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quarta-feira, 2 de março de 2022

A Marinha de Hitler: A Kriegsmarine na Segunda Guerra Mundial

O cruzador de batalha Scharnhorst.

Por Jerry Lenaburg, New York Journal of Books, 5 de fevereiro de 2022.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 2 de março de 2022.

Continuando sua série sobre as principais marinhas da Segunda Guerra Mundial, o novo volume da Osprey Publishing fornece uma referência abrangente para a Kriegsmarine alemã - as principais operações, ordem de batalha, especificações de navios de guerra e submarinos e outros detalhes sobre as forças navais do Terceiro Reich.

A Marinha Alemã começou a guerra lamentavelmente despreparada e com pouca força para enfrentar as principais forças marítimas da Inglaterra e da França. Embora a Marinha fosse altamente profissional com oficiais e marinheiros bem treinados, a desejada construção naval do alto comando da Marinha, particularmente a construção de U-boats que se tornaria o principal ramo de combate, estava longe de ser concluída em setembro de 1939.

Como observa o autor, a Marinha alemã desempenhou pouco papel nos planos de guerra de Hitler e quase não teve impacto em nenhuma das grandes campanhas do teatro europeu, exceto a invasão norueguesa em abril de 1940. Embora a Marinha tenha desempenhado um papel fundamental no transporte das tropas que capturariam a maioria dos principais portos e aeródromos da Noruega, pegando a Marinha Real estrategicamente desprevenida e permitindo reforços significativos por via aérea, as pesadas perdas impostas pelos defensores noruegueses e as batalhas com a Marinha Real dizimaram a frota de superfície alemã e garantiram que nunca tentaria uma grande operação de frota pelo restante da guerra.


Embora os alemães tenham lutado várias ações navais de superfície notáveis, incluindo as missões do encouraçado Bismarck e do cruzador de batalha Scharnhorst para realizar ataques comerciais, o poder esmagador da Marinha Real, posteriormente complementado pela Marinha dos EUA, acabou devastando até mesmo o poderoso ramo U-boat para dar aos Aliados o domínio indiscutível do Oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo. Enquanto os U-boats infligiram pesadas perdas aos navios mercantes aliados, a capacidade industrial dos estaleiros americanos, combinada com novas táticas e armas, garantiu que a linha vital entre o Novo e o Velho Mundos permanecesse aberta para a guerra.

O autor fornece uma quantidade incrível de detalhes sobre toda a ordem de batalha da Marinha Alemã, desde os famosos navios de guerra e cruzadores de batalha até as inúmeras classes de submarinos que introduziram tecnologias avançadas que seriam testadas e incorporadas em muitas marinhas aliadas após a guerra. As ações de embarcações costeiras alemãs, como torpedeiros, canhoneiras e caça-minas, também são abordadas, proporcionando ao estudante de história naval uma visão muito ampla dos navios e armas usadas pela Kriegsmarine. As ilustrações e três representações de vista das várias classes de navios e submarinos são muito bem feitas, e as especificações detalhadas para cada classe de embarcação definitivamente farão desta a referência padrão para a ordem de batalha da Kriegsmarine.


Autor:
Gordon Williamson
Data de lançamento:
1º de fevereiro de 2022
Editora:
Osprey Publishing
Páginas:
256

Sobre o autor:

Jerry D. Lenaburg é Gerente de Projetos e Analista Militar com 30 anos de experiência no governo e na indústria. Formado em 1987 pela Academia Naval dos EUA, serviu como Oficial de Voo Naval de 1987 a 1998 e publicou no Journal of Military History.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Lançamento do novo submarino japonês Hakugei


A Kawasaki Heavy Industries bateu a quilha do submarino Hakugei S514, no Estaleiro de Kobe, em 14 de outubro de 2021. O S514 trata-se da segunda unidade da classe Taigei de submarinos diesel-elétricos (SSK) de ponta destinados à Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF).

O submarino Hakugei tem um comprimento de 84,0 m, uma quilha de 9,1m e um calado de 10,4m; com um deslocamento de 3.000 toneladas. Este novo submarino é movido por propulsão diesel-elétrica usando baterias de íon-lítio, como é o caso com o décimo primeiro e o décimo segundo submarinos da classe Sōryū (Ōryū e Tōryū). O armamento consiste em seis tubos de torpedo HU-606 de 21 pol. (533mm) capazes de lançar torpedos Tipo 89 e mísseis anti-navio Harpoon.

A classe Taigei (29SS) é a sucessora dos submarinos da classe Sōryū. O projeto do submarino da classe Taigei é muito semelhante ao do submarino da classe Sōryū, mas será 100 toneladas mais pesado do que seu antecessor.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Disputa dos submarinos: a França tem "todo o direito de ficar com raiva", diz o ex-primeiro-ministro australiano


Por Marc Perelman, The Interview/France 24, 22 de setembro de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 22 de setembro de 2021.

O ex-primeiro-ministro australiano Kevin Rudd classificou a atual disputa de submarinos com a França como um "desastre de política externa e segurança nacional" para seu país. Rudd disse ao FRANCE 24 que a França tinha "todo o direito de ficar com raiva" com a perda repentina de um contrato de submarino multibilionário com a Austrália, depois que Canberra optou por comprar submarinos nucleares dos Estados Unidos. Ele também pediu uma investigação parlamentar sobre a decisão do primeiro-ministro Scott Morrison.

O ex-premier australiano Kevin Rudd rejeitou o argumento do primeiro-ministro Scott Morrison de que uma mudança para a aliança AUKUS (Australia-UK-US/Austrália-Reino Unido-EUA) atenderia aos interesses de segurança nacional da Austrália, principalmente a crescente ameaça da China. Rudd disse que quando estava no poder há uma década, a ameaça da China já era uma grande prioridade e a principal razão por trás do acordo inicial de submarinos com a França. Rudd disse que a França tem "todo o direito de ficar com raiva" com o acordo cancelado, expressando preocupação de que a crise diplomática tenha efeitos duradouros e prejudiciais sobre o relacionamento bilateral.

