sábado, 11 de junho de 2022

Proteja o nosso Estado: A Companhia de Infantaria da Força Móvel de Vanuatu

"Proteja o nosso Estado".

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 11 de junho de 2022.

"Proteja o nosso Estado", o lema da Companhia de Infantaria da Força Móvel de Vanuatu colocado entre dois fuzis FAMAS na sua insígnia. Por sua tradição colonial compartilhada pela França e Grã-Bretanha, os soldados de Vanuatu adotaram o famoso bullpup francês em 2009. A insígnia da Infantaria é composta por dois fuzis FAMAS sobre uma baioneta.

A Força Móvel de Vanuatu (VMF) é um pequeno corpo móvel de 300 voluntários que compõe as forças armadas de Vanuatu, tendo sido criada no ato de independência em 30 de julho de 1980. Sua principal tarefa é apoiar a Força Policial de Vanuatu, mas em caso de ataque, a VMF atuará como a primeira linha de defesa do pequeno país; seu comandante desde 2015 é o Coronel Robson Iavro.

Desfile da tropa com FAMAS numa avenida


Em 1994, a VMF desdobrou 50 homens para a Papua Nova Guiné, realizando assim a sua primeira missão de manutenção da paz.

Sendo uma força pequena e profissional, a VMF tem a tradição de destacar-se em exercícios de tiro, onde seus soldados demonstração excelente proficiência na sua pontaria.

O FAMAS com soldados da FMV durante o exercício Croix du Sud, em 2018.

A VMF foi treinada, no ato da sua criação, pela Força de Defesa da Papua Nova Guiné (Papua New Guinea Defence Force, PNGDF), treinamento este pago pelas forças armadas australianas. Inicialmente armada com o fuzil SLR 1A1 australiano, a versão imperial do venerável FAL, a VMF o substituiu pelo FAMAS F1 em 2009.

A VMF foi particularmente bem no exercício Croix du Sud 2016, com o 2º Tenente Johnny Kakor, comandando um pelotão de 30 homens da Força Móvel e da Ala Marítima, comentando que na segunda semana, o pelotão passou por uma série de exercícios de rebelião e obstáculo que ocorreram em terra e no mar, e estabeleceram um tempo recorde de 1 hora e 24 minutos, atrás do tempo de 1 hora e 15 minutos dos britânicos.

"Tivemos 12km de marcha, que os rapazes concluíram quando se adaptaram bem ao clima e depois tivemos o tiro ao alvo e o ataque. No tiro ao alvo de 100-450 metros (alvo dos atiradores de elite), nosso primeiro grupo derrubou todos os alvos; portanto, tivemos que esperar que os próximos alvos fossem colocados pela segunda vez e nosso último grupo atirou em todos eles, o comandante da companhia que cuidava nos avaliava disse que dos 12 países, Vanuatu foi o melhor [no tiro].”
- 2º Tenente Johnny Kakor.

O Tenente-Coronel Terry Tulang, então comandante da VMF, congratulou as tropas: “Estou muito satisfeito com o desempenho geral do pelotão, eles tiveram um desempenho excelente e lideraram o tiro de fuzil, e sei que os rapazes aprenderam novas habilidades para melhorar e fornecer melhor segurança ao nosso país. Estamos ansiosos por outro Croix du Sud em 2018 ”.

O Coronel Tulang também confirmou que o treinamento foi financiado pelo governo da França, com os custos de viagem e acomodação cobertos pelo país anfitrião, com material de comunicações sendo pego emprestado dos países amigos.

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