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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Caça F-35A faz o primeiro lançamento de uma bomba nuclear de teste B-61-12

Por Carlos Junior
Em 25 de agosto de 2020, um caça de 5º geração F-35A Lightining II da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) fez o primeiro lançamento da nova bomba nuclear B-61-12 durante uma demonstração de lançamento em voo supersônico. A arma foi lançada de dentro do compartimento interno do avião em um local de testes no Estado de Nevada e demonstrando a capacidade de ataque nuclear em configuração stealth e em velocidade supersônica do F-35A. A bomba B-61-12 possui uma ogiva de 50 quilotons (a bomba que explodiu em Hiroshima tinha 15 quilotons) e uma margem de erro de 30 metros, o que representa uma melhoria muito importante sobre as bombas de queda livre anteriores cuja margem de erro circular estava em trono de 150 metros.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

"CÃES ROBÔS" vão incrementar a segurança da base aérea de Tyndall

Ghost Robotics V-60
Por Carlos Junior.
A empresa Ghost Robotics, em conjunto com os responsáveis pela segurança do 325º esquadrão, da base aérea de Tyndall, Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) trabalharam para o desenvolvimento de um robô sobre 4 pernas que operará de forma semi autônoma para apoiar as missões de patrulhamento e reconhecimento da base. Os modelos V-60 já demonstrados dos robôs serviram de base para este desenvolvimento.
É importante esclarecer que estes robos não substituirão os soldados e cães empregados nessa atividade de segurança. Esta tecnologia irá apenas incrementar a capacidade de vigilância da base.
Caça F-22A raptor do 325º esquadrão operado na base aérea de Tyndall, Estado da Florida.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Um professor francês foi decapitado por um terrorista muçulmano em plena rua

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 16 de outubro de 2020.

Um professor de 47 anos foi decapitado no meio da rua na tarde desta sexta-feira (16/06) em Conflans Sainte-Honorine, no departamento de Yvelines. O ato descrito como "abominável" pela assembléia nacional francesa, foi perpetrado por um muçulmano, identificado pela imprensa apenas como S, por conta de uma caricatura de Maomé.

O agressor foi morto a tiros pela polícia na cidade vizinha de Eragny-sur-Oise. Ele tinha 18 anos e era desconhecido da polícia. Após o ato, ele postou uma foto da cabeça decapitada de sua vítima no Twitter, antes que fosse excluída pela rede social.

O assassinato aconteceu por volta das 17h perto de uma escola. A vítima era professor de história no colégio Bois d'Aulne. Ele havia feito recentemente um curso sobre liberdade de expressão, incluindo caricaturas de Maomé. Uma investigação foi aberta por "assassinato em conexão com uma empreitada terrorista" e "associação de mal-feitores criminosos terroristas", conforme informado pelo Ministério Público Antiterrorista (Parquet national antiterroristePnat).

Os policiais de Bac Conflans Saint-Honorine foram chamados no final da tarde por conta de um indivíduo suspeito que rondava o prédio de uma escola. Chegando ao local, a polícia encontrou o corpo da vítima e 200 metros mais à frente, em Eragny-sur-Oise, tentaram deter um homem com uma arma branca. O terrorista ameaçou os policiais e foi abatido a tiros.

Foi instalado um perímetro de segurança e acionado o serviço anti-bombas, por suspeita de colete explosivo.

O terrorista tirou uma foto segurando a cabeça do professor decapitado e publicou no Twitter, além de ameaçar policiais com uma faca; ainda assim, certos veículos de mídia o descreveram como "suspeito" ou "suposto autor". Uma incongruência no mínimo "orwelliana".

O ministro do Interior, Gerald Darmanin, em viagem ao Marrocos, decidiu retornar a Paris imediatamente. De Rabat, a capital do Marrocos, ele falou com o primeiro-ministro Jean Castex e o presidente Emmanuel Macron, conforme informado por sua comitiva. Ele participará de uma unidade de crise com Emmanuel Macron e Jean Castex, conforme informado pelo Twitter: "De volta a Paris, mantenho-me informado diretamente sobre a unidade de crise que abri, em conjunto com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. #Conflans"

O julgamento dos terroristas do atentado ao Charlie Hebdo aumentou a tensão. "Esta noite, foi dado mais um passo na violência terrorista em nosso país", disse o advogado de segurança interna Thibault de Montbrial no microfone do canal de notícias francês LCI.

