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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

FOTO: Merkava em treinamento urbano.


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 25 de janeiro de 2022.

Um Merkava israelense realizando treinamento operando seus tanques por entre contêiners simulando edifícios para imitar o combate urbano, onde as linhas de visão, a liberação do cano e o movimento do veículo podem ser fortemente restritos.

A Força de Defesa de Israel (FDI) tem vasta experiência em terrenos densamente urbanizados, e o Merkava é o único tanque principal de batalha (main battle tank, MBT) projetado especificamente para este ambiente; incluindo a capacidade de transportar quatro fuzileiros.


domingo, 23 de janeiro de 2022

FOTO: Separatista Checheno na Ucrânia

Sniper checheno com o fuzil SVD Dragunov, 2014.
(Maxim Shemetov/Reuters)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 23 de janeiro de 2022.

Um separatista pró-Rússia do "Batalhão da Morte" checheno participa de um exercício de treinamento no território controlado pela autoproclamada República Popular de Donetsk, no leste da Ucrânia. A foto foi tirada em 8 de dezembro de 2014.

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sábado, 22 de janeiro de 2022

FOTO: Bashar al-Assad cumprimenta soldados sírios

O presidente sírio, Bashar al-Assad, estende a mão para cumprimentar de um soldado do Exército Árabe Sírio em Ghouta Oriental, Síria, em 18 de março de 2018.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 22 de janeiro de 2022.

Bashar al-Assad, líder da República Árabe Síria governada pelo Partido Socialista Árabe Baath, permanece popular. Em 27 de maio de 2021, Assad venceu uma eleição nas áreas controladas pelo governo de Damasco com com 95,1% dos votos; lhe garantindo um quarto mandato.

O Presidente do Parlamento sírio, Hammoud Sabbagha, anunciou que participaram da votação 14,2 milhões de pessoas, das 18,1 milhões teoricamente convocadas para votar, ou seja, uma taxa de participação de 76,64%. Em Damasco, milhares de apoiadores de Bashar Al-Assad se reuniram na Praça Umayyad, agitando bandeiras sírias e retratos do presidente, entoando slogans à sua glória e dançando.


Na cidade portuária de Tartus (oeste), em meio a bandeiras e retratos, alguns dançavam batendo em tambores, segundo imagens veiculadas pela televisão síria. Milhares de pessoas também se reuniram na cidade costeira de Latakia e na Praça Umayyad em Damasco. Em Soueida, cidade no sul do país, uma multidão também se aglomerou em frente ao prédio da governadoria, enquanto em Aleppo foi armada uma plataforma.

A Rússia, principal aliada de Assad, descreveu a reeleição como uma "vitória convincente" e "um passo importante para fortalecer a estabilidade" do país.

Canção "Vamos elegê-lo, Bashar!"


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

FOTO: Operadores de apoio aérea aproximado dos EUA

Operadores TacAir (TACP) com um rádio AN/PRC-117F e GPS, 2019.
(US Air Force)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 20 de janeiro de 2022.

Os especialistas do Grupo de Controle Aéreo Tático (Tactical Air Control Party, TACP) fornecem vigilância de forças amigas usando um sistema de posicionamento global PSN-13 e um rádio portátil multi-banda AN/PRC-117F.

Parte da força de Guerra Especial da Força Aérea (Air Force Special Warfare), o TACP é uma pequena equipe de militares que fornecem coordenação entre aeronaves e forças terrestres ao fornecer apoio aéreo aproximado. A Força Aérea americana abriu uma escola de treinamento dedicada apenas em outubro de 2019, localizada em Medina Annex na Base Conjunta San Antonio-Lackland, no Texas. Essa escola visa “sincronizar, padronizar e agilizar o treinamento” dos TACP.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

FOTO: Char B1 bis "Indochine"

Soldados alemães posando ao lado dum tanque francês Char B1 bis nocauteado, número 205 “Indochina”, na França em junho de 1940.
O soldado alemão de uniforme preto tem a boina das tropas panzer, usada por pouco tempo.
(Colorização por Julius Jääskeläinen)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 18 de janeiro de 2022.

