domingo, 29 de maio de 2016

FUZIL M-24 SWS - Atualização Full Metal Jacket


Olá amigos.
O Blog Full Metal Jacket traz esta semana um artigo sobre o clássico fuzil de precisão M-24SWS fabricado nos Estados Unidos pela consagrada empresa Remington. Para conhecer os detalhes desta excelente arma clique na foto para ser direcionado para a matéria.
Abraços

domingo, 22 de maio de 2016

Fuzil HK-416/ HK-417 - Atualização Full Metal Jacket


Olá amigos!
O Full Metal Jacket traz hoje uma matéria sobre o excelente fuzil alemão HK-416/ HK-417. Para conhecer os detalhes sobre uma das melhores armas militares do mundo clique na foto para ser direcionado para o artigo.
Abraços

quarta-feira, 18 de maio de 2016

SAAB APRESENTA O JAS-39 GRIPEN E - O futuro caça da FAB


A Saab, empresa sueca fabricante de aeronaves de combate, apresentou hoje seu novo caça JAS-39 Gripen E, o mais avançado avião de combate já fabricado na Suécia. O modelo, uma evolução do bem sucedido Gripen C, recebeu uma encomenda da força aérea sueca de 70 unidades. O Brasil, por sua vez, comprou 36 unidades em um primeiro lote, sendo que existe possibilidade de novas compras na próxima década totalizando até 108 aeronaves. Para conhecer melhor o caça Gripen E clique na foto abaixo para ser direcionado para o artigo publicado sobre o modelo no WARFARE.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

CHINA NORTHERN INDUSTRIES GROUP CORPORATION TYPE 99. A terceira geração de MBTs chineses

FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 80 Km/h em estrada e 60 km/h em terreno irregular.
Alcance máximo: 450 Km (em estrada).
Motor: Um motor turbo diesel refrigerado a água com 1500 Hp de potência.
Peso: 54 Toneladas.
Comprimento: 11 m (contando o canhão)
Largura: 3,4 m.
Altura: 2,2 m.
Tripulação: 3 tripulantes.
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação lateral: 40º.
Passagem de vau: 1,4 m
Obstáculo vertical: 0,8 m.
Armamento: Um canhão ZPT-98 estabilizado de 125 mm, uma metralhadora coaxial em calibre 7,62X51 mm, uma metralhadora Type 85 em calibre 12,7 X 108 mm, mísseis antitanque 9M119 Refleks lançados do canhão de 125 mm, 10 granadas lançadoras de fumaça.


DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S.Junior
Para as pessoas que são mais interessadas em assuntos militares ou mesmo estratégia e política, o fortalecimento das forças armadas da China, nos últimos 20 anos não representa nenhuma novidade. Os chineses estão construindo uma força militar extremamente poderosa com aquisições de sistemas de armas estrangeiros, notadamente de origem russa, além de desencolver seus próprios projetos, sendo alguns com evidente qualidade e boa capacidade de combate. Um exemplo bom de produto de defesa chinês é o caça J-10. Porém a força terrestre chinesa foi presenteada com um moderno carro de combate pesado, que nasceu como sendo a terceira geração de MBTs fabricados na China. Este MBT é chamado ZTZ-99, ou, simplesmente, Type 99. O objetivo da empresa China Northern Industries Group Corporation (GNGC), fabricante do Type 99, foi o de produzir um carro de combate que fosse tão capaz quanto os carros de combate ocidentais como o M-1 A1 do exercito dos Estados Unidos ou o Leopard 2, alemão.

Acima: O Type 99 é mais uma das modernas maquinas de combate chinesas que tem sido incorporadas em serviço de uma das mais poderosas forças armadas do mundo.
O Type 99 se destaca dos carros de combate anteriores por apresentar uma melhora no poder de fogo, proteção blindada e mobilidade. De fato, nesse ultimo quesito, o Type 99 apresenta uma velocidade máxima, em estrada, de 80 km/h, provavelmente a mais rápida dentre os MBTs atuais. Esse desempenho é proporcionado pelos 1500 Hp de potencia do motor turbo diesel cujo projeto deriva de tecnologia alemã do motor MB-871 KA501. O Type 99 atinge velocidade de 60 km/h em terrenos irregulares, o que também o coloca em um patamar a frente dos outros blindados. Além da vantagem obvia de se ter um blindado que chega mais rápido nos lugares estabelecidos, a verdade é que a maior vantagem desse desempenho é permitir ao Type 99 ser um alvo extremamente difícil de se acertar no campo de batalha. Sua autonomia de 450 km permite o Type 99 operar distante de bases aliadas e por mais tempo. A carroceria deste MBT é bastante parecida com a do T-72, porém sua torre é angulosa e cheia de facetas, similar ao dos carros de combate ocidentais como o Challenger ou M-1Abrams.
Acima: Com uma torre com desenho facetado, neste angulo, o Type 99 tem uma certa lembrança com o antigo MBT  brasileiro Osorio.
O Type-99, como não poderia deixar de ser, foi projetado para permitir a proteção nuclear, bacteriológica e química (NBQ) a seus três tripulantes. Já a blindagem do Type 99 é secreta, mas sabe-se que provavelmente será a nova blindagem desenvolvida na China composta de cerâmica e alumínio. A torre, no entanto, é de aço fundido. A blindagem da carroceria do Type 99 é modular, para facilitar a substituição das partes danificadas. Em testes, essa blindagem demonstrou ser capaz de sobreviver a 7 impactos de granadas de 125 mm disparado por um T-72C e 9 impactos de 105 mm, o mesmo calibre usado pelos nossos MBTs Leopard 1 A5 adquiridos de segunda mão junto ao exercito alemão. Além dessa proteção, o Type 99 poderá ser equipado com blindagem reativa ERA, aumentando sua capacidade de sobrevivência frente as granadas de carga moldada e projéteis perfurantes de blindagem. É interessante notar que o próprio desenho do Type 99 contribui para sua proteção uma vez que ele tem baixa altura, se tornando um alvo mais difícil em terrenos irregulares e a distancias médias. O Type 99 tem um sistema de defesa ativo contra mísseis guiados a Laser que emite múltiplos feixes em todas as direções, desorientando o sensor do míssil e assim evitando que o míssil possa atingir o Type 99. Embora a China tenha uma forte influencia russa em seus projetos militares, o Type 99 foge um pouco dessa influencia.
Acima: Embora a composição da blindagem passiva do Type 99 seja uma informação bem guardada, acredita-se que ela seja bem superior a blindagem dos carros de combate russos.  Nesta foto ainda podemos ver placas da blindagem ERA na lateral traseira da torre.
Esse MBT chinês está equipado com um dispositivo de comunicação a laser capaz de enviar dados, voz e mensagens de texto. Este dispositivo fica montado atrás da escotilha do comandante e seu alcance é de 3600 metros. Outra capacidade desse sistema é a identificação amigo/ inimigo, evitando assim o incidente de fogo amigo no complexo ambiente de uma batalha de tanques. O Type 99 está equipado com um telêmetro a laser que opera integrado a um computador de controle de tiro ISFCS-212. Esse sistema permite, em conjunto com o sistema de estabilização do canhão, um alto índice de probabilidade de acerto no primeiro disparo, mesmo com o Type 99 em movimento. Existem 6 periscópios e uma mira panorâmica com visão térmica capaz de operar em qualquer condição climática e de dia ou noite. Um sistema de imagens térmica com um sensor refrigerado permite imagens a longas distancias, com foco concentrado ou de grande angular para o comandante.
Acima: A suíte eletrônica embarcada do Type 99 também é um destaque importante dos avanços incorporados a esse moderno carro de combate.
O armamento do Type 99 é influenciado pela engenharia russa, sendo tipicamente pesado. O canhão principal é ZPT-98, estabilizado, em calibre 125 mm de alma lisa com carregamento automático, o que explica a redução da tripulação de quatro para três ocupantes. Este canhão consegue manter uma taxa de 8 tiros por minuto. São transportados 41 granadas, o que permite uma boa persistência de combate para este moderno carro de combate. Destas 41 granadas, 22 ficam no carregador tipo carrossel prontas para o uso. As granadas podem ser de alto explosivo (HEAT), perfurante de blindagem (APFSDS) ou de fragmentação. Como no canhão russo de 125 mm, pode-se lançar mísseis antitanque do canhão do Type 99 também. Nesse caso, o míssil é o 9M119 Refleks (AT-11 Sniper, pela nomenclatura da OTAN) Este míssil é fabricado na China sob licença da Rússia. Seu alcance é de 6000 metros e seu guiamento é feito por iluminação a laser.
Há, além do canhão, uma metralhadora pesada Type 85 em calibre 12,7 X 108 mm com 60 cartuchos em um cinto de balas. A cadencia é de 700 tiros por minuto e há 300 cartuchos estocados na torre. Há, também, uma metralhadora coaxial em calibre 7,62 mm, com capacidade de 2000 tiros.
Acima: O canhão ZPT-98 de 125 mm do Type 99 tem um sistema de carregamento automático que permite um desempenho de 8 tiros por minuto.
O Type 99 representa uma surpresa positiva em termos de capacidade de combate e tecnologia de uma nação que até a pouco tempo se limitava a produzir copias, com ou sem licença, de sistemas bélicos já desenvolvidos. Atualmente a China usa cerca de 600 unidades do Type 99, numero, este, considerado modesto quando comparado com o tamanho do exercito chinês que usa mais de 4000 carros de combate MBTs. Esse numero pequeno de Type 99 é devido ao elevado custo unitário que chega a U$ 2,6 milhões de dólares.

