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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

FOTO: Vespa cubana

Integrante das Vespas Negras participa de ensaio para o desfile comemorativo dos 50 anos da vitória de Cuba na Invasão da Baía dos Porcos, Havana, 2011.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 13 de janeiro de 2022.

A militar das Vespas Negras, unidade de forças especiais do exército cubano, durante o ensaio para o desfile comemorativo dos 50 anos da vitória de Cuba na Invasão da Baía dos Porcos, Havana, 2011. Ela está armada com o fuzil AKMSB 7,62x39mm dotado de uma mira de ponto vermelho VILMA (Visor Lumínico para Matar Agresores) e um silenciador.

A mira VILMA é de origem cubana e também está em uso na Venezuela, fornecida aos fuzileiros navais da FANB.

A boina vermelha tem a insígnia das Vespas Negras. Essa força especial das Forças Armadas Revolucionárias Cubanas (FAR) foi criada oficialmente no final da década de 1980. As Vespas Negras trabalham em subgrupos constituídos por 5 membros, que podem ser homens ou mulheres.

A vestimenta oficial consistia em um macacão camuflado, com boina vermelha, o qual a partir de 2011 passou a ser a boina verde, ficando a boina vermelha apenas para as Tropas de Prevenção (Polícia Militar) e o escudo de vespa preta com ferrão pronto para atacar, em uma pulseira. No caso de membros profissionais, um indicativo de "Profissional" é adicionado à pulseira.


Suas bases principais estão no antigo presídio militar "El Pitirre", localizado no Km 8 da Rodovia Nacional, e na unidade "Praia de Baracoa", próximo à área do porto de El Mariel, atual província de Havana, e com unidades menores em "El Bosque de la Habana", fica o Departamento de Tropas Especiais do MINFAR e o "Clube El Reloj", este último próximo ao aeroporto Rancho Boyeros. Seu principal campo de treinamento se chama "El Cacho", na província de Pinar del Río, também chamada de "Academia Baraguá".

Seu treinamento é altamente rigoroso.  Após a formatura, soldados e oficiais profissionais desta força realizam exercícios na Ciénaga de Zapata, ao sul da província de Matanzas, próximo à Baía dos Porcos, ou nos pântanos ao sul da Ilha de Pines, imensos pântanos localizados tanto a oeste de Cuba, sob estritas condições de sobrevivência. Ser aprovado nesses exercícios significa graduar-se.

As "Vespas Negras" receberam treinamento de vietnamitas, norte-coreanos, chineses, bem como VDV e Spetsnaz russos. Eles aprenderam a se comunicar e se mover silenciosamente por túneis estreitos. Essas tropas também são especialistas em técnicas de mascaramento, uso de ambientes de selva para montar armadilhas e várias artes marciais.

Existiam unidades de missões especiais anteriores que atuavam como parte do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR), denominadas "Tigres" e "Leões" em Angola em 1977, quando o MINFAR decidiu ter forças especiais próprias. Antes disso contando com as tropas especiais do Ministério do Interior (MININT) na Batalha de Quifangondo, no norte de Angola, no final de 1975.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

FOTO: Pacificadores russos no Cazaquistão

Soldados russos patrulhando a cidade cazaque de Alma-Ata, 11 de janeiro de 2022..

Soldados russos, parte da missão de paz da CTSO, patrulham uma rua no Cazaquistão. O soldado de frente tem uma Saiga-12 com carregadores de AK-74.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A Rússia espera resolver o atraso com a FAN e lançar uma fábrica de fuzis em 2022


Por Sofía Nederr, Tal Cual Digital, 29 de dezembro de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 5 de janeiro de 2022.

Resumo: A Rússia aspira resolver o atraso que tem com a Força Armada Nacional (Fuerza Armada NacionalFAN) e lançar a fábrica para a produção de fuzis AK-103 Kalashnikov, na Venezuela, para o próximo ano de 2022. A porta-voz do Serviço Federal de Cooperação Militar e Técnica (Federal Service of Military-Technical CooperationFSMTC) da Rússia, Valeria Reshétnikova, relatou que especialistas russos começaram a preparar o equipamento de processo e as linhas de montagem.

A Rússia aspira a solucionar o atraso que tem com as Forças Armadas Nacionais (FAN) e lançar a fábrica para a produção de fuzis AK-103 Kalashnikov, na Venezuela, para o próximo ano de 2022.

