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sábado, 12 de fevereiro de 2022

FOTO: Mercenário do Corpo Eslavo com retrato de Bashar al-Assad

Mercenário da PMC Corpo Eslavo com um retrato de Bashar al-Assad, 2013.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 12 de fevereiro de 2022.

Um combatente da Companhia Militar Privada (Private Miltiary Company, PMC) russa Slavyanski Korpus (Corpo Eslavo / Славянский Корпус) posando com o retrato do presidente Bashar al-Assad na Síria, em 2013. O Corpo Eslavo precedeu o Grupo Wagner e teve vida curta, sendo aniquilado em uma emboscada do Jaysh al-Islam (Exército do Islã). Ao chegarem ao aeroporto de Vnukovo, em Moscou, os mercenários sobreviventes foram detidos pelas autoridades; pois o mercenarismo é oficialmente ilegal na Rússia. Alguns destes mercenários foram incorporados no nascente Grupo Wagner.

Vídeos de combate do Corpo Eslavo mostram algumas operações, inclusive um combate noturno com uso de OVN, onde um canhão autopropulsado 2S1 Gvozdika do Exército sírio é visto atirando.

Segundo relatos da mídia, o Corpo Eslavo foi registrado em Hong Kong por dois funcionários da empresa de segurança privada Moran Security Group, os cidadãos russos: Vadim Gusev e Yevgeniy Sidorov.

Na primavera de 2013, anúncios de emprego de uma empresa sediada em Hong Kong surgiram em vários sites militares russos. Os anúncios prometiam 5.000 dólares por mês para os serviços de guarda protegendo as instalações de energia na Síria durante a guerra civil naquele país. Os anúncios atraíram a atenção de ex-membros da OMON, SOBR, VDV e Spetsnaz; muitos deles tinham experiência militar anterior na Guerra Civil do Tajiquistão, bem como na Segunda Guerra da Chechênia.

A foto mais famosa do Corpo Eslavo na Síria.

Em 2013, depois de chegar inicialmente a Beirute, no Líbano, os mercenários foram transferidos primeiro para Damasco, a capital da Síria, e depois para uma base do exército sírio em Latakia. Em outubro, o Corpo Eslavo tinha uma força de 267 contratados divididos em duas companhias que estavam presentes em Latakia.

Os contratados receberam equipamentos desatualizados, o que levantou preocupações entre os participantes. Eles logo perceberam que a FSB e o governo sírio não tinham envolvimento com a operação. Aqueles que desejavam retornar à Rússia não tiveram escolha a não ser ganhar sua passagem de volta através da participação direta na guerra civil síria. O novo objetivo do Corpo Eslavo foi descrito como guardar os campos de petróleo de Deir ez-Zor. Em vez dos prometidos T-72, os contratados receberam ônibus cobertos de placas de metal. A caminho de Deir ez-Zor, a coluna encontrou um helicóptero da força aérea síria que colidiu com uma linha de transmissão e caiu em cima duma caravana, ferindo um dos contratados.

Em 18 de outubro, a coluna recebeu ordens para reforçar as forças do exército sírio na cidade de Al-Sukhnah. Três horas em sua jornada, a coluna foi atacada. Com a ajuda de um canhão autopropulsada do exército sírio e apoio aéreo de um único caça, os contratados assumiram uma posição defensiva. Os combatentes do Jaysh al-Islam, de dois a seis mil homens (de acordo com os russos), tentaram um movimento de pinça. Em desvantagem numérica, os contratados recuaram para seus veículos enquanto uma tempestade no deserto cobria o campo de batalha. No rescaldo da batalha, seis membros do Corpo Eslavo foram feridos. Tendo falhado em atingir seus objetivos, o grupo retornou à Rússia.

Ao chegar ao Aeroporto Internacional de Vnukovo, os participantes foram detidos pela FSB por suspeita de agir como mercenários, o que é punível nos termos do artigo 359 da lei penal russa. Apesar do fato de a empresa estar registrada em Hong Kong, os proprietários, Gusev e Sidorov, também foram acusados e condenados em outubro de 2014.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

ENTREVISTA: Mercenários Wagner na Síria

Por John Sparks, Sky News, 10 de agosto de 2016.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 8 de fevereiro de 2022.

Revelado: os "mercenários secretos" da Rússia na Síria.

John Sparks, correspondente em Moscou da Sky News, fala com homens que afirmam que foram treinados e voaram em aviões militares russos para ajudar as tropas leais a Bashar al-Assad.

Se a Rússia é uma nação em guerra, o Kremlin sempre teve o cuidado de enquadrar sua campanha na Síria como uma operação aérea. Além de um número limitado de "instrutores e conselheiros militares", as autoridades russas afirmaram repetidamente que não precisam colocar "botas no chão".

Um dos ex-mercenários que afirma ter sido treinado e enviado para lutar na Síria.

A narrativa russa de conflito de baixo custo foi seriamente desafiada, no entanto, por um grupo de jovens russos que afirmam que o envolvimento de seu país na Síria é muito mais extenso - e mais caro - do que qualquer um no governo do presidente Putin está preparado para admitir. Esses indivíduos disseram à Sky News que foram recrutados por uma empresa militar privada altamente secreta chamada "Wagner" e levados para a Síria a bordo de aviões de transporte militares russos.

Exclusivo: Soldados Secretos da Rússia lutando na Síria

Pelo equivalente a £ 3.000 por mês (R$ 21.421,20), eles dizem que foram jogados em batalhas e tiroteios com facções rebeldes - incluindo o Estado Islâmico. Dois do grupo, Alexander e Dmitry, disseram à Sky News que se sentiam sortudos por estarem vivos.

"É 50-50", disse Alexander (nome fictício). "A maioria das pessoas que vão lá pelo dinheiro acaba morta. Aqueles que lutam por ideais, para lutar contra os americanos, forças especiais americanas, alguma ideologia - eles têm uma chance melhor de sobrevivência."

"Aproximadamente 500 a 600 pessoas morreram lá", afirmou Dmitry. "Ninguém nunca vai descobrir sobre eles... essa é a coisa mais assustadora. Ninguém nunca vai saber."

Mercenários russos supostamente lutaram no leste da Ucrânia.

O primeiro-ministro do país, Dmitry Medvedev, alertou em fevereiro que o envio de tropas terrestres por potências estrangeiras poderia resultar em uma "guerra mundial". Ele parece ter excluído o uso de mercenários russos desse cálculo, no entanto - embora os analistas não estejam surpresos.

O envio de contratados militares é consistente com a visão russa da "guerra híbrida", de acordo com o analista militar Pavel Felgenhauer. Ele disse: "Obviamente (Wagner) existe. Esses tipos de 'voluntários' aparecem em diferentes zonas de guerra, onde o governo russo quer que eles apareçam. Então, primeiro na Crimeia, depois no Donbass, agora na Síria. Mas eles não foram legalizados até agora."

As empresas militares privadas são proibidas pela constituição russa - mas isso não é algo que parece incomodar o homem que dirige a operação.