O Char B1 era um veículo especializado, originalmente concebido como um canhão autopropulsada com um obus de 75mm no chassis; mais tarde, um canhão de 47mm em uma torre foi adicionado, para permitir que ele funcionasse também como um Char de Bataille para acompanhar a infantaria e destruir ninhos de metralhadora e pontos fortes. A partir do início dos anos vinte, seu desenvolvimento e produção foram repetidamente adiados, resultando em um veículo que era tecnologicamente complexo e caro, e já obsoleto quando a produção em massa real de uma versão derivada, o Char B1 "bis", começou no final dos anos 1930. 

Embora uma segunda versão blindada, o Char B1 "ter", tenha sido desenvolvida, apenas dois protótipos foram construídos.

Entre os tanques armados e blindados mais poderosos de sua época, o Char B1 bis foi muito eficaz em confrontos diretos com blindados alemães em 1940 durante a Batalha da França, mas a baixa velocidade e o alto consumo de combustível o tornaram mal adaptado à guerra de movimento então sendo travada. Após a derrota da França, os Char B1 bis capturados seriam usados pela Alemanha, com alguns reconstruídos como lança-chamas, Munitionspanzer ou artilharia mecanizada.

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FOTO: Legionários das Companhias Saarianas

Legionários da 1ère Compagnie Saharienne Portée de la Légion étrangère (CSPL) na Argélia, 1956.
(Colorizada)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 18 de janeiro de 2022.

As Companhias Saarianas Motorizadas da Legião Estrangeira (1ère Compagnie Saharienne Portée de la Légion étrangère, CSPL) eram formações de patrulha de longa distância no deserto da infantaria motorizada que foram ativadas na década de 1920 e expandidas na década de 1950; foram formadas quatro destas companhias. Vestidos em uniformes tradicionais à la Beau Geste, sua função era guardar pontos estratégicos nas estradas transcontinentais do Saara, como os oásis estratégicos e os poços de petróleo. Essas unidades lutaram durante toda a Guerra da Argélia.

Eles moviam-se para o norte do Saara durante o verão e tomavam parte em operações combinadas como tropa motorizada convencional e como infantaria helitransportada. Por causa das enormes distâncias que as CSPL cobriam, esses legionários tendiam a mover-se de base em base através de toda a extensão do norte do Saara.

A Legião também teve um grupamento comandado pelo Tenente-Coronel François Binoche, o Groupement des compagnies portées de Légion étrangère du Maroc (GCPLEM, mas também GCPLM).

Original em preto e branco.

Os legionários estão armados com material bem obsoleto para o período, que eram adequados para a função de patrulha motorizada, com a tropa armada com fuzis Berthier e o graduado à esquerda com uma submetralhadora Sten. Eles vestem o tradicional uniforme de desfile da Companhia Saariana, que consistia de camisa branca de manga curta, calça seroual branca e bandoleiras de couro em forma de V Modelo Saara 1935. Um manto e sandálias complementam o uniforme.

A 1er CSPL, originária do Marrocos, era aquartelada em Ain-Sefra em 1954, movendo-se para o Forte Flatters em 1955. A 2e CSPL estava em Laghouat e a 3e CSPL no Forte Leclerc (Sebha) no Fezzan. Em janeiro de 1956, a 4e CSPL foi criada da antiga 24e Compagnie Portée do 1er RE (Regimento Estrangeiro). Em janeiro de 1961, a 1er CSPL tornou-se o 1er Escadron SPLE, afiliado com a cavalaria ao invés da infantaria.

A unidade foi dissolvida em 31 de março de 1963, e os homens transferidos para o 2e REI; tornando-se Escadron, 2e REI. Depois renomeado 5ª Companhia Motorizada (5e CP), 2e REI.

