sexta-feira, 4 de julho de 2014

CLASSE AQUITAINE. A espinha dorsal da modernização das escoltas francesas.


FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata multimissão.
Tripulação: 108 tripulantes.
Data do comissionamento: Comissionada em 2012.
Deslocamento: 6000 toneladas
Comprimento: 142 mts.
Boca: 19 mts.
Propulsão: Uma  turbina a General Electric/Avio LM2500+G4 com 42895 hp de potencia.
Alcance: 11000 Km
Sensores: Radar tridimensional  de varredura eletrônica multifunção Herakles com 250 km de alcance contra alvos aéreos e 80 km contra alvos de superfície. Sistema  multissensor eletro-óptico Artemis de detecção passiva; Sensor Najir MM eletro-óptico de controle de fogo; Sonar de casco UMS-4110C, sonar rebocado UMS-4249.
Armamento: AAW: 1 lançador Sylver A-43 VLS de 16 mísseis Aster 15; AsuW: 1 lançador Sylver A-70 VLS para 16 mísseis de cruzeiro SCALP Naval; 2 lançadores quádruplos de mísseis MBDA MM-40 Block III Exocet;  1 canhão de fogo rápido Oto Melara de 76 mm Super rapid, ASW: Torpedos Eurotorp MU-90 Impact; 2 canhões remotamente controlados Nexter Narwhal em calibre 20 mm; 2 metralhadoras M-2HB calibre 12,7 mm (.50).
Aeronaves: Um helicóptero NH-90 ASW.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S. Junior
O continente europeu está acostumado a dividir as responsabilidades de defesa entre seus paises. Isso estreita as relações já tão próximas entre aquelas nações, diminui custos e aperfeiçoa a eficiência dos diversos sistemas de armas que ali são projetados. Os projetos como o do caça-bombardeiro Tornado IDS, o caça europeu Eurofighter Typhoon, a fragata classe Horizon, são exemplos bem sucedidos de programas  militares multinacionais europeus. 
No ano de 2002 a França e a Itália formaram mais uma pareceria com a assinatura de um contrato para desenvolver e construir uma nova classe de fragata multimissão cujo programa foi chamado de FREMM (Frégates Européennes Multi-missions) Ou fragata europeia multimissão. Este moderno navio de guerra está sendo construído pela DCNS Francesa e pela empresa italiana Fincantieri. Embora essa classe esteja sendo projetada para operar em funções múltiplas, ainda sim, os navios franceses serão construídos em duas versões distintas com otimização de uma determinada função. A primeira versão será a ASW (Anti-submarine Warfare) ou guerra anti-submarino, e a segunda será a FREDA (Fragata de defesa aérea) que terá a capacidade de combate antiaéreo otimizada além de poder destruir alvos em terra com o uso do novo míssil de cruzeiro MBDA SCALP. Já a Itália usará uma versão que será será levemente diferente em desenho e sensores, lembrando sua irmã mais velha a fragata da classe Horizon com uma capacidade de combate mais equilibrada contra todos os tipos de alvos. Essa versão é chamada de GP (Generel Purpose) ou "uso geral", e a versão uma versão dedicada a missões antissubmarino (ASW).

Acima: O desenho da Aquitaine teve forte foco na redução de sua reflexão de radar epor isso muitos dos sistemas do navio são embutidos sob o convés ou no próprio casco do navio.
Nesse primeiro artigo sobre o projeto FREMM vamos apresentar a versão francesa, a classe Aquitaine. A Marine Nationale (marinha francesa) tinha o desejo de adquirir 17 navios dessa classe, mas por motivos de problemas orçamentários causados pela crise financeira que assolou a Europa e os Estados Unidos, houve um grande corte do numero a ser adquirido desta classe de navios. Hoje, está confirmado que serão adquiridos 8 navios da classe Aquitanine, sendo 6 deles, da versão ASW (antissubmarino), e 2 da versão FREDA (versão de defesa antiaérea). Em 2016 será decidido se serão construídos mais 3 unidades que totalizariam 11 unidades. Hoje, há dois navios prontos, sendo que o Aquitaine foi comissionado em novembro de 2012 e o segundo navio, batizado de Normandie está em testes e deverá ser comissionado ainda este ano.

Acima: Ao todo, 8 navios desta classe estão confirmados para a poderosa Marine Nationale (marinha francesa). O Marrocos, adquiriu uma unidade dessa classe e outras nações demonstraram interesse neste moderno navio, e o Brasil foi uma delas em seu programa PROSUPER.
A propulsão das fragatas FREMM será feita por uma turbina a gás General Electric/ Avio LM-2500+G4 que proporcionará 32 MW e 42895  hp de potencia para duas hélices que podem levar a FREMM a uma velocidade máxima de 27 nós (50 km/h), ou ainda, em operação silenciosa, a velocidade de 15 nós (28 km/h). A autonomia é de 11000 km,  o que pode ser considerado espetacular para esse tipo de navio o que permite, desta forma, operações em qualquer lugar no mundo escoltando um grupo de batalha.
A Aquitaine tem 142 metros de comprimento e 6000 toneladas de deslocamento. Sua tripulação será reduzida para 108 tripulantes devido grande automação dos sistemas operados no navio. A modularidade de seu projeto permitirá a modernização e atualização dos sistemas de combate do navio de forma indefinida, garantindo uma longevidade operacional desta fragata.

Acima: Graças a grande automação de seus sistemas a Aquitaine opera com uma tripulação reduzida de 108 tripulantes, cerca da metade do que era necessário no navio Geroges Leygues que esta sendo substituída pela Aquitaine
A suite de sensores da Aquitaine é composta por um radar de abertura sintética tridimensional Herakles, desenvolvido pela Thales, a gigante empresa francesa de eletrônica e defesa. Este radar tem alcance de busca aérea de 250 km contra alvos de grande porte como uma aeronave de patrulha marítima como um P-3 Orion  por exemplo.
Outro importante sistema é o sensor eletro-óptico Artemis que integra uma câmera infravermelha com uma câmera óptica para busca de alvos navais e aéreos. Esse sistema tem duas vantagens que são o de não emitir sinais para os sensores inimigos (opera totalmente de forma passiva) e de ser imune a interferência eletrônica (jammer). Para apoio ao controle de fogo, um sistema Sagem Nanjir MM, que também é um sensor eletro-óptico com um telêmetro a laser capaz de detectar e dar a distancia do alvos aéreos a até km 16 km, e alvos de superfície como uma corveta a 20 km. Para caçar submarinos, existem dois sistemas de sonar. O primeiro, um modelo de casco, é o UMS-4110C, que fica em uma espécie de bolha embaixo e a frente do casco. Este sonar é capaz de rastrear alvos submersos a longas distancias e ainda fornecer dados para alimentar o sistema de guiagem dos torpedos do Aquitaine. O outro sonar é o do tipo rebocado, de profundidade variável, do modelo UMS-4249 que opera em baixa frequência de forma ativa e passiva. Todos os sistemas mencionados aqui são gerenciados por um sistema de gerenciamento de combate CMS (Combat Management System) desenvolvido pela DCNS, responsável pela parte francesa do projeto FREMM.

Acima: Nessa foto podemos ver o radar de varredura sintética Herakles, desenvolvido pela Thales. Este radar tem alcance de 250 km contra alvos aéreos de grande porte.
As fragatas do projeto FREMM foram pensadas para serem pesadamente armadas. A Aquitaine, versão francesa desse projeto (a versão italiana será abordada em uma próxima matéria), tem duas configurações de armamento, sendo uma versão ASW (antissubmarino) da qual será a mais numerosa, com 6 navios. Já a segunda configuração chamada de FREDA, é a versão otimizada para guerra antiaérea, do qual, serão construídas duas embarcações. 
O primeiro navio da classe, a Aquitaine, é da configuração ASW e está armada com um lançador vertical Sylver A-43 com 16 células que pode ser armado, exclusivamente com mísseis antiaéreos de curto e médio alcance. Os mísseis usados por esse lançador são o MICA VL, T-1 (Crotale de lançamento vertical) e o moderno míssil Aster 15 (preferencialmente são os mísseis usados). O míssil MICA VL é uma versão do MICA, arma originalmente desenvolvida para combate ar ar e usado por caças Mirage 2000, F-1 (MF2000) e Rafale. O MICA VL pode ser guiado por radar ativo ou sensor infravermelho IR trocando apenas sua cabeça buscadora. O alcance desse míssil é de 20 km, quando lançado verticalmente. O míssil T-1, uma versão avançada do famoso míssil Crotale, tem alcance de 16 km e sua guiagem pode ser feita por radar semi ativo (o radar do navio precisa iluminar o alvo), sensor eletro-óptico, ou sensor infravermelho. Já o míssil Aster 15, vem de uma moderna família de armas pensada, desde o início para fazerem parte dos arsenais antiaéreos dos novos navios de guerra europeus. Desenvolvido pela MBDA, existem duas versões do Aster. A Aster 15, compatível com o lançador Sylver A-43, tem alcance de 30 km e seu sistema de guiagem é inercial com radar ativo no final do engajamento. O Aster é o armamento padrão de defesa anti aérea da Aquitaine, embora o lançador possa ser usado com os outros armamentos. Logo atras desse lançador de mísseis existe um segundo lançador da mesma familia, mas de versão diferente. Trata-se do lançador Sylver A-70 de 16 células também, e que está integrado ao míssil de ataque terrestre Scalp Naval Também conhecido pelo acrônimo MdCN ( Missile de Croisiere Naval) Míssil de cruzeiro naval. Este míssil é capaz de destruir alvos terrestres a 1000 km de distancia, o que coloca este míssil na mesma categoria do famoso míssil Tomahawk norte americano, inclusive com um sistema de guiagem similar do tipo Tercom na fase terminal do voo. Um detalhe importante de ser observado é que o lançador Sylver A-70 pode lançar a versão de longo alcance do Aster, conhecida como Aster 30, que possui o mesmo sistema de guiagem porém com alcance estendido até 120 km.