Rudd disse ao FRANCE 24 que o governo australiano deveria ter notificado o governo francês e a empresa francesa que construiu os submarinos sobre suas intenções de trocar os submarinos movidos a diesel por submarinos nucleares. Ele acrescentou que, em vez de simplesmente escolher a oferta americana, Canberra deveria ter deixado a França concorrer em uma nova licitação. Além disso, afirmou que a decisão atrasaria a entrega dos submarinos e deixaria seu país “nu” durante a década de 2030.

Finalmente, Rudd pediu uma investigação parlamentar sobre a decisão, enfatizando que os contribuintes australianos precisam saber exatamente como a decisão se desenrolou e quanto ela vai custar-lhes.

O caso dos submarinos: "Macron fez bem em agir com firmeza", defende Sarkozy


Por Wally Bordas, Le Figaro, 22 de setembro de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 22 de setembro de 2021.

O ex-Presidente da República considera que o incumprimento deste contrato internacional de mais de 56 bilhões de euros "não é admissível".

A quebra do "contrato do século" não foi digerida. Após as inúmeras reações de toda a classe política, após o torpedeamento da venda de submarinos franceses para a Austrália, é a vez de Nicolas Sarkozy se manifestar. “Acho que o presidente Macron teve razão em reagir com firmeza”, determinou o ex-presidente da República, poucos minutos antes da sessão de autógrafos de seu novo livro Promenades (Ed. Herscher), em Neuilly-sur-Seine.

“Entre aliados, isso não se faz. (...) Quando se é amigo, dá-se direitos e cria-se deveres, e agir assim não é inadmissível. Teremos que tirar as consequências”, acrescentou Nicolas Sarkozy.

“Macron estava certo em agir com firmeza”, disse Nicolas Sarkozy.

"Era uma mentira"

Durante vários dias, o cancelamento deste megacontrato esteve no centro das notícias. A França acusa os Estados Unidos de ter concluído uma nova aliança pelas suas costas, que fará com que a Austrália se equipe com submarinos americanos, o que afunda uma encomenda gigantesca de mais de 56 bilhões de euros feita pelos australianos aos franceses há alguns anos.

Jean-Yves Le Drian, ministro das Relações Exteriores, falou de uma "grave crise" entre os Estados Unidos, Austrália e França. O chefe da diplomacia anunciou a retirada dos embaixadores franceses em Canberra e Washington. Um primeiro “ato simbólico” na história das relações entre Paris e Washington.

“Chamamos de volta os nossos embaixadores para tentar compreender e mostrar aos nossos antigos países parceiros que temos uma insatisfação muito forte, que existe realmente uma grave crise entre nós”, explicou. E para acrescentar: "Houve uma mentira, houve duplicidade, houve uma grande quebra de confiança, houve desacato, então as coisas não vão bem entre nós".

O governo australiano defendeu-se, afirmando que a França tinha sido avisada "na primeira oportunidade possível, antes que o assunto se tornasse público". Por sua vez, os Estados Unidos indicaram que desejam continuar a trabalhar "em estreita colaboração com a França na zona do Indo-Pacífico". O presidente Joe Biden e Emmanuel Macron também concordaram em uma entrevista por telefone, incluindo "impaciente" para se encontrar com o presidente da República Francesa.

domingo, 14 de junho de 2020

U-209. Da Alemanha para o mundo!


FICHA TÉCNICA (U-209/1400 Classe Tupi da marinha brasileira)
Tipo: Submarino diesel elétrico.
Data de comissionamento: 1989.
Comprimento: 61,2 m.
Boca: 6,2 m.
Calado: 5,5 m.
Deslocamento: 1440 tons.
Velocidade máxima: 22,5 nós (41,6 km/h) submerso
Profundidade: 500 metros.
Armamento: 8 tubos de torpedos de 533 mm MK 48 MOD 6AT ADCAP (14 torpedos), Ou minas navais. Os submarinos U-209 estrangeiros receberam torpedos Mk 24 Tigerfish e o DM2A4 Seehecht também, como alternativa ao MK-48.
Tripulação: 36 homens.
Propulsão: 4 motores a diesel MTU 12V 493 totalizando 5000 shp e um motor elétrico Siemens com 3,38 MW.

DESCRIÇÃO
Por Anderson Barros e Carlos Junior.
No início dos anos 1960, muitas marinhas começaram a sentir necessidade de substituir suas frotas de submarinos, a maioria oriundos da Segunda Guerra Mundial, como os submarinos americanos GUPPY convertidos em 1947-1951 (GUPPY é um nome criado pela USN para designar uma série de submarinos que foram modernizados após a II Guerra Mundial. GUPPY significa “Greater Underwater Propulsion Power Program” dentre os navios designados para a modernização estavam submarinos das classes Gato, Balão e Tench.). Durante este tempo, poucos projetos de submarinos ocidentais estavam disponíveis para a exportação, pois a maioria era grande, caro e projetados, sobretudo para a Guerra Fria. A maioria desses projetos era construído especificamente para as nações que os projetaram não sendo liberados para exportação, como era o caso dos franceses classe Daphne, ingleses classe Oberon, e os soviéticos classe Foxtrot. 
Posteriormente esses modelos foram liberados para exportação como o classe Oberon que chegou a ser adquirido pela Marinha do Brasil (S-20 Humaitá, S-21 Tonelero e S-22 Riachuelo). Porém esses modelos começavam a ficar defasados necessitando de  modernizações para melhorar suas capacidades de combate. No final da década de 60 a  Alemanha começava a encerrar a produção dos submarinos U- 205, 206 e 207 . Nesse mesmo período a Alemanha foi autorizada a elevar o limite de tonelagem permitida para seus submarinos para 1000 toneladas abriu a possibilidade de um mercado maior de exportações. Os estaleiros alemães, baseados em sua excepcional experiência na construção de submarinos, iniciaram um projeto para uma nova geração de submarinos visando principalmente o mercado de exportação,  pois muitas marinhas de diversos países estavam à procura de submarinos de propulsão convencional, com equipamentos eletrônicos modernos e que exigissem um mínimo de tripulantes altamente qualificados e com preço de aquisição e operação razoáveis. Nasceu então o U-209, que possuía exatamente essas qualidades.  Projetados para patrulhas de até 50 dias, armados com 8 tubos de torpedos de 533 mm, e equipados com sistemas eletrônicos modernos, o U-209  são baseados nos U- 206, porém possui maiores dimensões sendo projetado para operar em oceanos com capacidade de navegar por grandes distancias.
Os antigos submarinos GUPPY, como o USS Trumpetfish, rebatizado de Goias na marinha do Brasil em 1973, foram um dos exemplos de submarinos pós segunda guerra que foram substituídos pela nova classe de submarinos U-209.

CASCO
O casco é totalmente liso, com hidroplanos retráteis montados na parte baixa da proa, controles de profundidade em cruz na popa.
Visando sua operação em ambientes como América do Sul, Caribe e Sudeste Asiático, tornou-se necessário o desenvolvimento de sistemas de ar condicionado adequados para a tripulação e equipamentos eletrônicos, vulneráveis a ambientes úmidos e quentes. Dependendo dos requisitos específicos do cliente, o tamanho dos submarinos aumentou a partir do deslocamento original de 1000 t, e em alguns casos, em mais de 50%. O aumento das dimensões foram necessários para acomodar alojamento da tripulação, mais equipamentos eletrônicos assim como o aumento na profundidade e no alcance operacional. A capacidade das baterias foi melhorada em baixo e alto consumo, resultando em velocidade máxima maior, apesar do aumento das dimensões e deslocamento, o que demonstra a eficiência hidrodinâmica do casco. O cuidadoso desenho do casco e o poderoso motor elétrico permitem uma arrancada de 23 nós sob a água (43 km/h), bem maior que os submarinos convencionais em serviço na época.
O primeiro submarino da classe U-209 a entrar em serviço foi o S-31 ARA Salta na marinha argentina em 1973. 

ARMAMENTO
Os U-209 são armados com  8 tubos de torpedos pesados de 533 mm  habilitados a lançar torpedos Ingleses Mk 24 Tigerfish,  Alemão DM2A4 Seehecht, e os  americanos MK 48. Os U-209 utilizados pela Grécia, Coréia do Sul e Turquia possuem os tubos compatíveis com mísseis anti-navio  Sub-Harpoon. Ao todo são transportados 14 torpedos, ou um mix entre torpedos e mísseis ou até 30 minas, em caso de missão de minagem.
Deste angulo, podemos ver com facilidade 6 dos 8 tubos de torpedos de 533 mm posicionados na proa do submarino. 

PROPULSÃO
Cada variante do U-209 possui uma configuração diferente de motores. Vamos a elas::
U-209/1100: A propulsão do 1100 é composta por quatro motores MTU 12V 493 AZ80 de 2.400 HP, um motor elétrico Siemens com potencia de 3.38 MW com possuiu quatro alternadores Siemens de 1.7 MW. Esse sistema de propulsão pode levar o U-209/1100 a uma velocidade de 21.5 nós (38 km/h) quando submerso, tendo uma autonomia de 11.000 km a 11 nós.
U-209/1200: A propulsão do 1200 é composta por quatro motores MTU 12V  992 TB90 de 2.400 HP, um motor elétrico Siemens com potencia de 3.38 MW e possuiu quatro alternadores Siemens de 405 KW. Esse sistema de propulsão pode levar o U-209/1200 a uma velocidade de 22.5 nós (40 km/h) quando submerso. Tendo uma autonomia de 11.000 km a 8 nós.
U-209/1300: A propulsão do 1300 é composta por quatro motores MTU 12V 493 AZ80 GA 31L de 2.400 HP, um motor elétrico Siemens com potencia de 3.38 MW e possuiu quatro alternadores Siemens de 1.7 MW. Esse sistema de propulsão pode levar o U-209/1200 a uma velocidade de 22.5 nós (40 km/h) quando submerso. Tendo uma autonomia de 15.000 km a 8 nós.
U-209/1400: A propulsão do 1400 é composta por quatro motores MTU 12 v 493 AZ80 GA 31L de 2.400 HP, um motor elétrico Siemens com potencia de 3.38 MW e possuiu quatro alternadores Siemens de 1.7 MW. Esse sistema de propulsão pode levar o U-209/1200 a uma velocidade de 22.5 nós (40 km/h) quando submerso. Tendo uma autonomia de 15.000 km a 8 nós.
U-209/1500: A propulsão do 1500 é composta por quatro motores MTU 12 v 493 TY 60 de 2.400 HP, um motor elétrico Siemens com potencia de 3.38 MW e possuiu quatro alternadores AEG de 1.7 MW. Esse sistema de propulsão pode levar o U-209/1200 a uma velocidade de 22.5 nós (40 km/h) quando submerso. Tendo uma autonomia de 20.000 km a 11 nós.
O motor MTU 12V 493 alimentado com diesel carrega as baterias do U-209.

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
U-209/1100: São equipados com um sonar CSU 83/1 de busca ativa/passiva fornecido pela empresa Atlas Elektronik GmbH, montado em forma de um arco no casco do submarino; Sonar passivo de telemetria  Atlas Elektronik GmbH DSQS-21 montado no casco do navio. Além dos sonares, há um radar Thomson-CSF / Thales Calypso-II de busca de alvos de superfície e um sistema de gerenciamento de combate Unisys Kanaris (UYK-44).
U-209/1200: São equipados com um sonar Atlas Elektronik GmbH CSU-3 de busca ativa/passiva montado em forma de um arco no casco do submarino, um sonar passivo de telemetria Thomson-CSF / Thales DUUX-2 montado no casco do navio, e um radar Thomson-CSF / Thales Calypso-II de busca de alvos de superfície. O sistema de identificação de alvos Thales Nederland M8-Digital foi instalado nessa versão.
U-209/1300: São equipados com um sonar CSU 3 de busca ativa/passiva fornecido pela empresa Atlas Elektronik GmbH, montado em forma de um arco no casco do submarino, sonar passivo de telemetria Atlas Elektronik GmbH PRS-3 montado no casco do navio. Além do sonar, há um radar Thomson-CSF / Thales Calypso-II de busca de alvos de superfície. O sistema de gerenciamento de combate Unisys Kanaris (UYK-44).
U-209/1400: São equipados com um sonar Atlas Elektronik GmbH CSU 83/1 de busca ativa/passiva montado em forma de um arco no casco do submarino, sonar Thomson-CSF / Thales DUUX-2 sonar passivo de telemetria montado no casco do navio. Além do sonar, há um radar TERMA Scanter de busca de alvos de superfície. O sistema de gerenciamento de combate é o Unisys Kanaris (UYK-44).
U-209/1500: São equipados com um sonar CSU 83/1 de busca ativa/passiva fornecido pela empresa Atlas Elektronik GmbH, montado em forma de um arco no casco do submarino, sonar passivo de telemetria Thomson-CSF / Thales DUUX-5 montado no casco do navio. Além do sonar, há um radar Thomson-CSF / Thales Calypso-III de busca de alvos de superfície. O sistema de gerenciamento de combate instalado é o mesmo Unisys Kanaris (UYK-44) da versão anterior.
Submarino U-209