Guarda-bandeira da 1er CSPL na entrada do Forte Flatters, em uma capa da revista Képi Blanc de 1959. A guarda usa sabres de cavalaria em vez de fuzis.

domingo, 16 de janeiro de 2022

FOTO: Operadores paquistaneses com fuzis FN F2000

Homens da Ala de Serviços Especiais da Força Aérea do Paquistão carregando fuzis FN F2000 durante um treinamento no Fort Lewis, em Washington, nos Estados Unidos, em 23 de julho de 2007.

O funcionamento do FN F2000


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LAPA FA Modelo 03 Brasileiro, 9 de setembro de 2019.

GALERIA: O FAMAS em Vanuatu22 de abril de 2020.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

FOTO: Vespa cubana

Integrante das Vespas Negras participa de ensaio para o desfile comemorativo dos 50 anos da vitória de Cuba na Invasão da Baía dos Porcos, Havana, 2011.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 13 de janeiro de 2022.

A militar das Vespas Negras, unidade de forças especiais do exército cubano, durante o ensaio para o desfile comemorativo dos 50 anos da vitória de Cuba na Invasão da Baía dos Porcos, Havana, 2011. Ela está armada com o fuzil AKMSB 7,62x39mm dotado de uma mira de ponto vermelho VILMA (Visor Lumínico para Matar Agresores) e um silenciador.

A mira VILMA é de origem cubana e também está em uso na Venezuela, fornecida aos fuzileiros navais da FANB.

A boina vermelha tem a insígnia das Vespas Negras. Essa força especial das Forças Armadas Revolucionárias Cubanas (FAR) foi criada oficialmente no final da década de 1980. As Vespas Negras trabalham em subgrupos constituídos por 5 membros, que podem ser homens ou mulheres.

A vestimenta oficial consistia em um macacão camuflado, com boina vermelha, o qual a partir de 2011 passou a ser a boina verde, ficando a boina vermelha apenas para as Tropas de Prevenção (Polícia Militar) e o escudo de vespa preta com ferrão pronto para atacar, em uma pulseira. No caso de membros profissionais, um indicativo de "Profissional" é adicionado à pulseira.


Suas bases principais estão no antigo presídio militar "El Pitirre", localizado no Km 8 da Rodovia Nacional, e na unidade "Praia de Baracoa", próximo à área do porto de El Mariel, atual província de Havana, e com unidades menores em "El Bosque de la Habana", fica o Departamento de Tropas Especiais do MINFAR e o "Clube El Reloj", este último próximo ao aeroporto Rancho Boyeros. Seu principal campo de treinamento se chama "El Cacho", na província de Pinar del Río, também chamada de "Academia Baraguá".

Seu treinamento é altamente rigoroso.  Após a formatura, soldados e oficiais profissionais desta força realizam exercícios na Ciénaga de Zapata, ao sul da província de Matanzas, próximo à Baía dos Porcos, ou nos pântanos ao sul da Ilha de Pines, imensos pântanos localizados tanto a oeste de Cuba, sob estritas condições de sobrevivência. Ser aprovado nesses exercícios significa graduar-se.

As "Vespas Negras" receberam treinamento de vietnamitas, norte-coreanos, chineses, bem como VDV e Spetsnaz russos. Eles aprenderam a se comunicar e se mover silenciosamente por túneis estreitos. Essas tropas também são especialistas em técnicas de mascaramento, uso de ambientes de selva para montar armadilhas e várias artes marciais.

Existiam unidades de missões especiais anteriores que atuavam como parte do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR), denominadas "Tigres" e "Leões" em Angola em 1977, quando o MINFAR decidiu ter forças especiais próprias. Antes disso contando com as tropas especiais do Ministério do Interior (MININT) na Batalha de Quifangondo, no norte de Angola, no final de 1975.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

FOTO: Pacificadores russos no Cazaquistão

Soldados russos patrulhando a cidade cazaque de Alma-Ata, 11 de janeiro de 2022..