Acima: O lançamento de um míssil Aster 15 de uma Aquitaine. Este míssil tem alcance máximo de 30 km e pode abater uma aeronave inimiga a altitude máxima de 13000 metros.
Para ataque contra navios, o Aquitaine está armado com dois lançadores quádruplos para mísseis MM-40 Exocet Block-III que além da capacidade antinavio, é capaz de destruir instalações terrestres que estejam em áreas litorâneas. O novo Exocet Block III tem um alcance expandido para 180 km (o alcance das versões anteriores era de 70 km) e sua guiagem é feita por radar ativo. O armamento de tubo é representado por um canhão de fogo rápido Oto Melara de 76 mm Super Rapid. Este canhão pode atingir alvos a 16 km usando a granada padrão, sendo, porém, que projéteis especiais como o SAPOMER tem o alcance estendido para 20 km. A granada Vulcano 76 é a granada de maior desempenho para canhões de 76 mm, conseguindo atingir alvos a 40 km e com alta precisão pois é um projétil guiado por GPS. 
Foram instalados dois canhões Nexter Narwhal em calibre 20 mm operado remotamente, a duas metralhadoras pesadas M-2HB calibre 12,7 mm (.50). Para destruir submarinos, foram instalados dois lançadores fixos para torpedos leves  MU-90 Impact, capazes de atingir um submarino a uma distancia máxima de 25 km com seu sistema de guiagem por sonar ativo e passivo. Para completar a capacidade antissubmarino, a Aquitaine opera um helicóptero médio NH-90 Caiman que podem desempenhar ataques a submarinos armados com torpedos MU-90 ou em busca e salvamento.
Acima: O Aquitaine opera o moderno helicóptero NH-90 em operações de busca e salvamento ou mesmo de guerra antissubmarino.
A fragata do projeto FREMM fornece uma capacidade extremamente equilibrada entre sensores e poder de fogo, associada a uma modularidade elevada que dão a seu cliente a possibilidade de configurar seu navio com os equipamentos, seja armas, seja sensores ou sistemas de comunicação que melhor lhe convierem. Trata-se de um dos projetos de melhor relação custo benefício disponíveis a marinhas interessadas em novos navios de escolta. A França é uma nação com uma forte tradição na industria naval e usou muito bem sua expertise em sua versão da FREMM. A marinha brasileira poderia ter uma solução ideal com este navio para substituir suas velhas embarcações de escolta da classe Niteroi e da classe Greenhaughem seu programa PROSUPER que prevê a aquisição de novos navios de superfície de escolta.

ABAIXO PODEMOS ASSISTIR UM VÍDEO COM BELAS IMAGENS DO NORMANDIE, A SEGUNDA EMBARCAÇÃO DA CLASSE AQUITAINE.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

BOEING AH-64 APACHE. O mais poderoso helicóptero antitanque ocidental.