A porta-voz do Serviço Federal de Cooperação Militar e Técnica (FSMTC) da Rússia, Valeria Reshétnikova, informou que “os especialistas russos começaram a preparar os equipamentos de processo e as linhas de montagem. Esperamos lançá-lo em 2022”.

Em agosto de 2021, após anos de atraso, a Rússia garantiu que se aproximava a entrega da fábrica de fuzis AK-103 e munições 7,62x39 na Venezuela.

Reshétnikova, em declarações à Spunitk, disse que apesar da situação epidemiológica e das sanções dos Estados Unidos, as obras finais na fábrica estão sendo realizadas em ritmo acelerado em cooperação com a Venezuela.

Foi em 2001 que foi assinado o contrato para a produção de armas e munições Kalashnikov na Venezuela. Em outubro deste ano, o enviado especial da Presidência, Adán Chávez, visitou Moscou e lembrou que o governo de Nicolás Maduro espera que as obras de construção da fábrica de fuzis Kalashnikov sejam concluídas no segundo semestre de 2022.

Em 2005, a Força Armada Nacional (FAN) adquiriu 100.000 fuzis de assalto AK-103 Kalashnikov da estatal russa Rosoboronoexport. Nesse sentido, o contrato incluiu a fábrica dos equipamentos no país que já foi anunciada em diversas ocasiões.


Segundo o portal Russia Beyond, segundo informações do dia 17 de setembro, a entrega da fábrica está cada vez mais próxima. Conforme informado, espera-se que as últimas máquinas para a linha de montagem e os equipamentos para os sistemas de engenharia e suporte sejam fornecidos, em Puerto Cabello, nos próximos meses.

“A fábrica de fuzis começará a operar no final de 2019. Acompanhamos constantemente as obras. Esta indústria é de importância estratégica vital para a independência da Venezuela”, anunciou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em 2018.

O Russia Beyond disse que, em 2015, o chefe da empreiteira, o ex-senador Sergei Popelniujov, foi preso sob a acusação de desviar mais de um bilhão de rublos destinados à construção das fábricas para a Venezuela. Em dezembro de 2016, o oficial Dmitri Rogozin informou que a fábrica estava apenas parcialmente construída, sem janelas, portas ou eletricidade, mas prometia seu funcionamento em 2019.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI), 65% das armas compradas pela Venezuela nos últimos 11 anos vêm da Rússia.

O acordo com a Rússia


Os acordos com a Rússia incluíram centros de treinamento para helicópteros, também incluem centros de manutenção para aeronaves de combate Su-30MK2, a instalação de uma fábrica para a fabricação de fuzis AK-103/AK-104 e outra para a fabricação de munição calibre 7,62×39mm. Isso está registrado em um relatório do Control Ciudadano.

Em abril de 2019, chamou a atenção a presença de um grupo significativo de militares russos na Venezuela, mas posteriormente foi dito que se deveram ao cumprimento de parte da dívida técnica com a FAN no âmbito dos acordos de cooperação técnica bilateral iniciados em 2005, com Hugo Chávez. Esses acordos envolvem também o treinamento de pessoal militar.

Na ocasião, a estatal russa Rosoboronoexport anunciou a inauguração do Centro de Instrução e Treinamento Simulado Conjunto “GB Oscar José Martínez Mora”, no estado de Yaracuy. É um centro de treinamento de pilotos no manejo dos helicópteros Mi-17V5, Mi-35M e Mi-26T, adquiridos durante o governo de Hugo Chávez.

A Relação da Venezuela com a Rússia é fortalecida


O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, disse que Moscou e Caracas estão trabalhando para encontrar novos destinos turísticos para os russos que desejam visitar o país.

"Os venezuelanos, em cooperação com os operadores turísticos russos, estão trabalhando ativamente para expandir a geografia das rotas turísticas", disse Mélik-Bagdasarov em entrevista ao Sputnik.

De fato, em maio de 2021, foi estabelecido o serviço aéreo regular e direto entre Moscou e Caracas. De acordo com Mélik-Bagdasarov, o destino mais procurado ainda é a ilha de Margarita, que recebeu cerca de 6.000 turistas russos de setembro a dezembro deste ano.