EXPORTAÇÕES
O submarino U-209 é um dos mais bem sucedidos projetos deste tipo de todos os tempos. Ao todo 62 submarinos foram adquiridos por 13 países sendo eles:
ÁFRICA DO SUL: A Marinha Sul Africana opera três submarinos U-209/1400 construídos pela Howaldtswerke-Deutche Werft (HDW) e Thyssen Nordseewerke (agrupados agora como ThyssenKrupp Marine Systems AG). Os submarinos substituíram os três submarinos da classe “Daphné”, de construção francesa. São os mais novos submarinos U-209 em operação no mundo e são muito semelhantes ao Tikuna brasileiro. O primeiro submarino, SAS Manthatisi (S101), foi construído pela HDW em Kiel, sendo comissionado em 2005. O segundo e terceiro submarinos foram construídos pela Thyssen Nordseewerke, em Emden. O SAS Charlotte Maxeke (S102) foi comissionado em 2007. O terceiro submarino, SAS Queen Modjadji (S103), foi comissionado em 2008. Os submarinos foram batizados com nomes de poderosas mulheres sul-africanas. O SAS Manthatisi é em homenagem a uma guerreira da tribo Batlokwa. O SAS Charlotte Maxeke, a uma ativista política que fez campanha pela igualdade no início do século 20. E o SAS Modjadji Queen, homenageia uma rainha.
ARGENTINA: Adquiriu dois exemplares do U-209/1100 denominado na Argentina como classe Salta (S-31 SALTA, S-32 SAN LUIS) construídos nos estaleiros da HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft comissionados em 1974. O S-31 SALTA foi submetido à modernização de meia-vida nos períodos 1988-95 e 2004-2005. S-32 San Luis foi retirado de serviço em 1997. Recentemente a Armada Argentina, confirmou que existem estudos para recuperar o submarino ARA San Luis (S-32) e colocá-lo novamente em atividade. Atualmente os estudos estão sendo realizados pela própria armada, na qual esta selecionando os componentes a serem reparados e que serão eventualmente atualizados. O casco em especial receberá uma inspeção detalhada, pois o mesmo foi afetado por um acidente que resultou em um derrame de ácido proveniente das baterias. Todo o processo está a cargo do Astillero Ministro Domeq García.
BRASIL: A Marinha do Brasil vem utilizando, desde o fim da segunda guerra mundial, submarinos de origem americana da classe Guppy. Nos anos 70, incorporou três submarinos britânicos da classe Oberon, deslocando 2400 toneladas. Após trinta anos de dependência de embarcações usadas, o Brasil lançou seu projeto para a construção nacional de submarinos no Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM) de 1979. Foi selecionada, entre as diversas propostas, a do submarino alemão U-209, sucesso de exportações. O primeiro submarino S-30 Tupi foi construído na Alemanha no estaleiro HDW, acompanhado por técnicos brasileiros. O Arsenal de Marinha recebeu uma série de adaptações entre elas a construção de um novo pavilhão construído especificamente para este fim, o de montar os novos submarinos, reestruturação de outras oficinas e a construção de um dique flutuante para montagem final. O casco resistente foi fabricado pela Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP) e transportado por via marítima para o Arsenal. As três unidades restantes da Classe Tupi, o S-31 Tamoio, S-32 Timbira, S-33 Tapajó   foram construídas no Rio de Janeiro pelo Arsenal de Marinha. Também foi construído no Arsenal de Marinha uma quinta unidade do U-209 o S-34 Tikuna embora baseado na classe Tupi, o Tikuna é aqui considerado um submarino diferente do seu antecessor. Entre as principais características estão os motores muito mais potentes, baterias de alta capacidade, capacidade para disparar mísseis anti-navio (embora a marinha de Brasil não utilize, no momento, este tipo de armamento lançado de submarinos), a autonomia foi aumentada, e toda a parte eletrônica foi modificada com novos sensores muito mais sofisticados que no modelo anterior. Existia planos para a construção de um segundo submarino da Classe Tikuna o S-35 Tapuia, porém foi cancelado por falta de recursos.
CHILE: Em 1980, a Marinha Chilena encomendou dois submarinos U-209/1300 ao estaleiro alemão HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft. No Chile o Tipo-209 foi rebatizado como Classe Thomson recebendo os nomes Thomson (20) e Simpson (21) entrando em serviço em 1984. Em 1991 foram submetidos a uma extensiva modernização num programa destinado a melhorar as qualidades de navegação do navio. Recentemente os U-209 Chilenos passaram por uma modernização com o objetivo de colocá-los em igualdade tecnológica com os novos submarinos franceses do tipo Scorpéne, adquiridos pela marinha chilena. Entre as alterações efetuadas estão à modificação dos tubos de torpedos para possibilitar a utilização de torpedos italianos do tipo Blackshark e permitir que os submarinos chilenos utilizem mísseis anti-navio. Essa modernização também englobou a troca do sonar CSU-3 pelo CSU-90 fabricado pela Atlas Elektronik GmbH e a integração de SUBTICS e sistema de gestão de combate. Porém em Fevereiro de 2010 um violento terremoto abalou boa parte do país, seguido de um Tsunami, que afetou seriamente as instalações da Base Naval de Talcahuano, a principal base daquele país, e o estaleiro ASMAR, onde duas unidades do U-209 estavam em reparos. Dois submarinos que estavam no dique seco o Simpson (21) da Armada Chilena e o S-11 Shyri (U-209/1300) da Marinha do Equador estavam recebendo modernizações foram avariados e ambos podem ter recebido sérios danos.
COLÔMBIA: Os dois submarinos U-209/1100 denominados na Colômbia como classe Pijao, foram os primeiros submarinos operados pela marinha colombiana, na qual não tinha qualquer tradição na operação de submarinos. Os dois submarinos SS-28 Pijao e SS-29 Tayrona foram construídos na Alemanha pelos estaleiros HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft sendoIncorporados em 1975. No final de década de 1980 sofreram modificações na Alemanha e em 2000 voltaram a efetuar modernizações pontuais, levadas a cabo pela própria marinha da Colômbia. Embora se trate de unidades relativamente antigas, existem planos para continuar a utiliza-los e para isso a empresa alemã Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW), do grupo ThyssenKrupp Marine Systems AG, e a empresa britânica Marine Force International LLP (MFI) foram contratadas pela Colômbia para a modernização desses dois submarinos. Os trabalhos ocorrerão nos estaleiros públicos de COTEMAR (Corporación de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo de la Industria Naval, Marítima y Fluvial).
CORÉIA DO SUL: A Marinha  Sul coreana é o segundo maior usuário do U-209 no mundo e conta com uma força de nove submarinos U-209/1200 além de ter adquirido a licença pra produzir o submarino localmente e exportá-lo. O primeiro submarino foi construído em Junho de 1992 pela HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft em Kiel, na Alemanha. Os outros exemplares foram construídos pelo estaleiro sul-coreano Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME) a partir da transferência de tecnologia com material vindo da Alemanha. Na Coréia do Sul os submarinos são designados como classe Chang Bogo  nos quais entraram em serviço a partir de 1993. O segundo exemplar, o SS-062 Lee Chun, foi comissionado em 1994, os SS-063 Choi Museon, SS-065 Parque Wi, SS-066 Lee Jongmu comissionados em 1996, o SS-067 Jeong foi comissionado em 1998, os SS-068 Lee Sunsin, SS-069 Na Daeyong foram comissionados em 2000 e o SS-071 Lee Eokgi comissionado em 2001. Recentemente a Coreia do Sul desbancou a TKMS alemã e a DCNS francesa e foi selecionada  como uma das finalista ao lado da Rússia (que está oferecendo o classe “Kilo”). Para o fornecimento de submarinos para a Indonésia, num negócio de US$ 1 bilhão, para duas unidades.
EQUADOR: A Marinha do Equador possui dois exemplares do U-209/1300 conhecidos como classe Shyri, sendo o S-101 Shyri e S-102 Huancavilca todos construídos pelos estaleiros alemães HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft em Kiel e comissionado entre novembro de 1977 e março de 1978, respectivamente. Os submarinos passaram por uma importante atualização na Alemanha  em 1983 o  primeiro foi o S-101 Shyri  sendo seguido pelo S-102 Huancavilca no ano seguinte. No período de 1994-1996 passaram por uma nova modernização feita pela própria Marinha do Equador. Em 2003 o S-101 Shyri  ficou seriamente avariado após sofrer um incêndio enquanto estava atracado em sua  base naval em Guayaquil sendo posteriormente reparado e voltando ao serviço em 2005. Em 2008 o Chile venceu uma licitação internacional, avaliada em 120 milhões de dólares para modernizar os submarinos da Marinha do Equador. O estaleiro Asmar localizado na Base Naval chilena de Talcahuano iniciou os trabalhos para a modernização do submarino Shyri (SS-101) da Marinha do Equador. A modernização também se estenderá para o Huancavilca (SS-102). O Shyri ficou danificado após ser atingido por um Tsunami que afetou seriamente as instalações do estaleiro Asmar. Recentemente os trabalhos foram reiniciados devendo ser entregue em maio de 2011 e o término dos trabalhos no Huancavilca está previsto para 2012.
