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domingo, 12 de setembro de 2021

As submetralhadoras Hotchkiss

Soldado vietnamita com uma submetralhadora Hotchkiss Universal (Modelo 010), Indochina.

Por Jean HuonSmall Arms Review, junho de 2009.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 10 de setembro de 2021.

Após a Segunda Guerra Mundial, o Exército Francês queria adotar uma nova submetralhadora para substituir as várias armas britânicas, alemãs e americanas com as quais suas tropas estavam equipadas. O pedido tinha uma sensação de emergência, pois uma nova guerra estava se formando na Indochina. Tanto as fábricas estatais em Châtellerault, Saint-Étienne, Tulle e o fabricante de armas privado Hotchkiss começaram a trabalhar neste projeto.

A Companhia Hotchkiss, fundada por Benjamin B. Hotchkiss em 1867, foi inicialmente dedicada à produção de munições de invólucro sólido durante a guerra de 1870-71. Mais tarde, ele desenvolveu o Canhão Rotativo Hotchkiss que foi usado por muitos países no final do século XIX. A arma de maior sucesso que a empresa já produziu foi a metralhadora Hotchkiss desenvolvida por Laurence Benét e Henri Mercié na virada do século XX e usada com grande efeito durante a Primeira Guerra Mundial.

Durante a década de 1920-30, a Hotchkiss desenvolveu metralhadoras leves, metralhadoras de infantaria, metralhadoras para aeronaves, armas de grande calibre e armas anti-carro para exércitos em todo o mundo. Depois de 1945, a empresa Hotchkiss produziu submetralhadoras para o Exército Francês e outros.

Informações gerais sobre as submetralhadoras Hotchkiss

A aparência geral e a operação das submetralhadoras Hotchkiss são as mesmas para todos os seus modelos. Elas têm uma estrutura cilíndrica com a alavanca de manejo e a janela de ejeção ambas localizadas no lado direito. Dependendo do modelo, podem ter coronha fixa ou dobrável, em madeira ou metal. Alguns modelos possuem um cano curto telescópico que pode ser empurrado para trás dentro da armação, enquanto outros possuem um cano fixo com uma camisa de resfriamento cilíndrica. O carregador é derivado daquele da MP 40 e está localizado em um porta-carregador dobrável. As armas funcionam com um ferrolho de recuo por gases com um percussor retardado. As armas são relativamente complicadas, por serem feitas com muitas peças. Os dispositivos de disparo são complicados e são feitos de muitas peças, com várias peças sendo feitas de chapa de metal estampada.

Modelo 011

Submetralhadora Hotchkiss Modelo 011.

O Modelo 011 tem uma coronha de madeira rígida, é muito simples na sua fabricação e é tão rudimentar quanto a submetralhadora Sten. A coronha triangular tem uma barra vertical no lado esquerdo para prender uma bandoleira. A coronha é montada com uma tampa que fecha a armação na parte traseira. O mecanismo de trancamento está localizado em uma caixa de formato triangular sob a estrutura do receptor. O compartimento do carregador também é um punho frontal que pode ser dobrado, permitindo que a arma seja carregada com um carregador carregado sob o cano. A janela de ejeção tem uma tampa que pode travar o ferrolho na posição aberta ou fechada e é usada como uma segurança secundária. O cano está localizado em um soquete que pode se mover para trás para o transporte, reduzindo assim o comprimento da arma. A alça de mira está localizada no topo da tampa da coronha e a massa de mira pode ser dobrada.

Este modelo foi desenvolvido em 1948 e foi usado por unidades locais na Indochina, como a Guarda de Supletivos do Bispo Phat-Diem.

Modelo 010 ou “Tipo Universal”

Submetralhadora Hotchkiss Modelo 010.

O Modelo 010 é provavelmente uma das submetralhadoras mais curiosas já feitas. A maioria dos componentes pode ser movida para reduzir o volume da arma para transportar:
  • A coronha tubular metálica pode ser dobrada sob a estrutura,
  • O punho da pistola pode ser dobrado para a frente, envolvendo o guarda-mato,
  • O compartimento do carregador pode ser dobrado para a frente sob o cano,
  • O cano também pode ser movido para trás.
A estrutura do receptor é tubular com uma aba para cobrir a janela de ejeção que está localizada no lado direito. A alavanca de manejo é esférica e também está localizada no lado direito. Ele segura uma tira de chapa para cobrir a ranhura sobre a qual se move. O ferrolho tem um percussor separado e a mola de recuo é helicoidal. A ignição da espoleta é retardada até o momento imediato após o ferrolho ser fechado e é acionada por uma alavanca. O alojamento do gatilho é uma caixa triangular localizada sob o receptor e contém um seletor de botão de pressão. O carregador está localizado em um alojamento dobrável para a frente. A coronha é feita de um conjunto de tubos com descanso de ombro em madeira. O punho da pistola é equipado com cabos de plástico marrom. A alça de mira dobrável tem duas aberturas e a massa de mira é protegida por um toldo.

A submetralhadora Hotchkiss Modelo 010 dobrada (acima) e desmontada.

A desmontagem da Hotchkiss Modelo 010 é simples:
  • Remova o carregador e limpe a arma,
  • dobre a coronha,
  • remova o plugue traseiro,
  • extraia a mola de recuo e o ferrolho.
  • Remonte na ordem inversa.
O Modelo 010 é uma arma muito complicada e não é fácil de usar; particularmente durante o manuseio, pois é fácil para os dedos ficarem presos e / ou prensados em qualquer uma das muitas partes dobráveis.

A arma foi fabricada entre 1949 e 1952. Foi testada pelo Exército Francês na Indochina por paraquedistas e pela Legião Estrangeira. Alguns países compraram algumas dessas armas, como Venezuela e Marrocos. O último Hotchkiss Modelo 010 em guerra foi encontrado no Afeganistão na década de 1980.

Paraquedistas venezuelanos marchando no desfile do Dia da Independência em Caracas, capital da Venezuela, em 5 de julho de 1955.
(MilitaryImages.net)

Modelo 017

Submetralhadora Modelo 017, provavelmente feita para a polícia.
Abaixo, com o carregador dobrado e com o número de série 401.

O Modelo 017 foi projetado como o Modelo 010, exceto por ter uma coronha fixa de madeira, um cano mais longo, uma camisa de resfriamento perfurada e o cabo da pistola não pode ser dobrado. Um dispositivo de segurança adicional é instalado próximo ao gatilho e quando ele está no lugar, o uso do gatilho não é possível. O Modelo 017 foi projetado para uso policial e foi testado pela polícia francesa; mas o MAT 49-54 foi escolhido em seu lugar. O modelo Hotchkiss 017 também foi testado pelo Marrocos.

Modelo 304

Submetralhadora Modelo 304 cano curto
Abaixo, cano curto e baioneta.

O Modelo 304 é uma evolução dos modelos anteriores. Possui coronha fixa de madeira e existem diversas variações:
  • Armação tubular do receptor, cano curto que pode ser retraído na armação e um mecanismo de caixa de gatilho retangular;
  • armação tubular do receptor, cano longo com uma camisa de resfriamento perfurada, mecanismo de gatilho de caixa retangular e uma baioneta pontiaguda reversível como no fuzil MAS 36;
  • armação em chapa de metal com tampa protetora contra poeira na janela de ejeção, cano longo com camisa de resfriamento perfurada, mecanismo de caixa de gatilho triangular e baioneta pontiaguda reversível como no fuzil MAS 36.

Submetralhadora Modelo 304 cano longo e baioneta.
Abaixo, com a baioneta e o carregador dobrados.

Características

Modelo 011
Munição: 9mm Luger
Comprimento total: 76cm
Comprimento do cano: 21cm
Comprimento: 67cm com o cano retraído
Peso: 3,3kg
Capacidade do carregador: 32 tiros

Modelo 010
Munição: 9mm Luger
Comprimento total: 780mm
Comprimento total: 53,8cm com a coronha dobrada
Comprimento do cano: 27cm
Comprimento: 67cm com o cano retraído
Peso: 3,43kg
Capacidade do carregador: 32 tiros

Modelo 017
Munição: 9mm Luger
Comprimento total: 94,5cm
Comprimento do cano: 40,5cm
Peso: 3,8kg
Capacidade do carregador: 32 tiros

Modelo 304 cano curto
Munição: 9mm Luger
Comprimento total: 86cm
Comprimento do cano: 27cm
Comprimento: 67cm com o cano retraído
Peso: 3,2kg
Capacidade do carregador: 32 tiros

Modelo 304 cano longo
Munição: 9mm Luger
Comprimento total: 92cm
Comprimento do cano: 30cm
Peso: 3,7kg
Capacidade do carregador: 32 tiros

Small Arms Review V12N9, junho de 2009.

Bibliografia recomendada:

Les Pistolets-mitrailleurs français.
Jean Huon.

Leitura recomendada:

Armas vietnamitas para a Argélia14 de dezembro de 2020.

Resultados dos testes do MAS 62, 1º de fevereiro de 2021.

A submetralhadora MAS-38, 5 de julho de 2020.


domingo, 28 de março de 2021

FOTO: Rara submetralhadora tcheca na Venezuela

Tenente-Coronel Carlos Delgado Chalbaud, do Exército Nacional Venezuelano, praticando tiro com a submetralhadora ZK-383, anos 1940.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 28 de março de 2021.

A Venezuela é conhecida por suas armas exóticas, em muito devido aos diferentes picos do preço do petróleo, e a posse da ZK-383 é mais um exemplo.

A submetralhora ZK-383 foi desenvolvida pelos irmãos Koucký em 1938 na fábrica de armas então chamada Československá zbrojovka, akc.spol. (depois Československá zbrojovka-Brno) na cidade de Brno, na então Tchecoslováquia. O ZK-383 foi exportado para muitos países europeus menores após sua data de início de produção em 1938. A produção do ZK-383 continuou na fábrica de armas de Brno, mesmo durante a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A maioria das armas produzidas foi fornecida à Waffen-SS. Ele continuou a ser produzido em pequenos números no período pós-guerra e a produção terminou em 1948. O ZK-383 foi lentamente substituído por metralhadoras menores e mais leves, como a Sa vz. 23. A Bulgária, o mais pobre dos exércitos do Pacto de Varsóvia, continuou a usá-la até a década de 1970. A produção total girou em torno de 35 mil unidades.

A ZK-383 também chegou à América do Sul, sendo exportada para o Brasil, Venezuela e Bolívia (sendo usada por estes na Guerra do Chaco).

Vídeo recomendado:


Teste da ZK-383 pelo Forgotten Weapons

Bibliografia recomendada:

The Chaco War 1932-35:
South America's greatest modern conflict.
Alejandro de Quesada e Phillip Jowett.
Ilustração de Ramiro Bujeiro.

Leitura recomendada:

GALERIA: Armas do golpe militar na Venezuela em 195811 de fevereiro de 2021.

GALERIA: Ativação do Comando de Operações Especiais venezuelano30 de agosto de 2020.

Selva de Aço: A História do AK-103 Venezuelano13 de fevereiro de 2021.

O regime da Venezuela enche seus bolsos com dinheiro do narcotráfico24 de fevereiro de 2021.

FOTO: Paraquedistas venezuelanos marchando com a sub Hotchkiss14 de fevereiro de 2021.

FOTO: Sniper com baioneta calada9 de dezembro de 2020.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

GALERIA: Submetralhadora Hotchkiss Universal no Iêmen

Submetralhadora Hotchkiss "Tipo Universal" totalmente dobrada, Iêmen, agosto de 2019. (Calibre Obscura)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 20 de fevereiro de 2020.

Os bazares do Oriente Médio e Próximo são sempre prolíficos em achados fascinantes de armas exóticas. Das modificações artesanais quase Steampunk do Passo de Khyber, às armas antigas ou raras encontradas por toda a região, o Oriente sempre deslumbra os entusiastas. O canal Calibre Obscura, especializado em armas raras em lugares exóticos publicou no Twitter, em 29 de agosto de 2019, essas fotos da submetralhadora Hotchkiss Universal em um bazar no Iêmen, atualmente em guerra civil desde 2014.
A submetralhadora Hotckiss "Type Universal" (Tipo Universal) é uma metralhadora de mão dobrável para uso de paraquedistas e unidades especiais em missões secretas, portanto, necessitando de uma opção em ambientes que não dispunham de espaço, em uma época onde o salto de pára-quedas era um meio de transporte frequente. O desenho nada ortodoxo da Tipo Universal a torna uma arma incrivelmente portátil à porta de um avião, com apenas 440mm de comprimento quando dobrada em um bloco, mas é complicada e demorada para desdobrar e colocar em uso. Projetada inicialmente para o tiro semi-automático, ela foi modificada para fogo automático para as selvas da Indochina.

O desenho inovador teve seu preço e a Tipo Universal é de construção cara e complicada, exigindo muito tempo para sair da fábrica. Projetada em 1949, perdeu o páreo para a MAT-49, a submetralhadora que se tornaria o símbolo das guerras francesas na Indochina e na Argélia. Apenas a Venezuela e o Marrocos compraram a Hotchkiss Universal em grandes quantidades, e a Venezuela usou a exótica submetralhadora em combate no golpe militar de 1958. O que leva ao questionamento do Calibre Obscura: como que essa Hotchkiss Universal chegou no Iemên?




Vídeo recomendado:

Bibliografia recomendada:

Chassepot to FAMAS:
French Military Rifles 1866-2016.
Ian McCollum.

Leitura recomendada:

FOTO: Paraquedistas venezuelanos marchando com a sub Hotchkiss14 de fevereiro de 2021.

GALERIA: Armas do golpe militar na Venezuela em 195811 de fevereiro de 2021.

Armas vietnamitas para a Argélia14 de dezembro de 2020.

A submetralhadora MAS-385 de julho de 2020.

FOTO: Fuzil Lebel capturado no Afeganistão1º de janeiro de 2021.

GALERIA: Forças Especiais Sauditas no Iêmen15 de novembro de 2020.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

GALERIA: Armas do golpe militar na Venezuela em 1958

Tanques do exército durante o golpe militar em 23 de janeiro de 1958.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 9 de fevereiro de 2021.

O golpe de estado venezuelano de 1958 ocorreu em 23 de janeiro de 1958, quando o ditador General Marcos Pérez Jiménez foi derrubado, reestabelecendo a democracia no país. Um governo de transição primeiro sob o Almirante Wolfgang Larrazábal e depois Edgar Sanabria foi estabelecido até as eleições de dezembro de 1958, onde o candidato da Ação Democrática, Rómulo Betancourt, foi eleito e assumiu o cargo em 13 de fevereiro de 1959.

Na madrugada do dia 23 de janeiro, apesar de contar com o apoio de um importante setor das Forças Armadas, Pérez Jiménez decidiu abandonar o Palácio de Miraflores e se deslocar para o aeroporto La Carlota, localizado na cidade de Caracas, para embarcar em um avião para o República Dominicana. Com a notícia da derrubada, a população saiu às ruas, saqueando as casas dos partidários do regime, atacando a sede da Segurança Nacional e linchando funcionários.

Também foi destruída a sede do jornal governamental El Heraldo. Além disso, em poucas horas o Palácio de Miraflores tornou-se o ponto de encontro dos rebeldes e de muitos líderes políticos, que procederam à nomeação de uma Junta de Governo Provisório que substituiu o regime deposto. O Conselho constituiu o Almirante Wolfgang Larrazábal, Comandante-Geral da Marinha, como presidente junto com os coronéis Luis Carlos Araque, Pedro José Quevedo, Roberto Casanova e Abel Romero Villate. Na madrugada de 23 de janeiro, os venezuelanos celebraram a queda de Pérez Jiménez, protestando contra a presença de membros do perejimenismo do Conselho de Administração, incluindo Romero Casanova Villate, que acabou sendo forçado a renunciar e posteriormente substituído em 24 de janeiro pelos empresários Eugenio Mendoza e Blas Lamberti.

Jipes e blindados nas ruas de Caracas em 23 de janeiro de 1958.

O General Pérez Jiménez fora o 6º ditador latino-americano deposto ou assassinado em menos de seis anos em 1958.

Um dos bairros de Caracas, Barrio 23 de Enero (Bairro 23 de Janeiro), é nomeado em homenagem ao evento.

Para facilitar o trabalho do Conselho Diretor e o restabelecimento da democracia na Venezuela, foi criado um gabinete provisório, composto por advogados, empresários e executivos e pelo Coronel Jesús María Castro León, do Ministério da Defesa. Posteriormente, o Conselho Diretor convocou eleições para dezembro daquele ano, libertou presos políticos em todo o país, ampliou o Conselho Patriótico com representantes de setores independentes, nomeando o jornalista Fabrício Ojeda como presidente.

Também deu início ao processo de punição dos exilados jimenistas que retornavam.

Um exército bem armado

General Marcos Evangelista Pérez Jiménez.
Entre outras coisas, Jiménez usou o petróleo da Venezuela para financiar um exército muito bem equipado, e o país foi um dos primeiros a adotar os fuzis FN49 e FAL.

A Venezuela fez uma encomenda de 5.000 fuzis FAL fabricados pela FN em 1954, no calibre 7x49,15mm Optimum 2; este 7x49mm, também conhecido como 7mm Liviano ou 7mm venezuelano, é essencialmente um cartucho 7x57mm encurtado para comprimento intermediário e mais perto de ser uma verdadeira munição intermediária do que o 7,62x51mm OTAN.

Este calibre incomum foi desenvolvido em conjunto por engenheiros venezuelanos e belgas motivados por um movimento global em direção aos calibres intermediários. Os venezuelanos, que usavam exclusivamente a munição 7x57mm em suas armas leves e médias desde a virada do século XX, sentiram que era uma plataforma perfeita para basear um calibre feito sob medida para os rigores particulares do terreno venezuelano. Eventualmente, o plano foi abandonado, apesar de ter encomendado milhões de munições e milhares de armas deste calibre. Com a escalada da Guerra Fria, o comando militar sentiu que era necessário alinhar-se com a OTAN por motivos geopolíticos, apesar de não ser um membro, resultando na adoção do cartucho 7,62x51mm OTAN. Os 5.000 fuzis do primeiro lote foram recalibrados em 7,62x51mm.

O FAL e FAP venezuelanos do modelo 7mm Liviano.

Pacote de munição 7mm Liviano.

Silhueta de um soldado venezuelano com o FAL 7mm. (Forgotten Weapons)

O mesmo soldado mais visível enquanto pega uma carona em um blindado. (Forgotten Weapons)

Soldados venezuelanos em posição com o FAL 7mm e o FN BAR Modelo D.
O quebra-chama distinto do FAL venezuelano é visível próximo ao carregador do BAR.
(Forgotten Weapons)

Esse primeiro modelo de FAL venezuelano em 7mm também era equipado com um quebra-chama de três pontas distinto. Em 1961, um segundo lote de fuzis FAL foi encomendado no calibre 7,62mm OTAN, e as armas existentes também foram convertidas para esse calibre, com o FAL de 7mm existindo apenas brevemente, de 1954 a 1961, com a sua única ação real na Venezuela no golpe de 1958.

Um outro exemplo foi na Revolução Cubana. Ao marchar vitoriosamente em Havana em 1959, Fidel Castro carregava um FN FAL venezuelano em 7mm Liviano.

A Venezuela foi o primeiro país a encomendar o FN49, com um lote de 4.000 fuzis em 1948 e outro de 4.000 em 1951. Estes foram calibrados no cartucho 7x57mm Mauser, que fora a munição padrão na Venezuela por muitos anos. Essas armas serviram ao lado de fuzis de ferrolho FN 24/30 Mauser de mesmo calibre 7mm Mauser.

Soldados venezuelanos com fuzis FN 24/30 Mauser e FN49 em 7mm Mauser.
(Forgotten Weapons)

Tropas armadas com fuzis FN 24/30 Mauser em 7mm Mauser em meio à população.
(Forgotten Weapons)

Soldados com a baioneta longa do fuzil FN 24/30 Mauser.

Outra arma rara que tomou parte no golpe foi a submetralhadora francesa Hotchkiss Universal, que é dobrável. A Venezuela é um dos poucos países que comprou essa arma. Dois militares são vistos com a Hotchkiss Universal atrás de um oficial empunhando um microfone.

A coronha distinta de um Hotchkiss Universal aparece na extrema esquerda. O oficial atrás do homem com o microfone também está segurando uma Universal pelo cano. Um guarda-costas com uma submetralhadora M1A1 Thompson está em pé no fundo. (Forgotten Weapons)

Os mesmos homens tomando posições na varando pouco depois. As submetralhadoras Hotchkiss Universal e M1A1 Thompson estão claramente visíveis. (Forgotten Weapons)

Dobragem da Hotckiss Universal

O canal Forgotten Weapons fez um vídeo demonstrando esse sistema de dobragem da submetralhadora Hotchkiss Universal.

Legado

Pérez Jiménez se recusou a resistir o golpe. Quando incitado a bombardear com artilharia a academia militar sublevada, Pérez respondeu "eu não mato cadetes". O ex-ditador se exilou na República Dominicana de Trujillo e depois em Miami, nos Estados Unidos. Ele depois se mudaria para a Espanha de Franco, morrendo em Alcobendas, no distrito de Madri, aos 87 anos em 20 de setembro de 2001. 

Pérez Jiménez (mais conhecido como "P.J.") é considerado um dos melhores presidentes que a Venezuela já teve. Seu sucessor, Rómulo Betancourt, continuou seus projetos nacionais e crescimento do poder de compra dos venezuelanos. Betancourt permaneceu alinhado aos Estados Unidos e foi alvo de um atentado à bomba por terroristas comunistas em 1960.

Soldado armado com o primeiro modelo do FAL venezuelano vigiando a limusine do presidente Rómulo Ernesto Betancourt Bello, danificada por uma bomba em 1960.
(Daniel/ Forgotten Weapons)

O General Pérez Jiménez iniciou sua carreira militar em 1931, quando ingressou no Colégio Militar da Venezuela, graduando-se como Segundo Tenente em 1933, com as melhores notas de sua turma, sem ter ultrapassado sua média na história da Academia Militar da Venezuela. Em 1941 fez cursos de especialização na Escola Militar de Chorrillos, em Lima, Peru, junto com o ex-Ministro do Desenvolvimento e Obras Públicas, General de Brigada José del Carmen Cabrejo Mejía durante o governo militar do General Manuel A. Odria, sendo promovido a capitão ao retornar à Venezuela.

Pérez Jiménez fez uso do aumento do preço do petróleo para iniciar e concluir muitos projetos de obras públicas, incluindo estradas, pontes, prédios governamentais e moradias públicas, bem como o rápido desenvolvimento de indústrias como hidroeletricidade, mineração e aço. A economia da Venezuela desenvolveu-se rapidamente enquanto Jiménez estava no poder, com a inflação controlada entre 0,84% a 1,67%.

Um dos mais ousados projetos de Jiménez foi o Plano Ferroviário Nacional, que uniria quase todo o território nacional venezuelano pela malha ferroviária, solucionando assim um dos principais problemas dos países subdesenvolvidos: a integração territorial. Apenas a primeira etapa foi realizada - a união de Puerto Cabello com Barquisimeto - e a segunda foi cancelada por Betancourt.

Outra frente foi a criação de grandes blocos urbanos, com enormes conjuntos habitacionais públicos e o simbólico Humboldt Hotel & Tramway com vista para Caracas. A Venezuela, nessa época, era chamada de "A Jóia da América do Sul", e os venezuelanos tiveram a maior renda per capita sul-americana até a década de 1980.

O esforço modernizante de Jiménez também incentivou a imigração européia à Venezuela, fazendo uso do nível de instrução e cultural dos novos imigrantes para o desenvolvimento imediato da sociedade venezuelana.

A década de 50 é considerada a época em que começa a institucionalização da ciência e o desenvolvimento de uma verdadeira política científica na Venezuela que deu lugar à produção de conhecimento científico sistemático, financiado, com reconhecimento social e com apoio direto. estatal ou da empresa privada. Durante esses anos iniciais, a política científica na Venezuela deu maior peso às ciências básicas do que as ciências aplicadas e o desenvolvimento tecnológico.

Em 29 de abril de 1954, o Instituto Venezuelano de Neurologia e Pesquisa do Cérebro (IVNIC) foi fundado nas terras dos Altos de Pipe sob a direção de Humberto Fernández-Morán. Vários pesquisadores estrangeiros especializados principalmente em pesquisa biomédica foram contratados, bem como bem como a compra e instalação de um Reator Nuclear do Centro de Física, o primeiro do gênero na América Latina.

A origem do golpe de 1948 que acabaria levando PJ ao poder em 1952 ocorreu pelo temor de cortes nos salários dos soldados e pela falta de equipamento militar modernizado. A Venezuela adquiriu considerável quantidade de material militar e suas forças eram notadamente bem instruídas, sempre notadas pela precisão de marcha durante desfiles.


Em sua edição de 28 de fevereiro de 1955, a revista americana Time homenageou Marcos Pérez Jiménez com sua capa. Junto com o retrato na capa, você pode ler a frase "From buried riches, a golden rule" ("Das riquezas enterradas, um governo de ouro"). O artigo nesta publicação dedicado ao governante foi intitulado "VENEZUELA: Skipper of the Dreamboat" (Venezuela: Capitão do Barco dos Sonhos).

Pérez Jiménez ainda mudou o nome do país, que desde 1864 era "Estados Unidos da Venezuela", para "República da Venezuela". Esse nome permaneceu até 1999, quando foi alterado para República Bolivariana da Venezuela por um referendo constitucional.

Embora as coisas tenham terminado mal para Jiménez entre prisões e exilados, sua imagem para alguns cidadãos passou por uma espécie de reabilitação em ambos os lados do espectro político hoje, de acordo com alguns meios de comunicação e colunas de opinião. O período de Pérez Jiménez no poder é historicamente lembrado como um governo de raízes nacionalistas. Seu governo baseava-se em um pragmatismo ideológico caracterizado pela Doutrina do Bem Nacional (Doctrina del Pozo Nacional), que para o regime se expressava em que o Novo Ideal Nacional (Nuevo Ideal Nacional) seria o farol filosófico que orientaria as ações do governo.

Seu legado político conhecido como Perezjimenismo foi sustentado pelo partido político Cruzada Cívica Nacionalista (CCN), que ocupou cadeiras no Congresso de 1968 a 1978. Nos últimos anos, houve um renascimento do Perezjimenismo e do Nuevo Ideal Nacional, com vários grupos revisando e mantendo o legado de Marcos Pérez Jiménez.


Em 25 de abril de 2010, o presidente Hugo Chávez comentou em uma das edições do seu programa semanal Aló Presidente

“Acredito que o General Pérez Jiménez foi o melhor presidente que a Venezuela teve em muito tempo. (...) Foi melhor que Rómulo Betancourt, ele era melhor do que todos eles. Não vou citar. (...) Eles o odiavam porque ele era militar”. (...) “Veja, se não fosse pelo General Pérez Jiménez, você acha que teríamos o Forte Tiuna, a Academia, o Efofac, o Círculo Militar, Los Próceres, a rodovia Caracas-La Guaira, as superquadras de '23 de enero'?, Rodovia Centro, Teleférico, Siderúrgica, Guri?"


Bibliografia recomendada:

Latin America's Wars:
The Age of the Professional Soldier, 1900-2001.
Robert L. Scheina.

Leitura recomendada:

O Fuzil FN49 - Uma Breve Visão Geral30 de março de 2020.

GALERIA: FN49 do contrato egípcio9 de maio de 2020.

VÍDEO: Instrutora de fitness filmou um treino ao vivo durante o golpe de Mianmar3 de fevereiro de 2021.

Eleições Não Importam, Instituições Sim8 de janeiro de 2020.

Os Processos Políticos nos Partidos Militares do Brasil, 21 de janeiro de 2020.