A única imagem conhecida do líder sombrio do Grupo Wagner, Nikolai Utkin.
(Foto: Fontanka)

Um ex-soldado das forças especiais, ele é conhecido por seus homens como Nikolai Utkin. A única foto conhecida do senhor Utkin foi publicada no início deste ano pelo jornal Fontanka, de São Petersburgo. O jornal o descrevia como um aficionado da estética e ideologia do Terceiro Reich nazista alemão. Seu nome-de-guerra, Wagner, é considerado uma homenagem ao compositor favorito de Hitler.

A empresa recrutou centenas de homens online, publicando anúncios temporários em salas de bate-papo com temas militares em um popular site russo.

Os homens dizem que foram levados da Rússia para a Síria em aviões militares russos.

A Sky News obteve um registro de uma conversa entre um recruta e um agente Wagner. Lê-se:

Recruta: Ouvi dizer que Wagner está procurando caras. Eu estava no exército em ..... divisão.

Wagner: Em que tipo de forma física você está?

Recruta: Eu posso correr 10km. Eu posso fazer 20 barras.

Wagner: Você consegue fazer 3km em 13 minutos?

Recruta: Com certeza! No exército eu fazia 11km em 40 minutos.

Wagner: Você tem algum problema com a lei, dívidas?

Recruta: Eu tenho um problema com dinheiro. Quero comprar um apartamento.

Wagner: Você tem passaporte válido para viajar?

Recruta: Sim, claro.

Wagner: Ok, venha para Molkino. Você tem uma grande chance de ser selecionado.

Molkino é uma pequena vila no sul da Rússia que abriga uma base de forças especiais do Ministério da Defesa. Parte da base foi entregue ao Grupo Wagner para seleção e treinamento de recrutas.

Alexander, que realizou várias missões na Síria, disse estar ciente de homens de todas as habilidades sendo aceitos para treinamento - mesmo aqueles que nunca dispararam uma arma. Ele disse que o treinamento - que geralmente dura de um a dois meses - foi intenso.

Ele acrescentou: "Se a pessoa não foi do exército, ele é treinado desde o nível zero. Eles são ensinados a ser soldados de infantaria - a bucha de canhão usual. Se a pessoa serviu na artilharia, reconhecimento, brigadas de assalto - suas habilidades são polidas... eles ensinam você a dirigir e usar absolutamente todo o equipamento que eles têm."

Dmitry disse que os recrutas receberam um kit "padrão da OTAN" para praticar.

Alguns dos homens com quem a Sky News falou dizem que participaram da batalha por Palmira.

Ambos os homens logo se viram destacados para a principal base russa na costa síria. Alexander disse que ele foi acompanhado por mais de 500 homens.

"Havia 564 soldados comigo e fomos colocados na base", acrescentou. "Tínhamos duas companhias de reconhecimento, uma companhia de defesa anti-aérea, dois grupos de assalto e tropas de infantaria, além de artilharia pesada, tanques e assim por diante."

Dmitry disse que se juntou a 900 outros - mas teve dúvidas na chegada. Ele trabalhou anteriormente como secretário de escritório e tinha pouca experiência militar. "Chegamos à noite no aeroporto", disse ele. "Como se chama? Hmay? Hymeem? Hhmemeen? (Khmeimim). Então fomos colocados em caminhões. Para ser honesto, eu estava com medo. Não tenho uma constituição forte e não era muito bom nos exercícios".

Os combatentes Wagner acusaram seus comandantes de enviá-los em "missões suicidas" destinadas a "suavizar" a oposição antes que as tropas do Exército sírio fossem enviadas. Alexandre relembrou a batalha pela cidade de Palmira, realizada no início deste ano (2016). Ele disse:

"Durante o assalto a Palmira, fomos usados como bucha de canhão. Pode-se dizer isso. O reconhecimento avançou primeiro para que pudessem observar e relatar. Eu conhecia três naquele grupo - dois morreram antes de chegarem à cidade. Da minha companhia de assalto, 18 morreram. Depois de nós, aquelas galinhas covardes do exército de Assad seguiram e terminaram o serviço, mas nós fizemos a maior parte do trabalho."

O número oficial de russos mortos na Síria é de 19. No entanto, os combatentes Wagner disseram à Sky News que acreditavam que centenas de seus colegas de trabalho foram mortos.

Eles acusam as autoridades de encobri-las.

"Quem vai te contar sobre isso? Às vezes os corpos são cremados, mas os jornais dizem 'eles estão desaparecidos'. Às vezes os documentos dizem que o soldado foi morto em Donbass (leste da Ucrânia). Às vezes eles dizem 'acidente de carro' e assim por diante", afirmou Alexandre.

Fotos capturadas por combatentes do Estado Islâmico parecem mostrar mercenários russos na Ucrânia.

Dmitry afirmou que centenas de homens foram deixados na Síria. "Às vezes eles estão enterrados, às vezes não", disse ele. "Às vezes eles apenas cavam um buraco. Depende de como os comandantes se sentem em relação à pessoa".

Ele está de volta a Moscou agora, mas diz que a experiência ainda o persegue. Quando ele assinou com o Grupo Wagner, Dmitry entregou seus documentos de identificação pessoal - uma parte essencial da vida na Rússia. Ao retornar, ele voltou à base de treinamento para recuperar seus documentos, mas foi preso pela polícia. Um oficial lhe disse, inequivocamente, que o Grupo Wagner "não existe".

Dmitry disse à Sky News que há outros 50 homens - sobreviventes do Grupo Wagner - agora andando pelas ruas de Moscou, traumatizados e sem documentos.

"Ninguém me conhece", disse ele. "Eles simplesmente me jogaram fora".

Bibliografia recomendada:

"Wagner Group":
Africa's Chaos is an Economic Boom.

Leitura recomendada:



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

FOTO: Tigre Negro Sargento-Chefe Tran Dinh Vy

Sargento-chefe Tran Dinh Vy com a boina preta dos Tigres Negros e medalhas, incluindo a Cruz de Guerra com palma, 1950.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 3 de fevereiro de 2022.

O sargento-chefe Tran Dinh Vy foi o assistente do famoso Ajudante-chefe Roger Vandenberghe, comandante do lendário Comando 24 que operou no Tonquim, conhecidos como Tigres Noirs.

Os Tigres Negros pertenciam aos Comandos do Vietnã do Norte. Inicialmente 8 comandos, o número se expandiu para 45 comandos organizados no Vietnã do Norte para travarem a guerra usando os métodos dos guerrilheiros. Assim como os demais comandos, o Comando 24 era uma formação especializada em táticas de pequenas unidades e pseudo-operações, se vestindo com o típico pijama negro usado pelo Viet Minh (VM) e os seus capacetes tropicais, com o objetivo de operarem profundamente atrás das áreas dominadas pelo VM.

A insígnia da boina tem um tigre, o animal apex da selva vietnamita, e o lema:

“Tha Chet Hon La Chiu Nhuc”

(Plutôt la mort que la honte)

(Antes a morte que a desonra)

Insígnia da boina dos tigres negros.

Em uma ocasião, Vandenbergh posou como um prisioneiro francês capturado por seus comandos posando de Viet Minh e a unidade atacou e destruiu um posto de comando (PC) do VM após um deslocamento de quilômetros por território controlado pelos comunistas. Outra das ações célebres foi a infiltração em Ninh-Binh para resgatar o corpo do Tenente Bernard de Lattre, filho do General Jean de Lattre de Tassigny, o comandante-em-chefe de todas as forças francesas na Indochina.

Vandenberghe foi morto em 1952, assassinado pelo Subtenente Nguien Tinh Khoï; o ex-comandante da unidade de assalto do Regimento 36 da Brigada 308 do VM, capturado na Batalha do Rio Day em 1951 e transformado em auxiliar do Comando 24.

O Sargento-chefe Tran Dinh Vy fez o curso de comando paraquedista em Pau, na França, em 1954. Mais tarde, foi oficial do Exército Sul-Vietnamita (ARVN) e depois da queda de Saigon em 1975, ele conseguiu escapar para a França, se alistando na Legião Estrangeira e terminando o seu serviço com a patente de coronel. Ele continuou sendo o guardião da memória do Comando 24.

Suas condecorações incluíram:
  • a Légion d'honneur (Legião de Honra),
  • a Médaille militaire
  • 20 citações francesas, americanas e vietnamitas.

O Sargento-chefe Tran Dinh Vy ao lado do Ajudante-chefe Vandenbergh com seus comandos Tigres Negros, vestidos com pijama negro e capacete tropical do Viet Minh, 1950.

Bibliografia recomendada:

Commandos Nord-Vietnam 1951-1954.
Jean-Pierre Pissardy.


Leitura recomendada:

domingo, 23 de janeiro de 2022

FOTO: Separatista Checheno na Ucrânia

Sniper checheno com o fuzil SVD Dragunov, 2014.
(Maxim Shemetov/Reuters)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 23 de janeiro de 2022.

Um separatista pró-Rússia do "Batalhão da Morte" checheno participa de um exercício de treinamento no território controlado pela autoproclamada República Popular de Donetsk, no leste da Ucrânia. A foto foi tirada em 8 de dezembro de 2014.

Leitura recomendada:



sábado, 8 de janeiro de 2022

FOTO: Caveira emergindo da fumaça

Um caveira do BOPE engolfado em fumígena laranja, 2019.
(Guto Ambar)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 8 de janeiro de 2022.

Foto de um Caveira, um operador do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), durante um exercício. A foto, tirada por Guto Ambar, foi parte de uma coleção para um livro fotográfico sobre o famoso batalho especial carioca em comemoração aos seus 42 anos. O livro foi lançado em janeiro de 2020.

 O livro foi apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro. O livro tem a capa preta com o símbolo do BOPE - a famosa CAVEIRA - e a capa dura tem as letras e logotipo em alto relevo, ambos em boa qualidade.



Parabéns ao BOPE por seus 42 anos de serviço.

Si vis pacem, para bellum!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

MODELISMO: SAS australiano no Vietnã

SAS australiano no Vietnã, 1970.
(Tony Dawe)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 5 de janeiro de 2022.

Busto de um soldado australiano do Special Air Service Regiment (SASR), o SAS australiano, pintado pelo modelista Tony Dawe. O trooper - designação dos operadores do SAS - está usando a configuração típica das tropas no Vietnã, com uma faixa na cabeça, camuflagem facial, mosquiteiro como echarpe e o confiável fuzil FAL (chamado SLR L1A1), neste caso usando o carregador de 30 tiros.

O mosquiteiro e a bandana servem para absorver o constante suor produzido no ambiente tropical da selva. O FAL tem armação de madeira e uma banda na coronha com kit de primeiros socorros. O carregador mais longo permite o "despejo" de alto volume de fogo para suprimir o adversário e forçá-lo a abaixar a cabeça e ficar na defensiva. Dessa forma, o SAS poderia manobrar e destruir o inimigo, ou simplesmente romper contato e ir embora conforme a necessidade.

Durante seu tempo no Vietnã, o SAS australiano e neo-zelandês (NZ SAS) realizou diversas modificações no fuzil FAL, usualmente apelidando-o de "The Bitch" ("A Megera") ou "The Beast" ("A Besta"). O blog tratou desse assunto aqui.

Comando SASR com um FAL encurtado conhecido como "The Bitch".
(Kevin Lyles/ Vietnam ANZACs Elite 103 da Osprey Publishing).

SASR com fuzis FAL modificados.
(Vietnam ANZACs)

Durante o período de pouco mais de cinco anos, cerca de 580 soldados do SAS serviram no Vietnã. Eles conduziram 1175 patrulhas (não incluindo 130 do NZ SAS), a maioria sendo patrulhas de reconhecimento, emboscada de reconhecimento e emboscada. Seu serviço no Vietnã reforçou sua reputação como uma unidade de elite do Exército australiano.

O SAS australiano infligiu pesadas baixas ao vietcongue, incluindo 492 mortos, 106 possivelmente mortos, 47 feridos, 10 possivelmente feridos e 11 prisioneiros capturados. Suas próprias perdas totalizaram um morto em combate, um morreu de ferimentos, três mortos acidentalmente, um desaparecido e uma morte por doença. Vinte e oito homens ficaram feridos. Os restos mortais do último soldado australiano que desapareceu em combate em 1969, após cair na selva durante uma extração de corda suspensa, foram encontrados em agosto de 2008.

Trooper do 1º Squadrão (1SAS) com um SLR L1A1 e o carregador de 30 tiros em Bien Hoa, fevereiro de 1968.

Com base em Nui Dat, que ficou conhecida como "SAS Hill" ("Colina SAS"), o SASR foi responsável por fornecer inteligência para a 1ª Força Tarefa Australiana (1 ATF) e as forças americanas, operando em toda a província de Phuoc Tuy, bem como nas províncias de Bien Hoa, Long Khanh e Binh Tuy. A partir de 1966, os esquadrões SASR rotacionaram pelo Vietnã em desdobramentos de um ano, com cada um dos três esquadrões Sabre completando duas turnês antes que o último esquadrão fosse retirado em 1971. As missões incluíram patrulhas de reconhecimento de médio alcance, observação de movimentos de tropas inimigas e operações ofensivas de longo alcance e emboscada em território dominado pelo inimigo.

Operando em pequenos grupos de quatro a seis homens, eles se moviam mais lentamente do que a infantaria convencional pela selva ou mato e estavam fortemente armados, empregando uma alta taxa de fogo para simular uma força maior em contato e para apoiar sua retirada. O principal método de inserção foi por helicóptero, com o SASR trabalhando em estreita colaboração com o Esquadrão No. 9 RAAF, que regularmente fornecia inserção e extração rápidas e precisas de patrulhas em zonas de pouso na selva na altura do topo das árvores. Ocasionalmente, patrulhas SASR também foram inseridas por transportes blindados M-113 com um método desenvolvido para enganar os vietcongues quanto à sua inserção e localização de seu ponto de desembarque, apesar do barulho que os veículos faziam ao se moverem pela selva. Um salto operacional de paraquedas também foi realizado: O 3º Esquadrão (3 Squadron) realizou um salto operacional de paraquedas 5 quilômetros a noroeste de Xuyen Moc na noite de 15 para 16 de dezembro de 1969, com o codinome Operação Stirling.