GRÉCIA: A Grécia foi o primeiro usuário dos submarinos U-209 adquirindo quatro unidades do modelo U-209/1100, os quais foram entregues no inicio dos anos 70 todos fabricados pela HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft em Kiel na Alemanha. Na Grécia o U-209 é conhecidos como classe Glavkos e o exemplar inicial foi batizado de S-110 Glavkos comissionado em 1971. Os outros 3 exemplares são os S-111 Nireus, S-112 Tritão, S-113 Proteu. Todos comissionados em 1972. Embora relativamente pequenos os Tipo-209 gregos eram extremamente versáteis e capazes para a época, além de muito silenciosos. Em Maio de 1989, a marinha grega assinou um contrato de modernização para os seus quatro submarinos U-209-1100. O contrato permitiu a modernização dos navios para um padrão mais elevado. A modernização incluiu um sonar lateral, capacidade para lançar mísseis Sub-Harpoon, novo sistema de navegação Sperry Mk.29 e novo sistema de controle de tiro da Unisys.  Posteriormente a Marinha grega adquiriu mais quatro exemplares do modelo Tipo-209/1200 denominados classe Poseidon S-116, Amfitriti S-117, Okeanos S-118, Pontos S-119, todos construídos também pela HDW - e comissionados em 1979. Assim como os submarinos  da classe Glavkos, os Poseidon também foram submetido a um programa de modernização chamado de Netuno II. Essa modernização foi mais abrangente que a dos Glavkos. A principal diferença consiste na incorporação do sistema de produção de oxigênio independente, (AIP), que permite ai submarino permanecer por muito mais tempo submerso. Esse oxigênio é usado para permitir a combustão nos motores a diesel dos submarinos convencionais. Com o sistema AIP, o submarino pode navegar submerso, e gerar o seu oxigênio independentemente da superfície, tornando o mais furtivo e eficaz. Para acomodar o novo sistema de propulsão os Poseidon tiveram uma secção de 6,5 metros, acrescentada o que fez com que os submarinos fiquem com as dimensões idênticas aos U-209-1400 (61,4 metros). Além do sistema AIP, os Poseidon receberam  um novo sistema de combate e equipamentos eletrônicos mais modernos, o que os transformaram em navios compatíveis eletronicamente com os submarinos U-214 (classe Papanikolis) também adquiridos pela marinha grega.
ÍNDIA: A marinha Indiana possui quatro exemplares da versão U-209/1500. Resultado das negociações entre as autoridades alemãs e indianas, que permitiram a construção de dois submarinos nos estaleiros alemães da HDW e de mais dois nos estaleiros de Mazagon em Bombaim com transferência de tecnologia. Os dois primeiros exemplares S-44 Shishumare S-45 Shankush foram construídos na Alemanha pelos estaleiros HDW e foram comissionados em 1986. As outras duas unidades foram construídas pelo Mazagon Dock Limited (MDL) a partir de transferência de tecnologia. A construção das duas últimas unidades sofreu atrasos por causa de problemas relacionados com a transferência de tecnologia e por causa das dificuldades na instalação da célula de escape. Os submarinos S-46 Shalki e S-47 Shankul foram comissionado em 1992 e 1994 respectivamente. Um acordo para a construção de mais  dois submarinos foi cancelada após testes nucleares realizados pela Índia em 1998.
INDONÉSIA: Adquiridos pela Indonésia em 1985, os dois submarinos alemães do U-209/1400 denominados localmente como classe Cakra 401 e 402 Nanggala substituíram os dois submarinos da classe Pasopati (classe Whiskey) ao serviço desde os anos 70, os quais estiveram inoperantes durante quase toda a sua vida útil. Depois da aquisição de dois submarinos que foram entregues em 1981, a Indonésia mostrou-se interessada na aquisição de mais unidades deste tipo, porém a crise da economia Indonésia levou ao cancelamento do projeto. O U-209 da Indonésia foram submetidos a um programa de revisão na Coreia do Sul pelo estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME) em 2004. A manutenção incluiu modernização e revisão de sistemas eletrônicos e manutenção do casco que se encontrava em péssimo estado. A Marinha da Indonésia esta estudando a compra de mais dois submarinos que eventualmente podem ser novas unidades do U-209 fabricados na Coréia do Sul que disputa ao lado da Rússia que está oferecendo o classe “Kilo” num negócio de US$ 1 bilhão, para duas unidades.
PERU: A Marinha Peruana possui uma frota de seis submarinos da Classe U-209, sendo duas unidades do modelo U-209/1100 e quatro do modelo U-209/1200. Os primeiros modelos encomendados foram o 209/1100 classe Islay  SS-35 Islay, SS-36 Arica construídos pela HDW e comissionados em 1975. Após quase uma década em serviço, essa classe foi enviada para Kiel na Alemanha, para um período de modernização/manutenção entre os anos de 1983 e 1984. Em 2008 os submarinos Classe Islay sofreram modificações realizadas pela própria marinha Peruana. Os modelos U-209/1200 foram todos construídos pelos estaleiros HDW, sendo denominada classe Angamos SS-31 (ex-Casma), SS-32 Antofagasta comissionados em 1980 e SS-33 Pisagua (ex Blume) comissionado em 1982. Durantes os testes realizados no Mar do Norte o SS-33 Pisagua colidiu com um navio da Marinha Soviética sofrendo danos que atrasou a sua entrega. SS-34 Chipana (ex-Pisagua) comissionado em 1983. Após as modernizações efetuadas em 1998 pelo Servicio Industrial de la Marina em Callao, os submarinos  tiverem seus nomes modificados para o padrão atual. Atualmente o governo do Peru está analisando a viabilidade de realizar serviços de manutenção e modernização de meia-vida dos seus submarinos classe 209 na Argentina.  Entendimentos entre o Peru e a Argentina oficializaram o estabelecimento de negociações e a formação de uma comissão técnica bi-nacional. Caso a proposta argentina seja aceita, os serviços ocorrerão no estaleiro estatal argentino CINAR (Complexo Industrial Naval Argentino).
TURQUIA: A Marinha da Turquia é o  maior operador do U-209 opera 14 submarinos U-209, sendo 6 U-209/1200 classe Atilay S-347 comissionado em 1976, S-348 Saldiray comissionado em 1977, S-349 Batiray comissionado em 1978, S-350 Yildiray comissionado em 1981, S-351 Doganay comissionado em 1984, S-352 Dolunay comissionado em 1989 estava previsto para essa classe a modernização de meia vida que entre outras modificações incluiria propulsão AIP e a troca dos sistemas eletrônicos porem essa modernização foi cancelada. Também foram adquiridos oito exemplares do U-209/1400 denominados classe Preveze S-353 comissionado em 1994, S-354 Sakarya comissionado em 1995, S-355 18 Mart comissionado em 1998, S-356 Anafartalar comissionado em 1999, Porém os submarinos recebidos a partir de 2003 foram denominados classe Gür S-357 comissionado em 2003, S-358 Canakkale  comissionado em 2005, S-359 Burakreis comissionado em 2006, e S-360 Birinci Inönü comissionado em 2007.
VENEZUELA: Adquiridos em meados dos anos 70, os dois submarinos do U-209 da Venezuela são do tipo 1200 e veio complementar a frota existente de três submarinos classe Guppy norte-americanos, permitindo à frota Venezuelana operar cinco submarinos. Os três submarinos de origem norte-americana foram sendo retirados de serviço, tendo ficado em serviço ativo apenas os dois submarinos alemães desta classe que na Venezuela receberam o nome de classe Sábalo S-31 e S-32 Caribe todos construídos pela HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft e comissionados em  1976-1977 respectivamente. Na década de 1990 os submarinos passaram por uma modernização na Alemanha efetuada pela própria HDW no qual  sofreu um aumento no comprimento do casco devido à adição de um novo domo para sonar similar ao modelo encontrado no modelo U-206. Existe a possibilidade que os submarinos da Classe Sábalo sejam substituídos por submarinos de procedência Russa provavelmente os Classe Kilo 636 porém também existe estudos para a compra de submarinos de outros procedências pelas autoridades da Venezuela. Com a substituição destes submarinos é provável que a Venezuela volte a ter uma frota de cinco submarinos.
Nessa foto vemos o submarino S-33 Tapajó, da classe Tupi, empregado na marinha Brasileira.

BATISMO DE FOGO
Durante a Guerra das Malvinas entre a Argentina e a Grã-Bretanha em 1982, o submarino U-209 San Luis da Armada Argentina, permaneceu 36 dias na área do conflito. A ameaça do submarino argentino obrigou os britânicos a montarem um enorme esforço anti-submarino para tentar neutralizá-lo, incluindo uma ponte-aérea com aviões anti-submarino Nimrod partindo da Ilha de Ascensão. Numerosos ataques foram feitos contra contatos falsos, com o lançamento por parte dos britânicos de um grande número de armas, o que levou ao esgotamento de seus estoques de torpedos anti-submarino. Mesmo assim, o San Luis sobreviveu e ainda conseguiu lançar ataques contra navios britânicos, sem, contudo obter êxito, devido a falhas nos torpedos.
A classe Type 209 ainda é, e certamente continuará a ser extremamente importante nos arsenais das marinhas que o adotaram devido ao bom desempenho geral desta classe e seu relativo baixo custo. Embora sejam embarcações simples, os Type 209 representam um poderoso fator de dissuasão devido a dificuldade em se detectar sua baixa assinatura acústica, e ainda, sua capacidade de infringir ataques com torpedos pesados ou, em alguns casos, de marinhas mais bem armadas, lançar mísseis anti navio. 


