domingo, 28 de junho de 2015

CLASSE SKJOLD. Uma nova geração de patrulheiros navais.

FICHA TÉCNICA
Tipo: Barco rápido de patrulha.
Tripulação: 15 tripulantes.
Data do comissionamento: Abril de 2009.
Deslocamento: 270 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 47,5 m.
Boca: 13,5 m.
Propulsão: 2 motores Pratt & Whitney ST-18M com 2417 hp de potencia cada, 2 turbinas a gás Pratt & Whitney ST-40M com 5070 kg hp de potencia cada.
Velocidade máxima: 60 nós (110 km/h).
Alcance: 1480 Km em velocidade econômica
Sensores: 1 radar Thales MRR 3D NG com 180 km de alcance. Sistema Multisensor Ceros 200 com um radar de controle de tiro apoiado por sensores optronicos e telêmetro a laser.
Armamento: 2 lançadores quádruplos para 8 mísseis antinavio Kongsberg NSM, 1 lançador de mísseis duplos Simbad para mísseis antiaéreos Mistral (8 mísseis), um canhão OTO Melara 76 mm/ 62 super rapid..

DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S. Junior
A marinha norueguesa, assim como a marinha sueca, possui uma criatividade notável. A embarcação que trataremos agora traz algumas características que as colocam em uma condição de destaque. Chamada de Skjold (escudo, em norueguês), nome bastante estranho, assim como seu igualmente estranho aspecto, este barco patrulha fabricado pelo estaleiro Umoe mandal AS norueguês pode ser considerado a mais veloz embarcação de combate em serviço no mundo atualmente. Num momento em que as atenções se voltam para a guerra litorânea, a Skjold aparece como uma espécie de “sonho de consumo” das embarcações de guerra que se encaixam como uma luva na tarefa, Além de veloz, ela é pesadamente armada e extremamente furtiva devido a seu desenho projetado para reduzir ao máximo a reflexão de radar.

Acima: O barco patrulha Skjold foi projetado para ser furtivo, ou em outras palavras, ser difícil de ser detectado pelos radares inimigos. Esse aspecto de seu projeto levou a Skjold apresentar um desenho bastante limpo e diferente de qualquer outra embarcação de patrulha usada antes dele.
A propulsão da Skjold é do tipo COGAG (combinação gás e gás) composta por dois motores Pratt & Whitney ST-18M, derivadas do motor de aviação PW-100. Cada turbina ST-18M produz 2417 hp de potencia. Junto com estes motores, outras duas turbinas a gás Pratt & Whitney ST-40M que produzem 5070 kg hp cada. Para conseguir a velocidade máxima, que chega a 60 nós (110 km/h), além das 4 turbinas, um colchão de ar infla no casco, tipo catamaram, da Skjold com auxilio de dois motores a diesel MTU-12 12V TE92. Esse colchão, somado a característica de ser um casco tipo catamaram, faz com que o calado do Skjold seja de apenas 1 m o que somado ao sistema de jatos de água, no lugar das hélices convencionais, facilita a agilidade de navegação e dá a Skjold uma melhor resposta contra ondas. A Skjold é capaz de executar curvas extremamente fechadas, mesmo em alta velocidade, outro beneficio dado pelo sistema de jatos de água. Outra facilidade dada pelo uso do colchão de ar é a maior imunidade a minas navais, permitindo com que a Skjold possa operar com segurança em zonas minadas e até mesmo caçar minas.
Porém o “calcanhar de Aquiles” da Skjold é sua autonomia, considerada baixa. O alcance da Skjold chega a 1480 km (800 mn). Devido a essa limitação, um país de grandes dimensões como o Brasil, por exemplo, precisaria de um numero grande de unidades dessa embarcação para poder patrulhar suas vastas águas territoriais.

Acima: Quando em a Skjold navega a velocidade máxima, que chega a incríveis 60 nós (110 km;h), um colchão de ar infla deixado a embarcação alta em relação a água e diminui sua resistência hidrodinâmica.
A estrutura da Skjold é revestida de matérias absorventes de radar RAM, assim como o próprio desenho da embarcação visa influenciar a reflexão das ondas de radar para longe da fonte emissora. Os lançadores de mísseis, por exemplo, ficam ocultos no convés do barco até o momento do lançamento. Graças a esse tipo de medida adotada em sua construção, a Skjold apresenta um desenho limpo, lembrando uma “balsa”. O esforço para manter a furtividade foi levado tão a sério que até detalhes como as bordas das janelas da Skjold foram tratadas com material radar-absorvente.
A suíte eletrônica da Skjold tem no radar francês Thales MRR 3D NG seu principal elemento. Este radar é capaz detectar um alvo aéreo a 180 km de distancia dando todos os parâmetros de posicionamento do alvo. Para controle de fogo é usado um sistema multi-sensor Ceros 200 composto por um radar, um telêmetro a laser e sensores optronicos que permitem traquear alvos aéreos como aeronaves ou mísseis antinavio, que normalmente voam rente ao mar (sea skimming), o que dificulta sua detecção e consequentemente a resposta de defesa a esse tipo de arma.
O Skjold possui uma suíte de guerra eletrônica baseada num sistema de busca e reconhecimento EDO composto por antenas de interferência, um radar tático CS-3701 e um sistema de alerta radar RWR que avisa quando um radar inimigo estiver rastreando a Skjold. Um sistema de iscas MASS (Multi Ammunition  Soft Kill) fabricado pela Buck Neue Technologien da Alemanha dispara projéteis que emitem sinais que atraem o sensor dos mísseis antinavio inimigos, evitando, assim, um impacto contra a Skjold. O sistema MASS é eficaz contra mísseis guiados a radar, infravermelho IR, laser e sistemas eletroopticos.
Acima: O painel de comando do Skjold é extremamente moderno e garante agilidade a seus navegadores para lutar e navegar.
O armamento transportado na Skjold é consideravelmente pesado, principalmente por conta dos 8 mísseis antinavio Kongsberg NSM. Esses modernos mísseis são lançados de dois lançadores quádruplos que ficam ocultos até a hora do lançamento na popa do navio e possuem um alcance máximo de 150 km. Sua ogiva é de 125 kg de alto explosivo. Guiado por um sistema GPS para navegação de meio curso e sistema infravermelho IR na fase final do ataque, este moderno míssil antinavio se beneficia, ainda de um desenho furtivo dificultando a tarefa das defesas antimíssil inimigas e impedir seu ataque. Para defesa antiaérea a Skjold usa os famosos mísseis portáteis MBDA Mistral, guiados por calor e com alcance de 4 km. Estes mísseis são montados em um lançador duplo Simbad e são transportados 8 mísseis, ao todo.

Além dos mísseis, um canhão italiano OTO Melara 76 mm/ 62 super rapid dispara projéteis de 6 kg a um alcance de 16 km à uma taxa de tiro de 120 tiros por minuto.
Acima: O míssil NSM é o principal armamento a bordo da Skjold. Com seus 8 mísseis que ficam oculto dentro do casco do navio, a Skjold pode afundar navios bem maiores e sair da zona de batalha rapidamente.
A marinha dos Estados Unidos, sempre ligada nas novidades militares que poderiam servir a seus objetivos, mostrou grande interesse na classe Skjold e chegou a bancar o envio da Skjold aos Estados Unidos para fins de estudos conceptuais. O interesse norte americano era o de empregar alguma solução do projeto em seus navios LCS e mesmo em embarcações da guarda costeira. A Skjold permaneceu em testes por um período de um ano, sendo posteriormente reintegrada a marinha norueguesa. Eu considero esta embarcação a mais adequada para missões de patrulha marítima costeira para a marinha brasileira devido a sua extrema velocidade e capacidade de combate convincente. Sua furtividade seria útil em não alertar eventuais intrusos de nossas águas e assim poder dar uma sólida resposta a eles. Porém, a doutrina brasileira é menos agressiva e os requisitos para um navio patrulha visam muito mais a autonomia do que sua capacidade de combate propriamente dita.


ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM A APRESENTAÇÃO DA SKJOLD.

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6 comentários:

  1. pois eh...enquanto isso aqui na banania se discute o q fazer ou qto fazer na classe macae , se vai de tamandare, se continua a classe amazonas...enfim.........pais q nao tem historia, c certeza nao tera futuro......

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  2. Para Marinha do Brasil, seriam necessários muitos exemplares ou um aumento na capacidade de armazenamento de combustível, para aumentar a autonomia.

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  3. Acho que a MB tem poucos meios de combate para se dar ao "luxo" de ter navios sub-armados como a classe Macaé, o canhão de 40mm podia ser pelo menos o Bofors Mk 4 e tambem podia se colocar 2 lançadores duplos pra misseis exocet no lugar daquelas lachas que ficam na popa, umas 20 embarcações assim e já daria um bom upgrade na MB.

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  4. O Brasil deveria fazer um associação com a industria Norueguesa, para fabricar uma variante dessa classe com maiores dimensões e maior alcance. Mas, isso seria muito dificil de acontecer. Não conseguiriam montar um propinoduto com uma empresa Norueguesa.

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  5. Noruega esta modernizando as Forças armadas devido as ameaças russas e pelo que sei não exportam sua tecnologia stealth.

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  6. eu não entendo as pessoas,ate entendo o desanimo e tudo mais, agora achar que só no brasil existe corrupção, é muita inocência

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