ABAIXO, UM VÍDEO COM O TYPE 99A


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

PROJECT 20381 STEREGUSHCHY. O primeiro navio de guerra com tecnologia furtiva da Rússia

FICHA TÉCNICA
Tipo: Corveta
Tripulação: 85 tripulantes
Data do comissionamento: Novembro de 2007
Deslocamento: 1900 toneladas.
Comprimento: 104,5 mts.
Boca: 11,6 mts.
Propulsão: CODAD 4 motores a diesel Kolomna 16D49 com 23,664 HP de potencia
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h).
Alcance: 7408 Km e 30 dias de mantimentos.
Sensores: Radar de busca aérea Salyut Positiv MR-352M ME1 com 110 km de alcance; Radar de busca de superfície Granit Central Scientific Institute Garpun-B/3Ts-25E/PLANK SHAVE com 150 km de alcance; Radar de controle de fogo Ratep 5P-10E; Sonar ativo/ passivo MGK-335EM-03.
Armamento: AAW: 1 lançador vertical Redut VLS com 12 mísseis 9M96E; duas metralhadoras MTPU de 14,5 mm. ASuW: 2 lançadores quádruplos KT-184 para mísseis anti-navio KH-35 Uran, mísseis P-800 Yakhont; 1 Canhão automático Arsenal A-190 de 100 mm; ASW: 2 lançador quádruplos para torpedos anti submarino e anti-torpedos de 330 mm Paket NK.
Aeronaves: Um helicóptero Kamov KA-27 Helix

DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S. Junior
Após a grave crise econômica que assolou a Rússia após o fim da União Soviética no inicio dos anos 90, uma das maiores vitimas da situação foi a industria bélica russa que amargou uma queda radical nos investimentos por parte do governo. Desde então, a Rússia tem retomado seu crescimento militar com um dinamismo cada vez maior, deixando, inclusive, o ocidente inquieto. Um dos primeiros sistemas de armas novo que foi incorporado nas forças armadas russas, foi a corveta Steregushchy, conhecida, também, pelo nome “Project 20380”. Ela é uma das novidades de uma nova fase na história militar russa que, hoje, se encontra em uma nova etapa em que a recuperação daquelas dificuldades começa a se mostrar. A corveta Steregushchy é o primeiro navio de guerra a entrar em serviço após o colapso da antiga União Soviética, e os traços de modernidade se fazem evidentes no desenho com tecnologia de invisibilidade aplicado nessa nova classe de navio.
Acima: O navio Gremyaschy E, é o segundo navio da classe Steregushchy e já conta com aperfeiçoamento do armamento que substituiu o sistema Kashtan M a frente da ponte, por um moderno sistema VLS para mísseis antiaéreo 9M96E. 
A corveta Steregushchy foi projetada dentro de uma nova estratégia da marinha russa que tem por objetivo a defesa de áreas litorâneas. Tanto que para a marinha russa, essa corveta é classificada como navio de patrulha litorâneo. As embarcações usadas para essa tarefa, antes da Steregushchy, eram em sua maioria velhas lanchas lança mísseis e pequenas corvetas projetadas na década de 50 que tinham muitas limitações de operação e já não eram adequadas as necessidades do atual campo de batalha naval. As novas Steregushchy são muito mais capazes, graças a um armamento moderno, uma autonomia superior e sua capacidade de se manter furtiva frente a radares inimigos, o que lhe garante um elevado índice de sobrevivência.
O casco e a super estrutura da Steregushchy foram construídos com novas técnicas de construção e materiais inovadores, como por exemplo materiais compostos como fibra de vidro, com o objetivo de se atingir o requisito de furtividade que era imposto pela marinha, assim como resistência a incêndios. Uma arquitetura modular permitirá a substituição de sistemas se armas e sensores com extrema facilidade quando houver necessidade de modernizações ou para satisfazer os requisitos de potenciais clientes estrangeiros.
Acima: Deste angulo podemos ver o heliporto e o hangar do Steregushchy que é capaz de operar um helicóptero Ka-27 Helix de guerra anti-submarina.
A propulsão é do tipo CODAD (combinação Diesel/ Diesel) composta por 4 motores a diesel Kolomna 16D49 com 23,664 HP de potencia. Esse sistema impulsiona a Steregushchy a uma velocidade de 30 nós (56 km/h). A autonomia é admirável para uma embarcação pequena como a Steregushchy, chegando a 4000 mn (7400 km) o que garante capacidade de prestar apoio em missões em outros continentes.  O deslocamento deste navio é de 1900 toneladas, se mostrando uma embarcação leve, com boa margem de potência para executar manobras no mar.
A suíte eletrônica embarcada na Steregushchy é composta de um radar de busca aérea Salyut Positiv MR-352M ME1 com 110 km de alcance contra um alvo de 5m² de RCS (um caça MIG-29, por exemplo). Já o radar de busca de superfície é um Granit Central Scientific Institute Garpun-B/3Ts-25E/PLANK SHAVE com 150 km de alcance. Além da busca de superfície, este radar é usado, também, para fornecer parâmetros para lançamento de mísseis anti navio. O radar de controle de fogo é o Ametist 5P-10E usado para direcionar o canhão A-190 de 100 mm contra seus alvos.
Acima: O desenho com características stealth da Steregushchy fica bem claro nos angulos mostrados nessa foto.
O armamento usado pela Steregushchy é composto pelo canhão automático Arsenal A-190 de 100 mm capaz de atingir alvos a 20 km de distancia a uma cadencia de 80 tiros por minuto. O armamento principal da Steregushchy é, sem sombra de duvidas, seus dois lançadores quádruplos KT-184 de mísseis anti-navio, que podem ser do tipo KH-35E Uran, que tem um perfil de voo subsônico, rasante ao mar (sea-skiming) cujo alcance chega a 130 km. Sua guiagem se dá por sistema inercial, e radar ativo na fase terminal do ataque. Sua ogiva tem 145 kg de explosivos. Alternativamente ao KH-35E, pode se equipar a Steregushchy com 8 mísseis anti-navio P-800 Yakhont, que possui desempenho supersônico, sendo capaz de voar a 2650 km/h contra alvos situados a 300 km de distancia, transportando uma potente ogiva de 250 kg de alto explosivo. O míssil Yakhont é guiado por radar ativo e foi base para o míssil BrahMos desenvolvido em conjunto com a Índia.
Para defesa antiaérea, esta classe foi armado no primeiro navio, o Steregushchy, com um sistema Kashtan M, composto por um arranjo formado por dois canhões tipo gatling GSh-30K de 6 canos rotativos de 30 mm mais dois tubos lançadores de mísseis SA-N-11 (SA-19 Grison) guiados por radar semi-ativo e com um alcance de 8 km, porém, este sistema foi substituido nos navios seguintes por um lançador vertical Redut VLS com 12 mísseis 9M96E (versão de médio alcance do sistema S-400). Este míssil pode abater uma aeronave a 40 km de distancia com um índice de precisão de 90%. Ainda para defesa antiaérea, estão instalados dois canhões CIWS AK-630M de 30 mm que disparam a uma cadencia de 10000 tiros por minuto, e tem um alcance de 4000 metros contra alvos aéreos. Há duas metralhadoras MTPU calibre 14,5 mm montadas em um suporte e operada manualmente. Essa metralhadora tem alcance de 2000 metros e cadencia de 600 tiros por minuto. Para guerra anti-submarino, foi instalado 2 lançadores quádruplos para torpedos anti submarino e anti-torpedos de 330 mm Paket NK, guiado por sonar ativo/ passivo, e com alcance de 19 km aproximadamente. Sua ogiva tem 70 kg de alto explosivo.
Um helicóptero Kamov KA-27 Helix anti-submarino é operado pelo Steregushchy havendo um hangar para transporta-lo e executar manutenção.
Acima: O clássico canhão A-190 de 100  e logo atras dele o lançador vertical Redut para mísseis 9M96E do sistema S-400 (versão de médio alcance), dão a corveta Steregushchy um poder de fogo bem acima do que costumamos ver nesse tipo de navio.
Quando vemos essas características descritas na corveta Stereguschy, como seu sistema de armas relativamente pesado associado a sensores modernos, porém de baixo custo, podemos prever que a corveta Steregushchy  terá um forte potencial sucesso comercial no mercado de navios de guerra de pequeno porte. A Rússia pretende operar um total de 12 unidades desta classe e a primeira entrou em serviço em novembro de 2007. Existem 3 versões desta classe que embora sejam classificadas com classes diferentes, são na verdade variações da original Steregushchy. Essas variantes são a Project 20385 Gremyaschy E a Project 20382 Tiger. As diferenças são basicamente alguns itens de armamento e de sensores, porém, basicamente são navios da mesma classe.
É interessante notar que a modularidade que este projeto traz, permite configurar tanto os sensores, como armamentos, de acordo com especificações diferentes de clientes internacionais e que, poderiam deixar esta corveta ainda mais poderosa no que tange a poder de fogo a colocando em um patamar de fragatas leves. Atualmente, além da Rússia, a Argélia é a única cliente do modelo.
ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM A STEREGUSHCHY.