Soldados russos, parte da missão de paz da CTSO, patrulham uma rua no Cazaquistão. O soldado de frente tem uma Saiga-12 com carregadores de AK-74.

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FOTO: Caveira no Iraque

Operador do CTS iraquiano na fronteira do Iraque com a Síria, 2017.

Comando do Serviço de Contra-Terrorismo do Iraque (Counter-Terrorism Service, CTS) com uma pintura de caveira como máscara em cima de um Humvee blindado, com a cúpula improvisada e usando duas metralhadoras, e pintado de preto que é a cor das forças especiais iraquianas.

Além da caveira, o operador também usa o famoso shemag e o uniforme preto. O distintivo do CTS é claramente visível no seu braço.

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FOTO: Caveira emergindo da fumaça, 8 de janeiro de 2022.

sábado, 8 de janeiro de 2022

FOTO: Coluna de veículos russos indo para o Cazaquistão


Colunas de veículos russos aguardando transporte aéreo para o Cazaquistão. Ao lado dos caminhões, estão blindados de infantaria aero-lançáveis dos paraquedistas russos. No sistema russo, os paraquedistas devem ser apoiados por blindados sempre que possível, assim garantindo mobilidade tática à VDV.

FOTO: Caveira emergindo da fumaça

Um caveira do BOPE engolfado em fumígena laranja, 2019.
(Guto Ambar)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 8 de janeiro de 2022.

Foto de um Caveira, um operador do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), durante um exercício. A foto, tirada por Guto Ambar, foi parte de uma coleção para um livro fotográfico sobre o famoso batalho especial carioca em comemoração aos seus 42 anos. O livro foi lançado em janeiro de 2020.

 O livro foi apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro. O livro tem a capa preta com o símbolo do BOPE - a famosa CAVEIRA - e a capa dura tem as letras e logotipo em alto relevo, ambos em boa qualidade.



Parabéns ao BOPE por seus 42 anos de serviço.

Si vis pacem, para bellum!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

FOTO: Desfile de despedida em Saigon

Desfile final das forças francesas na Indochina, Saigon, 10 de abril de 1956.

O Corpo Expedicionário Francês do Extremo-Oriente (Corps Expéditionnaire Français en Extrême-Orient, CEFEO) marchou pela última vez nas ruas de Saigon em 10 de abril de 1956, acompanhado por seus camaradas vietnamitas Bawouans. Aqui eles estão desfilando lado a lado, fuzis nos ombros e bandeiras à frente. Os paraquedistas vietnamitas e a nouba dos tirailleurs magrebinos que passaram por Duong Tu-Do novamente por alguns momentos voltaram à rue Catinat.

Cinco destacamentos franceses e um destacamento vietnamita com bandeira e estandartes marcharam em frente às autoridades após a cerimônia antes de cruzarem a cidade em direção ao cais. Milhares de espectadores franceses e vietnamitas, cordialmente misturados, reuniram-se em torno da Praça Chiên-Si (antiga Place du Maréchal Joffre) e nas calçadas da rue Duy-Tân, atrás da catedral.

As Associações Patrióticas Francesas, uma delegação de franceses da Índia e muitas personalidades civis e militares, tanto vietnamitas, francesas e estrangeiras, tomaram seus lugares na plataforma onde está localizado o Memorial aos Mortos da Primeira Guerra Mundial.


