quinta-feira, 16 de agosto de 2018

SIG SAUER MPX. Desafiando a hegemonia da MP-5


FICHA TÉCNICA
Tipo: Submetralhadora.
Sistema de operação: Aproveitamento de gases com trancamento com ferrolho rotativo.
Calibre: 9X19 mm.
Capacidade: Carregadores de 10, 20 e 30 munições.
Peso: 3 Kg.
Comprimento Total: 58 cm (Estendida), 46 cm (coronha rebatida).
Comprimento do Cano: 10,24 polegadas.
Miras: Miras de aço dobráveis, tipo peep sight. Pode se usar miras opticas e miras refletivas facilmente instaladas no trilho picatinny.
Cadência de tiro:  600 tiros por minuto.
Velocidade na Boca do Cano: 532 m/seg.


DESCRIÇÃO
Por Carlos. E.S. Junior
No final de agosto e 2014 eu publiquei um artigo tratando das pistolas da famosa marca suíço alemã Sig Sauer. As pistolas desta marca são uma referência quando tratamos do aspecto "alta qualidade" em armas de fogo. Porém, como mencionado naquele artigo, a SIG também tem armas longas em seu portfólio de produtos. Na verdade, o fuzil SIG 550, uma das mais perfeitas armas do tipo já produzidas, também já foi foco de artigo nesse blog.
A SIG tem no democrático mercado norte americano seu maior foco, graças a alta demanda de seus produtos possibilitado pelo acesso quase que irrestrito as armas por civis e profissionais de segurança publica,  Por isso, a SIG deu um passo bastante ousado recentemente ao lançar no mercado uma nova submetralhadora batizada de MPX que visa bater de frente com a hegemonia que a excelente HK-MP-5 conquistou durante as ultimas duas décadas no mercado policial/ militar nos Estados Unidos. É claro que a arma está disponível para qualquer força policial ou militar do mundo, que se interesse pelo novo armamento, mas suas características foram pensadas especificamente para atrair o consumidor norte americano.
Acima: Nessa foto podemos comparar a HK MP-5 acima, líder isolada do mercado policial militar atualmente e a nova MPX abaixo, uma excelente nova arma que deve causar problemas nessa liderança da HK.
Mais que uma mera nova submetralhadora cuja diferença poderia estar restrita a desenho e qualidade de seus componentes, a MPX traz uma inovação no segmento. A arma opera com um ferrolho de trancamento rotativo fechado que é acionado por tomada de gases, exatamente como ocorre um fuzil automático. Além de um maior controle do recuo, o sistema permite a arma operar de forma mais limpa, diminuindo o acumulo de resíduos de pólvora que poderiam causar mal funcionamento na arma. Essa característica é uma novidade em uma submetralhadora que calça calibre de pistola. O calibre usado é o excelente 9X19 mm Parabellum. Porém, o fabricante informa que é possível converter a arma para o calibre 40 S&W e o potentíssimo 357 SIG. A MPX tem uma cadência de tiro alta se comparada com suas similares. São 850 tiros por minuto quando em totalmente automática. E falando em regime de fogo, a tecla de seleção de tiro possui a posição full (totalmente automático), semi automática (tiro a tiro) e safe (travada). Os carregadores disponíveis são produzidos em polímero, como boa parte da arma, e estão disponível com capacidade para 10, 20 e 30 cartuchos.
Acima: O conjunto do ferrolho da MPC mostra um mecanismo tipico de um fuzil de assalto, só que em um armamento que dispara uma munição de pistola, especificamente o calibre 9 mm parabellum.
Quando vemos uma MPX observamos que ela tem a configuração de design que a MP-5 tem. Ou seja, Coronha retrátil, empunhadura seguida do carregador, e um guardamão comum, mas com trilhos para acessórios, um equipamento presente em praticamente todos os projetos de armas longas atuais.
A ideia da SIG, no entanto, foi a de deixar a ergonomia e as teclas de comando da MPX em posições similares as encontradas nos fuzis da linha AR-15,muito consumidos nos Estados Unidos. Assim você, leitor, poder perceber o foco que a SIG deu ao mercado estadunidense para seu novo produto. A tecla de seleção de tiro é virtualmente idêntica a encontrada nos fuzis AR-15/M-16, assim como a tecla liberadora do carregador que fica na lateral anterior ao poço do carregador, sendo ambas ambidestras. A alavanca do ferrolho é exatamente igual ao do AR-15, ou seja, acima da culatra, de forma que é puxada sobre o braço da coronha. E falando na coronha, a MPX usa uma coronha retrátil projetada para otimizar o controle da arma em disparos com apenas uma mão, graças a aborção do recuo que ela proporciona.
A MPX segue um padrão de modularidade bem comum em projetos de armas táticas modernas. Assim sendo é possível trocar de canos sem complicações de ferramentas ou de um armeiro para tornar a arma mais curta, o que seria mais adequado em ambientes apertados (CQB), ou adaptar supressores de ruido. Uma versão carabina da MPX conhecida como MPX-C está disponível para o mercado civil norte americano. O extenso uso de trilhos padrão picatinny facilitam a instalação de acessórios como miras ópticas, ponto vermelho ou de aço, dobráveis, assim como lanternas e apontadores a laser.
Acima: Uma MPX com a coronha SIGTAC SBX que além de funcionar como apoio para o ombro, também permite fixar o braço do operador para facilitar disparos com apenas uma das mãos.
A qualidade intrínseca dos produtos da marca SIG é incontestável. Porém colocar no mercado dominado por excelentes submetralhadoras MP-5 da Heckler & Kock, uma nova e moderna submetralhadora em 9 mm foi um passo extremamente desafiador. A notícia boa é que, pelo que pude ler nas pesquisas e testes que busquei para produzir esse artigo, ficou claro que a SIG acertou novamente com uma arma que tem sim total capacidade de substituir as MP-5 no mercado policial/ militar do mundo e que legitimamente dá um verdadeiro motivo para a líder do mercado, a alemã Heckel & Koch se preocupar com a perda de sua hegemonia nesse segmento.
Acima: O mercado civil norte americano tem acesso a carabinas SIG MPX-C baseadas na submetralhadora MPX. Em alguns estados o cidadão pode comprar a submetralhadora com uma licença especial.


ABAIXO TEMOS UM VÍDEO DE DEMONSTRAÇÃO COM A SIG MPX.

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