FICHA TÉCNICA
Peso: 5165 kg.
Altura: 4,64 m.
Comprimento: 17,73 m.
Propulsão: 2 motores General Electric T-700 GE 701 com 1696 Hp cada..
Velocidade máxima: 276 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 273 Km/h.
Alcance: 400 km com combustível interno e 1900 Km com combustível externo.
Razão de subida vertical: 541 m/min.
Fator de carga: +3.5/ -0,5 G.
Altitude maxima: 5915 m.
Armamento: 770 Kg de cargas externas. Um canhão  M230 Chain Gun de 30 mm com 1200 tiros, Misseis AGM114 Hellfire, Misseis AGM 122 Sidearm antiradar, Mísseis AIM-9 Sidewinder  para combate aéreo, e mísseis Stingers contra helicópteros. Lançadores de foguetes Hydra 70 de 70 mm.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S. Junior 
O Helicóptero Boeing AH-64 Apache foi projetado pela extinta Hughes Helicopters e depois teve seu desenvolvimento continuada pela McDonnell Douglas, conhecida fabricantes de caças clássicos como o F-4 Phanton, F-15 Eagle F/A-18 Hornet e que adquiriu a Hughes em 1984 . Passados 11 anos, a Boeing acabou comprando a McDonnell Douglas em 1996 e a partir dai, a Boeing assumiu o projeto do Apache e seu desenvolvimento. 
O Apache foi projetado como resposta à necessidade de neutralizar, pelo menos em parte, a extrema superioridade numérica de tanques soviéticos e do antigo Pacto de Varsóvia que embora tivesse uma menor tecnologia, possuía uma vantagem quantitativa muito séria em relação a quantidade de tanques da OTAN. Por isso foi incorporado ao Apache capacidade total de operar de dia ou de noite (diferentemente do AH-1 Cobra que só operava de dia, nas versões disponíveis da época). Além disso ele teria que ser extremamente bem armado e pesadamente blindado, para resistir a danos em campo de batalha. O Apache foi testado com enorme sucesso na primeira guerra do golfo, em janeiro de 1991, na chamada tempestade do deserto, onde ele causou um estrago gravíssimo à forças iraquianas. Para se ter uma visão exata do que o Apache foi capaz de fazer às forças invasoras iraquianas na batalha para libertar o Kuwait, oficialmente os números de alvos destruídos pelo Apache foram: 500 tanques pesados, 120 APC (veículo blindado de transporte de tropas), 120 Peças de artilharia, 30 unidades de artilharia antiaérea e 20 aviões que estavam em terra. Esses números significam toda a quantidade de equipamentos militares de algumas nações!
Acima: O Apache foi vendido a muitas nações, mesmo sendo um helicóptero caro. Nessa foto podemos ver um AH-64E Guardian da força aérea holandesa. Outros países a operar este helicóptero são: Estados Unidos, Grécia, Índia, Indonésia, Israel, Japão Coréia do Sul, Kuwait, Arabia Saudita, Singapura, Taiwan, Emirados Árabes Unidos e Inglaterra.
O apache é equipado com blindagem capaz de “segurar” impactos diretos de projéteis de 23 mm, na cabine ou como preferem alguns, na “banheira”. Essa capacidade foi fundamental, na época de sua concepção, na medida que o principal sistema antiaéreo de escolta soviético era o veículo ZSU 23 Shilka, que é armado com 4 canhões de 23 mm que disparavam, cada um, 800 tiros por minuto, saturando de projéteis explosivos o espaço de até  2.5 Km em volta do canhão.
O armamento do Apache é outra característica notável deste poderoso helicóptero. Ele é armado, normalmente, com um canhão “Chain Gun” M-230 de 30 mm. Esse canhão dispara 625 tiros por minuto e sua munição, é uma granada de 30 mm capaz de destruir, praticamente, todos os blindados sobre rodas e causar estragos em carros de combate sobre lagartas mais pesados como um MBT. Além do canhão, o Apache é equipado com dois casulos de lançamento de foguetes Hydra 70 de 70 mm. Esses casulos transportam 19 foguetes cada um, e são usados para destruir alvos pequenos como veículos blindados leves ou concentração de tropas inimigas. O alcance desses foguetes pode chegar a 10500 metros se lançados de alta altitude, porem eles não são guiados de forma que sua precisão é relativamente pequena. Uma variante desses foguetes guiados a laser está em desenvolvimento o que melhorará significativamente sua eficácia. o nome desse novo foguete é  Advanced Precision Kill Weapon System (APKWS) 
E para terminar, o Apache transporta junto com os armamentos já mencionados, oito mísseis antitanque AGM-114 Hellfire, que é o mais destrutivo míssil antitanque, lançado por um helicóptero. O alcance do Hellfire é de mais de 7 km, por tanto fora do alcance dos canhões antiaéreos e ele destrói, simplesmente, todos os tanques de guerra existentes.
Acima: Nessa foto podemos ver 4 mísseis AGM-114 Hellfite e o casulo de foguetes Hydra 70. Se a missão demandar, o casulo de foguetes pode ser substituído por mais 4 mísseis Hellfire de cada lado, totalizando 16 mísseis.
Não há nenhum carro de combate que continue operando depois de atingido por um Hellfire. Uma vez, pude assistir um vídeo com uma demonstração muito interessante. Nela, um carro de combate MBT M-1 Abrams, do Exercito dos Estados Unidos, foi usado de alvo para um míssil Hellfire. 
Para resumir, o míssil penetrou na couraça deste tanque, um dos mais bem blindados do mundo, e atingiu o compartimento de munição do canhão principal. O tanque teve o compartimento estourado para cima, já que tem um dispositivo para proteger a tripulação nesses caso extremos,que abre uma comportas da torre, acima do compartimento de munição, direcionando a energia da explosão para cima e para fora do tanque. Ou seja, o melhor carro de combate americano tinha sido posto fora de combate, já que nem munição tinha mais e nem capacidade de rodar, por um impacto direto de um Hellfire. Outro teste só que mais dramático, foi quando um tanque M-60, de origem americana, do mesmo tipo usado por um batalhão de infantaria mecanizada brasileiro, foi destruído, por inteiro, depois de um impacto de um Hellfire. Deste M-60, não sobrou nada, e certamente, teria matado toda a tripulação, se fosse um ataque em situação real.
Acima: O Apache é um helicóptero muito manobrável graças a potência elevada de seus dois motores T-700 GE-701.
A chave da capacidade todo o tempo do Apache é conseguida através do uso do sistema TADS/ PNVS (Target Acquisition and Designation System, Pilot Night Vision System), que consiste de num conjunto de câmeras de tv, com sensores infravermelhos e de um laser designador de alvos. Com esse sistema, o Apache voa em alta velocidade, em baixíssima altura e a noite, mesmo com visibilidade zero. O TADS/ PNVS proporciona uma visão clara em qualquer condição climática. Mais recentemente, foi incorporado a este magnífico sistema de armas o radar de ondas milimétrica, Northrop Grumman Longbow, Este radar permite designar alvos como veículos e artilharia inimiga e ainda  identificar radares hostis de forma passiva. Outra vantagem é que o Longbow permite ao Apache disparar a nova versão dos mísseis Hellfire guiados a radar, garantindo, assim, uma real capacidade dispare e esqueça para o Apache. A versão mais recente do Apache, a AH-64E Guardian, tem além de todas as capacidades comentadas aqui, ainda usa um sistema de data link que permite ao helicóptero operar em um ambiente centrado em rede, enviando e recebendo dados para outros helicópteros, aeronaves e veículos em terra, além de operar aeronaves sem piloto (UAVs).
Acima: Esse conjunto de lentes a frente do Apache é o sistema TADS/PNVS que permite ao Apache operar em qualquer condição climática, de dia ou de noite e designar os alvos para suas armas.

Acima: O equipamento montado acima do rotor deste Apache é o radar Longbow de ondas milimétricas que permite ao Apache detectar alvos escondido atras de obstáculos como edifícios e copas de arvores.
O desempenho em voo do Apache é extraordinário. Ele tem potência de sobra graças ao seus dois potentes motores General Electric T-700 GE 701 com 1696 Hp cada. O Apache é rápido, muito manobrável e ágil. Sem dúvidas é um helicóptero difícil de acertar e mesmo que atingido, é difícil de cair. Seus motores agüentam 30 minutos de vôo sem óleo nenhum, ou seja a seco, caso haja um vazamento causado por um impacto do inimigo. O AH-64E usa uma variante melhorada desse motor chamada T-700 GE 701D que proporciona ainda mais potência chegando a 2000 Hp.
Essas qualidades superlativas tornaram esse helicóptero algo caro. Ele custa hoje, algo em torno de U$ 41 000 000,00 a unidade, sendo um dos mais caros helicópteros de ataque do mundo, porém, uma nação que pretenda ter uma capacidade de dissuasão competente, precisa considerar aeronaves de asas rotativas de combate e o Apache presta-se bem a essa função.

Acima: O painel do Apache se assemelha de um caça. Tudo para facilitar a complexa tarefa de pilotar e combater simultaneamente.


Acima: O capacete usado no Apache está integrado aos sistemas TADS/ PNVS e ao canhão M-230 Chaingun (foto a baixo), de forma que o canhão aponta automaticamente para onde o piloto olhar.


ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UMA APRESENTAÇÃO DO APACHE LONGBOW.

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

MOWAG PIRANHA III. O sucesso suiço para apoio da infantaria.


FICHA TÉCNICA (Piranha III C CFN Brasil)
Velocidade máxima: 100 Km/h.
Alcance Maximo: 750 Km (em rodovia).
Motor: Motor Caterpillar C-9 com 400 hp a diesel.
Peso: 22 Toneladas (máximo).
Altura: 2,18 m.
Comprimento: 7,58 m.
Largura: 2,66 m
Tripulação: 2 +12 soldados equipados.
Armamento: Metralhadora FN Mag cal 7,62X51 mm, um lançador automático de granadas LAG-40 de 40 mm, ou uma metralhadora M-2HB cal .50 (12,7 mm)
Trincheira: 2 m
Inclinação frontal: 60º
Inclinação lateral: 30º
Obstáculo vertical: 0,60 m
Passagem de vau: Anfíbio. 

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S Junior
O veículo blindado Piranha, da Mowag suíça, representa uma das mais bem sucedidas famílias de veículos blindados multifuncionais do ocidente tendo sido entregues cerca de 8000 unidades em suas diversas versões. Seu projeto data do final dos anos 60 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1972. O projeto foi feito sem apoio do governo, ou seja, com dinheiro da própria MOWAG, o que não costuma ser comum nesse segmento de sistema de armas. Suas quatro gerações (já existe uma quinta em desenvolvimento), em suas muitas versões têm se mostrado com grande capacidade de se adaptar nas mais diferentes missões como o simples transporte de tropas, ao combate direto como caça tanques através da sua ultima versão, a M-1128 do Exercito dos Estados Unidos.
A terceira geração deste blindado, conhecida como Piranha III, é o foco deste artigo, pois o corpo de fuzileiros navais do Brasil usa este excelente carro blindado.