"Meus contatos nos serviços de inteligência disseram que todo o espectro jihadista havia subido um degrau. [...] O contexto do julgamento do Charlie Hebdo contribuiu para essa tensão, mas, além disso, deve-se notar que o retorno dos jihadistas franceses, o fato de muitos deles terem sido libertados da prisão, significa que existe uma preocupação estrutural de que redes capazes de realizar ataques complexos, com procedimentos operacionais complicados, são capazes de recomeçar".

O ataque ocorre três semanas após o ataque de cutelo perpetrado por um paquistanês de 25 anos em frente ao antigo edifício do Charlie Hebdo, que esfaqueou quatro pessoas, duas delas ficando gravemente feridas. (Noticiado pelo Blog aqui)

Em clima de emoção, os deputados subiram à Assembleia Nacional para "saudar a memória" do professor decapitado e denunciar o "abominável atentado". Muito afetado, o presidente da sessão, Hugues Renson (LREM), falou pouco antes do final do debate às 20h00. “Ficamos chocados ao saber do terrível atentado ocorrido. Em nome da representação nacional, em nome de todos nós, desejo saudar a memória da vítima”.

Bibliografia recomendada:

Leitura recomendada:

Terrorismo: Ataque ao prédio antigo do Charlie Hebdo, 28 de setembro de 2020.


sábado, 19 de setembro de 2020

Game Changer: A Rússia pode ter o sistema de defesa aérea S-400 na Líbia

Por H. I. Sutton, Aerospace & Defense, 6 de agosto de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 19 de setembro de 2020.

Analistas de defesa estão tentando confirmar se a Rússia implantou um sistema de defesa aérea de última geração na Líbia. Imagens que circularam nas redes sociais parecem mostrar um grande radar e tubos de mísseis verticais perto de Ra's Lanuf, no leste do país. Este poderia ser o famoso S-300 ou o ainda mais potente sistema de mísseis S-400. Se for assim, pode ajudar a inclinar a balança a favor da Rússia e de seus aliados locais contra as forças apoiadas pela Turquia.

As imagens foram postadas online pela primeira vez pelo usuário do Twitter KRS Intl, que acompanha o conflito na Líbia. Elas foram tiradas nos últimos dias.

A partir dessas primeiras imagens, há um amplo consenso entre os analistas com quem conversei de que o radar se parece mais com o modelo russo 96L6E. Este é um radar de aquisição de alvos associado ao sistema de míssil superfície-ar (surface-to-air missile, SAM) S-300. Também é usado com o sistema S-400 Triumf ("Triunfo" em russo), mais novo e mais poderoso. A OTAN dá a esse radar o codinome Cheese Board (Tábua de Queijo).

Ao lado do radar está o que parece ser um míssil TEL (transporter erector launcher/ lançador eretor transportador). Os tubos do míssil estão na posição vertical, prontos para o lançamento. Podendo ser o S-300 ou S-400.

Esta imagem, tirada à distância de um veículo que passa, parece mostrar o sistema de mísseis de defesa aérea S-400 ou S-300.

Os mísseis estariam lá para proteger o envolvimento rapidamente crescente da Rússia no país. Eles já trouxeram para a companhia militar privada Wagner e jatos de combate. Mas eles e seus aliados enfrentam adversários competentes, incluindo as forças turcas. Os drones TB2 turcos obtiveram sucessos notáveis contra as defesas aéreas de fabricação russa. Mas o S-300 ou S-400 prejudicaria seriamente essas operações.

“Os russos sinalizaram discretamente que Sirte e Jufra são uma linha vermelha, embora não tenham ido tão longe quanto outros países em termos de declarações públicas”, conforme me disse Aaron Stein, diretor de pesquisa do Foreign Policy Research Institute, da Filadélfia. Stein não acha que a implantação de tais sistemas avançados de defesa aérea seria surpreendente. A Rússia implantou sistemas semelhantes, incluindo o S-400, para proteger seus ativos na Síria. “Eles parecem ter tirado uma página do seu manual da Síria, que é enviar um esquadrão misto e aumentar os recursos de defesa aérea no país. O S-300, se for real, junta-se ao sistema de curto alcance Pantsir S-1. Juntos, eles fariam a Turquia pensar duas vezes em testar essa linha vermelha".

