Por Robinson Farinazzo
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sábado, 10 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
PROCURANDO UM RUMO

Por Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa
Interpretar o cenário nacional é um desafio ao discernimento. A multiplicidade de apelos de conteúdo emocional parece criar perplexidade, anulando nos brasileiros o senso de responsabilidade pelo próprio destino. Dessa forma, temas vitais, porém desgastantes, como os da segurança pública, podem ser relegados impunemente na agenda legislativa.
Outras questões essenciais têm sido, igualmente, postergadas de modo sutil, como as do ajuste fiscal e da governabilidade. O acerto das contas públicas torna inevitável a discussão da questão previdenciária, mas não pode prescindir da racionalização do setor público. Contudo, essa preocupação tem-se restringido ao âmbito do Executivo e implicado cortes de incentivos ao setor privado, investimentos federais e custeio, sobretudo, da segurança. Infelizmente, não há notícias de ajuste no topo de nenhum dos três poderes.
No tocante à governabilidade, o dilema constitucional vem sendo omitido da agenda, como se tabu fosse. Curiosamente, o caso da Previdência mostra que mesmo a carta magna é suscetível à mudança de opinião, quanto o é a biruta à força do vento.Na Constituinte de 1988, o MDB atendeu às corporações de servidores, ao unificar o seu regime previdenciário, antes dividido por categorias de celetistas e estatutários. A "conquista" da aposentadoria integral, celebrada por milhares de funcionários, mas sem a contrapartida do tempo de contribuição, selou o destino futuro da previdência pública. Agora, o mesmo partido propõe uma reforma sumária, presumindo a necessidade de erradicar privilégios. O projeto, de inspiração draconiana, não deixou margem para uma solução transitória, como a que foi aplicada às estatais. Por isso, a reação implacável das corporações. E de fato, se aprovado como está, somente restaria aos quadros públicos a opção do mercado de previdência privada, tornado extremamente promissor, pela expectativa de afluxo dos novos clientes.
A inadequação da ordem jurídica agrava o fenômeno da carência de lideranças. A "Constituição Cidadã" revestiu-se de "cláusulas pétreas", que o constituinte pretendeu perpetuar, à revelia da lei natural do progresso. No capítulo dos direitos individuais, por exemplo, o inciso XVIII do Art. 5º estabelece que: "A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento". Ao interditar o direito de defesa do Estado, estimulou-se a proliferação de organizações-não-governamentais, hoje calculadas em mais de 700 mil, muitas delas projetadas para atender a interesses ocultos, como os do crime organizado e os dos órgãos de inteligência estrangeiros que operam no território brasileiro.
Com as regras em vigor, nenhum presidente seria capaz de impulsionar as reformas estruturais necessárias. O gigantismo do Legislativo e a complexidade dos interesses partidários conspiram contra a agenda. A ineficácia dos processos age em favor da inércia, quando não impede a aprovação das proposições estratégicas. O poder executivo está submetido a uma dependência perigosa do parlamento, ficando praticamente impossibilitado de aprovar qualquer legislação que afete os interesses dominantes. Em acréscimo, por razões atávicas, a administração pública tem, ainda, de conviver com a hipertrofia da fiscalização dos órgãos de controle. A lei merece ser escoimada de ambiguidades, para simplificar os processos administrativos, assegurar a punibilidade dos corruptos e proteger a gestão pública da ingerência externa.
Por outro lado, a fluidez do "espírito da época" tem estimulado o surgimento de "outsiders" capazes de ameaçar o espaço de poder dos atores do "estamento burocrático", dando ensejo aos balões de ensaio que, inexplicavelmente, surgem do nada. O mais recente foi a proposta de mudança para o regime semipresidencialista, uma solução que nega ao presidente os instrumentos da gestão política, assegurando a manutenção do "status quo".
Em resumo, portanto, a carência maior do Brasil de hoje é de ordem em todas as suas expressões: política, econômica, social e jurídica. E o primeiro passo para alcançá-la é a revisão da Carta Magna.


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
HELICÓPTERO BELL AH 1W: A VISÃO TÉCNICA
AS ARMAS PESADAS DO TRÁFICO DE DROGAS NO BRASIL
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
RESGATE DE PILOTOS: QUANDO UMA VIDA É A MISSÃO
domingo, 4 de fevereiro de 2018
FORÇA AÉREA DA VENEZUELA: A VISÃO DE UM ESPECIALISTA
SÍRIA: REBELDES DERRUBAM AVIÃO RUSSO/PLANTÃO ARTE DA GUERRA
Grande Unidade Operacional é inaugurada na Amazônia
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
QIUXIN TYPE 022 HOUBEI. Mais uma surpresa chinesa
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FICHA TÉCNICA
Tipo: Barco de patrulha lança mísseis.
Tripulação: 12 tripulantes.
Data do comissionamento: Abril de 2004.
Deslocamento: 220 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 42,6 mts.
Boca: 12,2 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel MTU V16 396 TE74L que trabalham com 4 sistemas de jatos de água MARI que fornecem 6865 Hp.
Velocidade máxima: 36 nós (67 km/h).
Alcance: 3300 Km (estimado)
Sensores: Um radar Type 362 com 42 km de alcance contra alvos aéreos e 120 km no modo OTH; um sensor eletro-óptico HEOS 300, um radar de navegação Type 765.
Armamento: 1 um canhão de canos rotativos KBP 018 em calibre 30 mm (AK-630 fabricado sob licença), 2 lançadores quádruplos para mísseis anti-navio YJ-83, 12 mísseis antiaéreo QW-1 Vanguard (MANPADS)
DESCRIÇÃO
Por Carlos. E. S. Junior
As forças armadas chinesas têm experimentado uma evolução sem precedentes nos últimos 20 anos com a incorporação de diversos sistemas de armas avançados, sendo muitos destes sistemas de fabricação local. A industria de defesa chinesa tem se beneficiado enormemente da atual política de defesa do governo chinês que aumenta o investimento nesse segmento ano após ano de forma que o crescimento chinês já é reconhecido por potencias militares como os Estados Unidos.
A marinha da china tem adquirido junto a sua industria, diversos navios de guerra modernos e em abril de 2004, recebeu um dos mais modernos barcos de patrulha lança mísseis do mundo. Conhecido localmente como Type 022 e identificada com o nome de “Houbei” pela OTAN, o novo barco de patrulha fabricado pelo estaleiro Qiuxin apresenta um desenho com características “stealth” associado a uma configuração catamaram modificada com um semi-casco no centro. Essa configuração permite manter velocidades elevadas e uma navegação estável mesmo em mar agitado.
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Acima: Com uma configuração hidrodinâmica catamarã, os barcos de patrulha lança mísseis Type 022 Houbei apresentam alta velocidade e estabilidade superior a de embarcações monocasco. |
O desempenho do Houbei no mar é conseguido através de dois motores a diesel MTU V16 396 TE74L que movem 4 sistemas de jatos de água MARI que fornecem 6865 Hp de força. A velocidade máxima atingida é de 36 nós (67 km/h), o que a classifica como uma embarcação particularmente rápida e adequada para operações de patrulha e interceptação litorânea. Seu alcance é estimado em 3300 km quando navegando em velocidades econômica, o que lhe proporciona uma boa persistência de operação. o que somado a quantidade elevada de embarcações do tipo produzidas (83 unidades), dão uma grande capacidade de cobertura da marinha chinesa de proteger seu mar territorial.
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| Acima: O desenho do Houbei apresenta linha pensadas para refletir as ondas de radar adversárias para longe da antena emissora essa característica, somada a seu pequeno tamanho faz o Houbei ser um alvo que é detectado tardiamente, levando grande perigo para um inimigo |
Por ser uma embarcação focada na defesa litorânea, a suíte de sensores do Houbei pode ser considerada básica, sem sensores complexos ou de alto desempenho. Assim sendo, a suíte de sensores é composta por um radar Type 362 cujo alcance de busca de superfície é de 120 km, usando a técnica OTH (Over The Horizon) e de 42 km contra alvos aéreos de 2m2 de RCS. Considerando a missão do Houbei, este sistema está de bom tamanho. Há um radar de navegação Type 765 instalado também. Uma torre com sensores eletro-opticos HEOS 300 permite executar vigilância em qualquer tempo e a qualquer hora em apoio ao radar através de imagem infravermelho, sistema de vídeo CCD e um sistema laser.