Acima: O Piranha III é um dos mais populares veículos de transporte de tropas de todo o mundo. Nessa foto um exemplar do exército romeno.
Atualmente a Mowag faz parte da General Dynamics European Land Combat Systems que fabrica e desenvolve o Piranha III, que também é conhecido como LAV-III e pode ser encontrado nas configurações 6X6, 8X8 e 10X10.
O exercito dos Estados Unidos usa uma versão do Piranha III chamada localmente de LAV-25 e que, também possui diversas versões especiais que o manterão em serviço por muitas décadas ainda. Certamente que muito das experiências de combate dos Estados Unidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão, geraram conhecimentos para serem aplicados em soluções nas novas gerações do Piranha.
Acima: O LAV-25 é uma versão do Piranha III usada pelo exército canadense e pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos. Seu armamento é pouco mais pesado que o Piranha IIIC padrão.
A modularidade deste veículo permite a instalação de diversos tipos de motorização para ir de encontro com as necessidades do cliente. Ao todo estão disponíveis, hoje, 5 motores, sendo eles:
- MTU 6V183 TE 22 com 400 hp a 2300 rpm (Alemão)
- Scania DSJ9 48A com 400 hp a 2300 rpm (sueco)
- Caterpillar 3126 com 400 hp a 2500 rpm (Estados Unidos) (usada pelo Brasil)
- Detroit Diesel 6V53TA com 350 hp a 2800 rpm (Estados Unidos)
- Cummins 6CTAA8-3 T350 com 350 hp a 2200 rpm (britânico)
Com qualquer um desses motores a transmissão é feita automaticamente. A suspensão hidropneumática e de ajuste individual para cada roda é conjugada com um sistema central de calibragem dos pneus (CTIS) permite mobilidade elevada em qualquer tipo de terreno. Os freios são do tipo ABS e a velocidade  máxima do Piranha III é de 100 km/h, sendo de 30 a 40 % mais rápida que a atingida pelos veículos sobre lagartas. Outra característica do Piranha III relacionado a sua mobilidade é a sua capacidade anfíbia, sendo que há dois lemes e duas hélices que permitem uma velocidade de navegação de 8 km/h.
Acima: O Exército dos Estados Unidos usa o 4466 unidades da família Stryker, outro derivado do Piranha III, para funções de transporte de tropas, comando, ambulância, reconhecimento entre outras.
A blindagem do Piranha III também é modular e por isso varia de resistência contra projéteis de armas leves, como fuzis 7,62X51 mm, passando por proteção contra munição .50 e podendo, ao extremo ser blindada contra granadas de 40 mm.  A necessidade dessas proteções será decidida por cada cliente. O assoalho é construído com proteção anti-minas. Há previsão para uso de filtros contra guerra QBN (Química, biológica e nuclear), que é típico nesse tipo de veículo de projeto mais recente.

Acima: A saída da tropa do Piranha IIIC se dá por trás do veículo permitindo uma boa proteção aos soldado nesse momento critico. Foto: Alexandre Galante do site: www.forte.jor.br
A versão para transporte de tropas com a configuração 8X8 pode transportar até 12 soldados totalmente equipados além da tripulação de 2 homens. As versões especiais, de reconhecimento, ambulância, e antitanque, transportam numero de soldados bem menor, devido as necessidades de transporte de munição e sistemas de miras e armamentos.
Falando em armamentos, o piranha III pode ser equipado com metralhadoras calibre 7,62X51 mm de diversos modelos, metralhadoras M-2HB .50 (12,7 mm), lançadores automáticos de granadas como o LAG-40, em calibre 40 mm, da empresa Santa Barbara espanhola ou outros modelos como o General Dynamics MK-19 norte americano.  Uma torre com um canhão automático M-242 de 25 mm, do tipo Chain Gun, fabricado pela Bushmaster dos Estados Unidos, pode ser instalada. Os Piranhas III norte americanos, conhecidos como LAV-25 usam esta torre. Este canhão possui uma cadencia de tiro de 200 tiros por minuto. Uma versão do Piranha norte americano chamado de M1128 MGS (Mobile Gun System)  pode ser equipado com um canhão de carregamento automático M-68 A2 de 105 mm. Podem, ainda, ser transportado no Piranha, morteiros de 81 mm e lançadores de mísseis anticarro de diversos tipos.
Acima: O M-1128 MGS (Mobile Guns System) é a versão com amamento mais pesado do Piranha III desenvolvido pela General Dynamics Canadá para o exército dos Estados Unidos (US Army). Seu canhão M-68A2 de 105 mm tem carregamento automático.
No Brasil o Piranha III foi testado pelo exercito brasileiro no centro de avaliação do exercito quando a Mowag trouxe por sua conta e risco um veiculo desses sabendo da necessidade do Exercito Brasileiro de um substituto para o URUTU. Porém foi a Marinha do Brasil, através do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) que colocou uma primeira encomenda do Piranha III C devido as deficiências do URUTU na missão de paz no Haiti comandada pelo Brasil. A marinha adquiriu, inicialmente 7 unidades, sendo 6 delas do tipo APC (transporte de tropas) e uma de socorro e no final de 2007 foi assinado um novo contrato de fornecimento de mais 5 unidades configuradas como APC. Os piranhas III C dos fuzileiros do Brasil transportam 8 soldados totalmente equipados mais a tripulação de 3 homens. Hoje o corpo de fuzileiros navais do Brasil operam 30 unidades do Piranha III.