Ironicamente, o sistema SAM S-400 é exatamente o que a Rússia vendeu à Turquia. Isso levou os EUA a cancelarem a venda de caças F-35 Lightning-II para a Turquia devido à preocupação de que a Rússia poderia usar os sensores do sistema SAM para extrair informações valiosas sobre as capacidades do F-35.

Então, como um novo sistema de mísseis pode ter chegado à Líbia? Um avião de carga superpesado voou da Rússia para a base aérea de Al Khadim em Al Marj em 3 de agosto. O enorme An-124 Ruslan, o equivalente russo do C-5 Galaxy, fez uma rota tortuosa que contornou a Turquia.

Rob Lee, um estudante de doutorado do King's College London que segue a política de defesa russa, acredita que o An-124 pode ser uma pista importante. “O An-124 é a única aeronave em serviço na Rússia que pode transportar todos os componentes dos S-300 e S-400. Em todos os casos recentes em que foram transportados pela Rússia, por exemplo, o S-400 para a Turquia e a Síria e o S-300 para a Síria, envolveram o An-124”.

Quando a Rússia entregou o sistema de mísseis S-400 à Turquia, usou a aeronave de carga pesada An-124 Ruslan. Aqui, as partes finais da segunda bateria S-400 chegam à base aérea de Murted em Ancara, Turquia, em 15 de setembro de 2019. (Foto do Ministério da Defesa Nacional turco / Agência Anadolu via Getty Images)

Os sistemas de mísseis recém-chegados podem mudar a situação no solo, especialmente se forem manejados por profissionais russos. Stein acha que a Rússia tira vantagem da ambigüidade de quem está tripulando o sistema. “Os russos gostam de jogar para que você nunca saiba quem está operando esses sistemas SAM. Portanto, você nunca se sente bem em matar um SAM se isso significar também matar russos. Especialmente quando eles têm um esquadrão misto que pode superar qualquer coisa que os turcos e seus aliados possam trazer para a festa rapidamente".

É possível, claro, que as fotos mostrem uma isca. A Rússia usa sistemas infláveis para confundir a inteligência militar. Todos os observadores com quem discuti isso concordam que pode ser isso que estamos vendo nas imagens. Mas, mesmo que sejam falsos, provavelmente apontam para a existência de um sistema real. Isso ocorre porque os infláveis são melhores como iscas para proteger um sistema real, não um ardil maior. Portanto, o que quer que estejamos olhando nessas fotos, isso sugere que o S-300 ou o S-400 estão no país.

Leitura recomendada:

Os condutores da estratégia russa16 de julho de 2020.

Dividendos da Diplomacia: Quem realmente controla o Grupo Wagner?22 de março de 2020.

Modernização dos tanques de batalha M60T do exército turco completos com sistema de proteção ativo incluído14 de julho de 2020.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Os tanques do exército americano estão oficialmente usando um novo sistema de proteção ativa na Europa

Um tanque de batalha principal M1 Abrams é carregado em um sistema de transporte de equipamento pesado M1300 na área de treinamento de Bergen-Hohne, Alemanha, 10 de julho de 2020, antes da fase dois do DEFENDER-Europe 20. (Sgt. Evan Ruchotzke/ Exército dos EUA)

Por Jared Keller, Task & Purpose, 21 de julho de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 14 de agosto de 2020.

Os tanques do exército, desdobrados na Europa como parte do maior exercício da Força em anos, estão carregando uma nova peça de tecnologia militar sofisticada: um sistema de proteção ativa projetado para a defesa contra mísseis antitanque.


Fotos divulgadas em 10 de julho, antes da segunda fase do exercício de Defesa da Europa do Exército, mostram um tanque de batalha principal M1 Abrams carregando um Sistema de Proteção Ativa Trophy (Trophy Active Protection System, APS), de fabricação israelense, enquanto o veículo é carregado em um transporte de equipamento pesado na Área de Treinamento de Bergen-Hohne, na Alemanha.

De acordo com um porta-voz do Exército dos EUA na Europa, a 18ª Brigada da Polícia Militar desenhou, instalou e distribuiu o sistema de Trophy do Estoque de Pré-Posicionado do Exército (Army Prepositioned Stockem 8 tanques de batalha principais M1A2 Abrams na área de treinamento no início deste mês.