O último desfile demonstra a heterogeneidade do CEFEO, conforme celebrado por Bernard Fall:

"Em uma tal guerra sem frentes, ninguém estava seguro e ninguém era poupado. Tenentes morriam pelas centenas, e era calculado que para manter linhas de comunicação principais ao longo do Viet-Nã do Norte custa em média três ou quatro homens por dia para cada centena de quilômetro de estrada. Oficiais superiores morriam também. O General Chanson foi assassinado por um terrorista no Viet-Nã do Sul. O General da Força Aérea Hartman foi derrubado sobre Langson; os Coronéis Blankaert, Edon e Érulin foram mortos por minas enquanto lideravam seus grupos móveis através dos pântanos e arrozais. E a guerra não poupou os filhos dos generais, também. O Tenente Bernard de Lattre de Tassigny foi morto na defesa do ponto rochoso que era a chave para o forte de Ninh-Binh. Ele era o único filho do Marechal de Lattre e a sua morte partiu o coração do homem. O Tenente Leclerc, filho do Marechal Leclerc, morreu em um campo de PG comunista; e o Tenente Gambiez, filho do chefe de estado-maior do General Navarre, foi morto em Dien Bien Phu.

Estes homens, e milhares de outros, da Martinica ao Taiti e de Dunquerque ao Congo, de todas as partes da península indochinesa, e legionários estrangeiros de Kiev na Ucrânia a Rochester, Nova Iorque, compuseram as Forces de l'Union Française - sem dúvida o maior, e último, exército francês a lutar na Ásia."

- Bernard Fall, Street Without Joy, pg. 252.

Bibliografia recomendada:

Street Without Joy:
The French Debacle in Indochina.
Bernard B. Fall.

FOTO: T-72B russo destruído na Chechênia

Tanque russo T-72B Obr.89 destruído com blindagem de ripas na torre em Grozny, 1995-96.

Tanque russo T-72B Obr.89 destruído com blindagem de ripas na torre, na cidade chechena de Grozny, capital da Chechênia, 1995-1996. O veículo foi um dos muitos carros de combate principais e blindados de transporte russos que seriam destruídas às dezenas durante a desventura de Moscou na Chechênia.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Tec Target Schneider: O novo fuzil de precisão bullpup alemão

Modelo Hanna Selena com um fuzil bullpup Tec Target Schneider calibrado em .338 Lapua Magnum.
(@hanna.selena)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 30 de dezembro de 2021.

Em 2020, a Tec Target Schneider (TTS) da Alemanha, e seu parceiro de vendas IEA Mil-Optics GmbH, apresentou o fuzil bullpup TTS Xceed, de longo alcance e ferrolhado. Trata-se de um desenho modular e ergonômico com uma aparência futurista, oferecendo calibre rápido e intercambiabilidade do cano. O fuzil entrou em produção na Tec Target Schneider GmbH em 2021, principalmente visando o mercado civil.

Esse novo fuzil foi projetado por Hubert Schneider, um armeiro de Baden-Württemberg que se especializou no projeto e fabricação de armas de precisão, tendo desenvolvido muitas com suas empresas anteriores, como Mauser, Rheinmetall e DSR-Precision.

O TTS Xceed tem a configuração bullpup (com a ação atrás do gatilho) de forma semelhante à plataforma DSR-1, outra plataforma sniper alemã adotada por unidades especiais européias como o famoso GSG-9 alemão. Por ser modular, existem vários comprimentos de cano, guarda-mão e calibres disponíveis; como por exemplo o 6x47 Lapua, o 6,5 Creedmoor, o .308 Winchester, o .300 Win Mag e o .338 Lapua Magnum (como na versão usada por Hanna na foto do topo).

O Xceed em valise.

O Xceed é considerado "o resultado de muitos anos de experiência no desenvolvimento e produção de fuzis desportivos e de precisão"; ele também é anunciado como um sistema de franco-atirador modular com muitas peças que podem ser trocadas por outros acessórios.

O fuzil também possui um descanso de bochecha ajustável, bem como um bipé que pode ser ajustado para comprimento e altura. O quebra-chama do fuzil é feito de titânio revestido com um carbono semelhante a diamante, enquanto o cano é revestido de aço inoxidável e pode ser alterado em minutos para um calibre diferente. A arma é fabricada em comprimentos padrão e compactos.