Para mais informações, visitem o site da Thyssenkrupp : www.thyssenkrupp-homesolutions.co.uk


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Face à China, o Vietnã busca cooperação


Um dos seis submarinos do tipo Kilo recebidos pelo Vietnã. (© D.R.)

Por Shang-Su Wu, Areion 24, 15 de outubro de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 7 de janeiro de 2020.

Se olharmos para o desenvolvimento das marinhas chinesa ou japonesa, o Vietnã parece mais discreto, enquanto consolida suas forças. Como esse impulso afetará o equilíbrio de força no Mar da China Meridional?

Wu Shang-Su: Em termos de realizações e potencial de crescimento, a marinha vietnamita não está no nível de suas contrapartes chinesas ou japonesas. No entanto, o aumento do poder naval de Hanói ainda pode ter um impacto, e de várias maneiras. Primeiro, o Vietnã pode enfrentar vários cenários, conflitos armados que variam de baixa a média intensidade ou até envolver um custo significativo para a China em alta intensidade. Segundo, apesar de suas tripulações relativamente inexperientes e de curta duração, seus seis submarinos semearão a incerteza durante as crises, complicando os cálculos estratégicos dos formuladores de políticas chineses. Terceiro, em um cenário de guerra total, o território vietnamita e a ilha chinesa de Hainan, base da sua Frota do Mar do Sul, equipada com submarinos de mísseis nucleares, estão ao alcance de ambas as partes. Isso pode variar de um conflito territorial a uma campanha estratégica. Finalmente, como a Marinha do Exército de Libertação Popular enfrenta mais inimigos do que sua contraparte vietnamita, qualquer perda ou grande dano, ou mesmo a localização de certas forças pelo Vietnã, afetará o equilíbrio das potências navais em outros teatros, incluindo o teatro sino-japonês no mar da China Oriental.


A difícil ascensão de força de Hanói

O Vietnã fez um balanço rápido da ascensão do poder naval de Pequim. O fato é que a atividade chinesa no Mar da China Meridional, em um contexto marcado por reivindicações vietnamitas, rapidamente levou a um primeiro incidente. Em 19 de janeiro de 1974, uma força sul-vietnamita tentou retomar a Ilha Duncan, nas Ilhas Paracel, na qual as forças chinesas colocaram bandeiras e perto da qual navios eram mantidos. Se o desembarque falhou a princípio, os navios vietnamitas abriram fogo contra as unidades chinesas - quatro desminadores e dois caçadores de submarinos - mas não conseguiram afundá-los. Pequenos e manobráveis, esses navios abrigaram-se entre as ilhas e ilhotas do arquipélago, fora da linha de visão dos navios vietnamitas, muitos dos quais com problemas de propulsão. O engajamento de 40 minutos terminou em uma vitória chinesa: uma corveta vietnamita foi afundada e as três fragatas foram danificadas. Depois de pedir ajuda sem sucesso, por ajuda americana, o Vietnã do Sul deplorou 53 mortos, 16 feridos e 43 prisioneiros, contra 18 mortos e 63 feridos chineses. No final da Guerra do Vietnã, as capacidades estavam centradas em barcos-patrulha e duas fragatas leves, com vistas ao combate costeiro e fluvial, mas Hanói conservou uma atitude hostil em relação às atividades de Pequim. No final da década de 1970, uma infantaria naval havia sido montada, mas sem poder de fogo para apoiá-la, era de pouca utilidade. Isso é demonstrado pelo incidente em Johnson South, uma ilhota no arquipélago de Spratly. Já em 1987, a China começou a ocupar vários deles. Em resposta, o Vietnã ocupou três ilhotas, o que levou a uma operação anfíbia chinesa, em 14 de março de 1988.

Apoiado por três fragatas, a marinha vietnamita obteve sucesso apenas parcialmente, tendo os chineses se retirado antes que as posições vietnamitas fossem atacadas pelo mar. Por fim, Hanói lamentou a perda de 64 soldados e dois navios.

Essas duas batalhas navais trouxeram lições para o Vietnã, especialmente no que diz respeito ao déficit de poder de fogo. Em 1990, as duas fragatas - um navio de 2.500t e um navio de 1.500t tomados do Vietnã do Sul e datados da Segunda Guerra Mundial - deixaram o serviço. Elas foram substituídas por cinco navios russos Petya, navios ASM de 1.100t, cujo design remonta à década de 1960.

O principal problema para Hanói era o financiamento de suas capacidades, e somente em 2005 foram iniciadas negociações com Moscou sobre duas fragatas do tipo Gepard 3.9, de 2.100t, equipadas com oito mísseis anti-navio SS-N-25, que entrou em serviço em 2010 e 2011. Outras duas unidades foram encomendadas em 2011 (entraram em serviço em fevereiro de 2018); depois outras duas em 2014, ainda em construção. Várias corvetas e navios-patrulha também foram encomendados, permitindo o aumento das capacidades mais antigas e confiando nos navios-patrulha torpedeiros Turya e nos lançadores de mísseis Osa. É o caso de 12 lança-mísseis Tarantul (incluindo o Tarantul V construído localmente); um navio de patrulha BPS-500 de 520t igualmente lança-mísseis (produzido localmente com ajuda russa); seis navios-patrulha Svetlyak entraram em serviço desde 2002; e seis navios-patrulha TTP-400TP projetados com assistência ucraniana e entrando em serviço a partir de 2012.

Se as capacidades vietnamitas são dessa forma aumentadas em poder, o ganho real de capacidade é submarino. Seis Kilo 636 foram assim encomendados da Rússia em 2009, os dois primeiros entraram em serviço em 2014 e os dois últimos em fevereiro de 2017. A aquisição é importante e envolve também a aquisição, anunciada em 2015, de 50 mísseis de cruzeiro de 3M14E de ataque ao solo. A lógica é àquela da busca de uma capacidade dissuasiva. Mas a questão da apropriação dessas novas capacidades - e, portanto, da credibilidade dessa dissuasão - não deixa de surgir: nenhum outro Estado adquiriu tão rapidamente tantos submarinos; fornecendo a eles mísseis de cruzeiro como um bônus. Nesse caso, a Rússia e a Índia dão grande ajuda a Hanói, mas o desenvolvimento de táticas apropriadas será de responsabilidade de uma marinha que está apenas começando a dominar os fundamentos técnicos da navegação submarina. Portanto, há uma aposta na obtenção de capacidade de interdição de área a longo prazo.

Fuzileiros navais vietnamitas posam nas Ilhas Spratly para uma foto de propaganda após a escaramuça com a China, 1988.

Com seis submarinos e novas fragatas e corvetas, a marinha vietnamita adquiriu um certo poder. O reforço deve continuar? A marinha conseguiu operar esses novos recursos?

Segundo informações públicas, Hanói não encomendou capacidades navais mais eficientes, o que poderia refletir restrições orçamentárias ou de recursos humanos, ou ambas. Custos significativos de aquisição, treinamento e manutenção impediriam o Vietnã de aumentar seu poder naval, pelo menos temporariamente. No que diz respeito ao treinamento, as informações são estritamente secretas. Só podemos dizer que um determinado período de tempo, provavelmente alguns anos, até uma década, seria necessário para o pessoal vietnamita dominar seu equipamento. Quanto às operações conjuntas, o atraso seria ainda maior.

Você também é autor de vários artigos sobre a utilidade de fortalezas no campo naval. Existem semelhanças com a militarização de ilhotas no mar da China Meridional?

Sim, me pediram para confrontar minha ideia com a situação no Mar da China Meridional. No entanto, o volume de armamentos na maioria das posições é muito baixo para se falar de fortalezas. As posições chinesas estariam mais próximas para o desdobramento de mísseis terra-ar e anti-navio, mas não há informações disponíveis para determinar se esses edifícios podem suportar ataques usando munições guiadas com precisão ou bombas pesadas. Segundo imagens de satélite, esses edifícios chineses podem não ser suficientemente robustos.

Como outros Estados, o Vietnã está ocupando e militarizando ilhotas. Mas como defendê-los contra um poder chinês em pleno reforço maciço?

Segundo fontes abertas, a militarização pelo Vietnã dessas posições extra-costeiras é moderada, provavelmente sem o desdobramento de mísseis, com exceção dos MANPADS ou outros sistemas de armas de alto desempenho. Portanto, a interceptação ou ruptura oportuna de bases terrestres, seja por navios ou por aeronave, será crucial. Talvez em um futuro próximo, as armas nessas posições sejam modernizadas para impedir que as forças chinesas criem um fato consumado.

A cooperação é uma chave para a segurança do Vietnã (como para outros Estados), mas, por razões históricas, também pode ser difícil de alcançar. Quais são as perspectivas de cooperação com o Japão, a França ou os Estados Unidos?

Ao contrário das Filipinas, o Vietnã está fazendo esforços significativos tendo em vista uma cooperação com outros Estados, principalmente a Rússia e a Índia. Para os três países, a cooperação no campo da guarda costeira seria a mais provável e já estão em andamento projetos entre o Vietnã e o Japão, até os Estados Unidos. Seria difícil para a França enviar navios de guarda costeira para a Ásia, mas as interações de pessoal e outras atividades ainda são possíveis. Como o espectro de exercícios navais é amplo, da busca e resgate ao combate inter-armas, o Japão, a França e os Estados Unidos podem encontrar exercícios para satisfazer todas as partes. No entanto, a marinha vietnamita, com sua forte influência russa em termos de doutrina como de meios, pode ser um obstáculo à cooperação. Além disso, enquanto as tripulações vietnamitas estão trabalhando duro para dominar suas capacidades, sua disponibilidade pode ser limitada.

Shang-Su Wu, pesquisador, S. Rajaratnam School of International Studies, Nanyang Technological University, Singapura.

Tradução em francês de Gabriela Boutherin.
Entrevista colhida por Joseph Henrotin, 7 de setembro de 2018.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

CLASSE SCORPENE. O astuto tubarão franco-espanhol

Submarino classe Scorpene
FICHA TÉCNICA
Tipo: Submarino diesel elétrico.
Data de comissionamento: Setembro de 2005.
Comprimento: 66,4 m.
Boca: 6,2 m.
Calado: 5,8 m.
Deslocamento: 1700 tons.
Velocidade máxima: 20 nos (37 Km/h) submerso.
Profundidade: 350 metros.
Armamento: 6 tubos lançadores de torpedos de 533 mm (18 torpedos ou misseis) MK-48 ADCAP, Black Shark, F-17 e F-21, mísseis SM-39 Exocet.
Tripulação: 31 homens.
Propulsão:  4 motores a diesel MTU 16V 396 SE84 que produzem 2990 hp, 1 x Motor elétrico Jeumont Schneider  que produz 2.8 MW

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Marinha do Brasil Apresenta novo Submarino Classe Riachuelo.


Hoje, 14 de dezembro de 2018, a Marinha do Brasil apresentou o moderno submarino Riachuelo. Este é o primeiro de 4 submarinos convencionais do programa PROSUB que contempla, além destes submarinos convencionais, o desenvolvimento e construção do primeiro submarino movido a energia nuclear nacional.
O Riachuelo é baseado no submarino da classe Scorpene, porém com modificações projetadas para as necessidades da marinha do Brasil, que levaram ao submarino ser um pouco mais longo que o modelo original em 8,3 metros, chegando a 71,62 metros de comprimento e um  deslocamento de 2200 toneladas quando submerso.


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