Em outubro de 2021, Caracas e Moscou assinaram novos acordos sobre cooperação energética, finanças, cultura, esportes, saúde, turismo e comunicação, como parte da XV Comissão Intergovernamental de Alto Nível (CIAN). Esses acordos somam-se aos 264 acordos em 20 áreas estratégicas firmados nos últimos 20 anos.

Leitura recomendada:

Selva de Aço: A História do AK-103 Venezuelano, 13 de fevereiro de 2021.

terça-feira, 18 de maio de 2021

VÍDEO: Teste de precisão com 10 fuzis AK47 - Kalashnikov

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 18 de maio de 2021.

Qual é a precisão de um fuzil Kalashnikov? O canal 9-Hole Reviews decidiu realizar um teste de precisão entre diversos variantes da família AK. A descrição do teste:

"Este é o Super Bowl de testes de precisão para os fuzis tipo AK47 - AKM - AK74 - Kalashnikov (e um Vz58 visitante). Colocamos 10 fuzis (9x Kalashnikov, 1x Vz58) um contra o outro para ver como eles desempenhariam. Qual deles vai sair por cima? Como a "Precisão de Combate" se encaixa neste tópico?"

Fuzis examinados:

  1. Arsenal AD SLR107 (Bulgária) - 7,62x39
  2. Norinco Pré-ban Tipo 56 (China) - 7,62x39
  3. IWI Galil 32 / Ace (Israel) - 7,62x39
  4. Cugir WASR 10 (Romênia) - 7,62x39
  5. Arsenal AD AKs74u SLR104UR (Bulgária) - 5,45x39
  6. Izhmash AK102 / Niner (Rússia) - 5,56x45
  7. Vz58 (República Tcheca / Tchecoslováquia) - 7,62x39
  8. Arsenal AD AKs74 / SLR104FR (Bulgária) - 5,45x39
  9. Izhmash AK103 (Rússia) - 7,62x39
  10. Izhmash AK74 (M) (Rússia) - 5,45x39

O canal 9-Hole Reviews é um canal de armas focado em controle de qualidade e em testes de precisão de armamentos. Seus anfitriões são Henry Chan e Josh Mazzola.

Bibliografia recomendada:

The AK-47:
Kalashnikov-series assault rifles.
Gordon L. Rottman.

Leitura recomendada:



segunda-feira, 26 de abril de 2021

VÍDEO: Fuzil PM md. 63, o AKM romeno


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 25 de abril de 2021.

Vídeos de demonstração da Ashley McMillion com o fuzil de assalto PM md. 63 romeno. Os entusiastas Justin e Ashley McMillion são os donos da loja americana JMac Customs LLC, e são personagens costumeiros das mídias de entusiastas de armamentos. Eles costumam resenhar armamentos ou apenas participarem das brincadeiras usuais da comunidade internacional de amantes das armas. Eles são ativos no Youtube e no Instagram.


O fuzil Pistol Mitralieră 1963 (abreviado PM md. 63 ou simplesmente md. 63) é um fuzil de assalto romeno calibre 7,62x39mm, projetado com base no AKM soviético. O md. 63 é exportado sob a designação AIM.

No início dos anos 1960, o exército romeno usava principalmente submetralhadoras PPSh-41 e Oriţa, e fuzis AK-47 importados. Com o desenvolvimento do receptor AKM Tipo 4 estampado e o apelo da União Soviética a cada uma das nações do Pacto de Varsóvia para que produzissem seus próprios fuzis de assalto calibrados em 7,62 mm, fossem eles do padrão AK-47 ou não, o Arsenal Estadual Romeno desenvolveu um clone do AKM com uma empunhadura frontal inclinada para a frente moldado no guarda-mão, chamado de Pistol Mitralieră model 63 (literalmente "pistola-metralhadora modelo 1963").

A versão de coronha dobrável é designada Pistol Mitralieră model 65 e apresenta uma empunhadura frontal voltada para trás, permitindo que a coronha seja dobrada para baixo completamente retraída.


A variante civil de exportação mais produzida deste fuzil é aquela da designação "Gardă", produzida para a Guarda Patriótica romena (Gărzile Patriotice). Esses fuzis têm uma letra "G" gravada no lado esquerdo do bloco da alça de mira. As versões da guarda civil são modificadas pela remoção da armadilha e modificação da chave seccionadora para ser apenas semiautomática. Dezenas de milhares desses fuzis foram importados para os Estados Unidos e vendidos como "kits de peças" (o receptor é destruído pelo corte de tocha de acordo com os regulamentos da BATF - sem o receptor, o kit não é mais considerado legalmente uma arma de fogo). Eles são coloquialmente conhecidos entre os entusiastas de armas de fogo como "Romy G's".

O Pistol Mitralieră model 1980 é uma variante AK de cano curto e a primeira versão de coronha dobrável lateralmente produzida na Romênia. Ele apresentava um bloco de gás mais curto e geralmente usava carregadores de 20 tiros. O poste da alça de mira é combinado com o bloco de gás para fornecer um comprimento geral curto. A dobragem lateral é reta e dobra para a esquerda. Existem dois tipos de freios de boca usados: um cilíndrico e, mais comumente, um ligeiramente cônico. Ele também é conhecido como AIMR.


O Pistol Mitralieră model 90, também conhecido como PM md 90, é a resposta de 7,62 mm ao modelo Pușcă Automată 1986 de 5,45 mm. É internamente idêntico a um PM md. 63/65, e externamente difere por ter uma coronha dobrável de arame idêntico àquela do PA md. 86, e com o qual todos os fuzis são equipados com freios inclinados. Foi amplamente utilizado na Revolução Romena de 1989, juntamente com o md. 63 e md. 65.

A versão fuzil-metralhador do md. 63 é chamado de md. 64, sendo essencialmente idêntico ao RPK soviético. A versão carabina do modelo 90, chamada simplesmente de PM md. 90 cu țeavă scurtă (cano curto PM md. 90), tem um cano de 305mm, um comprimento total de 805mm (ou 605mm com a coronha dobrada) e pesa 3,1kg vazio. Ele foi projetado para tripulações de tanques e forças especiais. Além da coronha e do cano encurtados, ela apresenta as mesmas modificações do PM md. 80.


Bibliografia recomendada:

The AK-47:
Kalashnikov-series assault rifles.
Gordon L. Rottman.

Leitura recomendada:

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Grupo russo Kalashnikov assinou acordo para fabricação do fuzil AK-103 na Arábia Saudita


Por Laurent Lagneau, Zone Militaire Opex360, 20 de fevereiro de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 19 de abril de 2021.

Ao assinar o Pacto de Quincy em 1945, os Estados Unidos se comprometeram a garantir a proteção da Arábia Saudita em troca de petróleo. No entanto, durante os anos de Obama, às vezes Washington parecia se distanciar desse acordo, adotando uma atitude mais flexível em relação ao Irã, inimigo jurado de Riad. Na época, o objetivo era chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita se aproximou da Rússia, notavelmente assinando ordens de equipamento militar, incluindo sistemas de artilharia TOS-1A “Solntsepek”, um lançador de foguetes múltiplo montado em um chassi de tanque T-72 e usando munição termobárica e incendiária.


Em seguida, com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos voltaram aos fundamentos de sua política externa, com a assinatura de vários contratos importantes de armas, uma linha mais dura em relação ao Irã. E o envio de tropas para solo saudita durante as tensões de 2019.

No entanto, as relações entre Washington e Riad mudarão novamente. Durante a campanha eleitoral, o novo presidente americano, Joe Biden, prometeu fazer da Arábia Saudita um "Estado pária".

Mas desde que entrou na Casa Branca, Biden teve que revisar seu discurso. Agora se fala em "recalibrar" as relações com o reino saudita, que recebeu apoio de Washington depois dos recentes ataques reivindicados pelos rebeldes Houthi (apoiados por Teerã).

Apesar de suas relações com os Estados Unidos serem complicadas, a Arábia Saudita pretende melhorar suas relações com a Rússia, especialmente no campo da indústria de armamentos. E isso se materializará com o estabelecimento de uma fábrica de fuzis de assalto AK-103 pelo grupo Kalashnikov no reino. O anúncio foi confirmado ao jornal Kommersant por Denis Manturov, Ministro da Indústria e Comércio da Rússia.

“Quanto ao contrato para a execução da primeira fase do estabelecimento de uma produção conjunta de fuzis Kalashnikov, foi assinado pelas partes e está sujeito a procedimentos de homologação interestadual, após o que entrará em vigor”, declarou o Ministro russo, às vésperas da abertura da feira de armas IDEX-2021, em Abu Dhabi.

Forças especiais sauditas no Iêmen armadas com fuzis AK-103.

Essa produção na Arábia Saudita de fuzis de assalto AK-103 foi objeto de um memorando de entendimento assinado em 2017. E segundo o diretor-geral da Kalashnokov, Dmitri Tarasov, a negociação poderia ter sido concluída muito antes não fosse a pandemia da Covid-19. E garante que seu grupo está "absolutamente pronto" para trabalhar com os sauditas.

De forma mais ampla, em termos de indústria militar, Riad tem grandes ambições, com um plano de investimentos de mais de US$ 20 bilhões nos próximos dez anos, com o objetivo de poder cobrir 50% das necessidades das forças armadas locais.

"O governo colocou em prática um plano pelo qual investiremos mais de US$ 10 bilhões na indústria militar na Arábia Saudita na próxima década e montantes iguais em pesquisa e desenvolvimento", disse Ahmed bin Abdulaziz Al-Ohali, o governador da Autoridade Geral para Indústrias Militares (GAMI), de acordo com a Reuters.

De calibre 7,62x39mm e com desenho agora antigo, o fuzil AK-103 já está em uso, a priori, pelas forças especiais sauditas.

Bibliografia recomendada:

The AK-47: Kalashnikov-series assault rifles.
Gordon L. Rottman.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

GALERIA: Armas iraquianas capturadas na Operação Tempestade do Deserto


Por Matthew Moss, Silah Report, 26 de fevereiro de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 26 de fevereiro de 2021.

Este mês marca o 30º aniversário da Guerra do Golfo. Um conflito que viu uma grande coalizão de países ocidentais, nações árabes e Estados do Golfo se unirem para libertar o Kuwait das garras de Saddam Hussein. Neste artigo, daremos uma olhada em algumas das armas portáteis e pesadas capturadas pelas forças da coalizão durante a campanha terrestre de 100 horas que viu as forças aliadas varrerem o Kuwait e o Iraque antes que um cessar-fogo fosse convocado em 28 de fevereiro de 1990.

Essas fotos foram tiradas pelas forças americanas em campanha e foram obtidas dos Arquivos Nacionais dos EUA (NARA). Nesta primeira fotografia está uma seleção de fuzis padrão AKM/S calibrados em 7,62x39mm, sendo difícil distinguir marcas de identificação que nos permitiriam saber o país em que foram fabricados.

Legenda original: “Fuzis de assalto AKM capturados são marcados e exibidos durante a Operação Tempestade do Deserto”. (NARA)

Abaixo estão várias fotos de armas antiaéreas ZPU-4 montadas em quadriciclo. As próprias armas são metralhadoras pesadas KPV de 14,5x114mm. Há pelo menos dois vistos na fotografia, bem como vários veículos montados em metralhadoras pesadas DShK 12,7x108mm, estes foram chamados de “Doshka” pelos iraquianos.

Legenda original: “Uma vista frontal direita de uma metralhadora antiaérea ZPU-4 que foi capturada das forças iraquianas durante a Operação Tempestade do Deserto”. (NARA)

Legenda original: “Uma vista frontal esquerda de uma metralhadora antiaérea ZPU-4 que foi capturada das forças iraquianas durante a Operação Tempestade no Deserto”. (NARA)

Legenda original: “Um sargento fuzileiro naval da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais se ajoelha ao lado de um morteiro M-19 de 60mm que é parte de uma exibição de armas e equipamentos iraquianos capturados sendo mostrado aos repórteres após o cessar-fogo que encerrou a Operação Tempestade do Deserto. Um fuzil AKM e um lança-foguetes RPG-7 estão no canto inferior esquerdo”. (NARA)

A fotografia abaixo mostra militares do USMC discutindo uma seleção de armas iraquianas capturadas que incluem um fuzil automático de 7,62x39mm Tipo 56 de fabricação chinesa de modelo posterior (observe a empunhadura de pistola de plástico característico), um lançador de granadas de propulsão de foguete RPG-7 e um pequeno morteiro de 50mm, possivelmente de fabricação soviética, junto com alguns foguetes RPG e granadas de morteiro de calibre maior.