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sexta-feira, 29 de abril de 2016

MAPO MIG-29M2 FULCRUM E. O agressivo caça leve russo.


FICHA TÉCNICA
Velocidade de cruzeiro: 950 km/h.
Velocidade máxima: 2100 km/h.
Razão de subida: 19800 m/min.
Potência: 0,95.
Carga de asa: 102,8 b/ft².
Fator de carga: 9 Gs.
Taxa de giro instantâneo: 28º/s.
Razão de rolamento: 240º/s.
Teto de Serviço: 17500 m.
Raio de ação/alcance: 850 km/ 3000 km (em velocidade subsônica com 3 tanques externos)
Alcance do radar: Zhuk-ME com alcance de 120 km contra um alvo de  5m2 de RCS
Empuxo: 2 motores RD-33MK de 9000 kgf de potência com pós combustor.
DIMENSÕES
Comprimento: 17,32 m.
Envergadura: 12 m.
Altura: 4,73 m.
Peso vazio: 11000 kg.
Combustível Interno: 12566 lb.
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil R-77M , R-73E  e R-27.
Ar terra: Bombas guiadas KAB 250 e 500, Bombas de queda livre FAB 500 mísseis táticos Kh-29T (TE), míssil anti navio KH-35E e míssil anti radar KH-31P , a sua versão anti navio KH-31A e míssil KH-38 também. Casulos de foguetes não guiados S-8 e S-25
Interno: 1 canhão GSh-301 de 30 mm.



DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S.Junior
O caça MIG-29 Fulcrum foi desenvolvido na Rússia, na época da União Soviética em meados da década de 70, para equilibrar a balança do combate aéreo entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia. Naquela época, o novo caça F-15, dos Estados Unidos, que estava entrando em operação, representava uma ameaça muito importante, na medida, em que ele superava as qualidades de voo e as capacidades de combate fora do alcance visual (BVR) de todos os caças soviéticos da época, e com uma grande margem. Para resolver essa incomoda situação, os russos tiveram que mandar seus escritórios de desenvolvimento, construírem dois novos caças que pudessem combater os modernos caças americanos que estavam entrando em serviço, de igual para igual. Além de novos caças, os russos desenvolveram toda uma nova geração de armas ar ar, que deram uma grande margem de superioridade na arena de combate aéreo em relação às armas disponíveis no ocidente naquela época. Um dos caças que surgiram foi o espetacular Sukhoi Su-27 Flanker, um caça de escolta de longo alcance; O outro foi o caça médio MIG-29 Fulcrum, uma aeronave de alto desempenho acrobático, excelente relação empuxo peso e grande poder de aceleração, mas que tinha algumas fraquezas marcantes e graves. Uma era sua autonomia limitada que dava um raio de ação de menos de 700 km, quando operando sem tanques externos. O outro ponto desfavorável do MIG-29 era sua pouca carga de combate composta por 4 mísseis e um canhão de 30 mm. Na verdade, as primeiras versões do Fulcrum  poderiam ser operadas como interceptador de curto alcance e não tinham capacidade relevante de ataque contra alvos em superfície, obrigando a força aérea soviética manter jatos antigos como MIG-27 e Su-17 em operação nessas missões por algum tempo até a chegada de novas aeronaves que pudessem assumir a missão de ataque tático para a força aérea soviética.

Acima: O MIG-29M2 tem uma configuração biplace, devido a maior facilidade de executar as missões de combate com um navegador/ operador de armas. è de conhecimento público que a força aérea russa prefere os caças Su-30SM por serem biplaces ao mais capaz Su-35, monoplace.
Muitas versões modernizadas do MIG-29 foram sendo desenvolvidas para solucionar os pontos apontados como fraquezas nas capacidades do Fulcrum e a aeronave começou a se tornar cada vez mais capaz. O artigo de hoje trata de uma das mais modernas versões do Fulcrum, chamada de MIG-29M2 Fulcrum E. Na verdade, o MIG-29M2 possui uma sub variante que é chamada de MIG-35, este sim, o mais moderno caça desta grande família e tratarei dele em outro artigo no futuro.
O MIG-29M/M2 Fulcrum E tem seu projeto baseado na versão naval desta família, o MIG-29K Flanker D, tanto que as asas do MIG-29M/M2 também se dobram, embora a aeronave não esteja qualificada para operações embarcadas como seu irmão MIG-29K.
De cara, o primeiro ponto que foi melhorado no MIG-29M2 foi sua autonomia. Novos tanques de combustível interno, e ainda uma sonda retrátil para reabastecimento em voo foram instalados dando maior alcance para o MIG-29M2. Agora, o raio de ação subiu de 720 km para 850 km, só com combustível interno. Se colocarmos 3 tanques externos, o raio de ação vai a 1500 km. Vale lembrar aqui que o MIG-29M2 também recebeu mais pontos para cargas externas totalizando 8 cabides externos para transporte de armas e tanques extras de combustível. Isso foi um incremento importante frente aos 5 cabides que o MIG-29 original tinha.
Acima: O MIG-29M2 mantém a tradicional alta manobrabilidade e agilidade que tanto caracteriza a família Fulcrum. Em engajamentos de curta distancia, o MIG-29M2 se revela um adversário bastante indigesto.
Os primeiros MIG-29 eram aeronaves que tinham controles de voo mecânicos e por isso a estabilidade da aeronave era natural. Mesmo assim, o nível de manobrabilidade demonstrada era bastante alto. Porém, as versões mais modernas, como o MIG-29M2, receberam um sistema de controle de voo digital FBW (Fly By Wire), que permite uma maior segurança da aeronave em manobras bruscas para que o piloto não exceda os limites da celula em manobras de alto Gs. Aproveitando o gancho do assunto manobrabilidade, o MIG-29M2 tem uma taxa de curva instantânea de 28º/seg e 23º/seg em curva sustentada. Esse desempenho excede com boa margem o conseguido pelo caça norte americano F-15C Eagle  e mesmo o F-16C Fighting Falcon. A razão de subida também é bastante alta atingindo 19800 metros por minuto, também bem superior aos caças de 4º geração norte americanos.
Outro importante problema resolvido no MIG-29M2 é a melhora no desempenho dos motores RD-33 originais que "fumavam" muito deixando um rastro de fumaça preta que tornava muito facil a detecção visual do Fulcrum a grandes distancias. O motor usado no MIG-29M2 é o RD-33MK que produz 10% mais empuxo, chegando a 9000 kg com pós combustor e não deixa mais o rastro de fumaça escura que os modelos anteriores deixavam. Com esse motor mais potente, e com o aumento de peso que o modelo teve, a relação empuxo peso fpi levemente penalizada com uma pequena queda atingindo um índice de  0,95, contra 1,02 no modelo mais antigo. Os motores também estão ligados a um controle FADEC (Full Authority Digital Engine Control) que melhoram a eficiência do motor e a segurança em sua operação.
Acima: O painel do MIG-29M2 segue o padrão clássico dos caças de 4º geração, com a dominância de 3 painéis multimodo para facilitar a leitura facilitando o trabalho do piloto e combate.
O MIG-29M2 está equipado com um radar multi-modo de varredura mecânica do tipo pulso doppler Zhuk-ME  capaz de detectar um alvo aéreo de 5 m² a 120 km de distancia. Este radar, embora não represente o que há de mais moderno em termos de sensores de detecção ativa, tem uma capacidade respeitável, podendo rastrear 10 alvos simultaneamente e  engajar com mísseis de médio/ longo alcance ativos, 4 desses alvos, também, simultaneamente. Contra alvos de superfície o Zhuk- Me pode detectar um navio de guerra a 250 km! Em apoio ao radar, há o sensor de busca infravermelha (IRST) OEPS-29 que detecta alvos de forma passiva (sem emitir sinais), a um alcance de cerca de 18 km  no quadrante frontal, ou cerca de 40 km no quadrante traseiro, se o alvo estiver com o pós combustor ligado. O MIG-29M2 recebeu sistemas de interferência eletrônica para dificultar sua localização por radares inimigos, e assim impossibilitar que o inimigo consiga travar seus radares nele para lançar mísseis. O cockpit, antes cheio de instrumentos analógicos foi substituído por um bem mais atual, com 3 displays multi-função, tipico e um caça de 4º geração, já com o objetivo de aliviar a carga de trabalho do piloto em missões de combate.
Acima: Embora em um mundo onde a grande moda dos caças são os radares de varredura eletrônica, o MIG-29M2 usa um radar de varredura mecânica Zhuk-ME, porém com uma capacidade respeitável.
Uma das mais interessantes características do MIG-29M2, em minha opinião, é seu sistema de barramento de dados padrão ocidental MIL-STD-1553B, que permite que sejam integrados armamentos e equipamentos de procedência ocidental no MIG-29M2. Essa característica proporciona uma flexibilidade de operação difícil de ser atingida por qualquer outra aeronave do mercado quando tratamos de usar armas de origem diferente de um vetor russo. Porém, cabe observar que se um cliente quiser integrar uma arma ocidental, terá que contratar essa integração no momento da aquisição do caça, pois o MIG-29M2 vem integrado apenas aos sistemas russos.
Falando em armas, o MIG-29M2 pode ser armado com mísseis R-73M Archer,  projetado para superar qualquer ameaça, com ênfase especial a caças ágeis e manobráveis, devido a sua capacidade de manobrar violentamente em combate aproximado, o míssil tem capacidade de ser lançado contra um alvo fora do ângulo de visada, e girar atrás do alvo para persegui-lo se necessário, podendo atacar alvos manobrando a 12g. Seu sistema de guiagem por infravermelho (busca o calor a aeronave inimiga) consegue detectar o alvo posicionado a 60º em relação a seu posicionamento e seguir este alvo mesmo nessas condições. Seu alcance está em 40 km, sendo o míssil com maior alcance dentro de sua categoria (mísseis de combate de curto alcance). As versões mais antigas do R-73 também podem ser empregada na aeronave. Para combate de médio alcance o MIG-29M2 pode usar míssil R-77 guiado por radar ativo. Este míssil, de fabricação russa, equivale ao míssil norte americano AIM-120 Amraam tem alcance de 80 km contra um alvo vindo de frente e possui boa manobrabilidade devido a sua superfície de controle de voo em forma de grelha que permite engajar alvos manobrando a 12 Gs. Ainda na arena ar ar, o Fulcrum E pode operar míssil R-27 Alamo, codinome dado pela OTAN, são mísseis com um maior alcance do que os mísseis AIM-7 Sparrow e Sky Flash, seus concorrentes ocidentais diretos, e dão ao piloto uma flexibilidade sem precedentes, porque possuem versões com 4 diferentes cabeças de busca (Infravermelha, radar semi ativo, radar ativo e radar passivo.) permitindo ao piloto o disparo de dois ou mais mísseis com guiagem diferente contra o alvo, o que maximiza a possibilidade de acerto. O R-27 engaja alvos tripulados ou não e em manobras de combate aéreo aproximado. Pode ser empregado individualmente ou em grupo de aeronaves. O alvo pode estar voando a até 3.500 km/h e entre 20 m e 25 mil metros de altitude e manobrando a mais de 8 Gs. Esta família de mísseis nas versões de alcance estendidas R-27E  é uma excelente arma se utilizada por pilotos snipers, isto é, pilotos que saibam se aproveitar de sua superioridade em alcance sensivelmente superior. Além disto, se usar trajetória loft ele aumenta ainda mais seu alcance efetivo máximo em qualquer  aspecto de disparo.
Acima: A capacidade multifuncional do MIG-29M2 é evidente nessa foto onde o modelo aparece carregando sob suas asas dois mísseis ar ar de médio alcance  R-77 (RVV-AV) e quatro bombas guiadas a TV KAB-500KR para ataque ar/ superfície.
Uma das grandes diferenças entre o MIG-29M2 e suas versões anteriores é sua maior capacidade multi-missão de forma que ele pode ser usado igualmente bem contra alvos de superfície. Assim, as armas ar superfície estão integradas para uso neste caça. Podem ser usados os mísseis KH-29T, versão guiada por sensor eletrooptico/ TV e com alcance de 28 km. Este míssil, de dimensões relativamente grandes, tem o objetivo de destruir alvos reforçados, incluindo veículos blindados de combate. A versão deste míssil com alcance estendido para 30 km, conhecido como KH-29TE, também pode ser empregado. Para ataques anti-navio, o míssil KH-31A, guiado por radar ativo e com alcance de 103 km também está integrado no Fulcrum E. A versão KH-31P é usada para destruir antenas de radar inimigas e tem alcance pouco maior chegando a 110 km. Esta versão usa um radar passivo, ou seja, ele segue o emissor do sinal de radar inimigo até sua fonte (a antena) e a destrói com uma ogiva de 87 kg de alto explosivo.
Uma outra arma para destruir navios que também está disponível é o KH-35E, um míssil com performance muito similar ao modelo norte americano AGM-84 Harpoon. Trata-se, de um míssil subsônico, com perfil de voo sea skimming (voo rasante ao mar), para evitar sua detecção por radares inimigos, cujo alcance chega a 130 km sendo que seu sistema de guiagem se dá por radar ativo. Este míssil tem uma ogiva de 145 kg e pode destruir pequenos navios como corvetas e fragatas ou inutilizar um destróier com um só impacto. O moderno míssil KH-38, inicialmente desenvolvido pensando para ser usado em compartimentos internos de armas de caças de 5º geração poderá ser empregado pelo Fulcrum E também. Os alvos deste míssil podem ser fixos ou moveis, mesmo com forte proteção blindada, e pode ser empregado a uma distancia máxima de 40 km. Esta arma pode usar diversos sistemas de guiagem como IR, laser, radar ativo, GLONASS (Localização por satélite, análogo ao sistema americano GPS).
Outras armas que podem ser empregadas são as bombas guiadas KAB 250 e 500L guiadas a laser ou  KAB-500KR guiadas por TV, assim como bombas "burras" FAB 500. Casulos de foguetes não guiados S-8 e S-25 também fazem parte do arsenal do MIG-29M2. Como armamento orgânico, o MIG-29M2 mantém o potente canhão GSH-301 de 30 mm com cadencia de 1800 tiros por minuto e alcance de cerca de 1800 metros.
Acima: Mesmo sendo uma aeronave formidável, o MIG-29M2 não obteve nenhuma encomenda ainda. A VVS (Força Aérea Russa), está considerando encomendar o MIG-35, versão mais avançada do MIG-29.
O MIG-29M2 é uma interessante alternativa para um país que precise substituir seus caças de 3º geração por um caça relativamente moderno, com excelente capacidade de combate aéreo e bom desempenho em ataques a alvos de superfície, porém com um custo que chega a 60% do valor de um caça de 4º geração  ocidental como o Rafale francês, ou o Typhoon europeu e que não tenha um relacionamento bom com os Estados Unidos. Se o Fulcrum E operar com apoio de uma aeronave de alerta aéreo antecipado (AEW), será um adversário muito robusto no espaço aéreo. É interessante notar, no entanto, que os russos deixam evidente que o modelo MIG-29M2 é uma aeronave para exportação, uma vez que não encomendaram nenhuma unidade. Na verdade, olhando por esse lado, nenhum país  adquiriu esse modelo e com a disponibilidade do MIG-35, a variante mais avançada e completa do Fulcrum, o MIG-29M2 deverá ter poucas encomendas ou mesmo, nenhuma, o que representa uma certa injustiça com uma aeronave cuja relação custo benefício é bastante atraente.



ABAIXO UM VÍDEO DE UMA DEMONSTRAÇÃO DO MIG-29M2.


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domingo, 17 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

SIG SAUER MPX - Atualização Full Metal Jacket


Olá amigos.
A SIG SAUER, famosa fabricantes de armas suíço alemã, lançou uma inovadora submetralhadora batizada de MPX que deve abalar a hegemonia da HK MP-5 nos proximos anos. Para conhecer a nova arma da SIG SAUER entre em: http://fullmetaljacketbr.blogspot.com.br/2016/04/sig-sauer-mpx-desafiando-hegemonia-da.html
Abraços

terça-feira, 22 de março de 2016

CLASSE TAKANAMI. Uma escolta antiaérea a moda antiga.


FICHA TÉCNICA
Tipo:  Destróier antiaéreo.
Tripulação:  175
Data do comissionamento:  Março de 2003.
Deslocamento:  4650 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento:  151 mts.
Calado:  5,3 mts.
Boca:  17,4 mts.
Propulsão:  2 turbinas a gás Kawasaky Rolls Royce Spey SM-1C e 2 turbinas General Electric/ Ishikawajima Harima LM-2500 que juntas produzem 60000 hp que movem dois eixos.
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance:  8350 Km
Sensores:  Radar de busca aérea:  OPS-24 com 450 km de alcance; radar de busca de superfície OPS-28D; radar de navegação OPS-20; Radar de controle de fogo:  FCS-3; Sonar:  OQS-5 montado no casco, OQR-2 rebocado.
Armamento:  1 canhão Otobreda de127 mm, 2 canhões canhões CIWS Vulcan Phalanx MK-15 de 20 mm, 1 lançador vertical MK-41 para 32 mísseis antiaéreos ESSM ou anti submarino RUM-139 VL ASROC, 2 lançadores quádruplos de mísseis Type 90 anti-navio, 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm.
Aeronaves:  Heliporto para operar um helicóptero médio SH-60J Seahawk.

DESCRIÇÃO
Por Carlos.E.S.Junior
A marinha do Japão, assim como todas as suas forças armadas são extremamente poderosas graças a seu intenso treinamento e a expressiva quantidade de armas que esta nação possui. Alguns desses armamentos são, realmente, o estado da arte em sua categoria como o moderno destróier classe Kongo e Atago. Porém, embora nem todos os seus sistemas de armas sejam tão modernos, ainda tem tem uma representatividade significativa na estratégia de defesa da nação do sol nascente.
O destróier classe Takanami é um desses sistemas de armas, cuja tecnologia, algo ultrapassada frente aos projetos ocidentais contemporâneos, ainda tem sua validade no campo de batalha naval. O destróier classe Takanami é derivada da classe Murasame, especializada em guerra anti-submarino. Porém o Takanami foi projetado para dar ênfase na capacidade de combate antiaéreo e assim poder participar da escolta do grupo de batalha japonês ou de seu principal aliado, os Estados Unidos.
Acima: O destróier classe Takanami representa um melhoramento em capacidade de combate antiaéreo da classe Murasame, do qual o navio herda casco e outras estruturas.
Para cumprir a missão de combate antiaéreo foi instalado um lançador de mísseis vertical MK-41 de com 32 células e que podem ser equipadas com mísseis ESSM (Envolved Sea Sparrow) ou o míssil anti submarino RUM-139 VL ASROC. O ESSM é um míssil antiaéreo cuja capacidade de interceptar até mesmo, mísseis anti-navio supersônicos é bastante importante, considerando os prováveis adversários do Japão, como China, Rússia ou Coreia do Norte. O alcance do ESSM é de 50 km e seu guiamento se dá por radar semi-ativo. Já, para atacar submarinos, é usado o míssil RUM-139 VL ASROC que tem alcance de 22 km e ele transporta um torpedo leve MK-46 que é lançado na água, próximo do submarino inimigo detectado. Esse torpedo, por sua vez, tem alcance de 11 km e faz a busca pelo alvo através de um sonar que funciona ativo e passivamente. A ogiva do MK-46 pesa 44 kg e é composta por alto explosivo PBXN-103, extremamente destrutivo. Para guerra anti-navio está instalado dois lançadores quádruplos de mísseis Type 90 SSM-1B que começaram a substituir os mísseis norte americanos RGM-84 Harpoon. O novo míssil Type 90 é mais veloz (1150 km/h) e tem maior alcance que o míssil Harpoon que ele substitui (200 km), porém seu sistema de guiamento é o mesmo, ou seja, inercial, durante o início do voo e acionando um radar ativo quando estiver próximo do alvo. O Takanami está armado com um canhão italiano Otobreda de 127 mm que consegue uma cadência de 40 tiros por minuto e cujo alcance com granadas convencionais é de 30 km. Uma nova munição assistida por foguete, chamada Volcano, tem alcance ampliado para 100 km. Para defesa antiaérea de ponto são usados dois sistemas CIWS MK-15 Phalanx. Cada sistema Phalanx é composto por um canhão de 6 canos giratórios M61 Vulcan em calibre 20 mm capaz de impor uma cadência de  4500 tiros por minuto e com um alcance efetivo de 2000 a 3000 metros.
Para guerra anti-submarino, ainda há dois lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm, além de poder operar um helicóptero anti-submarino Sikorsky SH-60J Seahawk.
Acima: Os navios da classe Takanami possuem, além de seu armamento orgânico, um helicóptero SH-60J Seahawk  que é usado para missões anti-submarino, busca e resgate.
O Takanami possui um deslocamento de 4650 toneladas quando totalmente carregado. Sua propulsão, do tipo COGAG (Combinação gás gás) é fornecida por duas turbinas a gás LM-2500 desenvolvida pela General Eléctric e fabricadas sob licença pela empresa japonesa Ishikawajima Harima. Estas turbonas são apoiadas por mais duas turbinas a gás Kawasaki/ Rolls Royce Spey SM-1C que juntas produzem 60000 Hp de força movendo dois eixos e suas hélices. Essa propulsão é a mesma usada no destróier Murasame, Essa composição leva a Takanami a uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h), perfeitamente adequado a operação em grupos de batalha centrado em porta aviões. Em velocidade de cruzeiro de 18 nós (34 km/h) o Takanami tem uma autonomia de 8350 km.
Acima: A propulsão dos destróieres da classe Takanami tem uma configuração incomum, baseada em dois sistemas a gás. 
O  radar de busca aérea usada no Takanami é o radar bidimensional OPS-24 capaz de detectar um alvo de grande tamanho (100 m2) a 450 km de distancia. Esse radar também é derivado de modelos desenvolvidos nos Estados Unidos durante o período da guerra fria. Um radar da busca de superfície OPS-28D proporciona um alcance de 74 km contra navios.O radar de navegação é um OPS-20. 
Dois radares de controle de fogo FCS-3 fazem a iluminação do alvo para os mísseis antiaéreo ESSM. Para guerra anti-submarina é usado o sonar OQS-5 que fica montado no casco do Takanami além de um radar rebocado OQR-2.
Além desses sensores, há ainda uma suíte de guerra eletrônica composta por interferidores (Jammer) NOLQ-3, iscas MK-137 anti radar (Chaffs) e um sistema de iscas anti-torpedo rebocado SLQ-25 Nixie que emite sinais que atraem o torpedo inimigo para longe do casco do navio.
Acima: A composição da suite de sensores da Takanami, embora não represente o estado da arte nesse segmento, ainda sim tem bom desempenho e é capaz de fornecer proteção para um grupo de batalha.
Embora o Takanami seja uma embarcação nova (foi comissionado em 2003), seu projeto mostra uma concepção obsoleta, porém com um armamento que provê um poder de fogo consistente e uma suíte eletrônica capaz de proporcionar sérios problemas em qualquer navio de guerra. O Takanami é um destróier ainda valido no teatro de operação em que o Japão está participando e os cinco navios dessa classe representam um obstáculo a ser estudado atentamente para uma marinha que tenha como missão atacar um grupo de batalha naval japonês. Ao todo, o Japão possui 5 navios desta classe.
Acima: Com um desing já desatualizado, os navios da classe Takanami são mais novos do que aparentam. Sua capacidade de combate permitirá que esses navios se mantenham como uma opção válida para a marinha japonesa por mais uns 20 anos.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM UM NAVIO DA CLASSE TAKANAMI EM EXERCÍCOS.



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terça-feira, 15 de março de 2016

AERONAVES DE COMBATE DO FUTURO. A revolução conceitual no combate aéreo


Para pessoas que procuram estudar, conhecer e entender os conceitos de como a aviação de combate tem executado suas missões tanto contra alvos aéreos como para alvos de superfície, tem se acostumado com a mania de ficar pensando sobre qual será o próximo passo na aviação de combate. No período pós II Guerra, até meados da década de 70, você podia esperar que a próxima geração fosse sempre mais rápida que a anterior. As aeronaves tinham que transporta mais armas, e estas, com maior alcance de engajamento. Podia esperar sensores mais complexos de operar, mas com maior alcance. Depois dessa fase, vimos uma mudança nos requisitos das novas aeronaves de combate. Agora, além da da boa velocidade e boa quantidade de armas, as aeronaves tinham que ser manobráveis e ágeis, e ter uma relação empuxo peso igual ou superior a unidade, para garantir boa aceleração, necessária a recuperação de manobras violentas em combate corpo a corpo. Essa dura lição que os americanos tiveram que aprender da pior forma no sudeste asiático, durante a guerra do Vietnã, serviu para o mundo todo, pois todos os grandes fabricantes desenvolveram aeronaves que traziam essas características em seus caças de 4º geração. A 5º geração é hoje representada por aeronaves que são difíceis de serem detectadas por radares a longas distancias. Alguns argumentam que a super manobrabilidade faz parte das características dos caças de 5º geração, porém o novo caça F-35 dos Estados Unidos tem manobrabilidade em um nível que fica entre o F/A-18 Hornet de primeira geração e os F-16. Ou seja, não tem super manobrabilidade. Os russos estão em fase de testes com seu Sukhoi T-50 Pak Fa, onde a aeronave se apresentou em duas MAKS, com presença de militares da força aérea dos Estados Unidos que puderam assistir in loco o novo caça russo que demonstrou um desempenho soberbo em manobrabilidade, sendo muito similar ao caça Su-35S Flanker E, referência nesse quesito para qualquer aeronave de combate atual ou em fase de desenvolvimento, com o detalhe de que o T-50 é uma aeronave furtiva. Porém, o próximo passo é a 6º geração, onde os Estados Unidos deram seus primeiros passos para uma nova geração de caças. Todavia, dado ao grande salto tecnológico que os adversários dos Estados Unidos deram, especificamente Rússia e China, os requisitos de capacidades que a 6º geração de aeronaves de combate aéreo ainda não foram claramente definidos, ainda que os três grandes fabricantes norte americanos andaram dando umas dicas de suas linhas de estudos. As outras nações. como Coreia do Sul, Índia e Japão, estão desenvolvendo suas aeronaves de 5º geração, sendo que em todas elas, é visível que o nível de furtividade é menor que nos caças americanos e russos e mesmo chineses do mesmo tipo, porém, focaram em agilidade ainda. Neste artigo vou apresentar os projetos que estão em andamento para as próximas décadas. Dois dos modelos que serão apresentados foram foco de um artigo especial nesse site, o F-35 dos Estados Unidos e o Sukhoi T-50, porém, por serem aeronaves que estão em fase final de desenvolvimento, considerei justo a menção deles nessa listagem. Farei algumas considerações de cunho pessoal sobre cada um dos modelos. Elenquei, também aeronaves de ataque, como os bombardeiros B-21 norte americano e o Pak Da russo.

SUKHOI T-50 PAK FA (Rússia)
A Sukhoi, famosa fabricante russa de aeronaves de combate como o Su-27 Flanker e seus derivados, está em uma avançada fase de testes do seu caça de 5º geração batizado de T-50 "Pak Fa" (Futuro Complexo Aéreo para as Forças Aéreas Tácticas). O modelo foi descrito em uma artigo dedicado a ele nesse site e quem quiser mais detalhe pode clicar  AQUI que será direcionado ao artigo sobre o modelo.
Os russos deram uma resposta ao F-22 Raptor com o programa Pak Fa e estão desenvolvendo uma aeronave que inova em seus sensores, através de um sistema de radar com capacidade de varredura lateral, algo inédito e que aumenta fortemente o angulo de busca do avião. Colocaram esse recurso em uma aeronave de baixa detecção e altíssimo desempenho de voo. Por causa disso, a supremacia aérea desejada pelos Estados Unidos com seu poderoso F-22 acabou sendo desafiada. É claro que a força aérea dos Estados Unidos identificou o problema e já começou a flertar com os fabricantes de aeronaves militares para que comecem a pensar em como será o substituto do F-22 em meados de 2035.

TUPOLEV PAK DA (Rússia)
O projeto PAK DA está em sua fase inicial ainda e tem o objetivo de fornecer um novo bombardeiro estratégico com tecnologia de baixa detecção e voo subsônico. Na verdade as informações disponíveis sobre o programa são bastante escassas e muitas são conflitantes. O que se lê em sites e revistas hoje, sobre esse projeto, dá uma ideia sobre uma aeronave com grande autonomia e capacidade de transporte de grandes cargas de armas e com um RCS bem menor que de um bombardeiro comum, mas ainda menos eficiente neste ultimo quesito que o B-2 ou ou novo B-21 americano. O modelo pode estar em testes na próxima década e teremos que esperar para conhecer maiores detalhes. Os russos são muito bons em esconder os detalhes de seus projetos e só apresentam esse dados quando está próximo de iniciar os testes de voo de seus protótipos.

PAK DP (Rússia) - fabricante ainda não selecionado
O interceptador MIG-31BM, foco de uma recente modernização, também está  na mira de um futuro sucessor. Os russos atribuem (justificadamente, diga-se de passagem) uma grande importância a seu poderoso interceptador Mach 3. Por isso o programa PAK DP, nome dado ao projeto que visa desenvolver um substituto para o MIG-31 e que, deverá ser ainda mais rápido do que o poderoso jato da MAPO MIG, deverá tomar seu lugar em algum momento na década de 2030. Por ser o programa em estágio mais inicial do que os outros, e que nem foi escolhido o fabricante que o desenvolverá, os dados ainda são bastante restritos.

F/A-XX (Estados Unidos - Marinha)
Os Estados Unidos estão estudando uma nova aeronave de combate multi-função para substituir os caças F/A-18E/F Super Hornet por volta de 2030. Este projeto é considerado como sendo uma aeronave de 6º geração e a Boeing foi a primeira a apresentar desenhos para este modelo. A Northrop Grumman mostrou um vídeo recentemente em que aparece um conceito desse um caça de 6º geração e uma coisa em comum entre todos os desenhos, dos dois fabricantes, é que se trata de uma aeronave sem cauda ou "tail less", o que revela que o nível de furtividade pretendida para o modelo é maior que dos caças stealths atuais. Outro ponto em comum em todos os conceitos que foram divulgados é que a aeronave é híbrida, pois permitirá operar de forma autônoma como um UCAV ou tripulado como nos caças atuais. Alias, é bem provável que essa seja uma característica que classifique a aeronave como de 6º geração. Por ultimo, o armamento pensado para esse projeto é baseado em um canhão laser interno. Para isso, os Estados Unidos estão com um projeto em andamento, cuja responsabilidade é da Northrop Grumman, que visa miniaturizar um canhão laser para instalar em um pod externo em caças atuais de 4º geração, sendo que um F-15 deverá testar esse armamento em 2018 segundo o cronograma. O F/A-XX é previsto ter uma arma laser orgânica como parte de seu armamento principal e isso é observável em alguns dos desenho apresentados pela própria Northrop Grumman e que deve se beneficiar deste projeto.

FX (Estados Unidos - Força Aérea)
Acima: Modelo conhecido como "Miss November" da Lockheed Martin para o programa FX.
O programa FX  é o nome atual (isso pode mudar) para um programa da USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) de caça de 6º geração com objetivo de substituir o F-22 Raptor em meados de 2030 e 2040. Dependendo dos acontecimentos esse cronograma poderá ser revisto e antecipado, uma vez que a quantidade de caças F-22 é pequena e o custo de se reabrir a linha de montagem do modelo é bem alto, além de que, os F-15, mesmo modernizados, podem não ter folego para chegar em 2030. Outro ponto é o custo operacional do F-22 e sua baixa disponibilidade (em torno de 65%) que representa um índice abaixo do que os outros modelos da USAF apresentam, e mesmo que o desejo desta solicitou. Até o momento, a Lockheed Martin, projetista do F-22, apresentou um desenho para esse projeto, e a Northrop Grumman , também mostrou um modelo, que aliás parece ser uma variante do seus F/A-XX da marinha, com modificações para a força aérea. Assim, sendo muito do que foi dito a respeito do F/A-XX acima, se aplica ao FX, principalmente no que tange a parte do armamento. A Boeing também chegou a mostrar um conceito para esse programa que traz uma aeronave com tailerons, mas sem deriva vertical.
Abaixo: Essa concepção foi apresentada em um vídeo pela Northrop Grumman e mostra uma ideia do fabricante de um modelo que pudesse ser usado no programa FX e no F/A-XX. Porém, é quase certo que os dois programas sigam em paralelo devido a todos os graves problemas que o programa F-35 apresentou.



Acima: Esta é a única imagem de um conceito artístico do que a Boeing tem em mente para o programa FX da USAF.

UCLASS (Estados Unidos - Marinha)
O programa UCLASS (Unmanned Carrier-Launched Airborne Surveillance and Strike) ou aeronave sem piloto lançada de porta aviões para vigilância e ataque que teve no programa UCAS-D uma de suas fontes de estudo para desenvolvimento de uma aeronave de combate com capacidade similar a de um jato de ataque tático, porém sem piloto operado de um porta aviões parece estar na iminência de ser cancelado para dar lugar a um projeto menos ambicioso, que é o de fornecer uma aeronave de reabastecimento aéreo sem piloto para apoiar aeronaves de ataque tripuladas para missões de longo alcance CBARS. Porém, é claro que muito foi aprendido e provado ser totalmente viável para operar através do jato X-47B. A era das aeronaves sem piloto está ainda no começo, mas certamente tomarão a maior parte das missões na segunda metade deste século.

F-35 Lightining II (Estados Unidos - Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais)
O F-35 é um "velho" conhecido nosso por ter sido foco de duas matérias nesse site (para ler a matéria clique AQUI). O caça foi desenvolvido para assumir o lugar do F-16 e do A-10 na força aérea americana, do F/A-18A e C (Hornets da primeira e segunda geração) na Marinha e Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e os AV-8B Harriers II dos Fuzileiros navais dos Estados Unidos. O F-35B, justamente a versão dos fuzileiros que substituirá os Harriers americanos e britânicos, já teve seu IOC  (Initial operational capability ), ou capacidade operacional inicial declarada. Porém é fato conhecido que a aeronave apresentou sérios problemas que ainda não foram solucionados e ao que tudo indica, ainda demorará para serem resolvidos em definitivo. De qualquer forma, na segunda metade da próxima década, o F-35 será, certamente, o principal avião de combate da força aérea dos Estados Unidos e o de muitas nações aliadas dos norte americanos.

B-21 ( Estados Unidos - Força Aérea)
O novo bombardeiro da Northrop Grumman em desenvolvimento para a Força Aérea dos Estados Unidos deverá substituir os bombardeiros B-1B Lancer e o B-52, e possivelmente o próprio B-2 Spirit nos próximos anos. A aeronave deverá ser apresentada até o final desta década e a USAF planeja adquirir 100 unidades do modelo. O avião terá muita tecnologia já disponível para poder manter os custos em um patamar aceitável, embora um bombardeiro com tecnologia stealth nunca será algo que poderemos classificar como "barato". A aeronave será bimotor, algo incomum em se tratando de bombardeiros estratégicos norte americanos, onde se costuma usar 4 motores. Estuda-se a possibilidade de empregar o motor Pratt &Whitney F-135, usado nos caças F-35 comentados acima, para propulsar esta moderníssima aeronave de longo alcance. Assim que houver mais dados certos sobre o B-21 haverá uma matéria dedicada sobre ele no WARFARE.

FCAS (Inglaterra e França)
O FCAS é um projeto cujo estudo de viabilidade recém contratado de um avião sem piloto para missões de de ataque que deverá substituir alguns modelos de aeronaves tripuladas como os Tornados IDS GR4 ingleses e possivelmente alguns caças Rafales franceses em missões de ataque, principalmente. O projeto fará uso dos conhecimentos adquiridos nos testes dos protótipos Taranis desenvolvido pela BAe Systems, da Inglaterra e o nEUROn, projetado e desenvolvido por um consorcio composto pela França (fabricado pela poderosa Dassault Aviation), Grecia, Suécia (com a Saab), Itália, Espanha e Suíça. Se basearmos nos modelos Taranis e nEUROn, o FCAS terá velocidade na casa de mach 0,7 a mach 0,9, será uma aeronave stealth com RCS menor a dos aviões de 5º geração como F-22 e F-35 e terá capacidade de transportar duas bombas de 907 kg guiadas ou 8 pequenas bombas SDB GBU-39 em seu compartimento interno de armas.

J-20 Black Eagle (China)
O J-20 é o primeiro avião com características stealth desenvolvido na China e o primeiro caça de 5º geração desta nação. Embora poucos dados confiáveis tenham sido divulgados, é certo que a aeronave foi pensada para tentar fazer frente ao F-22 norte americano. O J-20 é um caça bombardeiro pesado e deverá ser capaz de executar missões ar ar e ar terra. Devido a sua baixa reflexão de radar,  a entrada em serviço do J-20 vai implicar, de cara, com uma significativa redução da capacidade de impor superioridade aérea de adversários como a marinha dos Estados Unidos que dependerá do F/A-18E Super Hornet por pelo menos até 2030. Independentemente das qualidade do Super Hornet, o fato é que se trata de um caça de 4º geração e ele ficará em desvantagem séria frente a um caça de 5º geração na arena ar ar de médio e longo alcance. O J-20, como vários dos aviões citados nesta matéria deverão ser foco de artigo no futuro próximo aqui no WARFARE.

FC-31 Gyrfalcon (China)
O segundo caça de 5º geração chinês, inicialmente chamado de J-31 e posteriormente batizado de FC-31 é um caça que está sendo desenvolvido para exportação como foi feito com caça leve JF-17, projeto entre o Paquistão e China, do qual a China não adquiriu nenhuma unidade. O desenho do FC-31 é claramente influenciado por técnicas de redução de furtividade. O armamento pode ser transportado em um compartimento interno de armas ou externamente e existe uma certa semelhança com os modelos norte americanos F-35 e F-22, de uma forma geral.

XIAN H-20

Como todos os equipamentos militares chineses, o H-20 é cercado de mistério. As informações são classificadas, porém, sabe-se que os chineses, em busca de consolidar como uma super potência regional (e mundial), tem um programa de desenvolvimento de um bombardeiro de longo alcance com características stealth, hora chamado de H-20 que deverá entrar em serviço em 2025. Alguns desenhos deste projeto foram publicados, mas é quase certo que não devem se aproximar da real aparência que o modelo deverá ter. Os chineses são relativamente competentes em esconder seus projetos. Outros dados que foram publicados dão conta que a força aérea chinesa deseja uma aeronave com autonomia de 8000 km sem reabastecimento aéreo, capaz de transportar uma carga maior do que 10 toneladas de armamentos.

AMCA (India)
A Índia tem uma das maiores e bem preparadas forças armadas do mundo atualmente. Com sua rivalidade com a crescente super potencia chinesa, nada mais natural que eles procurarem se manter atualizados e independentes na medida do possível com relação a suas armas. O programa AMCA levado a cabo pela empresa estatal HAL busca desenvolver um caça médio de 5º geração para equipar a força aérea indiana. O modelo já teve varias modificações desde que começou a ser projetado e deve fazer seu primeiro voo no começo da próxima década. Trata-se de um caça de médio porte, com característica stealth, inclusive a capacidade de transporte de armas em compartimento interno. Ele deverá substituir o MIG-27, Mirage 2000 e o Sepecat jaguar na força aérea hindu.

ATD-X Shinshin (Japão)
A programa ATD-X está testando um protótipo de uma aeronave de combate stealth da qual, os conhecimentos adquiridos nessa fase serão usados no desenvolvimento de um caça de 5º geração japonês que deverá modernizar a força aérea japonesa, que hoje conta com bons caças, mas que estão em processo de envelhecimento. O ATD-X deve fazer seu primeiro voo ainda no primeiro semestre de 2016. A aeronave conta com vetoração tridimensional de empuxo com uma tecnologia empregada no antigo protótipo Rockwell/ MBB X-31, que usa 3 "pétalas" para direcionar o fluxo de saída de ar do motor para qualquer direção em um arco de 15 º que lhe garantirá alta manobrabilidade e bom controle a velocidades reduzidas.

KF-X (Coreia do Sul e Indonésia)
A Coreia do Sul está desenvolvendo um projeto com apoio da Indonésia de um caça de 4,5º geração que deverá tomar o lugar do F-5E Tiger II e os F-4E Phanton II usados pela sua força aérea. A Indonésia embarcou nesse projeto como parceira e vai aproveitar o know how da KAI para agregar conhecimento e transferência de tecnologia para um moderno caça leve que também deverá preencher as fileiras da força aérea da Indonésia. O modelo deverá ser um caça bimotor, monoplace, com duas derivas com desenho que lembra levemente o F-35. Na verdade, a Coreia do Sul, adquiriu um lote de F-35 e deve receber algumas tecnologias que muito provavelmente deverão ser empregadas no projeto de seu KF-X,