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| Acima: O radar Type 362 é o principal sensor do Houbei. Dentro da atribuição da embarcação, esse radar apresenta um bom desempenho que lhe permite operar com eficácia na defesa litorânea do litoral chinês. |
O Houbei tem em seu armamento, em conjunto com sua velocidade, o trunfo para poder ser considerado um sério problema para navios inimigos ou simples embarcações ilegais como no caso dos piratas, tão presentes nos noticiários atualmente quando se fala do problema na costa da Somália. O seu armamento é composto por um canhão de canos rotativos KBP 018 em calibre 30 mm. Esse canhão, uma copia licenciada do canhão russo AK-630, é fabricado pela Zeeri, atinge uma cadencia de tiro de 5000 tiros por minuto e sua utilização principal é na defesa antiaérea de curto alcance, porém, esse armamento, pode ser bastante destrutivo contra embarcações leves como lanchas ou mesmo barcos de porte pouco maior. A Houbei tem seu principal armamento na forma de dois lançadores quádruplos para mísseis anti-navio da família YJ-83, de fabricação local. Esses mísseis guiados por radar ativo na fase final do ataque, podem atacar alvos a distancias que variam de 42 km (modelo C-801) até 350 km (modelo C-803). A ogiva é de 165 kg de explosivos com retardo e com capacidade limitada de perfuração de blindagens para a versão C-801, aumentando para 190 kg para os modelos C-802 e C-803.
Por ultimo, há 12 mísseis antiaéreos de curto alcance guiados por calor do tipo MAMPADS (míssil lançado do ombro) QW-1 Vanguard que é baseado no modelo russo Igla de primeira geração. Esse míssil tem alcance de 5 km e é guiador por sensor infravermelho.
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| Acima: O principal armamento do Houbei é seus 8 mísseis anto-navio da família YJ-83. Nesta foto podemos ver o lançamento de mísseis por dois barcos da classe Houbei em treinamento |
O Houbei é uma embarcação de nova geração que poderia ser comparada a poucos tipos em serviço atualmente, como a lancha norueguesa Skjold ou a corveta sueca Visby, já descrita no WARFARE. Seria interessante até se considerar as soluções apresentadas nesse projeto chinês quando se pensa em um barco de patrulha para a costa brasileira. O Brasil tem projetado um navio de patrulha oceânica que deverá ter o porte de uma corveta pequena, porém acredito que uma embarcação como a Houbei pudesse executar a tarefa de patrulha oceânica de forma bastante eficaz, dado a seu armamento mais poderoso e sua boa velocidade.
| Acima: Nesta foto podemos ver um Houbei escoltando um destroier da classe Luda que a China ainda mantem em serviço depois de mais de 40 anos de serviço ativo. |
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SEGUNDO DEBATE: FORÇAS ARMADAS QUE QUEREMOS E AS QUE PODEMOS TER
COMO O PORTA AVIÕES SÃO PAULO OPERAVA NA MARINHA DA FRANÇA?
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
GUERRA FRIA, VIETNAM E CHINA: TRUMP NUNCA SERÁ NIXON
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
SEGUNDA ANÁLISE DAS FORÇAS ARMADAS DA VENEZUELA
OS FUZILEIROS TÊM F-18 HORNETS DEMAIS ?
domingo, 28 de janeiro de 2018
GENERAL KURIBAYASHI, O DEFENSOR DE IWO JIMA
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
FOLHA DE SÃO PAULO ERRA EM MATÉRIA SOBRE OS PAPÉIS DO PENTÁGONO
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
EXÉRCITO BRASILEIRO INAUGURA A 22ª BRIGADA DE INFANTARIA DE SELVA EM MACAPÁ

Por Agência Verde Oliva / Centro de Comunicação Social do Exército
Hoje, dia 26 de janeiro, às 10h00, o Comando Militar do Norte realizou a cerimônia de inauguração da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, “Brigada da Foz do Amazonas”, localizada em Macapá, capital do Amapá. Durante a solenidade, onde houve a assunção de Comando do General de Brigada Luiz Gonzaga Viana Filho, que irá liderar a mais nova Grande Unidade Operacional do Exército Brasileiro.
A criação da 22ª Brigada de Infantaria de Selva tem como finalidade aumentar a capacidade operacional e melhorar o gerenciamento administrativo do Exército Brasileiro na Amazônia, além de articular o esforço da presença militar na região e guarnecer a área de fronteira da Amazônia Oriental.
A Grande Unidade está diretamente subordinada ao Comando Militar do Norte (CMN), que tem sede em Belém (PA). É constituída pelas seguintes organizações militares: Companhia de Comando da 22ª Brigada de Infantaria de Selva (Cia Cmdo 22ª Bda Inf Sl) e Comando Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva (CFAP/34º BIS), ambas em Macapá; 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), em Belém (PA); e 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), em São Luís (MA).

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
ENTENDA PORQUE A TURQUIA ATACOU OS CURDOS NA SÍRIA
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
O PENTÁGONO SOB ATAQUE: THE POST, A GUERRA SECRETA
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
DEBATE: AS FORÇAS ARMADAS QUE QUEREMOS E AS QUE PODEMOS TER PARTE 1
Por Robinson F. Casal do canal do Youtube ARTE DA GUERRA
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
NOTA À IMPRENSA - EXÉRCITO BRASILEIRO

NOTA À IMPRENSA
A respeito da ocorrência policial envolvendo militar do Exército na rodovia Presidente Dutra, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que:
1. No dia 18 Jan 2018, o 2º Sargento Renato Borges Maciel, lotado no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (34º BI Mec), sediado em Foz do Iguaçu/PR, foi preso na divisa entre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, em posse de substância entorpecente e armas de fogo não pertencentes à Instituição, como resultado de levantamento de dados dos Serviços de Inteligência do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil/RJ.
2. Será instaurado um Processo Administrativo para a apuração de todos os fatos e responsabilidades. O Exército Brasileiro enaltece a atuação sinérgica das Forças de Segurança Pública e coloca-se à disposição para apoiar as investigações na busca do rigoroso esclarecimento das circunstâncias que envolveram a ocorrência policial.
3. O Exército Brasileiro não admite atos dessa natureza, que ferem os princípios e valores cultuados pela Força Terrestre.
Brasília-DF, 18 de janeiro de 2018.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
ARTEC GmbH BOXER MRAV. Mais um gigante alemão.
FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 103 Km/h.
Alcance máximo: 1100km.
Motor: Um motor MTU 8V 199 TE20 alimentado a diesel com 711 Hp
Peso: 33 Toneladas.
Altura: 2,37 m.
Comprimento: 7,88 m.
Largura: 2,99 m
Tripulação: 3+8 soldados equipados.
Armamento: Variável com a versão. Ver texto
Trincheira: 2 m
Inclinação frontal: 60º
Inclinação lateral: 30º
Obstáculo vertical: 0,8 m
Passagem de vau: 1,2.
DESCRIÇÃO
Por Carlos E. S Junior
Uma das características mais marcantes dos produtos da industria bélica alemã que se tornaram uma espécie de “marca registrada” deles é o tamanho de seus veículos de combate terrestre. O veículo blindado sobre rodas do exército alemão, batizado de Boxer, não é uma exceção. Com suas 33 toneladas de peso bruto, o Boxer é 8 toneladas mais pesado que a média dos veículos de sua categoria. Na verdade, o Boxer não um projeto somente da industria alemã, mas uma criação conjunta entre a industria britânica, francesa, alemã e holandesa que precisaram desenvolver uma nova geração de veículo blindado sobre rodas para múltiplas missões e que o modelo básico fosse um transporte de tropas em meados de 1998. A França e a Inglaterra se retiraram do programa em 1999 e 2003 respectivamente, passando a desenvolverem seus próprios projetos, deixando apenas a Alemanha e Holanda no programa do Boxer. O primeiro blindado ficou pronto em 2002 e foi entregue para o Exército Alemão para testes. A Alemanha encomendou 272 unidades do Boxer e a Holanda pediu 200 unidades.
Acima: A Alemanha encomendou, inicialmente 272 unidades do Boxer para seu exército. Esta encomenda foi seguida por um lote adicional cujo término das entregas deve ocorrer durante o ano de 2018.