Bipé TTS de fábrica.

O bipé dedicado do fuzil TTS Xceed é fortemente baseado no design do bipé emitido pelo DSR-1 e pode ser considerado sua evolução direta. Ele se conecta ao trilho superior, bem na guarda-mão, pode ser reposicionado para mudar o equilíbrio do fuzil dependendo da posição de tiro, pode ser empregado de forma fácil e silenciosa com uma única mão e é facilmente ajustável.

A parte inferior do guarda-mão vem com ranhuras M-LOK, permitindo ao usuário escolher entre o bipé montado na parte superior TTS de fábrica ou outros bipés comerciais.

O Xceed possui ergonomia ajustável que pode ser manipulada sem o uso de ferramentas, com o receptor (caixa da culatra) sendo feito de alumínio. O fuzil possui um gatilho totalmente ajustável que é desenhado para o uso de luvas de inverno; uma trava de segurança ajuda a bloquear o gatilho e a câmara quando o fuzil é colocado em seguro no registro de segurança.

Desmontagem em primeiro escalão.

O comunicado de imprensa da TTS, de 25 de março de 2020, assim descreveu o novo fuzil:

TTS: Novo sistema modular de fuzil de precisão em desenho bullpup

Dietingen / Nagold (ww): A Tec Target Schneider - abreviadamente TTS - e seu parceiro de vendas I-E-A Mil-Optics GmbH recentemente apresentaram um novo sistema modular de fuzil de precisão com desenho bullpup no GPEC.

Existem vários comprimentos de cano e calibres (atualmente 6 x 47 Lapua, 6.5 Creedmoor, .308 Win, .300 Win Mag e .338 Lapua Magnum) e guardas-mão de diferentes comprimentos disponíveis para o fuzil. A arma, que pode ser operada de ambos os lados, e pode ser adaptada individualmente ao atirador. Este possui um dispositivo de segurança de três posições (disparo único, câmara de segurança / bloqueio móvel, câmara de segurança / bloqueio travado), um gatilho de acionamento, um esporão de solo e está suspenso do bipé ajustável sob o centro de gravidade. Os canos e superfícies de aço inoxidável são predominantemente revestidos com DLC. A capacidade do carregador é de cinco cartuchos.

O desenho modular da arma permite que o usuário mude o cano em poucos minutos em vários calibres e comprimentos de cano.

A vantagem do sistema Bullpup é óbvia, especialmente no campo de tiro de precisão. Apesar do comprimento do cano de precisão, a arma mantém dimensões compactas. Isso permite que o atirador de precisão os transporte de forma mais discreta e alcance sua posição de maneira oculta. Também é mais fácil atirar em espaços ou veículos confinados.

O diretor-gerente da TTS, Hubert Schneider, aprendeu sua profissão na antiga fábrica da Mauser em Oberndorf. No berço da tecnologia de armas de fogo alemã na Suábia, ele trabalhou no departamento de desenvolvimento da Rheinmetall Waffen und Munition GmbH até sua aposentadoria.

A IEA Mil-Optics GmbH de Nagold é a parceira de vendas dos inovadores sistemas de armas TTS. Os pedidos podem ser feitos imediatamente.

O TTS Xceed é o resultado de muitos anos de experiência no desenvolvimento e produção de rifles esportivos e de precisão. Um sistema de sniper com uma ampla gama de recursos técnicos, uma estrutura modular e amplas opções de configuração.

Bibliografia recomendada:

Out of Nowhere:
A history of the Military Sniper,
Martin Pegler.

Leitura recomendada:


FOTO: Sniper com baioneta calada, 9 de dezembro de 2020.



FOTO: Armada & Perigosa, 11 de fevereiro de 2021.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

FOTO: Blindados marroquinos

Veículos blindados marroquinos em exercício, 2021.