Poderia haver uma reinicialização da Guerra Fria na América Latina?4 de janeiro de 2020.

PERFIL: General Germán Busch Becerra - Herói do Chaco e presidente da Bolívia (1937-1939)22 de outubro de 2020.

FOTO: Soldados caribenhos, 21 de abril de 2020.

FOTO: Forças de Defesa do Caribe Oriental em Granada21 de fevereiro de 2020.

FN FAL: “O Braço Direito do Mundo Livre”14 de janeiro de 2020.

GALERIA: Snipers no Forças Comando na República Dominicana3 de novembro de 2020.

domingo, 5 de julho de 2020

A submetralhadora MAS-38


Por Martin K.A. Morgan, Shooting Illustrated, 26 de dezembro de 2017.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 5 de julho de 2020.

Walter Audisio foi a figura principal do movimento de resistência italiano em Milão e operou sob o nome de guerra "Coronel Valerio" pelo bem do anonimato. Em 28 de abril de 1945, ele deixou Milão com outro partisan comunista e dirigiu para o norte, em direção ao lago Como. No dia anterior, uma coluna de veículos alemães havia sido interceptada perto da vila de Dongo, que incluía, entre outros líderes fascistas de alto escalão, ninguém menos que o próprio “Il Duce”: Benito Mussolini. Juntamente com sua amante Claretta "Clara" Petacci, Mussolini havia fugido de Milão em 25 de abril, na tentativa de escapar pela fronteira para a Suíça, mas essa tentativa falhou quando os guerrilheiros prenderam o casal no dia 27.

Walter Audisio.

As notícias das prisões chegaram rapidamente ao Comando Geral de todas as unidades partisans e uma ordem de execução foi prontamente emitida. É por isso que Walter Audisio viajou para Dongo naquela tarde de sábado. Depois de chegar à vila, Petacci e Mussolini foram coletados e depois levados para o sul até a Villa Belmonte, na vila de Giulino de Mezzegra. Eles foram forçados a ficar diante dos portões da frente da casa, enquanto Audisio preparava uma submetralhadora esotérica francesa, emprestada de outro guerrilheiro. Às 16:10h, ele apertou o gatilho e terminou duas vidas, uma das quais foi reconhecida como a principal responsável pelo desastre que caracterizou a experiência italiana na Segunda Guerra Mundial.

(Esquerda) Mantendo a ação livre de detritos, a alavanca de manejo não-recíproca também continha uma tampa. (Direita) Para ajudar a manter a MAS-38 livre de detritos indutores de engripamento, o poço do carregador tem uma tampa articulada para fechar uma avenida potencial de sujeira.

A submetralhadora francesa obscura que Walter Audisio usou para acabar com a vida de Clara Petacci e Benito Mussolini foi a Pistolet Mitrailleur Manufacture d'Armes de Saint-Étienne modèle 38, geralmente chamada de submetralhadora MAS-38. Criada no final da década de 1930, numa época em que as forças armadas francesas estavam se esforçando para se modernizar, a MAS-38 completou o pacote de armas de fogo militares que também incluía a Pistolet automatique modèle 1935A, o fuzil ferrolhado MAS Modèle 36, e o Fusil-mitrailleur Modèle 1924 M29. Ela parecia e manuseava ao contrário da maioria de seus contemporâneos, na medida em que um pronunciado diédro dominava sua anatomia geral e pesava menos de 8 libras (3,45kg), carregada. Um comprimento total de 24,5 polegadas (63,5cm) produzia uma compacidade que os operadores apreciavam.


O MAS-38 foi projetado para alimentar o cartucho Longue de 7,65x20mm a partir de um carregador destacável de 32 tiros bifilar, tipo cofre, semelhante ao carregador usado pelas submetralhadoras Thompson e Beretta. Embora produzisse velocidades iniciais ligeiramente mais altas, o 7,65 Longue se comparou aproximadamente ao cartucho de .32 ACP (7,65x17mm) de John Browning, e os franceses o escolheram especificamente porque seu impulso de recuo leve tornaria a submetralhadora mais controlável do que uma que dispara um cartucho de calibre maior gerando recuo mais pesado.

As alças e massas de mira estão deslocadas para a esquerda; a alça de mira tem duas aberturas, uma para trabalhos em proximidade e uma (otimista) à distância.

Ao contrário dos projetos contemporâneos das submetralhadoras Thompson e Beretta, a MAS-38 só podia disparar no modo automático com uma cadência de tiro de 600 disparos por minuto, um recurso que simplificou significativamente seu projeto de recuo (blowback). Uma tampa de proteção com dobradiça para o carregador protegia a ação mecânica contra a intrusão de sujeira, assim como a alavanca de manejo/tampa não-recíproca do ferrolho. O projeto também apresentava duas aberturas de alça de mira dobráveis definidas para 100 e 200 metros, além de um registro de segurança que poderia ser acionada quando o gatilho fosse pressionado para frente.


Apesar de todas as qualidades não-convencionais e diminutivas da sua aparência, a MAS-38 foi na verdade um projeto militar bem-sucedido, embora não servisse apenas à República Francesa. A arma entrou em produção em 1939, quando as nuvens de guerra começaram a se acumular sobre a Europa. Então, quando a Alemanha invadiu em 1940, a MAS-38 lutou até o Armistício de Compiègne em 22 de junho e o subsequente estabelecimento do governo de Vichy de Philippe Pétain. Além dos exemplares capturados com a queda da França, a MAS-38 permaneceu em produção em Saint-Étienne durante a Segunda Guerra Mundial, e os alemães a padronizaram sob a designação MP722(f). De fato, foi uma MP722(f) capturada que Walter Audisio usou para matar Mussolini na Villa Belmonte, no lago Como, perto do final de abril de 1945.

MAS-38 usada por Walter Audisio para executar Mussolini exposta no Museu Histórico Nacional da Albânia.

Mas a história da MAS-38 não terminou com a conclusão da Segunda Guerra Mundial. Embora a submetralhadora MAT-49 de 9mm tenha começado a substituí-la durante a década de 1950, a MAS-38 continuou a servir na Indochina, armando as tropas francesas e o Viet Minh. A pequena arma distintiva também teve um papel de apoio durante a guerra de sete anos na Argélia. As forças militares dos EUA até ocasionalmente a encontraram armando o Viet Cong na década de 1960.

Após um breve mas violento confronto com o Viêt-minh, um atirador do 22º BTA (Batalhão de Tirailleurs Argelinos) mata a sede de um de seus companheiros feridos. Este, deitado em uma maca e vestido rapidamente, trazia consigo sua submetralhadora MAS 38. Tra Vinh, Cochinchina, outubro de 1950.

Na década de 1970, no entanto, a submetralhadora MAS-38 havia atingido o fim de sua vida útil e começou a desaparecer na obscuridade. Hoje vive apenas em museus e em algumas coleções particulares, portanto não é uma peça particularmente comum. Embora não pareça muito e possa não ser tão familiar, esta submetralhadora francesa pequenininha derrubou um dos ditadores mais opressivos do século XX.

Benito Mussolini.

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terça-feira, 3 de março de 2020

GALERIA: A Uzi iraniana

Antigo comando iraniano do tempo do Xá com uma Uzi israelense com baioneta, quando as armas eram novas em folha.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 3 de março de 2020.

Projetado pelo judeu-alemão Uziel Gal, que se mudou para Israel e teve uma carreira distinta nas Forças de Defesa de Israel, a submetralhadora Uzi é um ícone de Israel e do Ocidente há décadas. O Irã do Xá comprou Uzis com seu emblema nacional estampado e um seletor de tiro escrito em farsi. Após a Revolução Iraniana de 1979, a nova República Islâmica herdou todas as armas da era do Xá, dos Tomcats F-14 dos EUA às submetralhadoras Uzi de Israel.

Curiosamente, o Irã revolucionário não alterou nenhuma marcação nas armas israelenses, mantendo o antigo emblema do Xá e as iniciais da IMI intactos. No Irã, a Uzi foi usada principalmente em segurança naval e nas forças especiais. Outras Uzis israelenses-iranianas chegaram ao Iraque, sendo capturadas por soldados da Coalização americana, assim como nos mercados de armas da Síria. Em 2018, uma dessas Uzis estava à venda em Idlib, na Síria, por US$ 400. Hoje, as IMI Uzi originais de 30 anos ainda estão em serviço, mas o Irã também começou a fazer cópias (sem licença) da Uzi em 2019. Essas submetralhadoras  fabricadas no Irã provavelmente estarão em serviço mais amplo que a IMI Uzi. O recipiente principal é o Exército (Forças Terrestres do Corpo da Guarda Revolucionária da Revolução Islâmica, NEZSA) com planos para um fornecimento mais geral do que antes.

O antigo emblema nacional, que estava na bandeira do Irã antes da Revolução Islâmica de 1979. O selo foi deixado intacto, coroa e tudo.

Marcações em Farsi, número de série e estampa IMI (Israeli Military Industries).

Marcações do seletor de tiro no idioma farsi.

Sargento comando iraniano com uma Uzi.



Menina do Pasdaran, o ramo infanto-juvenil da Guarda Revolucionária.



BÔNUS: Chuck Norris e a Uzi

Chuck Norris atirando com uma Uzi em frente a um quadro do Aiatolá Khomeini.

Bibliografia recomendada:

The Uzi Submachine Gun.
Chris McNab.

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