Troopers do SASR no Vietnã.

Um quarto esquadrão foi criado em meados de 1966, mas foi posteriormente dissolvido em abril de 1967. Concluindo sua turnê final em outubro de 1971, o 2º Esquadrão foi dissolvido no retorno à Austrália, com o Esquadrão de Treinamento criado em seu lugar. O SASR operou em estreita colaboração com o SAS da Nova Zelândia, com um pelotão (troop) sendo anexado a cada esquadrão australiano a partir do final de 1968. Quando em modo tático, os dois SAS eram idênticos, com a única diferença visível sendo a boina vermelha bordô usada pelos neo-zelandeses em uniforme de passeio, seguindo o padrão da Segunda Guerra Mundial, em oposição à boina cor de areia dos australianos.

Durante seu tempo no Vietnã, o SASR provou ser muito bem-sucedido, com os militares do regimento sendo conhecidos pelos vietcongues como Ma Rung ou "fantasmas da selva" devido à sua discrição e furtividade.

Bibliografia recomendada:

On Patrol with the SAS: Sleeping with your ears open,
Gary McKay.

The FN FAL Battle Rifle.
Bob Cashner.

domingo, 7 de novembro de 2021

FOTO: Operadores do Comando Georges na Argélia

O Coronel Marcel Bigeard com homens do famoso Comando Georges na Argélia.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 7 de novembro de 2021.

O mais famoso comandante paraquedistas francês, Marcel Bigeard, posa ao lado dos comandos argelinos do Comando Georges, o mais famoso dos commandos de chasse (comando de caça, uma força contra-guerrilha da Guerra da Argélia).

O Comando Georges foi formado pelo Tenente Georges Grillot em 1959, durante a Guerra da Argélia; sendo composto principalmente por ex-membros da Frente de Libertação Nacional (FLN) e do Exército de Libertação Nacional (ALN) reunidos na França. O mais famoso e um dos mais eficientes comandos de caça, o Comando Georges foi dissolvido em abril de 1962 com o fim da guerra após a assinatura dos Acordos de Évian.

Os comandos de caça tinham por missão detectar e rastrear as katibas da ALN usando táticas de guerrilha análogas às forças irregulares da FLN. Katibas podem ser batalhões ou companhias, e na Guerra da Argélia eram a unidade da ALN (em valor companhia, com cerca de 30 homens) subordinadas a wilayas (comandos regionais) e que operavam em ações de guerrilha contra os militares  e de terrorismo contra a população civil. Cada wilaya era sucessivamente subdividido em mintaqas, depois em nahias, depois em kasmas e depois em douarsO objetivo principal dos comandos de caça era impedir a penetração da FLN nas vilas, e o adversário do Comando Georges, em particular, eram os bandos armados da Mintaka 56 (subdivisão de uma Wilaya).

Fanion (guião) e écusson (distintivo) do Commando Georges.
Seus lemas eram "Chasser la misère" (caçar/afugentar a miséria) e "Croire et oser" (crer e ousar).

O Tenente Georges Grillot era assistido pelos Tenentes Armand Bénésis de Rotrou e Youssef Ben Brahim. O comando é organizado de acordo com as mesmas estruturas do ALN. Quando foi criado em 1959, incluía quatro katibas, cada uma composta por três sticks (esquadrões autônomos) de 10 homens. Em 1961, sua força chegou a 240 homens, organizados em 11 sticks, cada um compreendendo dois grupos de combate de 11 harkis (argelinos leais) com uma metralhadora AA52. Os membros do comando eram todos "franceses de origem norte-africana" (Français de souche nord-africaineFSNA).

Em 10 meses, o Coronel Bigeard, graças à ação do comando, eliminou 80% da OPA (Organização Político-Administrativa) da FLN e obteve resultados excepcionais em combate. No dia 27 de agosto de 1959, a visita do General de Gaulle a Saida confirmou esse sucesso, que declarou a Youssef Ben Brahim:

"Terminada a pacificação, uma nova era se abrirá para a Argélia".

O comando colocou fora de ação cerca de 1.000 rebeldes, cerca de 30 oficiais, incluindo 7 líderes sucessivos da zona VI nos setores de Saida, Ain Sefra, Frenda, Sebdou, Géryville e Inkermann (Ouarsenis). O comando foi premiado com 26 medalhas militares e 398 citações.

Após o cessar-fogo, tendo as autoridades recusado o seu repatriamento na França metropolitana, cerca de 60 a 70 dos membros do comando são assassinados durante as represálias bárbaras da FLN. Outros desapareceram nos campos do ALN e um pequeno número foi repatriado para a França graças à intervenção da Cruz Vermelha. O Tenente Youssef Ben Brahim, nascido em 1927, repatriado para a Dordonha, foi assassinado em 27 de julho de 1968 por um de seus ex-fiéis que o acusou de um caso com sua esposa.

domingo, 10 de outubro de 2021

FOTO: Jägers com armamento americano capturado na Itália

Dois Jägers (caçadores) alemães da Divisão Blindada Hermann Göring (Panzer-Division Hermann Göring) recolhendo armamento americano capturado em Anzio, na Itália, em fevereiro de 1944. (ECPAD)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 27 de junho de 2020

Estes Jägers estão vestidos com uniformes camuflados italianos e têm nas mãos submetralhadoras Thompson e fuzis semi-automáticos M1 Garand, capturadas após os contra-ataques realizados em fevereiro de 1944. Eles pertencem especificamente ao batalhão de reconhecimento divisional da Divisão Panzer Hermann Göring, o Panzer-Aufklärungs-Abteilung, comandado pelo Hauptmann Rebholz.

Essa foto foi tirada por Gerhard Rauchwetter, fotógrafo militar da Luftflotte 2, e hoje consta dos arquivos da ECPAD, na França.

A Hermann Göring posteriormente foi renomeada Fallschirm-Panzer-Division de forma honorífica (seus homens não eram paraquedistas). Göring era o comandante da aeronáutica alemã (a Luftwaffe) e criou a unidade como uma guarda pretoriana, sendo ela um produto das disputas internas do sistema de comando na Alemanha Nazista. A divisão continuou servindo na Itália durante a defesa da Linha Gustav, sendo enviada para a Prússia Oriental após a queda de Roma.