Legenda original: “O Tenente-Coronel Michael H. Smith, à esquerda, oficial comandante do 3º Batalhão, 9º Regimento de Fuzileiros Navais e o General-de-Brigada Thomas V. Draude, à direita, comandante assistente de divisão, 1ª Divisão de Fuzileiros Navais, fala com o Cabo Lance D. Wilson sobre uma exibição de armas e equipamentos iraquianos capturados após o cessar-fogo que encerrou a Operação Tempestade do Deserto. As armas incluem um fuzil AKM e um lança-foguetes RPG-7 no canto inferior esquerdo e um morteiro M-19 60mm no centro superior”. (NARA)

Na imagem abaixo, dois fuzileiros navais da 2ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais posam em frente a um HMMV equipado com um TOW com um fuzil automático Tipo 56 7,62x39mm de fabricação chinesa do padrão inicial e um lança-granadas de propulsão de foguete RPG-7.

Legenda original: “Dois membros da 2ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais exibem um fuzil de assalto AKM iraquiano capturado, à esquerda, e um lança-granadas RPG-7 enquanto estão ao lado de seu M998 veículo sobre rodas multifuncional de alta mobilidade (M998 High-Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle, HMMWV) durante a fase terrestre da operação Tempestade do Deserto. Uma arma anti-carro TOW 2 lançada por tubo, opticamente rastreada e guiada por fio (Tube-launched, Optically-tracked, Wire-guided, TOW) é montada no teto do HMMWV. Os fuzileiros navais ainda estão usando suas roupas de proteção Química-Biológica-Nuclear (QBN) e sobrebotas”. (NARA)

Abaixo está uma fotografia de um veículo blindado BMP-1 completamente destruído. O fotógrafo colocou uma pistola sinalizadora e um fuzil automático Tipo 56-2 7,62x39mm, fabricado na China, muito queimado e sem a tampa da culatra.

Legenda original: “Um fuzil de assalto AKM carbonizado e uma pistola sinalizadora repousam no casco de um veículo de combate mecanizado de infantaria BMP-1 iraquiano destruído durante a fase terrestre da Operação Tempestade do Deserto.” (NARA)

A fotografia final abaixo reflete uma longa tradição de ações comemorativas e participação em campanhas históricas com a apresentação de armas capturadas como troféus. Abaixo está uma metralhadora de uso geral PKM 7.62x54mmR capturada que foi capturada no aeroporto da Cidade do Kuwait. A arma tem uma placa fixada em sua coronha e foi presenteada ao Major-General Francis X. Hamiliton Jr.

Legenda original: “Uma metralhadora leve PKM de 7,62 mm de fabricação soviética capturada por membros do 1º Grupo de Apoio e Serviço de Força (Force Service Support Group, FSSG) durante a Operação Tempestade do Deserto no Aeroporto Internacional do Kuwait, em 26 de fevereiro de 1991. Foi presenteada ao Major-General Francis X. Hamiliton Jr., comandante das Bases Logísticas do Corpo de Fuzileiros Navais e comandante geral, Base Logística do Corpo de Fuzileiros Navais, Albany, GA., pelo General-de-Brigada James A. Brabam Jr., general comandante do 1º FSSG em reconhecimento ao apoio de seu comando durante a Operação Tempestade do Deserto”.

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FOTO: Furão no Golfo, 26 de setembro de 2020.




FOTO: Xadrez QBN, 10 de fevereiro de 2020.



FOTO: Criança-soldado brandindo um AK47 na Indonésia

Um menino soldado achinês brandindo um fuzil AK47 durante treinamento militar na selva do distrito de Pidie, em Achem, na Indonésia.

Como dito na famosa frase do filme O Senhor da Guerra, o manuseio do AK47 é "tão fácil que até uma criança pode usá-lo, e elas usam".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

ANÁLISE: Os 5 piores fuzis AK já feitos (5 vídeos)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 10 de dezembro de 2020.

Uma análise em 5 vídeos feita pelo conselheiro técnico Vladimir Onokoy, especialista nos sistemas Kalashnikov do Grupo Kalashnikov, na Rússia. Ele fez um ranking de cinco países que produziram os piores fuzis Avtomat Kalashnikova (Fuzil Automático Kalashnikov). As posições de piores "Kalash" ficaram:

  1. Paquistão
  2. Etiópia
  3. Estados Unidos
  4. Iraque
  5. China




Transcrição do vídeo sobre os AK americanos

"Os próprios americanos entendem essa situação muito bem e zombam dos fabricantes de tais cópias vagabundas muito mais do que eu." 
- Vladimir Onokoy.