O Boxer, como todos os projetos recentes de veículos sobre rodas, tem na sua modularidade seu principal atributo. Assim, o modelo básico pode ser preparado para diversas missões específicas com a fácil instalação de módulos de missão que podem ser substituídos rapidamente para modificar a função do veículo, promovendo um efeito multiplicador a frota de Boxers, através desta flexibilidade de emprego. Para se ter uma ideia da facilidade desse sistema de módulos, basta observar que em apenas uma hora os módulos são trocados mudando o perfil de missão do veículo. Nesse aspecto, o Boxer pode ser considerado superior a outros blindados da mesma categoria.
A blindagem do Boxer é particularmente forte e é composta de cerâmica com outros elementos não especificados. Normalmente esse tipo de informação é classificada, mas certamente deve haver tecnologia adquirida na produção da blindagem de outros veículos alemães como o poderoso carro de combate pesado Leopard 2A6. Porém, é informado pelo fabricante que a blindagem do Boxer suporta impactos de 30 mm na parte frontal e de munição 12,7 mm no resto de veículo. O assoalho é reforçado com três camadas para proteger contra minas e IEDs (Explosivos improvisados), muito usados em guerra irregular para destruir ou inutilizar os veículos e tanques inimigos.
Acima: Nesta ilustração podemos ver de forma fácil como funciona o sistema de modularidade do Boxer. Esta forma de troca de módulos, pode ser empregada até mesmo em projetos de outras áreas como a naval (já tem sistemas parecidos em navios) e em projetos de aeronaves de combate.
A versão básica do Boxer é capaz de transportar 8 soldados totalmente equipados. A capacidade de transporte de carga excede 8 toneladas, dando muita flexibilidade para adaptações de módulos de missão mais pesados. Ele pode ser usado como posto de comando, porta morteiro de 120 mm, ambulância, transporte logístico entre outras versões, ao gosto do cliente. A Lituânia, o terceiro país a adquirir o Boxer, usa o modelo como um IFV (Infantry Fighting Vehicle) que usa uma torre Samson Mk2, armada com um canhão de 30 mm e um lançador duplo para mísseis anti tanque Splike -LR, guiado por infravermelho e com alcance de 4 km. É interessante que a Lituânica batizopu sua versão do Boxer como "Vilkas IFV". Já, a Austrália, testou a versão Boxer CRV equipada com uma moderna torre Lance que é armada com um canhão automático Rheinmetall MK30-2/ ABM em calibre 30 mm para seu programa de aquisição de um veículo blindado de combate (AFV) sobe o nome Land 400, que deve ter sua seleção decidida em meados de 2018.
Acima: A versão Boxer CRV é armada com um poderoso canhão automático Rheinmetall MK30-2/ ABM em calibre 30 mm capaz de destruir viaturas leves e causar danos graves em veículos maiores como IFVs ou mesmo MBTs, dependendo do modelo.
O Boxer é propulsado por um motor MTU 8V 199 TE20 alimentado a diesel, e que produz 711 Hp de força. A velocidade máxima é de 103 km/h em estrada, o que o torna um dos mais rápidos veículos blindados sobre rodas da atualidade. A autonomia é muito boa, chegando a 1100 km também o colocando em destaque como o blindado de maior autonomia dessa categoria. Todos estas capacidades, é claro, dificilmente, sairia barato. Cada Boxer, básico, custa cerca de U$ 4,5 milhões, cerca de 3 vezes mais que um MOWAG Piranha IIIC, como o usado pelos fuzileiros navais brasileiros. Assim o Boxer traz mais força para uma tendência em se utilizar veículos sobre rodas modulares capazes de múltiplas missões, ainda mais por que a guerra tem se tornado cada vez mais urbana, onde blindados sobre lagartas não tem a mesma agilidade que um blindado sobre rodas.
Acima: Uma das missões que o Boxer pode assumir é o de posto de comando. Nesta foto podemos ver um exemplar desta versão do exército holandês.
Acima: O Boxer é uma viatura de grandes dimensões. O "maiorzinho" ali da esquerda é um Boxer CRV, seguido pelo Patria AMV, M-1A1 Abrams (sim, é um MBT!), e um LAV-25.
VÍDEOS
BOXER ACV/ IFV
BOXER ATV/ MRAP
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domingo, 14 de janeiro de 2018
Comemorar sua atuação 24 horas por dia, 7 dias por semana na Amazônia? Os 100 anos de um Batalhão de Selva!

Humaitá (AM) – O Exército Brasileiro tem várias de suas organizações militares (OM) com mais de 100 anos de profícuo trabalho e constante vigilância dos interesses, das aspirações e da manutenção dos valores que forjaram nossa Naçao. E, destarte, na Amazônia brasileira isso é motivo de alegria e lídimo sentimento do dever cumprido, 24 horas por dia, 7 dias por semana!
Em 2 de janeiro, o 54° Batalhão de Infantaria de Selva (54º BIS), “Batalhão Cacique Ajuricaba”, completou 100 anos de existência. Suas origens remontam ao 45º Batalhão de Caçadores do 15º Regimento de Infantaria, criado em 1915, pelo Decreto no 11.498, de 23 de fevereiro; organizado em 1917 pelo Aviso nº 852, de 9 de novembro; e instalado em 2 de janeiro de 1918, na cidade de Manaus (AM).
As comemorações do centenário tiveram seu início em 6 de novembro de 2017, com a realização da formatura da Saudade, que contou com a participação de autoridades e militares da reserva.
No período de 25 a 28 de novembro de 2017, o Batalhão realizou uma marcha de 100 km no trecho da BR 319, sentido Manaus-Humaitá. A atividade teve a participação de 100 militares, sendo 33 militares da 1ª Companhia de Fuzileiros de Selva; 33 da 2ª Companhia de Fuzileiros de Selva; e 33 militares da Companhia de Comando e Apoio; além do Comandante da organização militar.
Em 30 de novembro de 2017, a Banda de Música do 54° BIS realizou, na praça da matriz de Humaitá, o concerto musical alusivo às comemorações do aniversário dos 100 anos do Batalhão, com a ilustre participação das bandas da Companhia de Comando da 17ª Brigada Infantaria de Selva e do 6° Batalhão de Infantaria de Selva.
No dia 9 de janeiro, coroando as comemorações dos 100 anos, foi inaugurado o Bosque dos Antigos Comandantes e Subcomandantes do Batalhão. Também foi realizada a inauguração do Espaço Cultural, com objetivo de criar um ambiente de exposição e reflexão acerca da identidade do 54º BIS na Força Terrestre, bem como da importância da presença do Exército Brasileiro na cidade de Humaitá.
Por fim, foi realizada uma formatura comemorativa ao centenário da organização militar. A solenidade contou com as presenças de autoridades civis e militares, de antigos Comandantes, de amigos do Batalhão e de militares da reserva, além de familiares e convidados dos integrantes da Unidade.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Exército e Forças de Segurança nas ruas de Mossoró

Mossoró (RN) – Na tarde de 9 de janeiro, Mossoró foi cenário de uma inédita Operação Interagências, envolvendo a tropa verde-oliva e diversos órgãos de Segurança Pública.
Integrantes do Exército Brasileiro, das Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, das Polícias Civil e Militar, da Guarda Civil Municipal de Mossoró e agentes da Fiscalização de Trânsito e Transporte saíram às ruas da cidade, com o objetivo de intensificar as ações de policiamento em toda a zona urbana.
A ação foi fruto de uma reunião de coordenação, realizada, no dia anterior, na sede do Batalhão General Tibúrcio, oportunidade em que o Tenente-Coronel Eduardo Henrique de Sá Oliveira, Comandante da Área de Operações em Mossoró, reuniu-se com representantes das instituições mencionadas para planejar uma operação em conjunto.
Essa operação interagências durou cerca de três horas, na qual foram empregadas duas companhias de fuzileiros. A força de combate do Exército, aliada ao conhecimento dos demais participantes, quanto à área de atuação e à definição dos melhores horários para as investidas, aumentou o poder de dissuasão contra a prática de ilícitos.
A atuação da Força Terrestre em conjunto com as Forças de Segurança disponíveis está autorizada pelo Decreto Presidencial que legitimou a Operação Potiguar III.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018
STRIKE EAGLE EM AÇÃO!!!!
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