravermelho na fase final.

O Arrow 2, como o míssil original, possui motorização com propelente sólido e com dois estágios que levam o míssil a desenvolver velocidade hipersônica de mach 9 (11115 km/h aproximadamente, pois isso é relativo à altitude), podendo atingir um míssil inimigo a uma altitude máxima de 50 km a uma distancia que pode chegar a 90 km.
O sistema de guiagem empregado no Arrow 2 funciona da seguinte forma: Primeiramente, um radar de terra, que faz parte da bateria do sistema, detecta, e trava o míssil inimigo que está se aproximando. Este radar é o Elta EN/M-2080 Green Pine, um radar multimodo de estado solido com varredura eletrônica ativa, cujo alcance pode chegar a 500 km. Este radar, pode rastrear e atacar  até 14 alvos simultaneamente, o que lhe garante capacidade de lidar com ataques de saturação. Os dados do alvo são alimentados no míssil Arrow 2 que é lançado para se aproximar a uma distancia de até  4 metros do míssil inimigo e nesse ponto, detonar sua ogiva de fragmentação direcionável de 150 kg. Como se pode ver, diferentemente do sistema anti míssil balístico norte americano THAAD, já apresentado aqui no WARFARE, que não tem ogiva e faz a destruição dos mísseis inimigos por impacto direto, o Arrow usa uma cabeça de guerra que detona próximo ao alvo.  A fase terminal do engajamento é feito por um buscador infravermelho produzido com antimoneto de índio (InSb). Esse sistema, também faz parte da contribuição norte americana, desta vez, sob responsabilidade da Raytheon.
Antena do radar de controle de tiro Elta N/M-2080 Green Pine.
Uma bateria do sistema Arrow 2 possui de 4 a 8 trailers laçadores verticais com 6 tubos de mísseis cada um. Os lançadores podem ser recarregados em cerca de uma hora e o sistema permite uma boa mobilidade através do reboque por caminhões. Outro ponto muito positivo que caracteriza a operação do sistema de defesa anti balístico Arrow 2, é que os lançadores, o centro de comando e o radar  Green Pine fazem o intercambio de dados e vós  através de um sistema de comunicação baseado em microondas que permite com que a comunicação ocorra distancias de até 300 km entre cada equipamento.
O centro de gerenciamento de batalham Citron Tree, desenvolvido pela Tardiran Electronics, é montado em um trailer  de onde recebe os dados do radar e dados de outras fontes para processar todas essas informações e monitorar as ameaças e gerenciar as interceptações automaticamente. Porém, é importante observar que o sistema pede autorização para um operador humano em todas as etapas da operação para evitar acidentes.
Pelo menos  3 baterias do sistema Arrow 2 estão em operação em Israel para proteger os centros urbanos de eventuais ataques de mísseis balísticos.

Teste de fogo do míssil Arrow 3
FICHA TÉCNICA ARROW 3
Motor: Propelente sólido de estágio com dois estágio.
Velocidade: 11100 km/h (mach 9)
Alcance: 2400 km.
Altitude: 100 km
Comprimento: Não informado.
Peso: Não informado.
Ogiva: Sem ogiva - Sistema hit to Kill.
Lançadores: Contêiner com lançador vertical..
Guiagem: Sensor Eletro-Óptico de alta resolução.