Blindados do Exército Real Marroquino em manobras, incluindo dois carros de combate sobre rodas AMX-10RC e um transportador de tropas VAB (Veículo de Avanço Blindado). Os veículos são parte de uma frota heterogênea que também inclui veículos M1A1SA Abrams, VT-1A, T-72B, M60A1 e M60A3, M48A5 e SK-105 Kürassier.

sábado, 25 de dezembro de 2021

FOTO: Infantaria anti-tanque no Donetsk

Um soldado ucraniano de 18 anos de uma unidade antitanque faz uma pausa durante a defesa do Aeroporto de Donetsk, no leste da Ucrânia, 1º de outubro de 2014.

O militar chamava-se Serhiy Tabala (Sergey Tabala), codinome Sever - "norte" em russo -, e carrega um lança-rojão RPG-7 da era soviética.

Ele foi morto em combate em 6 de novembro de 2014 por um projétil de artilharia disparado por um canhão anti-tanque MT-12 de 100mm "Rapira", durante um ataque de militantes russos à torre de controle do aeroporto de Donetsk. Ele foi enterrado na Calçada da Fama do Cemitério do Centro da Cidade em sua cidade natal de Sumy.

Bibliografia recomendada:

The Rocket Propelled Grenade.
Gordon L. Rottman.

Leitura recomendada:

A Batalha pelo Aeroporto de Donetsk - A história por dentro19 de janeiro de 2020.

FOTO: Sniper separatista na Ucrânia16 de maio de 2020.

COMENTÁRIO: Era uma vez a BERKUT10 de julho de 2020.

A intervenção russa em Ichkeria16 de agosto de 2020.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

GALERIA: Operação anti-drogas na Venezuela


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 20 de dezembro de 2021.

O General-em-Chefe (General en jefe, 4 estrelas) Domingo Hernández Lárez, Comandante Estratégico Operacional da FANB, postou em sua página do Twitter uma operação anti-drogas contra os chamados traficantes de droga terroristas (TANCOL), que atravessam para a Venezuela vindos da Colômbia. A postagem diz:

"Em seu desdobramento por toda a República em operações de escrutínio para manter a paz social, a FANB apreendeu 250kg de cocaína dos grupos TANCOL que pretendiam entrar em território nacional. A Venezuela é um território livre de drogas!"

 As fotos mostram os uniformes típicos da FANB, desprovidos de camuflagem, apenas com um verde oliva homogêneo, ao lado de uniformes camuflados. Os soldados usam gorros de selva - camuflados ou não - e estão armados com os fuzis AK-103 comprados da Rússia.

Cada um armado com fuzis AK-103, com uniformes camuflados e plenos.

O material capturado.

O pacote com o número 404 e a inscrição
"Da Colômbia para o mundo".

Os confrontos entre a Força Armada Nacional Bolivariana (Fuerza Armada Nacional BolivarianaFANB) e a guerrilha colombiana começaram no dia 21 de março deste ano. O estado de Apure tem sido o campo de batalha, uma área que faz fronteira com o departamento de Arauca, na Colômbia, onde está uma das principais entradas para as rotas do narcotráfico. Este conflito fez com que 5.000 pessoas migrassem da Venezuela para a Colômbia.

Em abril, a Venezuela já havia perdido 16 soldados em confrontos com os TANCOL. A situação anda piorando, com o governo central de Caracas perdendo o controle de facto de regiões de Apure.

Soldados da marinha venezuelana patrulham o rio Arauca, fronteira natural com a Colômbia, visto de Arauquita, Colômbia, sexta-feira, 26 de março de 2021.

Leitura recomendada:

A crise sem fim da Venezuela2 de outubro de 2021.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

FOTO: Soldados das estepes na ocupação nazista da França

Soldados do Turquestão no norte da França, outubro de 1943.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 17 de dezembro de 2021.

A Legião do Turquestão (Turkistanische Legion) era o nome das unidades militares compostas pelos povos turcos que lutaram na Wehrmacht durante a Segunda Guerra Mundial. A maioria dessas tropas eram prisioneiros de guerra do Exército Vermelho que formaram uma causa comum com os alemães. Seu estabelecimento foi liderado por Nuri Killigil, um teórico turco do pan-turquismo, que buscava separar os territórios habitados pelos povos turcos de seus países e, eventualmente, uni-los sob o domínio turco.

Essa tropa fez parte das unidades de povos orientais incorporados pelos nazistas: 

  • Ostlegionen ("legiões orientais"),
  • Ost-Bataillone ("batalhões orientais"),
  • Osttruppen ("tropas orientais"),
  • Osteinheiten ("unidades orientais").

Embora os povos turcos fossem percebidos inicialmente como "racialmente inferiores" pelos nazistas, essa atitude oficialmente já mudara no outono de 1941, quando, em vista das perdas enormes sofridas durante a invasão da União Soviética, os nazistas tentaram canalizar o sentimento nacionalista dos povos turcos na União Soviética para ganhos políticos.

Voluntários túrcicos jogando xadrez sob as vistas de dois oficiais alemães, Normandia, 1943.
O oficial e um dos soldados têm um dos modelos de distintivo da legião.

A primeira Legião do Turquestão foi mobilizada em maio de 1942, originalmente consistindo de apenas um batalhão, mas se expandiu para 16 batalhões e 16.000 soldados em 1943. Sob o comando da Wehrmacht, essas unidades foram empregadas exclusivamente na Frente Ocidental na França e Itália, isolando-as do Exército Vermelho.

Os batalhões da Legião do Turquestão faziam parte da 162ª Divisão de Infantaria do Turquestão (162. Turkestan-Divisione participaram de intensas operações anti-partisan na Iugoslávia - especialmente na atual Croácia - e depois na Itália. A divisão foi formada em maio de 1943 e treinada em Neuhammer. Ela foi composta por cinco unidades de azerbaijanos e seis unidades de artilharia e infantaria de túrcicos. A unidade também manteve muitos graduados alemães e também continha a Ost-legion georgiana e armênia, embora fossem chamados coletivamente de “turcos”.

Um membro notável da legião foi Baymirza Hayit, um turcoólogo que depois da guerra se estabeleceu na Alemanha Ocidental e se tornou um defensor das causas políticas pan-turquistas.

Memorabilia da Legião do Turquestão.
O distintivo do colarinho, as duas insígnias, uma faixa de punho da SS e uma Medalha dos Povos Orientais.

No início de 1944, a divisão foi designada para guardar a costa da Ligúria. Em junho de 1944, a divisão foi designada para o combate na Itália, mas foi retirada devido ao fraco desempenho. Pelo resto da guerra, a divisão lutou contra o movimento de resistência italiano perto de Spezia e do Val di Taro na Itália. Após fracassos iniciais, a divisão eventualmente provou ser bastante eficaz no combate anti-partisan. A divisão esteve implicada em uma série de crimes de guerra na Itália entre dezembro de 1943 e maio de 1945, dois deles, em janeiro de 1945 na Emilia-Romagna, resultaram na execução de pelo menos 20 civis cada.

O corpo principal da divisão rendeu-se perto de Pádua em maio de 1945 aos aliados ocidentais, a maior parte para os britânicos, e foi despachado para Taranto. De acordo com os acordos assinados pelos britânicos e americanos na Conferência de Yalta, os soldados foram repatriados à força para a União Soviética; onde enfrentariam a execução ou encarceramento pelo governo soviético por terem colaborado com os nazistas. De acordo com Nikolai Tolstoy, eles receberam uma sentença de vinte anos de trabalho corretivo.

Bibliografia recomendada:

Hitler's Russian & Cossack Allies 1941-45.
Nigel Thomas PhD e Johnny Shumate.

Leitura recomendada: