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domingo, 15 de agosto de 2021

LIVRO: O Pelotão de Assalto da Companhia de Granadeiros


Por Peter Samsonov, Tank Archives, 6 de agosto de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 15 de agosto de 2021.

The Assault Platoon of the Grenadier-Company November 1944 German Army Pamphlet - Merkblatt 25a/16 é o segundo livro de Bernard Kast (Military History Visualized) e Christoph Bergs (Military Aviation History). Muito parecido com seu primeiro livro, The Assault Platoon of the Grenadier-Company é uma tradução de um panfleto tático alemão, mas sob um olhar mais atento é muito mais do que isso.

O Pelotão de Assalto da Companhia de Granadeiros:
Novembro de 1944.
Panfleto do Exército Alemão - 
Merkblatt 25a/16.
Bernard Kast e Christoph Bergs.

Assim como no primeiro livro [German Army Regulation on the Medium Tank Company], o texto original em alemão e a tradução em inglês são fornecidos lado a lado. Este livro não oferece apenas uma tradução, mas também uma interpretação do texto original. Uma vez que a língua alemã e a terminologia militar não são as mesmas hoje que eram na década de 1940, notas de rodapé são fornecidas para notificar o leitor sobre as mudanças. Existem também alguns conceitos ou termos com os quais se esperava que o leitor original estivesse familiarizado, mas é provável que um leitor moderno não saiba. Eles também são explicados nas notas de rodapé ou no glossário. Quaisquer ambigüidades potenciais que poderiam ter surgido em uma tradução para o inglês também são explicadas em notas de rodapé. Todos os diagramas foram redesenhados a partir dos originais e o texto é apresentado em alemão e inglês.

Embora o subtítulo do livro seja Panfleto do Exército Alemão - Merkblatt 25a/16, apenas um capítulo do livro é dedicado à tradução deste panfleto. O leitor também recebe uma série de suplementos mencionados no panfleto 25a/16, incluindo um panfleto semelhante para o pelotão de submetralhadoras da companhia de granadeiros, manual de marcha e formação, plano de batalha, exercícios de tiro e instruções para combate corpo-a-corpo, todos os quais contêm trechos relevantes de outros panfletos alemães. Existem também vários capítulos escritos do zero pelos autores: legendas para unidades e símbolos de mapa, um glossário, uma visão geral dos predecessores do fuzil StG 44 e uma ilustração da arma e seus componentes. O livro termina com uma extensa bibliografia, mostrando o quanto foi feito para garantir que o leitor tivesse o contexto completo ao ler os manuais fornecidos.

O livro consiste em 134 páginas fornecidas em alemão e inglês, bem como cerca de uma dúzia de páginas para a introdução, agradecimentos e bibliografia, que são impressas apenas em inglês. O resultado são cerca de 280 páginas de alguns dos conteúdos mais detalhados sobre o combate da infantaria alemã que já vi até hoje. Esta análise é baseada na Edição do Apoiadores de capa dura. A qualidade de impressão é alta e a encadernação é resistente. Não tenho motivos para acreditar que outras versões deste livro não sejam igualmente de alta qualidade.

Uma cópia de capa dura semelhante pode ser obtida por US$ 47,30 dólares, uma cópia de capa em brochura está disponível por US$ 29,60 no momento da redação.

Fãs desse formato também podem encomendar o terceiro livro de Kast e Bergs Stuka: A Doutrina do Bombardeiro de Mergulho Alemão aqui.

Post-script: O Grupo de Combate de infantaria alemão

O Grupo de Combate de Infantaria Alemão em 1940-1945.
(Grenadierschule)

O Grupo de Combate era o menor elemento de combate da infantaria alemã (que não formava esquadras-de-tiro). Como de praxe, o GC alemão girava em torno das metralhadoras (geralmente MG34 e MG42), com o GC sendo dissolvido caso perdessem a metralhadora do GC. O vídeo abaixo detalha as funções, postos e equipamentos do Gruppe alemão.


