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sábado, 21 de maio de 2022

GALERIA: Monumento às vitórias militares do Exército Colombiano

Inauguração do monumento no Forte Militar de Tolemaida,
9 de janeiro de 2019.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 21 de maio de 2022.

Inauguração do museu e monumento em Tolemaida, para o bicentenário do Exército Nacional da Colômbia, localizado no Centro Nacional de Treinamento do Forte Militar de Tolemaida, em 9 de janeiro de 2019.

O exército colombiano comemora sua criação com a Batalha de Boyacá, em 7 de agosto de 1819.

O Centro Nacional de Treinamento das Forças Armadas (Centro Nacional de Entrenamiento de las Fuerzas Militares, CENAE) em Tolemaida, localizado na fronteira entre Tolima e Cundinamarca, no município de Nilo, é a sede do Centro Nacional de Treinamento colombiano. A base tem uma altitude de 493 metros acima do nível do mar. Possui duas pistas, a primeira é designada "04/22", tem superfície asfáltica e tem 2.829 metros de comprimento e 29 metros de largura. A segunda pista é designada "04L/22R", tem uma superfície de concreto e tem 436 metros de comprimento e 20 metros de largura. Em 2012, o Forte de Tolemaida foi o anfitrião do exercício multinacional americano Fuerzas Comando 2012 (Forças Comando) - com a vitória da Colômbia.


Boina verde americano durante o Fuerzas Comando 2012, em 10 de junho de 2012.

Demonstração nas torres no CENAE.

O CENAE abriga as seguintes escolas:

Batallón de Apoyo y Servicios para el Entrenamiento:

O Batalhão de Apoio e Serviços à Formação presta apoio logístico e administrativo às unidades centralizadas do Centro Nacional de Formação, gerencia o processo logístico de armazéns e estoques adquiridos através dos itens atribuídos para garantir o desenvolvimento das funções atribuídas a cada um deles.

Policía Militar No 5 Guillermo Ferguson:

O Batalhão de Polícia Militar Nº 5 "Guilhermo Ferguson" tem a missão de garantir a segurança e tranquilidade do Forte Militar de Tolemaida. O quadro de oficiais, suboficiais e militares profissionais e graduados do ensino secundário orgânico desta unidade, o fazem através de postos de controle, fiscalizam e garantem a mobilidade ao longo das estradas de Tolemaida.

Escuela de Asalto Aéreo:

Localizada na base militar de Larandia, departamento de Caquetá, a Escola de Assalto Aéreo foi criada em 14 de abril de 2011 para treinar oficiais, suboficiais e soldados profissionais das Forças Armadas Colombianas, no planejamento, desenvolvimento e execução de operações de assalto aéreo com ênfase na selva, combinando com sucesso a velocidade estratégica com a mobilidade tática dos elementos aéreos.

Estátua principal do CENAE, ainda sem o distintivo na boina antes da sua inauguração em 2019.

Escuela de Tiro:

A Escola de Tiro foi criada em 17 de março de 2009 e atualmente é projetada como unidade tática do Exército que treina e especializa militares das Forças Armadas e países amigos, como atiradores de alta precisão (snipers, atiradores de elite), ensino de armamento e tiro, e balística para atiradores esportivos de nível superior que competem nos campos militar, nacional, internacional e olímpico.

Escuela de Entrenamiento y Reentrenamiento Táctico:

A Escola de Treinamento e Reciclagem Tática do Exército é a unidade que "forja a alma do combatente colombiano". Criado para desenvolver cursos básicos de combate, correspondentes ao segundo nível de instrução para oficiais e suboficiais.

Escuela de Paracaidismo Militar:

A Escola de Paraquedismo Militar foi criada em resposta à necessidade de desenvolver operações em regiões de difícil acesso. Em 1985, sob o nome de pelotão ASA, trabalhou no cantão militar de Apiay, departamento de Meta, e em 1996 tomou sua forma atual como Escola Militar de Paraquedismo no Centro Nacional de Treinamento. Em janeiro de 2020, tropas colombianas e dos Estados Unidos realizaram uma inserção militar conjunta com aeronaves Lockheed C-130 Hercules, simulando assim a captura de um aeródromo. Para este exercício, as tropas colombianas trabalharam com cerca de 75 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada "All American" e da 40ª Divisão Militar-Sul do Exército dos Estados Unidos.

Escuela de Fuerzas Especiales:

A Escola de Forças Especiais foca nos novos métodos criminais utilizados pelos grupos narcoterroristas do país que, na década de 1990, obrigaram o Exército Nacional a uma readaptação, melhorando assim o treinamento de seus homens para combater essa atividade criminosa.

Escuela de Lanceros:

A Escola de Lanceros forma os famosos Lanceros, os operadores de forças especiais colombianos. O nome é em homenagem aos índios lanceiros da Colômbia que lutaram na guerra de independência contra a Espanha. A alma mater dos lanceiros foi criada em 1955 devido à necessidade de formar unidades de combate irregulares. O seu lema: LEALDADE, VALOR E SACRIFÍCIO.

Imagens da cerimônia de inauguração de 9 de janeiro de 2019:



O Forte de Tolemaida também é um caminho preferido para ações de comunicação social, como visitas de autoridades estrangeiras ou cerimônias militares como a apresentação dos conscritos do serviço militar obrigatório ou a comemoração de aniversários institucionais.

Visita do general comandante do Exército Equatoriano.

Legenda original:

"O General de Brigada Luis Marcelo Altamirano Junqueira, Comandante Geral do Exército Equatoriano, visitou o CENAE e a Escola de Lanceiros, unidade que o treinou como Lanceiro da Colômbia e do mundo. 'Lealdade, Valor e Sacrifício' é a trilogia que ele carrega na mente e no coração há anos."

Policiais militares do exército colombiano.

Militares de vários países americanos.

Altos oficiais colombianos e visitantes, 23 de agosto de 2021.

Leitura recomendada:

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

GALERIA: Operação anti-mineração das forças especiais colombianas

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 11 de setembro de 2020.

Em 11 de maio de 2015, a Colômbia enviou 600 soldados das forças especiais para um ataque maciço, com helicópteros Black Hawk, a minas ilegais da floresta amazônica. A mineração ilegal fornece às narco-guerrilhas ganhos de até US$ 76 milhões (acima de 402 milhões de reais) por ano e danifica gravemente os ecossistemas em áreas protegidas.

A operação foi uma resposta aos rebeldes marxistas quando estes publicaram um vídeo brandindo a perna decepada de um soldado que foi mutilado por uma mina terrestre. As forças especiais varreram uma área de mais de 700 quilômetros quadrados de selva, prendendo dezenas de pessoas.


Enquanto o governo colombiano lançava um ataque maciço à atividade ilegal de mineração que financiava grupos rebeldes no país - 600 soldados da força especial apoiados por helicópteros Black Hawk e barcos infláveis atacaram de súbito uma mina de ouro ilegal. A operação, uma repressão aos grupos guerrilheiros de esquerda, prendeu 59 pessoas, incluindo 12 membros do maior grupo rebelde do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O Ministério da Defesa disse que a atividade de mineração na região da floresta tropical gera mais de mais de 6 milhões de dólares por mês para os rebeldes, e que a operação militar foi o maior golpe contra o comércio ilegal em uma década. Os rebeldes operavam minas em cinco províncias orientais subdesenvolvidas, onde metais como tungstênio, ouro e coltan são extraídos. As atividades de mineração ocorrem principalmente em áreas de preservação ambiental como charnecas, rios e florestas - e são conhecidas por causar poluição aos ecossistemas, perda de habitats de animais e deslocamento de comunidades nativas. As minas visadas durante a incursão, denominada Operação Anostomus, estavam localizadas nas selvas dos departamentos de Guainia e Vichada, na Reserva Natural Puinawai.

A Reserva Natural Puinawai, onde ocorreu a operação. (Daily Mail)

O então presidente colombiano, Juan Manuel Santos (2010-2018), ordenou a repressão depois de expressar repulsa aos relatos de que o Exército de Libertação Nacional (ELN), outra facção rebelde marxista-leninista, instalou uma mina anti-pessoal em um parque infantil no noroeste da Colômbia, explodindo as duas pernas de um soldado. Falando durante uma visita ao México, Santos disse que colocar minas terrestres "já é um ato selvagem", mas "mostrar uma perna como um troféu ao lado de um colégio, é um ato bárbaro que beira à loucura". Santos então ordenou às forças armadas “que intensifiquem (a ofensiva) contra o ELN” e “redobrem os esforços contra esta organização criminosa”.



Embora o governo tenha mantido negociações de paz com as FARC desde 2012, ele ainda não havia iniciado nenhum diálogo com o ELN. Apesar de sua postura firme, Santos reiterou sua disposição de iniciar negociações de paz com o grupo, dizendo que o "ELN é parte desta guerra, parte deste conflito, e seria ideal para nós chegarmos a um acordo com os dois grupos (rebeldes)", disse ele ao canal mexicano Televisa.

Em 4 de setembro de 2017, o ELN e o atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciaram uma trégua que começaria em 1º de outubro e duraria pelo menos até 12 de janeiro de 2018.





Em 17 de janeiro de 2019, o ELN explodiu um carro-bomba na Academia Nacional de Polícia General Santander em Bogotá, Colômbia. O caminhão detonou e matou 21 pessoas, incluindo o perpetrador, e feriu outras 68. Foi o ataque mais mortal à capital colombiana desde o atentado ao Clube El Nogal em 2003 e o primeiro ataque à capital desde o atentado ao Centro Andino em 2017. O ELN aceitou a responsabilidade pelo ataque e o justificou como uma resposta aos bombardeios feitos pelo governo colombiano durante o cessar-fogo unilateral. Como resultado do bombardeio, o presidente Iván Duque Márquez anunciou no dia seguinte, 18 de janeiro, que o diálogo de paz entre o Governo da Colômbia e o ELN estava oficialmente suspenso.

A força atual do ELN gira em torno de 2.500 guerrilheiros.



Vídeo recomendado:

Bibliografia recomendada:

Da Guerra à Pacificação: A escolha colombiana.
Ricardo Vélez Rodriguez.

Counterinsurgency in Modern Warfare.
Daniel Marston e Carter Malkasian.

Leitura recomendada:

Estupro, esterilização forçada e abortos fracassados: as escravas sexuais dos guerrilheiros das FARC na Colômbia5 de junho de 2020.

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