O Trophy APS foi projetado para interceptar e destruir mísseis anti-blindados e outros foguetes guiados "com uma explosão semelhante àquela de uma escopeta", como disse o site Army Recognition, que primeiro relatou a colocação em serviço do sistema.

Em 2018, o Exército concedeu à empresa Leonardo DRS um contrato de US$ 193 milhões para equipar os tanques de batalha principais M1A2 SEP v2 da Força com o Trophy APS desenvolvido pela Rafael Advanced Defense Systems para fornecer "um alto nível de desempenho, segurança e acessibilidade de ciclo de vida".

O Trophy APS montado no MBT M1A2 Abrams do Exército dos EUA. (Leonardo DRS)

O sistema Trophy "funciona por meio de radar para fornecer proteção contínua de 360 graus do veículo", de acordo com o The National Interest. "Assim que uma ameaça é detectada, o sistema lança um 'padrão rígido de penetradores de forma explosiva' que destrói a munição na rota antes do impacto".

O sistema Trophy também pode rastrear a origem do fogo hostil para localizar um adversário em potencial, permitindo que a tripulação do tanque retorne o fogo quase imediatamente.

Leonardo e Rafael (risos) entregaram seu primeiro Trophy APS ao Exército em outubro de 2019, as empresas anunciaram na época, com planos de equipar quatro brigadas de tanques Abrams com o sistema anti-blindados.

Uma representação artística do Trophy APS em ação. (Leonardo DRS)

Empregado pela primeira vez nos tanques Merkava de Israel em 2011, a Rafael diz que o Trophy APS é o único sistema comprovado em combate do seu tipo atualmente em serviço em todo o mundo, embora a Star and Stripes informe que vários países - incluindo China, Ucrânia e Coréia do Sul - estão desenvolvendo sistemas semelhantes.

O Exército havia planejado anteriormente testar o sistema pela primeira vez durante os exercícios de Defesa da Europa, como o Stars and Stripes relatou na época, embora a nova pandemia global de coronavírus (COVID-19) tenha forçado os EUA e seus aliados a reduzirem drasticamente o que já foi considerado o maior exercício militar europeu em décadas.

Não está claro quantos tanques Abrams desdobrados na Europa estão atualmente equipados com o Trophy APS. De acordo com o Exército Americano na Europa, os sistemas instalados foram removidos logo após sua instalação.

Bibliografia recomendada:


Leitura recomendada:

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14 de maio de 2020.

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FOTO: Abrams no Cerco de Waco, no Texas4 de março de 2020.

Leclerc operacional com mais blindagem no Exército dos Emirados Árabes Unidos11 de junho de 2020.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

FOTO: Manobra Conjunta entre Rússia e China, 2019

19º Destacamento Spetsnaz "Ermak" da Guarda Nacional russa com seus colegas chineses da unidade "Lieying" da Polícia Militar chinesa, 2019. (Foto de Alexandr Kryazhev)

O exercício foi parte dos treinamentos conjuntos sino-russos da manobra "Cooperação 2019", ocorrida no Distrito de Toguchinsky, Oblast de Novosiribirsk, na Rússia.

A Guarda Nacional da Federação Russa (seu nome oficial) foi formada em 2016 por ordem direta do Presidente Vladmir Putin, para evitar o eterno problema de duplicidade de funções no aparato de segurança russo. A Guarda Nacional consolidou as tropas do Ministério do Interior (MVD), Unidade Especial de Resposta Rápida (SOBR), Unidade Móvel de Propósito Especial (OMON) e outras unidades paramilitares internas; somando 340 mil homens em 84 unidades espalhadas pela Rússia. A Guarda Nacional é independente das forças armadas e responde diretamente para o Presidente Putin.

A Força Policial Popular Armada chinesa (Polícia Armada Popular, PAP) é uma força paramilitar criada em 19 de junho de 1982, contando hoje 32 contingentes no Corpo de Guarda Interna PAP, 2 contingentes no Corpo Móvel PAP e 1 contingente no Corpo de Guarda Costeira PAP. Com 1,5 milhão de homens, a PAP é parte das forças armadas e mobilizável como reforço em caso de guerra.


A força Barkhane exterminou um "grupo de combate completo" da Katiba Macina


Por Laurent Lagneau, Zone Militaire Opex360, 23 de janeiro de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 23 de janeiro de 2020.

Em 21 de dezembro, a força francesa Barkhane havia conduzido uma operação de oportunidade no setor florestal de Ouagadou, 150 km ao norte de Mopti [centro do Mali] contra um grupo terrorista armado [GAT] provavelmente pertencente à Katiba Macina , liderada pelo pregador jihadista Amadou Kouffa.

E em intensos combates que duraram até o amanhecer, a Barkhane colocou fora de combate 33 jihadistas. Mas as coisas não pararam por aí, uma vez que os comandos franceses foram novamente colocados em ação algumas horas depois. O apoio aéreo de uma patrulha Mirage 2000D e um drone MQ-9 Reaper armado neutralizaram outros 7 jihadistas.

No entanto, o resultado dessas lutas não desencorajou a Katiba Macina. Em 9 de janeiro, na mesma região, durante uma nova operação de comandos da Barkhane, apoiada por helicópteros de ataque Tigre e Gazelle, 9 outros terroristas foram "neutralizados", incluindo três por um ataque de um MQ-9 Reaper.

No dia seguinte, e o Estado-Maior das Forças Armadas [EMA] anunciou apenas em 23 de janeiro, uma nova operação de comandos da Barkhane tornou possível colocar três outros terroristas fora de combate, incluindo um "quadro logístico".

Mas mesmo que a região dita das "três fronteiras" [ou seja, Liptako Gourma] deve ser objeto de uma intensificação das operações militares, a de Mopti, "sujeita a atos de predação pela Katiba Macina", não escapa à vigilância da Barkhane.

Dessa forma, entre 14 e 15 de janeiro, a Barkhane mais uma vez interveio, através de uma operação helitransportada realizada ao sul de Mopti, com comandos e helicópteros de ataque. Segundo o EMA, a luta foi "amarga", a ponto de ser necessário um ataque aéreo [realizado pelo Mirage 2000D ou por um drone Reaper].

E os resultados são claros: um grupo de combate da Katiba Macina foi exterminado, ou seja, cerca de trinta jihadistas foram colocados fora de combate. "Uma vintena de motocicletas foram destruídas e uma grande quantidade de equipamentos telefônicos foi apreendida", acrescentou o EMA.

"A prioridade de Barkhane consiste em reduzir o EIGS na zona das três fronteiras [Mali-Burkina-Níger], sem excluir ações em outras partes do território", comentou o Coronel Frédéric Barbry, o porta-voz do EMA, durante a coletiva de imprensa semanal deste  23 de janeiro.

Além disso, e alinhando-se às observações que o General Lecointre, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas [CEMA], ainda se lembrava recentemente, não há dúvida para o EMA sobre dar o total dos terroristas " neutralizados” pela Barkhane. "O indicador de sucesso não é o número de jihadistas mortos, mas a quantidade de população que não está ou não está mais sob o controle desses grupos", explicou o Coronel Barbry. Mas isso é provavelmente esquecer que, na "guerra de percepções", esse tipo de informação é algo a ser levado em consideração na opinião pública local.

sábado, 30 de novembro de 2019

Encantada com a frota, marinha indiana limpa convés para mais 6 P-8Is

Boeing P-8I 
Foto: Daniel Gorun
Shiv Aroor Nov 28 2019 7:17 pm.
Tradução Sérgio Santana.

Dada a profundidade da satisfação da Marinha indiana com a frota, era apenas uma questão de tempo. O argumento da Marinha Indiana para mais dessas aeronaves tem sido forte demais para atrasar ainda mais. E é por isso que o Ministério da Defesa indiano hoje liberou decks para a Marinha indiana adquirir seis aeronaves Boeing P-8I adicionais de vigilância marítima e anti-submarino. Com oito já em serviço e quatro encomendados em 2016, a nova aquisição iminente dará à Marinha da Índia uma frota de 18 aeronaves. As quatro aeronaves adicionais já encomendadas serão entregues em 2020-21.

O P-8I, armado com Harpoon, habilmente se encaixou nas vastas responsabilidades da Marinha Indiana na região, encontrando-se distribuído em missões, desde o rastreamento de submarinos chineses no Oceano Índico até a assistência na caça ao avião desaparecido MH370 , resposta a desastres e, crucialmente, a busca por aviões militares perdidos no nordeste da Índia, notoriamente difícil. Um par dessas aeronaves foi particularmente útil para acompanhar os movimentos chineses durante o impasse militar de Doklam entre a Índia e a China em 2017 e ficou de olho no Dakota DC-3 da Força Aérea Indiana, quando foi pilotado no ano passado. O rastreamento de submarinos nucleares chineses no sul do Oceano Índico (teremos um relatório mais detalhado sobre isso em breve) é uma das principais razões pelas quais a Marinha indiana insistiu em uma frota maior de P-8Is. Diz-se que a aeronave teve um bom desempenho em missões de rastreamento em 2017-18.

Os P-8Is indianos também tem regularmente praticado exercícios. Recentemente, voou para o Catar para o exercício Roar Of The Seas, o primeiro exercício naval entre os dois países:

No momento, a Marinha indiana procurar expandir as operações do P-8I além da atual base da frota em Arakkonam, em Tamil Nadu.

"O próximo passo é desenvolver instalações de manutenção para a frota nas Ilhas Andaman e Goa, para dar à Marinha da Índia flexibilidade para implantar essas aeronaves onde são mais necessárias", diz o capitão da reserva Dalip Kumar Sharma, ex-porta-voz da Marinha indiana e que liderou os assuntos públicos do serviço durante grande parte da entrada dos P-8Is no serviço indiano. Ele indica que as entregas escalonadas do P-8I foram solicitadas pela Marinha da Índia para permitir uma infraestrutura de suporte adicional para o P-8I nas estações aéreas além de Arakkonam.

As instalações de manutenção primária e secundária surgirão na estação aérea de Port Blair, seguidas por uma infraestrutura de suporte limitada na estação aérea INS Hansa em Goa, onde a Marinha da Índia opera sua frota de aeronaves de vigilância marítima Il-38SD. Os P-8 substituíram os antigos Tu-142 soviéticos da Marinha Indiana, que foram aposentados no ano passado. Entende-se que a infraestrutura do P-8I em Goa terá uma provável instalação de manutenção limitada.

A Boeing começou a entregar P-8Is para a Marinha da Índia em maio de 2013. O contrato de aeronaves foi assinado muito antes da Índia e dos Estados Unidos terem assinado o COMCASA, uma versão específica para a Índia do CISMOA (Memorando de Acordo de Interoperabilidade e Segurança das Comunicações) que facilitou o exportação de tecnologias avançadas / sensíveis. Como resultado, o P-8I da Marinha Indiana veio sem o kit certo na versão da Marinha dos EUA. Eles foram compensados com sistemas desenvolvidos na Índia, provenientes de empresas de defesa indianas, um excelente exemplo inicial do setor privado indiano que atende a necessidades específicas de alta tecnologia no espaço de defesa e algo que abriria caminho para muitos trabalhos atuais.

Como a versão da Marinha dos EUA, o P-8I da Marinha da Índia ostenta o Raytheon AN / APY-10 como seu principal radar marítimo. A versão indiana, no entanto, também vem equipada com um radar de popa, o Telephonics APS-143 OceanEye e o detector de anomalia magnética CAE AN / ASQ 508A (MAD). A Livefist descobriu que a Marinha da Índia está pesando com a Boeing um plano de logística e manutenção vinculado ao desempenho com a Boeing para a frota de P-8I, como o que a Força Aérea Indiana possui com sua frota de 11 Globemasters C-17.

Não está claro se a Marinha indiana procurará mais de 18 P-8Is. A marinha contemplou uma capacidade de vigilância marítima de médio alcance (MRMR) e até lançou uma concorrência convidando licitações para aeronaves mais modestas para reconhecimento tático / costeiro. A concorrência anterior viu a Boeing propor um P-8I 'Lite', desprovido de certos sensores e tecnologia avançados. As coisas mudaram desde então, com a Marinha Indiana colocando essas missões principalmente em sua frota de Dornier Do-228, com uma porta provisoriamente aberta para a proposta de aeronaves marítimas multi-missão baseada em C295, sendo desenvolvida pela DRDO da Índia.