Bibliografia recomendada:

German Infantryman:
The German soldier 1939-45 (all models).


Leitura recomendada:





domingo, 8 de agosto de 2021

ARTE MILITAR: O sistema Vampir em ação

"O StG-44 infravermelho".
(
Ramiro Bujeiro / Osprey Publishing)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 8 de agosto de 2021.

Ilustração de Ramiro Bujeiro para o livro German Automatic Rifles 1941-45: Gew 41, Gew 43, FG 42 and StG 44, de Chris McNab para a Osprey Publishing. A lâmina demonstra a fase final da infantaria alemã, quando o Comando alemão tenta remediar a falta de landsers (soldados de infantaria) com o aumento de poder de fogo do grupo de combate com armas automáticas.

Volksgrenadiers equipados com fuzis StG-44 lutando nas Ardenas, em Luxemburgo, dezembro de 1944.

O fuzil de assalto StG-44, o primeiro armamento de sua classe, foi o maior exemplo dessa estratégia. Entre as muitas idéias de última linha de defesa estava um dos primeiros sistemas de visão infravermelha empregado em combate: o sistema Vampir (Vampiro), primeiro empregado em fevereiro de 1945.

Segue a legenda da lâmina:

O StG-44 infravermelho

Três Panzergrenadiers alemães se engajam em combates ferozes em março de 1945, nas florestas do leste da Alemanha. Dois soldados estão armados com os StG-44. Um deles, se abrigando atrás de uma árvore, tem seu fuzil equipado com uma mira infravermelha Zielgërat 1229 'Vampir'O holofote infravermelho que forma a parte superior da mira iluminaria o campo de visão quando observado pela mira ótica abaixo. Observe as baterias volumosas que o soldado usa nas costas para alimentar o sistema de mira; tanto por razões de peso quanto por sua distribuição limitada, o Vampir dificilmente era um encaixe prático. Seu camarada mais à frente dispara seu fuzil na floresta, lançando rajadas controladas totalmente automáticas a uma cadência cíclica de 500rpm. O soldado à esquerda tem um fuzil Kar 98k, que contrasta fortemente com o poder de fogo mais moderno de seus camaradas. Ele está no processo de recarregamento e um estojo do cartucho 7,92x57mm Mauser está sendo ejetada do ferrolho aberto. O StG-44 representou um conceito tão diferente no calibre do fuzil quanto no design do fuzil.

- Chris McNab, German Automatic Rifles 1941-45, pg. 62.

Modelo de um soldado carregando o sistema Vampir.

Bibliografia recomendada:

German Automatic Rifles 1941-45:
Gew 41, Gew 43, FG 42 and StG 44.
Chris McNab.

Leitura recomendada:



Mausers FN e a luta por Israel, 23 de abril de 2020.

Os mitos do Ostfront, 2 de novembro de 2020.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Gun Review: Uma análise aprofundada de um Sturmgewehr alemão


Por Alex C., The Firearm Blog, 11 de janeiro de 2013.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 18 de fevereiro de 2020.

O Sturmgewehr alemão é uma arma de fogo que não precisa de introdução. Foi o primeiro fuzil de assalto bem sucedido do mundo (apesar do que algumas pessoas precisam dizer sobre o Fedorov Avtomat) e foi usado com grande sucesso pelas forças do Terceiro Reich. Este instrumento de guerra verdadeiramente revolucionário inspirou inúmeros outros projetos e influenciou muitas armas portáteis desenvolvidas durante o século XX. É incrível que essas armas ainda sejam notícia e ainda sejam usadas em combate.

Rebelde do Exército Síria Livre com um StG-44.