Olá e bem-vindos ao curso de palestras da Kalashnikov Media! Meu nome é Vladimir Onokoy. Hoje vamos falar sobre as cinco piores variantes do AK já feitas.

Terceiro lugar: Estados Unidos.

Pode ser uma surpresa para muitos, mas os AK também são feitos nos Estados Unidos, com dezenas de empresas os fabricando. Algumas das variantes de melhor qualidade - e, curiosamente, também algumas das piores variantes vêm de lá. Como isso aconteceu? Inicialmente, até 1989, os AK para uso civil foram vendidos nos Estados Unidos sem restrições. Esses foram feitos principalmente no Egito, Finlândia e Hungria. As pessoas estavam super interessadas nas armas soviéticas e elas eram vendidas como rapidamente.

Exemplo de um anúncio de fuzis AK finlandeses de uso civil vendidos nos EUA.

Peças típicas de um kit vendido nos EUA.

Em 1989, foi aprovada a primeira lei que regulamentava a circulação e, o mais importante, a importação dessas armas, e foi quando os kits de peças chegaram ao mercado. Basicamente, eram fuzis normais com seus receptores serrados em três lugares. Ao chegar aos EUA, eles seriam remontados com novos receptores, mantendo os munhões, grupo do gatilho e o cano. Isso significou que uma indústria totalmente desenvolvida teve de ser estabelecida muito rapidamente nos Estados Unidos para acompanhar a demanda. Como mencionei antes, em 1993, os fuzis chineses pararam de vir para os EUA, o que causou um motivo ainda maior para iniciar a produção local.

Inicialmente, as pequenas empresas, também conhecidas como lojas personalizadas (custom shops), começaram a fazer um bom trabalho e cobraram taxas especiais por isso. No entanto, em 1994, a Proibição de Armas de Assalto (Assault Weapon Ban) foi aplicada e, até 2004, a circulação dessas armas tinha sido muito limitada. Em 2004, a proibição acabou produzindo absolutamente zero resultados e, nessa época, as guerras do Iraque e do Afeganistão haviam começado. Ao voltar para casa, os veteranos muitas vezes queriam armas que haviam encontrado no campo de batalha para sua coleção doméstica. Foi assim que surgiu uma demanda considerável pela produção de fuzis AK.

Fuzis AK apreendidos no Iraque, 2010.

"Century Arms: Porque mesmo macacos alcoólatras precisam de empregos."

Como eu disse, inicialmente isso estava sendo fornecido por pequenas lojas personalizadas. No entanto, com o tempo, as pessoas entraram nesse negócio com a única intenção de ganhar dinheiro. E foi assim que algumas das piores variantes do AK surgiram. Os próprios americanos entendem essa situação muito bem e zombam dos fabricantes de tais cópias vagabundas muito mais do que eu.

Um desses infames fabricantes americanos de AK foi a empresa Inter Ordnance (IO). Eles decidiram ganhar dinheiro rápido produzindo um AK vagabundo e começaram a lançar sua versão AKM (alegadamente feita de acordo com um desenho técnico polonês). De alguma forma, esse projeto não funcionaria se um amortecedor de borracha estivesse faltando no conjunto de recuo. Na ausência de um, o conjunto do ferrolho simplesmente ficaria preso na parte de trás do receptor [caixa da culatra]. O fabricante simplesmente ignoraria as perguntas sobre se algo assim já aconteceu com os fuzis poloneses. Suas armas eram mal-feitas e com toneladas de problemas. Os ferrolhos se desintegrariam. Os rebites nos munhões costumavam ser muito defeituosos. Alguns daqueles fuzis eram tão tortos que alguém pensaria que foram projetados para atirar do canto de uma esquina. Naturalmente, depois que os clientes tiveram uma ideia do que fazia uma AK de qualidade, a IO viu suas vendas despencarem. E, no momento, eles não estão mais produzindo fuzis AK.

Sua única qualidade restante era a garantia vitalícia. Isso significava que você poderia ter sua arma de fogo reparada ou substituída gratuitamente, caso ela estragasse. No entanto, assim que pararam de fabricá-los, a garantia vitalícia também acabou. Tudo o que restou foram clientes descontentes e o merecido prêmio pelo pior AK já feito nos EUA.

Fuzil AK da IO com os cano e mira totalmente desalinhados.

Existem também muitas oficinas de garagem que montam fuzis AK a partir de peças. Onde as pessoas amam o que estão fazendo, geralmente há bons resultados. No entanto, às vezes as coisas acontecem de maneira diferente. Certa vez, um amigo meu comprou um AKMS [Avtomát Kalášnikova modernizírovannyj, AK modernizada; S de Skladnoy, dobrável/rebatível] de uma dessas [oficinas]. Depois de um tempo, coisas estranhas começaram a acontecer com ele: depois do primeiro tiro, o conjunto do ferrolho ficou preso na posição mais recuada e não havia praticamente nada que você pudesse fazer a respeito. Ele substituiu o conjunto do ferrolho, mas nada mudou. "Você é um armeiro! Faça alguma coisa", ele me disse.

Ok, comecei a investigar e não pude acreditar nas descobertas iniciais. O cão (martelo que bate no percussor) era tão grande que qualquer recuo curto ou apenas puxar o conjunto do ferrolho para trás faria o retém do conjunto prender no cão e emperrar. Achei que o motivo não poderia ter sido tão fácil. Como alguém monta um fuzil que essencialmente não pode atirar? Ou melhor, pode disparar uma vez, mas invariavelmente emperra. Acabei tendo que raspar pelo menos meio centímetro de aço do cão. Não meio milímetro. Não alguns mícrons. Meio centímetro de aço foi o que eu tive que tirar antes que a arma começasse a funcionar corretamente. Portanto, como costuma acontecer com essas oficinas de garagem, as peças que elas produzem não podem ser disparadas duas vezes seguidas. Para fazê-los atirar como pretendido, é preciso usar uma lima ou, melhor ainda, uma furadeira Dremel neles.

Vladimir na oficina Rifle Dynamics de Jim Fuller produzindo fuzis AK.

Há também uma empresa chamada Century [Arms] que importava armas estrangeiras para os EUA e montava algumas com peças importadas, e não havia problemas com elas.Em dado momento, eles decidiram que queriam fazer seus próprios AK. Agora, eles são conhecidos como "compre um e ganhe dois" - isto é, um fuzil e uma granada-de-mão. No entanto, são diferentes das granadas de mão porque podem explodir aleatoriamente, pois seus receptores costumam ser de qualidade questionável. O que é realmente surpreendente é que seus fuzis só pioram a cada nova versão.

Quem gosta de assistir a vídeos de treinadores de armas de fogo americanos pode estar familiarizado com James Yeager, que certa vez decidiu fazer um teste honesto com fuzis novos em folha da Century. O teste foi curto, pois os dois fuzis morreram após 1.500 tiros. Em um deles, era possível remover o pino que prende o cano no lugar usando apenas um martelo e uma ferramenta de punção leve. Acho que era o mesmo fuzil cujo cano se movia para frente e para trás depois de dar uma boa batida no concreto. Você poderia alterar a folga entre o cartucho e a munição nele e meio que trazê-lo de volta ao normal, quebrando a arma no chão. O cano agora vivia uma vida independente, movendo-se livremente. O treinador acabou declarando que não iria mais testar aqueles fuzis, pois as pessoas começaram a xingá-lo, e isso só iria incomodar ainda mais a empresa e os telespectadores.

Carabina Saiga em uma loja de armas americana custando 1.349 dólares.

Como resultado de tudo isso, verdadeiros conhecedores de AK nos Estados Unidos estão limitados a comprar peças importadas; antes das sanções, as nossas Saigas eram uma escolha popular. Eles estão atualmente cobrando uma pequena fortuna por eles; eu os vi custando US$ 1.300 (por volta de R$ 6.534), e os preços certamente subiram ainda mais agora. A alternativa é gastar ainda mais, cerca de 2-2,5 mil, em um fuzil personalizado montado por pessoas que realmente amam nossas armas e têm uma ideia adequada do que é controle de qualidade.

Falando francamente, a partir de 2019, nem uma única arma padrão AK atualmente produzida em massa nos EUA deveria ser chamada de Kalashnikov.

Bibliografia recomendada:

AK-47:
A Arma que Transformou a Guerra.
Larry Kahaner.

The AK-47:
Kalashnikov-series assault rifles.
Gordon L. Rottman.

Leitura recomendada: