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domingo, 13 de junho de 2021

FOTO: Crianças guerrilheiras no Tonquim

"Jovens guerrilheiros usam granadas no cinto, preparando-se para lutar contra as forças invasoras do Viet-Minh no Delta do Rio Vermelho, norte do Vietnã, 1954."
(Howard Sochurek / The LIFE Picture Collection)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 13 de junho de 2021.

A foto tirada por Howard Sochurek para a LIFE Magazine mostra uma das muitas instâncias da brutalidade dos mais de 30 anos da guerra no subcontinente da Indochina. Três crianças-soldados, dois meninos e uma menina, levemente equipados e assumindo responsabilidades militares. Até a queda de Saigon em 1975, os dois lados usariam combatentes em idades inferiores a 15 anos (a idade militar mínima segundo a ONU).

Tania Sochurek, viúva do fotógrafo Howard Sochurek:

O conflito no Vietnã durou quase 20 anos. Howard era fotógrafo da equipe da LIFE no início dos anos 1950, quando foi designado para cobrir os combates no que então era a Indochina. Ele esteve presente na queda brutal - e histórica - de Dien Bien Phu, que marcou o fim do envolvimento francês na região.

É uma loucura pensar que essas três crianças com granadas estavam partindo para lutar contra o exército Viet-Minh. Infelizmente, eles provavelmente morreram rapidamente na guerra. Esta é uma foto que Howard achou muito poderosa.

Em 1954, Howard estava novamente em missão no Vietnã quando foi chamado para casa em Milwaukee para ficar com sua mãe, que estava com uma doença terminal. O aclamado fotógrafo Robert Capa veio para substituí-lo e cobrir o combate. Pouco tempo depois, Capa foi morto por uma mina terrestre enquanto estava em missão com as tropas americanas. Com o passar dos anos, Howard costumava contar essa história e se lembrar com tristeza de que Capa morrera cobrindo sua missão. Ele estava imensamente orgulhoso de receber o prêmio Medalha de Ouro Robert Capa Robert por "fotografia superlativa que exige coragem excepcional e iniciativa no exterior" do Overseas Press Club em 1955.

Reverso e anverso da Medalha de Ouro Robert Capa.
Howard Sochurek foi seu primeiro recipiente.

Outro correspondente famoso, Bernard Fall - até hoje referência sobre a Guerra da Indochina e a cultura no Vietnã, Camboja e Laos - também morreu no Vietnã enquanto cobria o conflito na "fase americana", em 21 de fevereiro de 1967. Ironicamente o bastante, ele morreu na "Rua Sem Alegria" (La rue sans joie / Street Without Joy), na região da Rota Colonial/Nacional 1 entre Hue e Quang Tri, e que dá nome ao seu livro mais famoso:

Street Without Joy:
The French Debacle in Indochina.
Bernard B. Fall.

O Vietnã permanece envolvido em conflito intermitente - com muitos períodos de conflito permanente - da invasão japonesa de 1940 até a queda de Saigon em 1975, os expurgos comunistas no Sul conquistado, na guerra do Camboja e na invasão chinesa de 1979.

O caráter provinciano e localizado das vilas vietnamitas e montanhesas - minorias "Moi" ("selvagem") vivendo nas terras elevadas - favorecia esse tipo de ocorrência. Esse tipo de organização tribal é comum na Ásia, com a ideia de proteção da infância uma característica especificamente ocidental. Em uma ocasião narrada pelo general sul-vietnamita Lam Quang Thi, uma aldeia montanhesa foi atacada por vietcongues. A força de auto-defesa da vila entrou em ação e segurou o ataque. Durante a batalha, uma menina de 4 anos pegou um cunhete de munição e correu para o pai que operava a metralhadora da vila, cruzando pesado fogo inimigo para fazê-lo.

A ação da menina foi essencial para a defesa da vila.

Bibliografia recomendada:

Meninos soldados:
Quando as crianças vão à guerra.
Jimmie Briggs.

Leitura recomendada:




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

FOTO: Criança-soldado brandindo um AK47 na Indonésia

Um menino soldado achinês brandindo um fuzil AK47 durante treinamento militar na selva do distrito de Pidie, em Achem, na Indonésia.

Como dito na famosa frase do filme O Senhor da Guerra, o manuseio do AK47 é "tão fácil que até uma criança pode usá-lo, e elas usam".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

FOTO: Soldados Soviéticos nas ruínas do Reichstag

 

Soldados soviéticos posando em frente às ruínas do Reichstag ao final da Batalha de Berlim (16 de abril de 1945 - 2 de maio de 1945). Posando no meio dos oficiais está um garoto órfão "filho do regimento", adotado pela unidade. Esses garotos seriam inseridos na rotina da tropa, cumprindo as mesmas rotinas a ajudando em funções de apoio, como a entrega de mensagens, lavagem de roupas etc.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 2 de dezembro de 2020.

O oficial, no centro, tem um quepe, enquanto os demais usam casquetes do modelo padrão soviético. Um dos militares tem uma ushanka e outro do lado direito tem uma papakha cossaca, em cor tipicamente preta. A parte de cima tem um X em branco cortando um fundo usualmente vermelho ou azul. As submetralhadoras demonstram o caráter extremamente próximo do combate casa-a-casa da Batalha de Berlim.

O Reichstag foi assinalado pelo Stakva como o marco para a captura da capital nazista. Apesar de não ser mais usada para fins políticos desde o incêndio de falsa-bandeira de 1933, com o Reichskanzlei assumindo a sua função, o Reichstag serviu como uma âncora do sistema de defesa do quarteirão governamental de Berlim; setor Z (de Zitadelle, fortaleza em alemão), com um complexo de trincheiras e fortificações defensivas. O prédio serviu como um bastião formidável, resistindo à artilharia pesada soviética, e garantindo visão total sobre a Königsplatz, com o domínio de tiros amarrados em todas as avenidas de aproximação.


O Reichstag também foi defendido por um misto de unidades do Reich, fazendo parte do dispositivo mais amplo do setor Z, sob o comando do SS-Brigadeführer Wilhelm Mohnke, que formou o Kampfgruppe Mohnke, com cerca de 2 mil homens organizados em dois regimentos enfraquecidos.

O núcleo dessa defesa era composto pelos 800 homens do batalhão de guardas da 1. SS-Panzerdivision "Leibstandarte SS Adolf Hitler", que protegiam o próprio Führer, a guarda pessoal de Heinrich Himmler contando 600 homens da SS, 250 marinheiros da guarda de honra, grupos de velhos e crianças da Hitlerjugend Volksturm, uma companhia de 100 paraquedistas da 9ª Divisão Fallschirmjäger, e elementos da Divisão SS Nordland, formada por voluntários dinamarqueses e noruegueses, além de germânicos da Hungria, e que foi reforçada por um punhado de de 320-330 SS franceses da Divisão SS Charlemagne (Waffen-Grenadier-Brigade der SS "Charlemagne"que fora destruída na Pomerânia). Essa formação ainda contou com os regulares da 20ª Divisão de Infantaria e Divisão Panzer Müncheberg, com a reserva à cargo da 18. Panzergrenadier-Divisionposicionada no distrito central de Berlim.

As baixas soviéticas 30 de abril a 1º de maio foram de 154 mortos 312 feridos; mostrando a intensidade de apenas 2 dias de combate dentro e ao redor do enorme edifício do Reichstag. As baixas alemãs não são precisas, com várias centenas de mortos e feridos, além de quase de uma centena de prisioneiros capturados dentro do prédio.

Vídeo recomendado: O Assalto ao Reichstag


Bibliografia recomendada:

Berlim 1945:
A Queda.
Antony Beevor.

Leitura recomendada:

VÍDEO: Alemanha Ano Zero19 de maio de 2020.

domingo, 29 de novembro de 2020

FOTO: Soldado vietnamita com prisioneiro Viet Minh

Um jovem Bawouan, um pára-quedista vietnamita do 3e BVPN (recrutado na região de Hanói) traz um também muito jovem prisioneiro Viet Minh que foi ferido nos combates pelo posto avançado de Banh-Hine-Siu, no Laos, em 9 de janeiro de 1954.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 29 de novembro de 2020.

A foto mostra a juventude das tropas engajadas e também a natureza de guerra civil do conflito na Indochina, em seus 25 anos de duração. Ao mesmo tempo ocorria a épica Batalha de Dien Bien Phu, onde metade da guarnição francesa do camp retranché era indochinesa.

Paraquedistas vietnamitas do 3e BPVN (3ème Bataillon de Parachutistes Viêtnamiens, apelidados "bawouans"), sob o comando do Chef de bataillon Mollo, engajados em pesados combates no Laos, no posto de Banh-Hine-Siu e na vila de Na Pho de 5 a 9 de janeiro de 1954, contra elementos da 325ª Divisão Viet Minh (Daï Doan 325). (Galeria da batalha)

Bibliografia recomendada:



Leitura recomendada: