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sábado, 31 de julho de 2021

O Exército Francês empregou o Sistema de Informação de Combate Scorpion em operação pela primeira vez


Por Laurent Lagneau, Zone Militaire OPEX360, 30 de julho de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 31 de julho de 2021.

Na semana passada, o Centro de Transportes e Trânsito de Superfície (Centre des transports et transits de surface, CCTS) do Ministério das Forças Armadas anunciou, via redes sociais, que 32 veículos blindados multifuncionais (VBMR) Griffon acabaram de ser embarcados a bordo de um rouler pelo 519º Regimento de Suprimentos (519e Régiment du Train, 519e RT) para então ser desdobrado no Sahel, onde serão empregados pelo Grupo Tático do Deserto (GTD) Korrigan, armado principalmente pelo 3º Regimento de Infantaria de Fuzileiros Navais (3e Régiment d’Infanterie de Marine, 3e RIMa).

Enviar estes Griffons para o Sahel é uma primeira vez... Mas se este veículo, como o VBMR ligeiro Serval e o Veículo Blindado de Reconhecimento e de Combate (Engin blindé de reconnaissance et de combatEBRC) Jaguar, é um “tijolo” do programa SCORPION (Synergie du contact renforcée par la polyvalence et l’infovalorisation / Sinergia do Contato Reforçado pela Versatilidade e Infovalização), o Sistema da Informação do Combate Scorpion (Système d’information du combat Scorpion, SCIS) é o cimento.




Porém, de acordo com o último relatório do Estado-Maior das Forças Armadas (État-major des armées, EMA), e sem esperar a chegada dos Griffons, o SICS foi desdobrado pela primeira vez no Sahel, justamente durante uma missão de controle de zona realizada nas regiões de Bourem e Almoustarat, ao norte de Gao.

“Esta missão foi a oportunidade de desdobrar, pela primeira vez em um teatro de operações externo, o sistema de informação de combate Scorpion (SCIS) entre os diferentes níveis de comando: posto de comando do GTD, comandante de unidade e chefe de seção”, indica a EMA.

O SICS "tem um mapa compartilhado no qual os obstáculos detectados por veículos GTD e ordens aparecem quase que instantaneamente. O compartilhamento gráfico de informações facilitou o estabelecimento de um sistema de controle de área móvel e responsivo, impedindo qualquer ação de grupos armados terroristas (groupes armés terroristes, GAT) na região. O sistema mostrou assim de imediato todas as suas vantagens: fluidez nas trocas, adaptabilidade na condução e clareza dos relatórios”, explica a EMA.

O Exército Francês, portanto, não demorará muito em colocar o SICS em operação. Este sistema, desenvolvido pela Atos, foi de fato aprovado pela Direção-Geral de Armamentos (Direction général de l’armement, DGA) no mês de maio passado. “Seu desdobramento generalizada está planejado antes do verão, após o sucesso das avaliações operacionais do Exército”, ela anunciou na época.

Scorpion: o reforço do grupamento tático interarmas.

“O objetivo deste sistema é garantir a consistência dos sistemas em serviço. É uma ferramenta de apoio à decisão dentro do programa Scorpion. Graças a esse sistema, [é possível] fornecer automaticamente uma situação tática exata continuamente, desde o líder do grupo desembarcado até o comandante do regimento”, explica o Exército.

No entanto, “terminais digitais SICS-Débarqué Lite” [Lite significa “leve”, nota do editor] - ou seja, 80 tablets e 20 smartphones robustos - já foram disponibilizados para a Barkhane para experimentação em novembro de 2019. "As unidades farão experiências no coração da sua missão operacional este conceito inovador de meio digital portátil e participarão ativamente na melhoria das ferramentas”, explicou o EMA na ocasião.

Bibliografia recomendada:

Future War and the Defence of Europe.
John R. Allen, Frederick Hodges e Julian Lindley-French.

Leitura recomendada:



sexta-feira, 7 de maio de 2021

Os Royal Marines exploram a possibilidade de assaltar um navio no mar com jet packs

Um Royal Marine em uma mochila a jato parte de um barco rápido para embarcar em um navio da Marinha Real.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 7 de maio de 2020.

A Marinha Real britânica tem explorado a possibilidade de abordar navios em alto mar com jet packs, mochilas a jato futuristas, que permitem que os usuários voem sobre a água.

O "Jet Suit" (traje a jato) foi feito pela Gravity Industries. A empresa divulgou um vídeo no domingo (02/05) que mostrava seus operadores usando mochilas a jato e trabalhando com os fuzileiros navais reais (Royal Marines, RM) lançando-se de embarcações pneumáticos e pousando a bordo do navio patrulha HMS Tamar da Marinha Real britânica.


A Marinha Real Britânica disse em um comunicado que, embora o teste envolvesse a Marinha Real, os comandos não usaram o equipamento, que permaneceu nas mãos do pessoal da Gravity.

A abordagem é um dos problemas mais antigos da guerra naval, e um dos mais perigosos, exigindo tropas com audácia e coragem. No vídeo, um usuário pode ser visto imediatamente desconectando os jatos montados no braço e puxando uma escada. Depois que a escada é protegida, o indivíduo puxa o que parece ser uma pistola ou arma similar.

Abordagem na era da vela.
(Sasha Beliaev/ ArtStation)

As operações de abordagem marítima, também conhecidas na Royal Navy como operações de "visita, abordagem, busca e apreensão" (visit, board, search, and seizure), são desafiadoras e tradicionalmente envolvem tropas que se aproximam furtivamente de um navio em uma lancha rápida e engancham uma escada ou descem por fast rope de um helicóptero para o navio. Freqüentemente, são apoiados por snipers e drones.

Abordagem moderna realizada pelos Royals.

"Isso é cada vez mais visto como uma revolução na capacidade tática de muitas forças especiais e tem uma aplicação muito mais ampla além do embarque marítimo", acrescentou a empresa. As operações retratadas no vídeo faziam parte de um teste, e as forças armadas britânicas ainda não decidiram se vão ou não comprar essa tecnologia.

A Marinha Real afirmou que a tecnologia do traje a jato é "sem dúvida impressionante", mas os especialistas determinaram que ela não está pronta para ser adotada pelas forças armadas. O patrocinador do teste, o Tenente-Coronel (RM) Will Clarke, disse que "ele mostra uma promessa significativa e vamos observar seu desenvolvimento com interesse contínuo".


O novo vídeo da Gravity Industries não é a primeira vez que pessoas em trajes a jato são vistas voando ao redor de navios britânicos. Em maio passado, por exemplo, a Gravity divulgou um vídeo de um operador voando de uma lancha rápida para uma lancha P2000 da Marinha Real durante o que a empresa chamou de "testes de assalto".

E cerca de uma semana antes desse vídeo ser lançado, a Gravity lançou outro vídeo mostrando alguém vestindo um traje a jato voando ao redor do porta-aviões britânico HMS Queen Elizabeth e praticando a interceptação de embarcações civis que navegam nas proximidades.


O novo vídeo da Gravity vem apenas algumas semanas depois que a empresa divulgou imagens de um exercício de treinamento de abordagem marítima com as Forças de Operações Especiais Marítimas da Holanda.


Fora das forças armadas, os paramédicos do Serviço de Ambulâncias Aéreas do Reino Unido da Grã-Bretanha estudaram o uso de macacões a jato para operações de resgate remoto, pois os macacões permitem que a equipe médica alcance alguém em perigo em uma área de difícil acesso muito mais rápido do que poderiam ser capaz de fazê-lo por outros meios.


O traje a jato da Gravity estabeleceu o recorde de velocidade mais rápida em um traje a jato controlado pelo corpo, segundo o Guinness World Records. O recorde foi estabelecido por Richard Browning, o inventor britânico e fundador da Gravity, que voou a 85 mph durante um vôo de teste em 2019.

Bibliografia recomendada:

Starship Troopers.
Robert A. Heinlein.

Leitura recomendada:







A Arte da Guerra em Duna17 de setembro de 2020.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Inteligência artificial co-pilota jato militar pela primeira vez

O U-2 Dragon Lady decolando.
(Airman 1st Class Luis A. Ruiz-Vazquez/ US Air Force)

Por David Szondy, New Atlas, 17 de dezembro de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 18 de dezembro de 2020.

Um jato da Força Aérea dos Estados Unidos tornou-se a primeira aeronave militar a ter um algoritmo de inteligência artificial como co-piloto. Em 15 de dezembro de 2020, uma aeronave de reconhecimento de alta altitude U-2 Dragon Lady pertencente à 9ª Ala de Reconhecimento e pilotada pelo Major "Vudu" decolou da Base Aérea de Beale, Califórnia, com um algoritmo de IA chamado ARTUµ, fornecendo assistência durante o vôo de teste.

Resultado de três anos de desenvolvimento, o ARTUµ foi projetado e treinado pelo Laboratório Federal U-2 do Comando de Combate Aéreo da Força Aérea dos EUA para realizar tarefas específicas em vôo que normalmente seriam atendidas pelo piloto. Para o vôo de teste, a IA lidou com os sensores e a navegação tática para ajudar a repelir um ataque de míssil antiaéreo simulado de outro algoritmo de computador dinâmico durante uma missão de reconhecimento.


Uma vez no ar, ARTUµ assumiu o controle do sensor usando as percepções que o algoritmo havia obtido em meio milhão de simulações de computador. O piloto e o ARTUµ trabalharam em equipe, com a AI procurando por lançadores de mísseis inimigos e o piloto voando a aeronave e procurando por aeronaves inimigas. Tanto o piloto quanto o co-piloto usaram o mesmo sistema de radar.

O objetivo do vôo de teste era mostrar que o ARTUµ era funcional e poderia cooperar com um piloto humano para realizar tarefas que liberassem o piloto para se concentrar em assuntos mais importantes. O objetivo final do projeto é refinar a tecnologia com base nos dados do vôo de demonstração e torná-la transferível para outros sistemas.

"Combinando a experiência de um piloto com recursos de aprendizado de máquina, este vôo histórico responde diretamente ao apelo da Estratégia de Defesa Nacional para investir em sistemas autônomos", disse a secretária da Força Aérea Barbara Barrett. "As inovações em inteligência artificial transformarão os domínios aéreo e espacial."


David Szondy é jornalista freelancer, dramaturgo e escrevente geral que mora em Seattle, Washington. Arqueólogo de campo aposentado e professor universitário, ele tem formação em história da ciência, tecnologia e medicina, com ênfase particular em assuntos aeroespaciais, militares e cibernéticos. Além disso, ele é autor de vários sites, quatro peças premiadas, um romance que felizmente desapareceu da história, resenhas, trabalhos acadêmicos que vão da arqueologia industrial ao direito, e já trabalhou como redator para várias revistas internacionais . Ele é um contribuidor do Novo Atlas desde 2011.

Leitura recomendada:



sábado, 12 de dezembro de 2020

A França dá sinal verde ético para soldados biônicos

 Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 11 de dezembro de 2020.

Em parecer divulgado no dia 4 de dezembro, o comitê de ética do Ministério da Defesa pediu que fossem iniciados os trabalhos sobre métodos “invasivos” para melhorar o desempenho físico dos militares.

O comitê de ética, composto por dezoito membros civis e militares, deu às forças armadas do país luz verde para começar a pesquisa sobre o desenvolvimento de "soldados aprimorados" para melhorar o desempenho no campo de batalha. Um relatório divulgado no início desta semana citou pesquisas sobre implantes que poderiam "melhorar a capacidade do cérebro", ajudando os soldados a distinguirem inimigos de aliados, de acordo com as informações da mídia francesa. Melhorias adicionais podem incluir tratamentos médicos para melhorar as capacidades físicas dos soldados e sua resistência ao estresse.

Os únicos métodos "invasivos" usados ​​hoje nos exércitos franceses são o uso de uma série de produtos que facilitem a recuperação após o exercício, reduzindo o estresse, ou medicamentos como os anti-maláricos, além da vacinação, conforme enfatizou o escritório do Ministério da Defesa. Mas, em 2030, de acordo com o comitê de ética, o "campo de possibilidades" pode se abrir amplamente.

Imagem fornecida pelo Ministério das Forças Armadas com a visão de como será o combatente do futuro em 2040/2050, com roupas conectadas, mais proteções e uma interface homem-máquina para auxiliar o combatente. A imagem foi criada por alunos da École de Design Strate pour l’Armée de Terre.

"Sim para a armadura do Homem de Ferro e não para o aprimoramento genético e mutação do Homem-Aranha." Eis o que acaba de anunciar a Ministra das Forças Armadas, Florence Parly, sobre o desenvolvimento dos chamados soldados "aprimorados" no seio do exército francês. A ministra emitiu o seu parecer na sequência de parecer, emitido a título consultivo, por uma comissão de ética da defesa. Este comitê é responsável por lançar luz sobre as questões éticas levantadas pelas inovações científicas e técnicas e suas possíveis aplicações militares. Fundado no final de 2019, este comitê de ética se reuniu pela primeira vez em 10 de janeiro de 2020. Foi para se manifestar sobre dois temas: o “soldado aprimorados” e “autonomia em sistemas de armas letais”, em outras palavras, os chamados "robôs matadores" (robots tueurs).

Sobre esta primeira questão, os membros do comitê exploraram o tema do uso de técnicas invasivas para melhorar o desempenho físico ou cognitivo do corpo humano pela absorção de moléculas, ou pela introdução de implantes subcutâneos ou no cérebro, como a DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency/ Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) experimentou em 2016. Com sua tecnologia, o implante permitiu que o cérebro se comunicasse diretamente com computadores. Na época, a ideia não era tanto "aprimorar" as capacidades dos soldados, mas permitir que os feridos em combate recuperassem as sensações auditivas ou visuais. Como outras técnicas invasivas e definitivas, há, por exemplo, o aumento da acuidade visual de forma cirúrgica para poder prescindir de visão de longa distância.

Esquemática do "Combatente 2020", já testada na Operação Barkhane, no Mali.

No seu discurso sobre este relatório, a ministra Parly, no entanto, qualificou o alcance destas técnicas invasivas para o soldado aprimorado, sublinhando que era necessário por enquanto "pôr fim a todas as fantasias" e especificando que "estas evoluções ditas 'invasivas' não estão na agenda dos exércitos franceses". Por outro lado, a ministro sublinhou que “nem todos têm os nossos escrúpulos e é um futuro para o qual devemos nos preparar”. A França, portanto, não diz não ao soldado aprimorado, mas escolhe suas modalidades. O princípio será sempre buscar alternativas para transformações invasivas. Assim, “em vez de implantar um chip sob a pele, buscaremos integrá-lo a um uniforme”, disse a ministra Parly. Os “aprimoramentos” mais invasivos terão necessariamente o consentimento dos militares. Claramente, a injeção ou absorção de substâncias, operações cirúrgicas ou a integração de chips sob a pele que podem enviar ou receber informações remotamente em um teatro de guerra. E, em todos os casos, esses aprimoramentos devem ser reversíveis e não colocarem em risco a saúde ou a segurança destes mesmos militares.

Se o exército mandatou esse comitê, é porque a França - assim como os americanos - está preocupada com os experimentos feitos por outros países em humanos. Este seria particularmente o caso da China, onde testes teriam sido realizados em soldados chineses para melhorar biologicamente suas capacidades; uma afirmação que a diplomacia chinesa chamou de "mentiras".

Mas, além do lado invasivo exercido sobre o soldado aprimorado, o exército francês e os industriais do setor estão desenvolvendo inúmeras tecnologias, como cintos equipados com vibradores para permitirem que um ou dois soldados e seus cães se comuniquem à distância, ou radares para detectar uma presença através de uma parede. No final das contas, o soldado aprimorado estará longe de ser um verdadeiro ciborgue.

O relatório afirmava ainda que, sem permitir a pesquisa dessas tecnologias, as forças armadas francesas estariam em desvantagem em relação aos exércitos de outros países. O comitê declarou que a França deve manter "a superioridade operacional de suas forças armadas em um contexto estratégico difícil", respeitando as regras que regem o direito militar e humanitário e os "valores fundamentais da nossa sociedade".

A declaração incluiu "linhas vermelhas" éticas a não serem cruzadas, incluindo eugenia ou alteração genética, e qualquer coisa que "pudesse comprometer a integração do soldado na sociedade ou o retorno à vida civil". A ministra Florence Parly, forneceu informações sobre as questões em torno dos lastros durante uma mesa redonda antes da divulgação do relatório.

Parly disse que as Forças Armadas francesas não permitiriam técnicas de transformação invasivas que cruzassem "barreiras corporais", tais como implantes de chips. No entanto, ela acrescentou, os chips podem ser instalados nos uniformes.

Explicando seu ponto com mais detalhes, Parly disse que as forças armadas francesas diriam sim ao Homem de Ferro, mas não ao Homem-Aranha, referindo-se à mutação genética deste último super-herói dos quadrinhos. Ela descreveu as condições sob as quais um soldado seria "aprimorado", o que inclui o consentimento prévio da pessoa submetida a tal aprimoramento. No entanto, ela acrescentou que pode haver falta de consentimento em circunstâncias "excepcionais", mas as circunstâncias têm de ser "justificadas".

A outra condição para permitir um aprimoramento no corpo de um soldado é que seja "reversível", disse Parley, para que o soldado possa voltar à sua condição corporal original assim que deixar as forças armadas.

Bibliografia recomendada:



Leitura recomendada:

O Exército Francês está contratando escritores de ficção científica para imaginar ameaças futuras3 de junho de 2020.

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Soldados testam tecnologia israelense para impedir fogo-amigo3 de março de 2020.

COMENTÁRIO: Por que exoesqueletos militares continuarão sendo ficção científica20 de agosto de 2020.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

"CÃES ROBÔS" vão incrementar a segurança da base aérea de Tyndall

Ghost Robotics V-60
Por Carlos Junior.
A empresa Ghost Robotics, em conjunto com os responsáveis pela segurança do 325º esquadrão, da base aérea de Tyndall, Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) trabalharam para o desenvolvimento de um robô sobre 4 pernas que operará de forma semi autônoma para apoiar as missões de patrulhamento e reconhecimento da base. Os modelos V-60 já demonstrados dos robôs serviram de base para este desenvolvimento.
É importante esclarecer que estes robos não substituirão os soldados e cães empregados nessa atividade de segurança. Esta tecnologia irá apenas incrementar a capacidade de vigilância da base.
Caça F-22A raptor do 325º esquadrão operado na base aérea de Tyndall, Estado da Florida.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Os tanques do exército americano estão oficialmente usando um novo sistema de proteção ativa na Europa

Um tanque de batalha principal M1 Abrams é carregado em um sistema de transporte de equipamento pesado M1300 na área de treinamento de Bergen-Hohne, Alemanha, 10 de julho de 2020, antes da fase dois do DEFENDER-Europe 20. (Sgt. Evan Ruchotzke/ Exército dos EUA)

Por Jared Keller, Task & Purpose, 21 de julho de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 14 de agosto de 2020.

Os tanques do exército, desdobrados na Europa como parte do maior exercício da Força em anos, estão carregando uma nova peça de tecnologia militar sofisticada: um sistema de proteção ativa projetado para a defesa contra mísseis antitanque.


Fotos divulgadas em 10 de julho, antes da segunda fase do exercício de Defesa da Europa do Exército, mostram um tanque de batalha principal M1 Abrams carregando um Sistema de Proteção Ativa Trophy (Trophy Active Protection System, APS), de fabricação israelense, enquanto o veículo é carregado em um transporte de equipamento pesado na Área de Treinamento de Bergen-Hohne, na Alemanha.

De acordo com um porta-voz do Exército dos EUA na Europa, a 18ª Brigada da Polícia Militar desenhou, instalou e distribuiu o sistema de Trophy do Estoque de Pré-Posicionado do Exército (Army Prepositioned Stockem 8 tanques de batalha principais M1A2 Abrams na área de treinamento no início deste mês.


O Trophy APS foi projetado para interceptar e destruir mísseis anti-blindados e outros foguetes guiados "com uma explosão semelhante àquela de uma escopeta", como disse o site Army Recognition, que primeiro relatou a colocação em serviço do sistema.

Em 2018, o Exército concedeu à empresa Leonardo DRS um contrato de US$ 193 milhões para equipar os tanques de batalha principais M1A2 SEP v2 da Força com o Trophy APS desenvolvido pela Rafael Advanced Defense Systems para fornecer "um alto nível de desempenho, segurança e acessibilidade de ciclo de vida".

O Trophy APS montado no MBT M1A2 Abrams do Exército dos EUA. (Leonardo DRS)

O sistema Trophy "funciona por meio de radar para fornecer proteção contínua de 360 graus do veículo", de acordo com o The National Interest. "Assim que uma ameaça é detectada, o sistema lança um 'padrão rígido de penetradores de forma explosiva' que destrói a munição na rota antes do impacto".

O sistema Trophy também pode rastrear a origem do fogo hostil para localizar um adversário em potencial, permitindo que a tripulação do tanque retorne o fogo quase imediatamente.

Leonardo e Rafael (risos) entregaram seu primeiro Trophy APS ao Exército em outubro de 2019, as empresas anunciaram na época, com planos de equipar quatro brigadas de tanques Abrams com o sistema anti-blindados.

Uma representação artística do Trophy APS em ação. (Leonardo DRS)

Empregado pela primeira vez nos tanques Merkava de Israel em 2011, a Rafael diz que o Trophy APS é o único sistema comprovado em combate do seu tipo atualmente em serviço em todo o mundo, embora a Star and Stripes informe que vários países - incluindo China, Ucrânia e Coréia do Sul - estão desenvolvendo sistemas semelhantes.

O Exército havia planejado anteriormente testar o sistema pela primeira vez durante os exercícios de Defesa da Europa, como o Stars and Stripes relatou na época, embora a nova pandemia global de coronavírus (COVID-19) tenha forçado os EUA e seus aliados a reduzirem drasticamente o que já foi considerado o maior exercício militar europeu em décadas.

Não está claro quantos tanques Abrams desdobrados na Europa estão atualmente equipados com o Trophy APS. De acordo com o Exército Americano na Europa, os sistemas instalados foram removidos logo após sua instalação.

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

O Exército Francês está contratando escritores de ficção científica para imaginar ameaças futuras


Por Andrew Liptak, The Verge, 24 de julho de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 3 de junho de 2020.

A "Equipe Vermelha" terá idéias que os planejadores militares podem não imaginar.

As forças armadas francesas querem descobrir o que suas forças armadas podem enfrentar no futuro. Para ajudar, estão atraindo um grupo de pessoas versadas em imaginar o futuro: escritores de ficção científica. O Telegraph do Reino Unido relata que a Agência de Inovação em Defesa da França está contratando entre quatro e cinco escritores para formar uma "Equipe Vermelha" que apresentará "cenários de ruptura", que são palavras de ordem militar para pensar-fora-da-caixa.

A França criou a Agência de Inovação em Defesa em setembro de 2018 como uma espécie de centro de incubação para encontrar tecnologias e equipamentos existentes que as forças armadas possam usar. A idéia é que as forças armadas possam encontrar e adotar tecnologias mais rapidamente do que os canais de aquisição típicos, o qual é um processo que pode levar anos.

"Conquêtes", trilogia de ficção científica francesa.

Mas saber quais tecnologias ou dispositivos usar apenas será útil se você tiver uma idéia dos problemas que poderá enfrentar no campo de batalha. Aparentemente, é aí que entram os escritores de ficção científica. Mas eles não aparecerão com histórias sobre como podemos combater civilizações alienígenas de outros planetas. O Telegraph diz que eles "tentarão antecipar como grupos terroristas ou estados hostis podem usar tecnologia avançada contra a França".

A idéia aqui não é que o grupo de autores preveja de alguma forma o futuro. Em vez disso, ao usar a ficção científica como ferramenta, eles terão idéias que estrategistas militares comuns não poderiam imaginar.


Usar ficção científica e escritores dessa maneira é uma prática que já está sendo usada em vários outros países em um campo chamado Strategic Foresight (Prospecção Estratégica). Os militares canadenses contrataram o escritor de ficção científica Karl Schroeder para escrever um romance curto chamado Crisis in Zefra (Crise em Zefra), em 2005. Esse pequeno livro expôs um cenário no qual as forças de paz canadenses podem enfrentar em um conflito próximo, incorporando como o uso de drones, celulares e acesso à Internet pode desempenhar um papel em uma zona de guerra urbana.


Os Estados Unidos também utilizaram a ajuda de escritores de ficção científica: os autores Larry Niven e Jerry Pournelle estabeleceram o Conselho Consultivo para Cidadãos em Política Espacial Nacional durante o governo Reagan, enquanto o Pentágono trouxe alguns escritores de ficção científica e diretores de cinema para pensar ameaças em potencial logo após os ataques de 11 de setembro. Mais recentemente, os autores August Cole e Peter W. Singer criaram um livro influente chamado Ghost Fleet: A Novel of the Next World War (Frota Fantasma: Um Romance sobre a Próxima Guerra Mundial), o qual se valeu do seu trabalho em think tanks para imaginar como uma terceira guerra mundial entre China, Rússia e Estados Unidos pode parecer.


As forças armadas francesas têm trabalhado recentemente para modernizar suas forças. O presidente francês Emmanuel Macron anunciou a criação de um novo comando espacial, enquanto o Comando Cibernético do país marchou nas comemorações do Dia da Bastilha do ano passado. Este ano, Franky Zapata, o inventor francês por trás do Flyboard Air, sobrevoou multidões durante o desfile militar do Dia da Bastilha deste ano carregando uma arma - algo que poderia facilmente ter surgido nas páginas de um romance de ficção científica.

Bibliografia recomendada:

Starship Troopers.
Robert A. Heinlein.

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