No decorrer da sua existência, a unidade teve várias denominações, iniciando a vida como um batalhão de polícia especial e crescendo até um corpo de exército com duas divisões na Prússia Oriental. Suas diferentes denominações foram:
  • Polizeiabteilung z. b. V. Wecke – fevereiro de 1933 a junho de 1933;
  • Landespolizeigruppe Wecke z. b. V. – junho de 1933 a janeiro de 1934;
  • Landespolizeigruppe General Göring – janeiro de 1934 a setembro de 1935;
  • Regiment General Göring – setembro de 1935 a janeiro de 1941;
  • Regiment (mot.) Hermann Göring – janeiro de 1941 a julho de 1942;
  • Brigade Hermann Göring – julho de 1942 a outubro de 1942;
  • Division Hermann Göring – outubro de 1942 a junho de 1943;
  • Panzer-Division Hermann Göring – junho de 1943 a abril de 1944;
  • Fallschirm-Panzer-Division 1 Hermann Göring – abril de 1944 a outubro de 1944;
  • Fallschirm-Panzerkorps Hermann Göring – outubro de 1944 a maio de 1945.

domingo, 15 de agosto de 2021

LIVRO: O Pelotão de Assalto da Companhia de Granadeiros


Por Peter Samsonov, Tank Archives, 6 de agosto de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 15 de agosto de 2021.

The Assault Platoon of the Grenadier-Company November 1944 German Army Pamphlet - Merkblatt 25a/16 é o segundo livro de Bernard Kast (Military History Visualized) e Christoph Bergs (Military Aviation History). Muito parecido com seu primeiro livro, The Assault Platoon of the Grenadier-Company é uma tradução de um panfleto tático alemão, mas sob um olhar mais atento é muito mais do que isso.

O Pelotão de Assalto da Companhia de Granadeiros:
Novembro de 1944.
Panfleto do Exército Alemão - 
Merkblatt 25a/16.
Bernard Kast e Christoph Bergs.

Assim como no primeiro livro [German Army Regulation on the Medium Tank Company], o texto original em alemão e a tradução em inglês são fornecidos lado a lado. Este livro não oferece apenas uma tradução, mas também uma interpretação do texto original. Uma vez que a língua alemã e a terminologia militar não são as mesmas hoje que eram na década de 1940, notas de rodapé são fornecidas para notificar o leitor sobre as mudanças. Existem também alguns conceitos ou termos com os quais se esperava que o leitor original estivesse familiarizado, mas é provável que um leitor moderno não saiba. Eles também são explicados nas notas de rodapé ou no glossário. Quaisquer ambigüidades potenciais que poderiam ter surgido em uma tradução para o inglês também são explicadas em notas de rodapé. Todos os diagramas foram redesenhados a partir dos originais e o texto é apresentado em alemão e inglês.

Embora o subtítulo do livro seja Panfleto do Exército Alemão - Merkblatt 25a/16, apenas um capítulo do livro é dedicado à tradução deste panfleto. O leitor também recebe uma série de suplementos mencionados no panfleto 25a/16, incluindo um panfleto semelhante para o pelotão de submetralhadoras da companhia de granadeiros, manual de marcha e formação, plano de batalha, exercícios de tiro e instruções para combate corpo-a-corpo, todos os quais contêm trechos relevantes de outros panfletos alemães. Existem também vários capítulos escritos do zero pelos autores: legendas para unidades e símbolos de mapa, um glossário, uma visão geral dos predecessores do fuzil StG 44 e uma ilustração da arma e seus componentes. O livro termina com uma extensa bibliografia, mostrando o quanto foi feito para garantir que o leitor tivesse o contexto completo ao ler os manuais fornecidos.

O livro consiste em 134 páginas fornecidas em alemão e inglês, bem como cerca de uma dúzia de páginas para a introdução, agradecimentos e bibliografia, que são impressas apenas em inglês. O resultado são cerca de 280 páginas de alguns dos conteúdos mais detalhados sobre o combate da infantaria alemã que já vi até hoje. Esta análise é baseada na Edição do Apoiadores de capa dura. A qualidade de impressão é alta e a encadernação é resistente. Não tenho motivos para acreditar que outras versões deste livro não sejam igualmente de alta qualidade.

Uma cópia de capa dura semelhante pode ser obtida por US$ 47,30 dólares, uma cópia de capa em brochura está disponível por US$ 29,60 no momento da redação.

Fãs desse formato também podem encomendar o terceiro livro de Kast e Bergs Stuka: A Doutrina do Bombardeiro de Mergulho Alemão aqui.

Post-script: O Grupo de Combate de infantaria alemão

O Grupo de Combate de Infantaria Alemão em 1940-1945.
(Grenadierschule)

O Grupo de Combate era o menor elemento de combate da infantaria alemã (que não formava esquadras-de-tiro). Como de praxe, o GC alemão girava em torno das metralhadoras (geralmente MG34 e MG42), com o GC sendo dissolvido caso perdessem a metralhadora do GC. O vídeo abaixo detalha as funções, postos e equipamentos do Gruppe alemão.


Bibliografia recomendada:

German Infantryman:
The German soldier 1939-45 (all models).


Leitura recomendada:





sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Uma Batalha entre Tropas Esquiadoras: Parte 2 - O Contra-ataque do Batalhão de Montanha Mittenwald

Por Skyler BaileyThe Rucksack: 10th Mountain Division History, 5 de março de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 12 de agosto de 2021.

Parte 1 - O Ataque da 10ª de Montanha no link.

Na tarde de 24 de fevereiro de 1945, homens da 10ª Divisão de Montanha capturaram o objetivo final da primeira fase da Operação Encore, um morro irregular cortado por desníveis e bosques chamado Monte Della Torraccia. O 3º Batalhão do 86º Regimento de Infantaria de Montanha mal havia capturado o objetivo, os alemães começaram os preparativos para retomá-lo. Esta seria uma das únicas vezes em que os homens da 10ª Divisão de Montanha entrariam em combate com as tropas de montanha alemãs.

O Oberstleutnant (tenente-coronel) Winkelmann, comandante do Grenadier-Regiment 1044 (1044º Regimento de Granadeiros), liderou o regimento durante a luta neste mesmo terreno no outono anterior e conhecia o terreno e suas qualidades defensivas melhor do que ninguém. Devido ao seu amplo conhecimento da paisagem, Oberstleutnant Winkelmann foi encarregado de uma força ad hoc (improvisada) com o propósito de recapturar o Monte Della Torraccia como um precursor de futuros ataques que poderiam recuperar a cadeia do Monte Belvedere. Ela incluía uma equipe de assalto composta por cento e quarenta homens das 6ª e 8ª Companhias do Grenadier-Regiment 1044 com três MG 34 e uma MG 42, bem como elementos do Aufklärungs-Abteilung 114 (114º Batalhão de Reconhecimento). Mas a espinha dorsal da força de assalto era o Hochgebirgsjäger Lehr-Bataillon Mittenwald, conhecido pelos americanos como Batalhão de Montanha Mittenwald, comandado pelo bravo e com apenas um braço Major Hans Ruchti.

O Batalhão Mittenwald era uma unidade de elite formada a partir das fileiras e do corpo docente de uma escola alemã de guerra nas montanhas. Ele havia visto ação nos Apeninos contra guerrilheiros e tropas americanas e estava envolvido em represálias contra civis por ataques partisans. No dia 24 de fevereiro, eram 507 efetivos, em duas companhias de infantaria e duas companhias de metralhadoras, morteiros e artilharia. Cada companhia de infantaria era composta por dois pelotões e quatro equipes de metralhadoras. A 1ª Companhia foi comandada pelo Hauptmann (capitão) Dürfeld, e a 2ª pelo Leutnant (1º tenente) Gastl.

Ataques aéreos aliados, fogo de artilharia e confusão sobre as intenções das tropas americanas causaram algum atraso no lançamento do contra-ataque. Como um movimento preliminar para o ataque principal, foi considerado necessário expulsar as tropas americanas do Felicari, a fim de eliminar aquela posição avançada que poderia dar um aviso prévio do ataque à linha principal.

O Felicari foi duramente atingido por morteiros, e o pelotão do T/Sgt. Dillon Snell cavou tocas em frente à casa da fazenda. O Pfc. Rueben Styve, do Pelotão de Petrechos Pesados, estava cavando um buraco na parte de trás do prédio para colocar seu morteiro quando percebeu um grupo de soldados alemães se aproximando. O Pfc. Styve começou a rastejar pela esquina da casa para alertar os outros, mas seis soldados alemães o viram e se moveram para bloquear seu caminho. Styve rastejou rapidamente através de uma janela do porão enquanto granadas alemãs começaram a detonar ao seu redor. Como um tiroteio se iniciou, o T/Sgt. Snell comunicou-se pelo rádio ao PC do batalhão e pediu ajuda imediata, mas o intenso bombardeio alemão impediu qualquer reforço do posto avançado. Então o próprio rádio foi metralhado. Nenhuma assistência seria capaz de alcançar o 2º Pelotão antes de escurecer.

A tentativa preliminar alemã foi repelida, mas eles atingiram o conjunto de edifícios com tiros de morteiro e atacaram novamente. O Sgt. Snell relembrou que,

Eles lançaram uma barragem de morteiro pesada e precisa, seguida por um pequeno contra-ataque, e outra barragem e outro contra-ataque... Eu me preocupava com isso agora. Não poderíamos resistir para sempre com nossa pequena força contra um determinado contra-ataque Jerry [apelido dos soldados alemães]... Eu tinha visões de ficar lá a noite toda (com uma pequena força) com milhares de Jerry direto na frente.

Esse padrão se repetiu, e houve um total de cinco barragens e cinco contra-ataques antes que os alemães desistissem da posição. Seis cadáveres de alemães espalhados pelo chão na frente do Felicari, e vários outros prisioneiros foram feitos. Snell perdeu mais seis homens feridos defendendo a aldeia. O Pfc. Reuben Styve estava entre eles. Snell relembrou que,

Mandamos duas mensagens de volta ao batalhão pedindo mais homens e armas, mas elas nunca chegaram. Finalmente, o Sargento Harland Ragland conseguiu sobreviver por cerca de 14 horas. Por volta do anoitecer a seção de metralhadoras sob o S/Sgt. George W. Gundel apareceu com telegrafistas e um rádio. Nunca fiquei tão feliz em ver alguém como fiquei vendo Gundel.

O major Hay sabia que o inimigo não desistiria da montanha de boa vontade e tinha cada um dos desníveis que subiam a encosta marcados pela artilharia e metralhadoras. Às 16h20, os alemães lançaram um ataque geral ao Monte Della Torraccia, sondando os pontos fracos da linha americana que poderiam ser explorados. Eles não encontraram nenhum, e o ataque diminuiu conforme a artilharia de ambos os lados começou a chover na paisagem.

Por volta das 21h15, a força de assalto alemã estava reunida perto de Monteforte, preparando-se para fazer o ataque. O Oberstleutnant Winkelmann determinou um plano de ataque em duas frentes. Um elemento atacaria próximo ao centro da linha americana para ocupar a atenção do 3º Batalhão e capturar o cume da montanha, se possível. Outro elemento contornaria o flanco esquerdo da Companhia K e circundaria a montanha pelo oeste, separando-os do resto da 10ª Divisão de Montanha. Em preparação para o ataque, os alemães lançaram uma barragem de artilharia e morteiro prolongada e concentrada que atingiu as posições americanas no Monte Della Torraccia com uma precisão incrível.

Uniformes e equipamentos dos Gebirgsjäger, incluindo a divisa com a flor Edelweiss, símbolo das tropas de montanha.
(
Darko Pavlovic/ Osprey Publishing)

O Hochgebirgsjäger Lehr-Bataillon Mittenwald abriu caminho para sua posição de ataque, assediado pelo fogo da artilharia Aliada. O Maj. Ruchti não conseguiu fazer contato com o Ten-Cel. Winkelmann ou qualquer uma das outras unidades alemãs na área. Como resultado, o ataque seria desarticulado, com o ataque em duas frentes sendo lançado mais ou menos simultaneamente, mas sem qualquer cooperação real entre os elementos de ataque. O Maj. Ruchti decidiu lançar seu ataque quase exatamente como Winkelmann pretendia. Ele foi incapaz de providenciar qualquer fogo de artilharia direcionado no nível do corpo, e o ataque ao flanco da Companhia K seria feito apenas com os próprios morteiros e artilharia do Batalhão Mittenwald para apoiá-lo.

O Capitão Bailey temeu que um movimento de flanco pudesse ser feito em sua própria frente e ordenou que o Pfc. Bob Krear levasse alguns homens para cavar e defender um desnível no flanco direito sem suporte da Companhia L. O Pfc. Krear deixou sua toca para outro homem e partiu naquela direção. Krear escreveu que,

Isso era apenas para o caso dos alemães decidirem subir aquele vale e nos atingirem pela retaguarda. Tenho certeza de que nosso pequeno grupo não teria durado muito se eles tivessem, mas pelo menos nosso tiroteio teria sido um aviso suficiente para os outros!

Mal havíamos começado a cavar lá, e nossos buracos não podiam ter mais de 30 a 45 centímetros de profundidade e comprimento do corpo, [quando] começou a maciça preparação da artilharia alemã. Mais escavações eram impossíveis, pois estávamos parcialmente na área de impacto e estilhaços estavam raspando a superfície do solo. Ficamos deitados o mais achatados que podíamos, com as costas logo abaixo da superfície do solo e, por algum milagre, nenhum de nós ficou ferido. No entanto, o incrível guinchado, wooshing, e intermináveis explosões poderosas e estilhaços estridentes dos obuses que estavam quase atingindo nossas tocas rasas foi a experiência mais horrenda que eu tive em combate na Itália! Não me lembro quais eram os nossos pensamentos, mas podem ser imaginados. Tenho certeza de que havia um pouco de oração acontecendo. As explosões nos sacudiram em nossas tocas; nós éramos regados com sujeira; e pareceu uma eternidade antes que as bombas parassem de cair ao nosso redor! Na verdade, pelo que me lembro, parece que perdi todo o conceito de tempo durante todo aquele fogo de artilharia alemã que se aproximava, e não poderia contar a ninguém quanto tempo durou! Certamente não me lembrava de ter sido tão longo quanto mais tarde me disseram que era, mas eu poderia muito bem estar parcialmente em estado de choque por parte do bombardeio!

A barragem começou por volta das 22h00 e continuou por algo entre uma hora e noventa minutos. Krear e seus homens de alguma forma sobreviveram em suas tocas rasas, mas o homem no buraco anterior de Krear foi gravemente ferido por um tiro de morteiro.

Gebirgsjäger em esquis, 1942-44.
(
Darko Pavlovic/ Osprey Publishing)

Após a barragem, os alemães lançaram seu principal contra-ataque. O Hauptmann Dürfeld conduziu seus homens silenciosamente ao redor do Monte Della Torraccia até o desnível que leva à face posterior da montanha. Enquanto eles contornavam o dedo do terreno elevado guarnecido pela Companhia K, um dos gebirgsjäger (caçador de montanha) tropeçou num sinalizador que havia sido colocado no desnível mais cedo naquele dia. Enquanto todo o céu se iluminava na encosta oeste da montanha, os homens da Companhia K ouviram o desnível ganhar vida com o som de dezenas de alemães gritando ordens freneticamente para seus homens. Logo, uma grande quantidade de tiros estava acontecendo, com linhas traçantes rasgando a escuridão em ambas as direções, pontuadas pelo flash de granadas detonando e tiros de morteiro.

Os ataques diversionários foram lançados contra outras partes da linha. A equipe de assalto do Grenadier-Regiment 1044 sofreu um fogo feroz das alturas antes mesmo de avistar as linhas americanas. Flares dispararam para o céu para iluminar a paisagem, e as Companhias I e K atiraram com urgência apavorada contra sombras e silhuetas. Vários prisioneiros foram feitos e enviados ao Tenente Dave Brower para informações. Ele se relembrou que,

O esforço inicial rendeu alguns prisioneiros, um deles um tenente que se esqueceu de descartar a ordem de batalha e o mapa que tinha no bolso interno da parka. Liguei para um germano-americano da Companhia “I” para me ajudar a entender o que aquele bolso da parka tinha a dizer. Ele não entendia o alemão militar. É melhor eu me acalmar e descobrir por mim mesmo.

O que eu deveria fazer em vez disso, eu sabia, era enviar o prisioneiro de volta a uma autoridade mais elevada, e mais inteligente. Mas eu era holandês o suficiente para ser teimoso por natureza, e é claro que não mandaria ninguém de volta ainda. Além disso, quando ele voltasse e eles começassem a fazer qualquer coisa a respeito dele, tudo que eu precisava saber agora seria de pouca utilidade. Não tinha motivos para esperar sobreviver ao contra-ataque total.

Então eu disse ao meu comandante, Major Jack Hay, com o mapa nas mãos: “É aqui que eles estão. E nós somos os próximos”. Ele imediatamente chamou a artilharia, deu as coordenadas, e eles responderam instantaneamente.

Tiros de artilharia disparados por ambos os lados começaram a cair por toda parte e além da montanha. O flanco esquerdo da Companhia K resistiu a um ataque pesado, mas os alemães continuaram a se deslocar pelo desnível que levava à retaguarda do 3º Batalhão.

Perto do topo do desnível ficava a casa da fazenda onde o posto médico do 3º Batalhão havia sido estabelecido. O prédio estava cheio de homens feridos que foram tratados à luz de velas por médicos sobrecarregados. O Capitão Albert Meinke, cirurgião do batalhão, relembrou que,

Eu era capaz de ouvir fragmentos de obuses zunindo através do nosso quintal e batendo com força no prédio. À medida que o bombardeio aumentava, o caminho para a nossa retaguarda ficou sob fogo de uma tal intensidade que se tornou impossível evacuar as baixas da estação médica para a retaguarda, porque seria suicídio alguém se expor ali na trilha... a situação médica logo se tornou crítica. Bandagens ensanguentadas estavam à vista por toda a sala e eu estava tendo problemas para controlar o sangramento em dois dos casos mais críticos de maca. Eles foram colocados nas mesas de operação improvisadas no centro da sala sob a luz ofuscante do lampião de gasolina no teto, e com esta luz totalmente branca brilhando em seus rostos pálidos e cadavéricos, tenho certeza de que eles apresentaram uma imagem assustadora para o resto dos homens na sala.

Lembro-me de um homem em particular, que foi atingido na perna e no ombro por fragmentos de obuses. Suas feridas não pareciam ser fatais, mas eram dolorosas e ele estava claramente assustado. Ele ficava repetindo: “Eu vou morrer! Eu vou morrer! Isso dói! Isso dói!" Em pouco tempo, a generosa dose de morfina que recebera começou a fazer efeito e ele não se queixou mais de dor, mas continuou a repetir continuamente: “Vou morrer! Vou morrer! Ó Deus, eu vou morrer!" À medida que seus gritos continuavam e os obuses explodindo continuavam a cair ao nosso redor, fiquei preocupado que essa atitude estivesse tendo um efeito negativo sobre os outros na sala. Eu disse a ele que achava que ele se recuperaria bem, mas ele não estava ouvindo. Quanto mais eu tentava, mais alto seu choro parecia se tornar.

Nesse momento, o capelão se ajoelhou e começou a falar com ele em termos religiosos. Quase imediatamente, essa abordagem pareceu ser mais silenciosa do que meus esforços... Nesse ínterim, o bombardeio se intensificou. Mais fragmentos de obuses do que nunca estavam atingindo as paredes externas de nosso prédio. Alguns obuses caíram perto o suficiente para que as explosões sacudissem as fundações do prédio e expelissem poeira e sujeira do teto, que choveu sobre nós.

Então, quando o tumulto ao nosso redor parecia estar no seu pior, a porta se abriu e um soldado entrou correndo, gritando: “OS KRAUTS ESTÃO NO DESNÍVEL LOGO AQUI FORA! PREPAREM-SE! A ESTAÇÃO MÉDICA SERÁ CAPTURADA!”

O que eu mais temia era um soldado inimigo chutando a porta e jogando granadas dentro ou invadindo a sala e metralhando por toda parte com uma submetralhadora, então pedi a um dos homens para olhar o lado de fora e certificar-se de que a grande cruz vermelha que tínhamos colocado no prédio perto da porta ainda estava no lugar. Também me certifiquei de que cada um de nossos médicos usasse a braçadeira da cruz vermelha, bem como o capacete da cruz vermelha. Havia bastante curativos ensanguentados visíveis e equipamento médico suficiente em uso, de modo que seria difícil alguém nos confundir com outra coisa que não uma instalação médica.

O Hauptmann Dürfeld conduziu seus homens a cerca de cinquenta metros do posto de socorro do 3º Batalhão. Às 02h30, os homens da Companhia K pediram pelo rádio uma barragem de artilharia no desnível. Em muito pouco tempo, as explosões devastaram a vala às dezenas. Os gebirgsjäger não tinham onde se esconder e sofreram muitas baixas. Depois de vários minutos, o fogo de artilharia diminuiu e os homens da Companhia K notaram uma redução acentuada na quantidade de metralhadoras e armas portáteis. Gradualmente, o tiroteio parou.

Este mapa mostra a defesa do 3º Batalhão do Monte Della Torraccia contra contra-ataques alemães na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1945.

O ataque alemão no centro da linha também fracassou. Muitos dos granadeiros foram atingidos e doze prisioneiros foram feitos. Os sobreviventes restantes se desmaterializaram na escuridão. Houve mais ataques de sondagem em diferentes pontos da linha, com bombardeios quase constantes e tiroteios esporádicos até o amanhecer.

No Felicari, a escuridão proporcionou a oportunidade de derrubar uma equipe de metralhadora e um rádio substituto. Os feridos e prisioneiros foram evacuados para a retaguarda. Completamente exausto, o T/Sgt. Snell e o Sgt. Louis Wesley compartilhava uma cama no quarto do andar de cima da casa da fazenda. Enquanto eles dormiam, um padrão de fogo de morteiro caiu na área, e uma granada atravessou o quarto com um estrondo. Snell correu para fora para se certificar de que todos estavam bem, mas quando contaram as cabeças, notaram que o Sgt. Wesley estava faltando. O tiro de morteiro que explodiu no quarto lançou estilhaços em sua cabeça e o matou na cama ao lado de Snell.

O Sgt. Louis Wesley foi morto por fogo de morteiro inimigo enquanto dormia ao lado do T/Sgt. Dillon Snell.
(Biblioteca Pública de Denver)

O que restou da 1ª Companhia do Hauptmann Dürfeld ficou preso sob o flanco do Monte Della Torraccia pela topografia e fogo de artilharia incessante, e não pôde se desengajar. Eles permaneceriam no desnível até a noite seguinte, quando tentaram escapar furtivamente. Alguns dos homens da Companhia K perceberam movimento morro abaixo e abriram fogo. O Staff Sergeant (3ºsargento) Stewart da Companhia K lembrou que, assim que o fogo começou,

Foi um verdadeiro inferno. Parecia que havia um milhão de alemães embaixo do barranco, todos dando ordens ao mesmo tempo. Todo o pelotão se concentrou na ravina que corria paralela à nossa seção... Sabíamos o que algumas dessas ordens deviam significar porque fomos salpicados pela artilharia inimiga e fogo de morteiro que durou toda a extensão do combate de vinte minutos que se seguiu.

O fogo da artilharia Aliada foi convocado no desnível e eles martelaram o local com intensas e bem colocadas barragens de obuses. Quando o bombardeio parou, os gritos dos feridos alemães puderam ser ouvidos descendo a colina. O Sargento Stewart continuou,

Começamos a gritar pra eles em todas as línguas imagináveis; não sabíamos alemão. Tentamos fazer com que os que restavam lá embaixo saíssem. Então ouvimos uma voz nos responder em um inglês razoavelmente bom. Dizia que ele estava tentando reunir seus homens e se entregar em grupo. Ele deixou claro para nós que tinha muitos feridos. Ele demorou quinze minutos tentando reunir seus homens, então o ameaçamos com mais artilharia. Qualquer coisa menos isso, disse a voz, e eles saíram.

O Hauptmann Dürfeld se rendeu com vinte e quatro de seus homens restantes. Ao ser questionado, Dürfeld disse que após a barragem alemã de noventa minutos na noite do dia 24, ele esperava cercar e capturar o Monte Della Torraccia com relativa facilidade. Ele ficou chocado com a resistência que encontrou. Os prisioneiros foram conduzidos para a retaguarda, embora muitos dos feridos tenham permanecido no desnível até o dia seguinte, quando a maioria já havia sucumbido aos ferimentos no ar frio da noite.

As perdas americanas durante a captura e defesa do Monte Della Torraccia de 24 a 26 de fevereiro foram 23 mortos e 121 feridos. Um dos feridos foi o 1º Sgt. Bill Brown, da Companhia L, que recebeu ferimentos por estilhaços no peito e na cabeça, além de um braço quebrado. Ele foi evacuado para o hospital para tratamento. Apesar dos conselhos dos médicos e dos protestos das enfermeiras, o 1º Sgt. Brown se recusou a ficar na cama. Depois de alguns dias, ele simplesmente deixou o hospital e voltou para sua companhia.

O Hochgebirgsjäger Lehr-Bataillon Mittenwald teve 7 mortos, cerca de 50 capturados e um número desconhecido de feridos. Outras unidades anexas também sofreram perdas significativas, e parece provável que o total de baixas alemãs quase igualou as do 3º Batalhão do 86º Regimento de Infantaria de Montanha. Que assim fosse, apesar dos defensores americanos terem a vantagem de cavar nas defesas em terreno elevado, apoiados pela artilharia e com total supremacia aérea, fala muito bem das habilidades de luta dos montanhistas alemães.

Fontes:
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  • Boucsein, Heinrich. Bomber, Jabos, Partisanen: Die 232. Infanterie-Division 1944/45. Kurt Vowinckel-Verlag, 2000.
  • Brower, David. Remount Blue: The Combat Story of the Third Battalion, 86th Mountain Infantry, 10th Mountain Division. Manuscrito não publicado, c. 1948. Versão digitalizada editada e disponibilizada na Biblioteca Pública de Denver por Barbara Imbrie, 2005.
  • Burtscher, Hans. A Report from the Other Side. Traduzido por Roland L. Cappelle. Seekonk, MA: Edição de John Imbrie, 1994.
  • Carlson, Bob. A History of L Company, 86th Mountain Infantry. Manuscrito publicado pela própria pessoa, 2000.
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  • _____. A History of L Company, 86th Mountain Infantry, expandido no ano de 2002. Manuscrito publicado pela própria pessoa, 2002.
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  • Fisher, Ernest F. Jr. Cassino to the Alps: United States Army in World War Two: The Mediterranean Theatre of Operations, Book 4. Editado por Maurice Matloff. Washington, DC: Escritório de impressão do governo dos EUA, 1993.
  • Goldenberg, Norman. Papéis pessoais não processados, TMD309, Caixa 3, Coleção da 10ª Divisão de Montanha, Biblioteca Pública de Denver.
  • Günther, Matthias. “Die 114. Jäger-Division (714. ID) Partisanenbekämpfung und Geiselerschießungen der Wehrmacht auf dem Balkan und in Italien” Fontes e pesquisas de arquivos e bibliotecas italianos. Publicado pelo Instituto Histórico Alemão em Roma 85 (2005): 395-424. (2005): 395-424.
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  • Kiser, Patrick. mensagens de e-mail para o autor. 2016 e 2019.
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  • _____. Fifth Army History: Part VIII, The Second Winter. 21 de outubro de 1947.
  • Wellborn, Charles. History of the 86th Mountain Infantry Regiment in Italy. Editado por Barbara Imbrie em 2004. Denver, CO: Bradford-Robinson Printing Co., 1945.
  • Woodruff, John B. History of the 85th Mountain Infantry Regiment in Italy. Editado por Barbara Imbrie em 2004. Denver, CO: Bradford-Robinson Printing Co., 1945.
Bibliografia recomendado:

Gebirgsjäger:
German Mountain Trooper 1939-45.
Gordon Williamson e Darko Pavlovic.

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