domingo, 3 de junho de 2018

CLASSE FRIDTJOF NANSEN F-310.Caçando submarinos no Mar do Norte!

FICHA TÉCNICA  
Tipo: Fragata Multi-missão otimizada para operações anti-submarino.
Tripulação: 120 tripulantes.
Data do comissionamento: Abril de 2006.
Deslocamento: 5290 toneladas.
Comprimento: 134 m.
Boca: 16,8 m.
Propulsão: 2 motores a diesel Izar Bravo 12V de 4.5 MW e uma turbina a gás General Electric LM 2500 com 19.2MW que podem produzir 39700 HP
Velocidade máxima: 27 nós (50 km/h).
Alcance: 8300 Km.
Sensores: Radar multifunção AN/ SPY-1F com 400 km de alcance contra alvos aéreos; Radar de controle de fogo MK-81/ SPG-62; Sonar de casco MRS-2000. Sonar ativo/ passivo, rebocado CAPTAS MK 2; Sensor eletro-Optico Sagen Vigy 20 de controle de armas
Armamento: AAW: 1 lançador vertical MK41 de 32 células para mísseis ESSM, SSM: 2 lançadores quádruplos para mísseis NSM, 1 canhão OTO Melara de 76 mm, ASW: 2 lançadores duplos de torpedos BAE Stingray. 4 metralhadoras .50 (12,7 mm)
Aeronaves: 1 helicóptero NH-90.

DESCRIÇÃO
Por Carlos Junior
O estaleiro espanhol Navantia projetou e construiu 5 fragatas multi-missão, porém, com uma forte capacidade anti-submarino no estado da arte para a marinha norueguesa. A fragata que batizou a nova classe foi a Fridtjof Nansen F-310, e foi lançada em junho de 2004 quando iniciou seus testes no mar sendo comissionada, posteriormente em abril de 2006 e foi seguida por mais 4 navios que formaram, assim, um poderoso elemento naval na parte norte do oceano Atlântico aumentando a capacidade de guerra anti-submarina das forças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) da qual a Noruega é signatária.
A missão principal da classe Nansen é a guerra anti-submarina e para executar esta difícil tarefa, o navio está equipado com sofisticados sistemas para localizar, identificar e atacar esse tipo de ameaça. Porém, o navio conta ainda com uma capacidade antiaérea e anti-superfície importante projeta o navio bem em missões de escolta de um grupo de batalha..
Acima: Os navios da classe Fridtjof Nansen foram projetados e construídos pelo estaleiro espanhol Navantia, e seu casco compartilha desenho similar a dos navios da classe F-100 Alvaro de Bazan, porém, com um perfil mais baixo e mantendo traços de redução de sua reflexão a radares.
Essa capacidade de combate é proporcionada por 2 lançadores quádruplos de mísseis NSM fabricado pela Kongsberg Defense & Aerospace (KDA), que são usados para atacar navios. O seu alcance é de 160 km e o NSM é equipado com uma ogiva de 125 kg. A guiagem deste moderno míssil anti-navio é feita com atualização de meio curso por GPS e na fase final do ataque, um sensor infravermelho (IR) faz a aquisição do alvo. Para defesa antiaérea um sistema MK-41 de lançamento vertical com 8 células, para mísseis RIM-162 ESSM está instalado e é capaz de lançar 32 mísseis, sendo 4 por célula. Este míssil tem um sistema de guiagem semi-ativa ou ativa, dependendo da versão e um alcance de 50 km, garantindo, assim, uma considerável defesa de área.
Um canhão Oto Melara automático de 76 mm é usado para apoio de fogo, podendo disparar a uma cadência de até 120 tiros por minuto e podendo atingir alvos a 16 km com a granada de alto explosivo padrão ou 40 km usando a granada guiada Vulcano. Além disso, há 2 lançadores duplos para torpedos leves de 324 mm BAE Stingray, para combate a submarinos. Este torpedo possui um sistema de guiagem por sonar ativo e passivo, e um alcance de 11 km. A fragata tem 4 metralhadoras pesadas M2HB em calibre12,7X99 mm (.50) que são uteis para engajamentos de pequenas embarcações como a de piratas, por exemplo. A classe Nansen possui, ainda, um hangar e um deck para operar um helicóptero médio NH-90 ASW, que está substituindo os 6 helicópteros Westland Links, que eram usados na guerra anti-submarino.
Acima: O míssil NSM é a principal arma anti-navio transportado na fragata Nansen. Seu alcance de 160 km e um desenho projetado para baixa reflexão ao radar, o torna uma das mais modernas armas do tipo fabricadas na Europa.
Para controlar esta grande força é necessário um sistema tão eficaz quanto o próprio armamento. Assim, o controle das armas é centrado no conhecido sistema norte americano AEGIS, da Lockheed Martin. O radar do sistema é do tipo tridimensional modelo AN/ SPY-1F de varredura eletrônica ativa com alcance de 400 km, sendo uma das versões mais recentes da família de radares do sistema AEGIS, quando o navio foi incorporado a marinha norueguesa e possui grande agilidade no processamento dos contatos. Porém, esta versão do SPY-1 não é capaz de interceptar mísseis balísticos, como as versões anteriores. O sistema de radar de controle de fogo usado nos navios da classe Fridtjof Nansen é o MK-81/ SPG-62,  também de fabricação norte americana. Este sistema, composto por duas antenas, posicionadas, uma, acima da ponte, e a segunda, a ré do navio, próximo ao teto do hangar é responsável para dar a solução de tiro para o canhão e os mísseis antiaéreos do navio. Para apoiar o radar existe um sistema de detecção passiva Sagem Vigy 20 que rastreia alvos detectando sua assinatura infravermelha IR e ainda podendo receber diversos sensores como câmeras coloridas e telêmetros a laser.
Acima: A torre onde ficam as 4 antenas do radar AN/ SPY-1F, também dá suporte para a instalação de sistema de detecção passiva multi-sensor Vigy 20, mostrado na foto abaixo.
Para a detecção de submarinos, sua principal missão, os navios da classe Nansen estão equipados com o sonar avançado CAPTAS MK-2 V1 que é do tipo rebocado e que combina detecção passiva e ativa e possui alcance de detecção que pode chegar até 129,6 km. No casco, está instalado, também, um sonar Spherium  MRS-2000 que executa a busca de curta, média distancia contra alvos submarinos e tem um alcance de cerca de 74 km. As fragatas da classe Nansen, podem lançar sonobóias, para aumentar a área de busca.
Para guerra eletrônica é usado um sistema CS-3701 que combina funções de alerta de radar RWR e apoio a contra medidas eletrônicas e inteligência eletrônica.
Um lançador de iscas de contra-medidas infravermelhas e magnéticas Terma DL-12T, e também com iscas acústicas contra torpedos tipo LOKI. Os sistemas de comunicação são integrados e incluem o link 11, link 16 padrão da OTAN e comunicação em UHF e SHF via satélite.
Acima: Os sistemas de detecção anti-submarino da fragata Nansen fornecem uma robusta capacidade de detectar esse tipo de ameaça.
A propulsão da Nansen é do tipo CODAG ou seja, usa diesel e uma turbina a gás, como a grande maioria dos atuais navios de guerra modernos, e este sistema trabalha com dois eixos e dois lemes. Há também duas aletas estabilizadoras. Os motores a diesel são 2 Izar Bravo 12V de 4.5 MW e a turbina a gás é a General Electric LM 2500 com 19.2 MW. esse conjunto propulsor produz 39700 HP Um pequeno motor elétrico retrátil permite manobrar o navio em áreas  de pouco espaço como um porto além de servir de apoio impulsão do navio em caso de comprometimento do sistema de propulsão principal. A velocidade máxima que a Nansen atinge é de 50 km/h e a velocidade de cruzeiro é de 36 km/h. A autonomia chega a 8300 km, que representa um desempenho mais do que satisfatório para a missão de caça anti-submarino no norte do Atlântico.
Acima: Com uma boa autonomia e bem equipada para combate, as fragatas da classe Fridtjof Nansen são qualificadas para escoltar porta aviões e grupos de batalha.
A Noruega, antigo membro da OTAN, e um dos mais compromissados país dentro da organização, tem no seus cinco navios da classe Fridtjof Nansen, o mais importante navio de superfície de sua pequena força naval, porém, com uma das mais importantes responsabilidades nas costas que é patrulhar o mar do norte, região estratégica por ser a entrada e saída do Mar Báltico, onde existe forte atividade das forças russas, nação que possui conflito de interesses com o ocidente. A Nansen pode ser classificada como um navio com capacidade análoga a de um destróier, embora seja, oficialmente classificada como "fragata" pela marinha norueguesa e, sem a menor sombra de duvida, este navio pode servir a muitas marinhas que precisem de um navio de superfície moderno por um valor, relativamente mais baixo que a média. O preço da fragata Nansen sai por cerca de U$ 557 milhões cada uma. A título de comparação, o navio que considero referência nesse segmento e meu preferido para equipar a marinha do Brasil, caso ela pretendesse ser uma força de dissuasão mais eficaz, é a fragata francesa Aquitaine, do programa FREMM, já descrito no WARFARE Blog. A Aquitaine custa cerca de U$ 750 milhões cada uma. Não é exatamente "barato", mas poder de fogo crível sempre tem um custo proporcional a ser pago.
Acima: Nesta foto podemos ver uma fragata Nansen cruzando com o pequeno barco patrulheiro da classe Skjold, já descrito aqui no WARFARE Blog.





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2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Um belo navio. Acho que ficaria muito bem 5 ou 6 unidades na MB.Mas, devido à crise provocada pela greve dos caminhoneiros,o governo cortou cerca de U$ 500 milhões do ministério da Defesa, comprometendo assim até mesmo a fabricação das corvetas Tamandaré.

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