Acima: Temos aqui uma foto do Piranha IIIC do corpo de fuzileiros navais do Brasil (CFN) armado com um lançador de granadas espanhol SB 40 LAG de 40 mm. Foto: Alexandre Galante do site: www.forte.jor.br 



ABAIXO TEMOS UM VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DO PIRANHA IIIC

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domingo, 22 de junho de 2014

CLASSE NIMITZ. 102000 toneladas de diplomacia norte ameriana


FICHA TÉCNICA
Comprimento: 332,8 m.
Calado: 11,3 m.
Boca: 40.8 m.
Deslocamento: 102000 toneladas.
Propulsão: Nuclear, com dois reatores GE PWR A4W/A1G , mais 4 turbinas a gás, que geram 260 000 HP.
Velocidade máxima: 34 nós (64km/h).
Autonomia: reabastecido a cada 13 anos.
Sensores: Radar de busca aérea: AN/SPS 48E, AN/SPS 49(V)5, Radar Raytheon MK 23 de banda D; Radar de busca de superfície: AN/SPS 67V banda G. Radar de navegação: Raytheon A N/SPS 64 (V)9 de banda L/J.
helicópteros SH-60 Seahawk. podendo, em caso de guerra, chegar a 110 aviões.
Armamento: 3 lançadores MK 29 de 8 células de mísseis Sea Sparrow; 4 Canhões CIWS MK-15 Phalanx de 20 mm.
Aviação: Variável conforme a missão, porém tipicamente 68 aeronaves que podem ser distribuídos em 48 F/A-18 E/F super Hornet, 4 Grumman E-2 C Hawkeye, 4 EA-18G Growler, além de 12 helicópteros SH-60 Seahawk.

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S. Junior
Poucas coisas neste mundo representam tão bem o significado da palavra poder de fogo como a força de porta aviões da Marinha dos Estados Unidos. São navios que operam mais de 60 aeronaves, sendo a maioria absoluta, de combate, podendo, ainda ter esse numero aumentado em caso de necessidade de guerra. E ainda, dentro dessa força, uma classe de navio se destaca pelo sucesso de seu projeto que foi construído em grande número, o que é interessante quando se trata dessa categoria de navios, que são os porta aviões, onde são, no máximo, construídos um ou dois por classe. Para se ter uma ideia do sucesso da classe Nimitz (CVN 68), basta observar que foram construídos, nada mais, nada menos que dez navios.

Acima: O tamanho dos porta aviões da classe Nimitz deixa claro o seu poder. O navio menor do lado direito é um porta aviões britanico Illustrious.
O Nimitz foi o segundo maior navio de guerra do mundo por muitos anos, pois era pouco menor que o USS Enterprise, primeiro navio porta aviões a ser propulsado por reatores nucleares. Com a desativação do Enterprise, o Nimitz passou a ser o maior navio de guerra do mundo. Ele foi construído pelo estaleiro Newport News Shipbuilding, que é propriedade da Northrop Grummam e comissionado no começo de 1975, iniciando uma nova fase na capacidade de combate da marinha dos Estados Unidos (US Navy).
O Nimitz desloca 102000 toneladas quando totalmente carregado e transportam em tempos normais, 68 aeronaves sendo elas 48 F/A-18 E/F super Hornet, 4 Grumman E-2 C Hawkeye, 4 EA-18G Growler,  além de 12 helicópteros SH-60 Seahawk. Esses números, são incríveis, principalmente quando verificamos, que um navio da classe Nimitz possui uma força aérea embarcada muito mais poderosa que qualquer força aérea Latino americana ou mesmo a de muitas forças aéreas europeias.
Se você considerar o poder de fogo dos aviões de combate deste navio, será fácil chegar a conclusão de que este é o mais poderoso navio de guerra já construído entre todas as categorias de navios de guerra.

Acima: Atualmente o caça F/A-18E/F Super Hornet representa o braço armado dos porta aviões norte americanos. A partir de 2019 o novo caça F-35C Lighning II deverá fazer companhia aos Super Hornets e dividir as tarefas "quentes" do navio.
A suíte de sensores do Nimitz é formada pelo radar tridimensional SPS-48E com alcance aproximado de 400 Km, e o radar SPS 49 V Bidimensional com alcance aproximadamente 560 Km, para auxiliar na busca aérea. O radar de busca de superfície é p AN/SPS-67V com alcance de 115 km contra alvos de frande porte (um navio cargueiro, por exemplo). Por fim está instalado um sistema de controle de fogo MK-91 para uso com os mísseis SAM Sea Sparrow, que representa a principal defesa orgânica do navio. Para apoio a esses mísseis estão montados sistemas CIWS MK 15 Phalanx com um canhão rotativo em calibre 20 mm que conta com uma provisão de 989 tiros cada e dispara 4500 tiros por minuto. Mais recentemente, a Marinha dos Estados Unidos, está equipando os porta aviões da classe Nimitz com o míssil antiaéreo de curto alcance RIM-116 RAM no lugar de seus sistemas Phalanx; O RIM-116 é um pequeno míssil guiado a calor com alcance de 9 km.

Acima: O radar AN/ SPS-48E é um sensor antiquado, porém seu longo alcance e confiabilidade ainda representa um sistema viável para defesa do Nimitz.
Muitos podem pensar: “Nossa, só isso de armas?” Sim, só isso, porém, lembrem-se que dos 68 aeronaves, 52 são aviões de combate supersônicos e pesadamente armados. Podem ter a certeza, que se um invasor passar pela barreira que é imposta pela aviação de combate do Nimitz, muita coisa deve ter dada errado. A proteção anti-submarina, é exclusiva dos helicópteros SH-60 Seahawk. Por isso os porta aviões americanos estão sempre escoltados por no mínimo, um destróier da classe Arleigh Burke, que já foi assunto de matéria publicada nesse blog.

Acima: O míssil Sea Sparrow deixa seu lançador MK-29. este míssil é o principal elemento de defesa  orgânica dos porta aviões da classe Nimitz. Seu sistema de guiagem se dá por radar semi ativo e seu alcance chega a 18,5 km.
Abaixo: O sistema de defesa antiaérea de ponto RAM (Rolling Airframe Missile)  usa o míssil RIM-116 para destruir alvos como aeronaves ou mísseis antinavio. O RAM substitui algumas unidades do antigo sistema CIWS MK-15 Phalanx que usa um canhão rotativo M-61 de 20 mm.

Para proteção do navio, existem contramedidas como o lançador de iscas infravermelhas Sippican SRBOC, sistemas para iludir torpedos AN/SLQ-25 Nixie , e iscas antitorpedos SSTDS. Um sistema de guerra eletrônica AN/SLQ-32 (V) detecta as emissões de radar inimigas e, após analisa-las alerta aos sistemas de contra medidas do navio.
A propulsão desta “cidade flutuante” é provida por dois poderosos reatores nucleares A4W que movem 4 turbinas e 4 eixos à produzir um impulso 260 000 HPs. Essa potência, acelera o Nimitz a incrível velocidade, (se considerarmos o tamanho dele) de 34 nós (64 Km/h), o que faz dele um dos mais rápidos navios de guerra do mundo. A tripulação dele é de 3150 tripulantes mais 2600 tripulantes da ala aérea, ou seja, são 5750 tripulantes em cada porta aviões dessa classe!
A nova classe de porta aviões CVN 78 Gerald R Ford terá uma redução importante nesses números devido a automação de uma série de sistemas do navio, que já se mostrou como uma tendência para os futuros navios de guerra americanos.

Acima: O Nimitz opera escoltado por um cruzador e por alguns destróieres, normalmente. estes navios que o protegem contra ataques de submarinos, e ainda, de quebra prestam uma importante capacidade antiaérea extra ao grupo de batalha.
A classe Nimitz foi projetada para operar por 50 anos. O primeiro navio da classe, o Nimitz, deverá ser descomissionado em 2025, e os seus irmãos mais novos se manterão em serviço até meados de 2050. Estes navios são a ponta de lança de ataque convencional do governo norte americano, e sua robusta capacidade de combate garante um fator dissuasivo muito eficaz. Porém, deve-se observar que algumas nações apresentaram armas dedicadas a destruição de navios porta aviões, como o míssil balístico DF-21D da China ou o Brahmos 2 da Índia e que, poderão colocar em xeque a viabilidade do uso desse tipo de navio. Porém, ainda é uma ameaça limitada a duas ou 3 nações e esse tipo de arma deverá ser cara e complexa demais para a grande maioria dos países por muitas décadas ainda.

Acima: Mesmo o Nimitz sendo o maior navio de guerra do planeta, sua manobrabilidade surpreende.

Acima: Outro ponto extremamente positivo do Nimitz é sua velocidade superior a da maioria dos navios de guerra existentes no mundo, atingindo 34 nós (64 km/h)

ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O NIMITZ.

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