O próximo passo foi o Arrow 3, uma evolução do sistema que difere, principalmente, no perfil de interceptação, onde seu alcance é muito maior, operando interceptações fora da atmosfera, ou seja, no espaço, justamente na fase de maior velocidade do ataque inimigo a uma distancia máxima de 2400 km. O Arrow 3 não possui cabeça de guerra explosiva, de forma que a sua forma de destruir um míssil inimigo é a do impacto direto (hit to kill), sendo, similar ao sistema norte americano THAAD na forma de lidar com os mísseis inimigos.
Embora o Arrow 3 tenha um sistema de guiagem diferente, além de seus sistemas de comunicação e detecção, ele ainda foi projetado para operar de forma integrada ao Arrow 2, o que lhe garante um multiplicador de força dentro do contexto de defesa anti mísseis de Israel.
O sistema de guiagem do Arrow 3 usa um sensor Eletro-Óptico de alta resolução (EO) que  proporciona uma taxa de acerto (kill Ratio) de 99%. A aquisição do alvo, por sua vez, é feito por uma versão aprimorada do radar Green Pine chamado de Elta EL/M-2084 Super Green Pine, que aumenta, radicalmente, a quantidade de alvos que podem ser rastreados simultaneamente para 200!
A esquerda um míssil Arrow 2 e a direita o mais moderno Arrow 3. O controle de voo do Arrow 3 depende de suas aletas montadas na parte de baixo do corpo do míssil.
Israel é o único operador do sistema Arrow. Motivos políticos e lobby são explicações para isso. O sistema fornece uma cobertura total de todo o território de israel e parte do território dos países vizinho, dando uma boa capacidade de defesa contra mísseis balísticos. Isso é muito importante na medida em que um dos inimigos mais agressivos de israel, o Irã, usa mísseis balísticos como sua arma de dissuasão e faz ameaças Israel com uma frequência incomoda.
O Arrow 3 não possui ogiva. Nesta foto podemos ver o momento exato em que o míssil Arrow 3 impacta, diretamente, contra o míssil alvo. A destruição do alvo se dá por energia cinética (impacto direto).


domingo, 14 de abril de 2019

LOCKHEED MARTIN THAAD. A resposta às ameaças de mísseis balísticos de curto é médio alcance.


FICHA TÉCNICA
Motor: Propelente sólido de estágio único Thiokol TX-486-1
Velocidade: 10800 km/h
Alcance: 200 km.
Altitude: 150 km
Comprimento: 6,17 m.
Peso: 900 kg.
Ogiva: (não tem)
Lançadores: Caminhão M-1074.
Guiagem: IR ativo a base de Antimoneto de Índio com atualização por datalink.

domingo, 10 de setembro de 2017

ALMAZ-ANTEY - S-350E-VITYAZ 50R6. O novo sistema de defesa antiaérea russo


FICHA TÉCNICA (9M96E/ 9M96M e 9M100)
Motor: Propelente sólido de estágio único (em todos os modelos de  mísseis).
Velocidade:  9M96E: 6480 km/h,  9M96M: 6480 km/h, 9M100: 3000 Km/h.
Alcance: 9M96E: 40 km; 9M96M: 120 km, 9M100: 10 Km.
Altitude: 9M96E: 20000 m; 9M96M: 30000 m, 40N6: 6000 m.
Comprimento: 9M96E: 4,75 m; 9M96M: 5,65m, 9M100: 2,5 m.
Peso: 9M96E: 333kg; 9M96M: 420, 9M100: 200 kg.
Ogiva: 9M96E e 9M96M: 26 kg de alto explosivo (HE); 9M100: 13 kg HE
Lançadores: caminhão 50P6 (BAZ6909).
Guiagem: 9M96E.9M96M: inercial com radar homing terminal ativo e o 9M100 por guiagem infravermelha (IR)