Este exemplar em particular que iremos analisar é um modelo de pré-produção MP43/1 inicial. Este fuzil foi fabricado entre dezembro de 1942 e abril de 1943. Isso ocorreria logo após os testes iniciais de fabricação do MKb 42. Em dezembro de 1942, Hitler ordenou que todas as armas de teste de pré-produção parassem devido a alguns combates na hierarquia do Terceiro Reich, mas, indo contra o Führer, alguns homens o designaram MP-43 para colocá-lo sob o contrato de submetralhadora e foi permitido continuar em sigilo (que só passou de 12/42 a 4/43, portanto esse fuzil provavelmente foi fabricado nesse período). A maioria dos MP43 de abril de 1943 e MP43 de produção tardia foram carimbados com STG-44 depois que Hitler aprovou a arma para combate. Esses são geralmente chamados de 44 supra-estampados. Ele tem a visão frontal anterior e possui um cano de passo, o que o coloca no período de 1943.


Outra observação interessante é que este exemplar em particular não possui um retém de lançador de granadas, um recurso adicionado a fuzis posteriores. As datas de fabricação desses fuzis podem ser fixadas em meses, em vez de anos, porque foram feitos apenas por um curto período e com várias alterações importantes em rápida sucessão. Ele também não possui uma porca de boca. Isso não é necessariamente uma peça que falta, pois alguns dos primeiros MP43 não tinham uma. Este fuzil teria sido suprido quase que exclusivamente para soldados da SS na Frente Oriental*. Apenas uma quantidade muito pequena de MP43 chegou às mãos dos soldados da Wehrmacht e essas foram para as unidades Fallschirmjäger. A maioria dos MP43 capturados que sobreviveram foram recuperados pelos russos, que os venderam para os países do bloco oriental até os anos 60 e finalmente os levaram aos EUA através de vendas de exportação. Então, é provável que esse fuzil tenha pertencido a um soldado da SS na frente oriental. Muito legal, né?

*Nota do Tradutor: A 93ª Divisão de Infantaria recebeu alguns em outubro de 1943, e os utilizou na Frente Oriental. Segundo Chris McNab, as 1ª e 32ª Divisões de Infantaria fizeram testes preliminares com o MP43, sendo suprido para unidades específicas em 25 de abril de 1944.


Esta arma parece ser do fabricante Haenel (o fabricante original, e mais prolífico). Eles produziram cerca de 185 mil fuzis no total. Você pode encontrá-los com o carimbo “fixo”, que é visto tanto na parte superior quanto na inferior. No entanto, o cano não foi carimbado como deveria ser. É interessante notar que os números de série que não correspondem são comuns porque os canos Haenel não correspondem.


O Sturmgewehr se desmonta em primeiro escalão de maneira muito semelhante a um fuzil H&K G3 ou submetralhadora MP5. O retém traseiro que mantém a coronha no lugar é afixado e, quando removido, permite que a armação inferior abra, o que lembra estranhamente as armas de fogo H&K estampadas. O conjunto do gatilho ainda tem uma alavanca de disparo do gatilho no mesmo local.


As semelhanças com os projetos da H&K terminam aí, já que o fuzil não usa o famoso sistema operacional com trancamento por roletes, mas sim um pistão a gás de longo curso, semelhante à família AK. O ferrolho também é do tipo não-rotativo e se assemelha ao sistema de trancamento do ferrolho basculante do fuzil SKS/Simonov.


Segurando um Sturmgewehr é segurar um pedaço da história, pois cada um desses fuzis é realmente uma cápsula do tempo que representa um ponto alto na engenharia da metade do século XX que inspirou muitos projetos e projetistas. Um agradecimento especial ao meu amigo CJ por me ajudar a pesquisar a história deste exemplar. Fique atento para uma resenha de tiro!


Alex é escritor sênior do The Firearm Blog e diretor da TFBTV.

Bibliografia recomendada:

German Automatic Rifles 1941-45:
Gew 41, Gew 43, FG 42 and StG 44.
Chris McNab.

Leitura recomendada:




Mausers FN e a luta por Israel23 de abril de 2020.