DESCRIÇÃO
Por E.M.Pinto em parceria com o site Plano Brasil
O Sistema S-350E Vityaz 50R6 é um novo sistema de defesa terra-ar móvel, projetado, desenvolvido e fabricado na Rússia pela indústria de Defesa Almaz-Antey. O desenvolvimento do sistema, teve início em 1990, desde então, uma série de disparos de mísseis e ensaios de sistemas foram efetuados com sucesso, a Almaz avaliou uma gama de possibilidades operacionais para o campo de atuação do sistema. Em 1998 após inúmeras avaliações, o setup do sistema foi congelado e a Almaz chegou a definição de um sistema que encontra o europeu SAMPT um análogo ocidental mais próximo.
A princípio chegou-se a especular que o S350 fosse um sistema desenvolvido para exportação. até porque juntamente com a Rússia, a Coréia do Sul , tradicional cliente de produtos ocidentais especialmente dos Estados Unidos, desenvolveu a partir do Vityaz o seu sistema próprio de defesa Anti-aérea KM-SAM Chun Koong. Ademais o Vityaz foi declaradamente um sistema desenvolvido para Bielorússia, desde a sua concepção.
É provável que o sistema seja voltado principalmente, mas não exclusivamente, para o mercado de exportação, porém claramente o S-350 é um sistema que vem para complementar as famílias de sistemas S-300 / S-400. A versão desenvolvida pela Coreia do Sul é simplificada em relação ao Vityaz o sistema também denominado Cheolmae-2 conta com o suporte técnico e assessoria da Almaz Central Design Bureau.
Fontes Russas, rebatem a ideia inicial de que o sistema visa apenas a exportação, para os analistas russos o Vityaz foi concebido para substituir os obsoletos sistemas S-300PS, cuja vida útil está chegando ao fim nos próximos dois ou três anos. Estas mesmas fontes chegam a afirmar que o período de amadurecimento do sistema foi necessário para que as tecnologias pudessem ser adaptadas as novas necessidades da defesa e que não necessariamente foram moldadas aos requisitos estrangeiros, mas que isto ocorrera por coincidências operacionais.
Acima: A Coreia do Sul, embora alinhada aos Estados Unidos, possui um trabalho de cooperação com a Rússia no desenvolvimento de seu sistema de defesa anti-aérea KM SAM Chun Koong baseado no sistema S-350 Vityas.

O SISTEMA
O novo sistema terá um radar mais avançado e um lançador com capacidade para lançar 16 mísseis o que supera numericamente o sistema anterior, já demonstrando a superioridade em relação aos apenas quatro mísseis lançados pelo S-300.
Em fevereiro de 2013, o Ministério da Defesa  russo e a e Almaz-Antey anunciaram o primeiro teste operacional  de uma bateria do sistema Vityaz 50R6. De acordo com o Almaz, o Vityaz poderia substituir os modelos mais antigos de  SAM, como o S-125, com capacidades adicionais de defesa contra múltiplos alvos, capacidade anti-mísseis de cruzeiro e UCAVS. De acordo com informações divulgadas em 2013, o sistema pode ser entregue em duas configurações: Uma versão otimizada para proteção contra armas de alta precisão, mísseis de cruzeiro, bombas inteligentes e UAVS táticos. Esta versão seria capaz de envolver simultaneamente até oito alvos.
A outra configuração é a versão multi tarefa que seria composta por um radar e até quatro lançadores com 32 “pequenos” mísseis cada, enquanto que a bateria seria ainda composta por um posto de comando móvel, ligado a um máximo de dois radares e até oito lançadores.
Uma bateria pdrão do sistema é composta por Unidades Lançadoras e veículos de comando-controle, Cada sistema S-350E Vityaz 50R6 normalmente inclui:
  • 04 lançadores 50P6
  • 01 sistema de radar de controle de fogo com alvo e vigilância 50N6A
  • 01 sistema comando e controle do veículo 50K6
  • 01 Estação de retransmissão para a comunicação
VEÍCULOS DE TRANSPORTE E APOIO
O sistema de mísseis S-350E Vityaz 50R6 é montado sobre o chassis padrão dos veículos BAZ-6909, denominado 50P6. O Lançador pode comportar até dois mísseis  em que cada um dos casulos, que podem ser substituídos por um grupo de quatro armas menores e de menor alcance. O  lançador vertical, pode comportar até doze recipientes tubulares, em duas linhas de seis. O sistemas de mísseis embarcados nas baterias do S-350E Vityaz 50R6 é bastante variável, e abrange basicamente 3 famílias de mísseis básicos sendo a principal arma o míssil 9M96 originalmente projetado para o sistema S-400.
A família de mísseis 9M96, é amplamente utilizada tanto pelos sistemas  S-300 quanto S-400. Este  míssil foi desenvolvido nos finais dos anos 90. É extremamente compacto e possui capacidade de abater outros mísseis de cruzeiro ou mesmo, mísseis balísticos em rota terminal de alta velocidade.
A versão básica do 9M96 possui alcance estimado em 40 km,  porém á outras versões como a 9M96E que destina-se a exportação e possui alcance de 40 km – e altitude de altitude 20 km.  A versão 9M96M por sua vez, possui longo alcance, estimado em 120 km  e altitude de engajamento de 30 km, perfis idênticos a versão de exportação a 9M96E2. O fabricante produz ainda um modelo de treinamento,  9M96R que possui altitude máxima de 35 km.
Os mísseis são orientados por sistema  inercial, utilizando um datalink que atualiza os dados sobre posicionamento do alvo e um radar de Banda-X MFMTR para orientação meio curso. A pequena ogiva de fragmentação 24 kg explosão é projetada para produzir um padrão de fragmento controlado, utilizando vários iniciadores para moldar a onda de detonação através do explosivo. Um fusível radar inteligente é usado para controlar o tempo e padrão da detonação.
Acima: A família de mísseis antiaéreo 9M96, inicialmente desenvolvida para uso no moderno e capaz sistema S-400, respondem pela capacidade de engajamento de médio e longo alcance do sistema S-350 Vityas.
Os mísseis  9M96 cumprem funções duplas de anti-míssil e anti-aérea. O menor 9M100 míssil também pode ser usado contra aeronaves, UAVs e mísseis de cruzeiro. Esta arma é usada para  a defesa em curto alcance e baixa altitude e é equipado com sistema de guiagem por infravermelho (IR). As informações que dispomos sobre estes mísseis são escassas, porém, dão conta que o seu alcance seria de no máximo 10 km, e sua altitude máxima em torno de 6 km.
O Vityaz pode ser equipado aina com míssil 9M96E designado como uma arma ‘hit-to-kill‘ o qual não necessitaria, em tese, de possuir ogiva , porém, o míssil usa uma pequena ogiva 24 kg de fragmentação, a sua função é a de abater armas em rotas terminais por impacto direto.
O Míssil faz uso  de canards e vetorização para impulsioná-o e assim alcançar fatores “G” extremamente altos bem como, velocidade angular. Esta função indicam claramente como uma arma destinada a abater mísseis de cruzeiro e MIRVs em rotas terminais.
Acima: O novo míssil anti-aéreo de curto alcance 9M100 que é usado pelo sistema S-350 Vityas tem um desenho bastante simples e usa a  vetoração de empuxo como principal recurso para conseguir extrema manobrabilidade.

MOBILIDADE E AEROTRANSPORTABILIDADE
Os lançadores do sistema S-350E Vityaz são montados no chassi de caminhão BAZ-6909 8×8.  O veículo possui motor, embreagem e uma caixa de velocidades que são montados atrás da cabine. O motor YaMZ-8424,10-033 é do tipo multi-combustível de quatro tempos de oito cilindros em V, movido a diesel e refrigerado a líquido e com uma potência de 470 hp. A suspensão é do tipo barra de torção wishbone independente, com amortecedores telescópicos.
O sistema de regulação de pressão de ar do pneu  é centralizada e controlada a partir dos bancos do condutor e inclui uma válvula de controle de pressão, válvulas de bloqueio das rodas e dos tubos. A cabine é de um metal estampado e soldado tipo de porta dupla de três assentos. A cabine é montada numa caixa blindada que oferece proteção balística contra armas leves aos condutores. Equipamentos auxiliares incluem  filtragem dos sistemas de ventilação,  aquecimento, comunicação, e inclusive um sistema de descontaminação e proteção para ataques de armas químicas.
O veículo BAZ-6909 pode deslocar-se carregado a uma velocidade máxima de 80 km/h, com um alcance máximo de 1,000 km. O veículo pode enfrentar obstáculos de gradiente de 57º; inclinação lateral de 38º, vadeando profundidades de até 1,4 m e trincheiras de no máximo 1,5 m.
A Bateria é aerotransportada, um quesito bastante importante e que foi contemplado desde o início do projeto por conta da adaptabilidade do projeto frente as ameaças e novas realidades de operação.
Acima: O veículo base das baterias Vityaz o é caminhão 8×8 BAZ-6909 mostrado nesta foto.

PRONTO PARA COMBATE
Uma bateria padrão do sistema S-350E Vityaz 50R6  inclui um sistema de controle de fogo e abrigo montado com radar integrado que realiza as funções de vigilância e rastreamento de alvos, quatro plataformas lançadoras de mísseis e um veículo de reabastecimento de mísseis. Todos os três componentes são montados sobre o mesmo veículo de chassis 6 × 6. A carga básica de mísseis por bateria é de 48 misseis. Cada conjunto lançador do veículo possui duas camadas de seis mísseis prontos para disparo em seus casulos de lançamento vertical. Todos os componentes do sistema de veículos utilizam quatro estabilizadores operados hidraulicamente para estabilizar-se no local de lançamento da bateria.
Cada bateria também tem a sua própria unidade de potência auxiliar (APU). Os veículos componentes usam um Datalink  para transmitir e receber informações do sistema de controle de fogo.
Após o exposto, fica a pergunta, há lugar no Exército Brasileiro para um sistema de defesa Terra-Ar como o Vityaz?  A resposta para esta pergunta é um sonoro SIM! O Brasil não possui nenhum sistema de defesa antiaérea de médio ou longo alcance. Um sistema como o S-350 tiraria a capacidade antiaérea nacional de um longo período de travas onde nossos únicos recursos estão baseados em mísseis MAMPADs (lançados do ombro 9K38 Igla) de fabricação russa e que o alcance não chegam nem a 6 km e o míssil  e o míssil, sueco SAAB Bofors RBS-70 cujo alcance chega a 8 km.
O sistema S-350 Vityas se tornará, com absoluta certeza, um sucesso de exportação e deve assumir o lugar de sistemas de defesa antiaérea como o BUK M1 e S-300PS, dois sistemas que colocaram um profundo respeito e temor nos pilotos de combate de nações cujos seus inimigos operavam tais armas.
Acima: Cada bateria do sistema S-350 Vityaz conta com uma  unidade do radar 50N6A transportado pelo veículo BAZ| 6909 do mesmo tipo usado em todos os equipamentos do sistema. Abaixo podemos ver a unidade de comando e controle 50K6.

VÍDEO


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

NASAMS. Racionalizando a defesa anti aérea.

FICHA TÉCNICA
Motor: Propelente sólido Hercules/Aerojet.
Velocidade: 4300 km/h
Alcance: 33 Km.
Altitude: 15000 metros..
Comprimento: 3,65 m.
Peso: 157 kg.
Ogiva: 23 kg de fragmentação e alto explosivo.
Lançadores: Veículos blindado HMMWV, Lançador universal do sistema HAWK, Contêiner, caminhão Scania 113H 6x6, e outros de varias procedências.
Guiagem: Radar ativo.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S Junior
A origem do sistema de defesa antiaérea de médio alcance conhecido como NASAMS (Norwegian Advanced Surface to Air Missile System) traduzido para Avançado sistema de míssil superfície ar norueguês, remonta do fim dos anos 80 do século passado quando a Real Força Aérea Norueguesa (RNoAF) que estava equipada com sistemas de defesa antiaérea de baixa altitude e curto alcance  como os canhões Bofors L-70  de 40 mm (usado pelo Brasil) e pelos mísseis antiaéreos de curto alcance portáteis (MANPADS) RBS-70, também operado pelo Brasil atualmente, e precisava melhorar a capacidade de sua defesa antiaérea para lidar contra alvos de alto desempenho a medias distancias e média altitude. A empresa norueguesa Kongsberg Defence & Aerospace e a poderosa empresa de defesa norte americana Rayhteon se juntaram para criar um moderno sistema de mísseis antiaéreos baseado em um antigo sistema de defesa antiaérea HAWK com novos hardwares para se conseguir otimizar a eficiência a um custo reduzido. A chave do sistema é o uso de mísseis AIM-120 Amraam, conhecidos pelo seu emprego extremamente bem sucedido na arena de combate ar ar de médio alcance, porém, modificado para ser lançado de um lançador terrestre.
Acima: A grande sacada do sistema NASAMS é usar mísseis projetados para emprego ar ar em caças (aqui um caça F-35A no momento do lançamento de um míssil AIM-120C7 AMRAAM) em um sistema de defesa antiaérea.
O sistema NASAMS tem em seu núcleo operacional um sistema FDC que faz o gerenciamento de integração de todos os componentes do sistema que inclui um radar tridimensional de aquisição de alvo AN/ MPQ-64F1 Sentinel fabricado pela joint venture Thales Raytheon Systems, um sistema de comunicação múltipla por intercambio de dados (data Link) compatível com link 16, JRE (Joint-Range Extension), Link 11, Link 11B, ATDL-1(Advanced Tactical Data Link) e LLAPI com o lançador dos mísseis. O radar MPQ-64F1 Sentinel tem alcance de detecção contra um alvo do tamanho de um caça (5m² de RCS) de 75 km e opera na banda X, podendo rastrear 54 alvos simultaneamente. Esse radar pode ser transportado em um veículo tático leve Mercedes benz classe G 4X4 o que contribui para a excelente mobilidade de todo o sistema. Além do radar, o sistema NASAMS conta com um sensor passivo composto por uma câmera eletro-óptica e um sensor infravermelho (IR) que presta apoio a aquisição do alvo.
Acima: Este é o moderno radar AN/ MPQ-64F1 Sentinel que faz a detecção e fornce dados de posicionamento dos alvos para os mísseis do sistema NASAMS. Este sistema pode rastrear até 54 alvos a uma distancia máxima de 75 km.
A mobilidade é uma vantagem tática de qualquer sistema de armas. O sistema NASAMS tem opções de emprego com grande mobilidade podendo ser instalado em uma enorme variedade de veículos de diferentes tipos. O mais comum é ver um veículo tático leve HMMWV com um lançador para 4 mísseis AIM-120 Amraam. Porém o lançador pode ser fixo como no caso do sistema LCHR composto 6 contêiner fechados, cada um com um míssil AIM-120, e que são abertos somente no momento do lançamento. Esse lançador LCHR pode ser empregado em veículos também como o caminhão Scania 113H 6x6, o Iveco ou o Sisu E13TP usado na Finlândia. Na pratica o sistema permite uma alta facilidade de integração em diversos tipos e modelos de veículos de diversas procedências o que lhe garante um grande apelo comercial de mercado para qualquer nação aliada dos Estados Unidos que tenha interesse em um sistema de defesa antiaérea de médio alcance altamente móvel.
Acima: O caminhão finlandês Sisu E13TP é um dos muitos veículos que pode transportar e operar um lançador tipo contêiner com 6 mísseis que podem ser o AIM-120 AMRAAM, o AIM-9X Sidewinder, ou o RIM-162 ESSM. Este lançador pode ser empregado em uma posição fixa no solo também. Nos veículos mais leves o lançador é do tipo trilho, mais simples.
O armamento principal do sistema NASAMS é o míssil de médio alcance AIM-120 AMRAAM, originalmente usado para combate BVR (além do alcance visual) em combates ar ar. Logicamente que devido ao fato de ele ser  lançado da superfície ele não pode contar com a inércia da velocidade e menor resistência aerodinâmica do ar em altas altitudes, seu alcance não é o mesmo de quando lançado de um caça. Assim, o alcance do AIM-120 AMRAAM laçado do sistema NASAMS é de 33 km contra alvos que podem estar até a altitudes de 15000 metros. Quem já é familiarizado com esta arma, sabe que a  versão mais antiga e de pior desempenho do modelo atinge 60 km fácil quando lançado de um caça. De qualquer forma, os 33 km representa um desempenho de respeito para um armamento de defesa antiaérea que o posiciona dentro da classificação de sistemas de médio alcance. O sistema de guiagem do AIM-120 lançado do sistema NASAMS é por radar ativo, recebendo atualizações de posicionamento do alvo pelo radar de controle de fogo. O sistema NASAMS recebeu melhorias no decorrer do tempo e foi atualizado para poder operar outros mísseis como o AIM-9X Sidewinder, guiado por infravermelho de menor alcance (cerca de 12 km, mas de alta agilidade) ou o míssil RIM-162 Evolved Sea Sparrow Missile (ESSM), usado para defesa antiaérea de navios de guerra, com guiagem semi ativa. Este ultimo míssil, em especial está sendo integrado ao sistema NASAMS de forma que deverá estar operacional em meados de 2019 e elevará bastante o desempenho do sistema pois é um míssil com maior alcance, superando os 50 km e podendo engajar alvos a altitudes maiores e com alta agilidade pois faz uso de vetoração de empuxo (como o AIM-9X Sidewinder). Os NASAMS que receberam essas melhorias são chamados NASAMS 2
Acima: Nesta interessante fotografia podemos ver os 3 mísseis usados pelo sistema NASAMS. Da esquerda para direita temos um AIM-120 AMRAAM, um RIM-162 ESSM e o da direita é um AIM-9X Sidewinder. A recarga dos lançadores tipo contêiner se faz pela parte traseira como nessa foto.
Embora não seja um sistema de defesa antiaéreo tão popular em termos de ser reconhecido pelo público, na verdade, ele é usada por vários países alinhados com os Estados Unidos (até porque os principais componentes do sistema são de origem norte americana). A versão mais usada é a NASAMS 2 que recebeu aperfeiçoamentos em seu sistema de gerenciamento de combate e uma câmera eletro-ótica MSP-500 que possui um telêmetro a laser para aferir a visada e garantir maior precisão nos dados de posicionamento do alvo, além de poder usar outros mísseis como explicado mais acima no texto.
Hoje o sistema é usado pelos Estados Unidos, Noruega, Chile, Holanda, Espanha, Finlândia e Lituânia. A ideia de poder usar os mesmos armamentos usados em caças e navios em um sistema terrestre traz vantagens na economia da escala para seus operadores que podem adquirir unidades para seus sistemas aéreos e terrestres (versão especifica), com custos mais baixos.
Acima: O lançador do antigo sistema HAWK foi adaptado para operar os mísseis AIM-120 AMRAAM como mostrado acima.



VÍDEO


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terça-feira, 22 de novembro de 2016

ALMAZ-ANTEY TOR M-1/M-2. Mais um guarda chuva antiaéreo da Rússia

FICHA TÉCNICA
Motor: Propelente sólido com 2 estágios.
Velocidade: 3060 km/h
Alcance: 12 Km.
Altitude: 6000 metros..
Comprimento: 2,9 m.
Peso: 167 kg.
Ogiva: 15 kg de fragmentação e alto explosivo acionada por espoleta de proximidade.
Lançadores: Veiculos blindado 9A330, 9A331 e MZKT-6922 6x6
Guiagem: Comando de radio.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S. Junior
Mísseis antiaéreos de curto alcance costumam ser “vitimas” de preconceito, por não ter aquela mística do míssil que derruba o avião a longas distancias e que torna inviável um ataque aéreo do inimigo. Fora isso, podemos ver que muitos mísseis de curto alcance antigos não podem ser considerados um “sucesso total”, dado a baixa capacidade de enfrentar aeronaves de alto desempenho voando baixo. A história dos mísseis de curto alcance foi mudada em 1991 quando entrou em serviço a versão M do TOR, que incorporou muitas melhorias que acarretaram num aumento da precisão do sistema para índices inéditos nessa categoria de arma.
Acima: O sistema TOR M-1 representa um salta importante na qualidade e capacidade de sistemas de defesa antiaérea de curto alcance.
A industria Almaz - Antey, construtora de famosos mísseis como o S-300 PMU, lançou no mercado internacional um sistema antiaéreo contra alvos de baixa é médias altitudes e curto alcance com alta tecnologia e avançadas capacidades de interceptação, em qualquer tempo ou condição atmosférica. Como muitos dos sistemas modernos de defesa antiaérea russa, o TOR M-1 é móvel e independente, graças a um esquema composto por veículos lançadores já equipados com radar. O veiculo lançador utilizado pelo sistema TOR M-1 é o 9A331, baseado no veículo GM-355M (um veículo blindado transportador de tropas), que tem uma autonomia de 500 km e pode desenvolver uma velocidade máxima de 65 km/ h em estradas. O 9A331 é preparado para operar em ambientes NBC (nuclear bacteriológico e químico).
Acima: O veículo nos sistema TOR M-1 é o GM-355M, bastante usado pelas forças armadas russas em diversos sistemas de armas.
O míssil usado é o 9M330, conhecido como SA-15 Gauntlet, dentro da nomenclatura da OTAN. Trata-se de um míssil de curto alcance montado em duas caixas de lançamento vertical com 4 mísseis cada. Essa configuração permite engajar alvos em qualquer quadrante sem ter que apontar o lançador para um lado específico garantindo maior agilidade no engajamento. O SA-15 tem um alcance mínimo de 1,5 km e um alcance máximo de 12 km. Sua velocidade máxima é de 3000 km/h e o míssil é capaz de manobrar a 30 Gs, podendo engajar alvos que estejam voando a uma velocidade de 2520 km/h e manobrando a manobras de 10 Gs. A guiagem do míssil é feita por comando de rádio apoiado pelos sistemas de radares do lançador. A probabilidade de acerto (PK) do míssil é de 0.95 contra aeronaves e de 0.60 a 0.90 contra mísseis de cruzeiro.
Acima: O míssil 9M330 é lançado por verticalmente, acelerado por um booster. Logo na sequencia, o míssil se posiciona para a direção onde o alvo está e ele aciona seu próprio motor para acelerar até o alvo.
O sistema é operado por 3 tripulantes que são o motorista, o comandante e o operador de sistemas, num padrão similar ao encontrado em equipamentos mais antigos como o sistema SA-6 Gainful e o sistema ZSU-23-4 Shilka. Essa característica é muito positiva, pois o sistema é operado por um numero reduzido de pessoas facilitando a formação de tripulação.
Como dito anteriormente, o sistema TOR M-1 é autônomo e assim pode operar sozinho, porém ele pode ser conectado a uma rede integrada de defesa aérea para cobrir uma grande aérea. No veículo 9A331 estão instalados 2 radares dentro de um sistema chamado “Scrum Half”, sendo que uma das antenas é do tipo tridimensional, de varredura mecânica, cujo alcance de busca é de 25 km e capacidade de detectar até 48 alvos e mostrar os 10 alvos mais perigosos através de parâmetros programados no computador de tiro do sistema. A outra antena é de escaneamento eletrônico passivo e é usada para rastrear os alvos durante o engajamento, tendo um alcance de 15 km. Esta é a antena que fornece os dados para a guiagem do míssil. Um sistema IFF (identificação amigo inimigo) já está integrado para evitar disparar contra aeronaves aliadas.  Esse sistema permite o ataque simultâneo contra 2 alvos que estejam sob proteção de ECM (contra medidas eletrônicas) e em qualquer condição de tempo.
Acima: As antenas de radar do sistema Scrum Half montado sobre o TOR M-1/ M-2 se mantém dobradas quando o veículo está em deslocamento.
Como é bem comum quando tratamos de sistemas de armas de origem russa, o TOR passou por algumas atualizações. Embora o sistema M-1 continue ainda em produção, a Almaz Antey produz a versão TOR M-2 que recebeu melhorias no seu sistema de radar e sistema de controle de fogo, que agora passa a poder engajar até 4 alvos simultaneamente. Existe uma versão para exportação chamada TOR M2E, que usa um veículo sobre rodas MZKT-69222 com tração 6X6.
Atualmente o sistema TOR M-1 está em uso pela Rússia, Irã, Grécia, China, Bielorrússia, Egito, Chipre e Venezuela. Este ultimo país passou por um profundo programa de reequipamento que colocou a defesa antiaérea da Venezuela na primeira posição na escala das melhores defesas aérea do continente.
Acima: A versão TOR M2E usa uma viatura sobre rodas MZKT-69222. Esta versão conta ainda, com um sistema eletro-óptico de apoio ao sistema de radar para designar o alvo.

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