Mostrando postagens com marcador Engenharia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Engenharia. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de junho de 2022

FOTO: Teste de resistência de ponte à moda antiga

Carros de combate T-34/85 na cidade de Kola, na URSS, em 1952.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 4 de junho de 2022.

Teste de uma ponte velha na cidade de Kola, na região de Murmansk, no norte da da União Soviética, 1952.

O teste visava testar a resistência da ponte. Segundo a lenda, o engenheiro-chefe aguardava em um barco... embaixo da ponte.

Bibliografia recomendada:

Designing the T-34:
Genesis of the revolutionary Soviet tanl.
Peter Samsonov.

Leitura recomendada:

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Paraquedistas do 17º Regimento de Engenheiros de Montauban testam o novo exoesqueleto francês

Exercício de travessia para os testadores do 17e RGP, em Montauban.
(Foto 
DDM - Pierre Challier)

Do La Dépêche, 13 de julho de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 21 de janeiro de 2022.

Uma ossatura de titânio e carbono articulada do pescoço aos pés, com hastes, rótulas e até vértebras... "Voilà, isso pesa 9kg mas deve economizar 25% do cansaço físico", sorri o Cabo-chefe Gaëtan ao colocar em seu exoesqueleto sobre sua treliça. Silhueta atlética agora enfeitada neste auxiliar que talvez, amanhã, seja a imagem do soldado do século XXI: "O objetivo é aumentar o desempenho em campo, principalmente no transporte de cargas pesadas em longas distâncias", resume o Major Francis que lidera a equipe de avaliação deste protótipo no 17º Regimento de Engenharia Paraquedista (17e Régiment du génie parachutiste, 17e RGP) de Montauban.

Os testadores do 17º RGP, em Montauban.
(DDM - Pierre Challier)

Gaëtan para os comandos, Alex para os sapadores e Melvyn para os mergulhadores, são três cabos-chefes atacando a primeira semana de testes a fim de testar o equipamento, cada um em sua especialidade. "Já vamos começar por ver se conseguimos ultrapassar os obstáculos enquanto estivermos equipados", especifica Melvyn dirigindo-se à rota da place d'armes.

Num chocalho inusitado, todos correm para o obstáculo, a "prancha irlandesa", a "girafa", a "parede de assalto" ou a trave e "passou!", apesar de uma flexibilidade e fricção aleatórias. "Mas fica quente rapidamente", aponta Alex. O que também traz à tona o assunto...

Porque o Afeganistão, Barkhane e o Sahel nos lembraram: hoje, um soldado em operação às vezes carrega mais de 50kg a 40°C na sombra, em terrenos extremamente hostis. Água, rações, armas, munições, proteções, capacete com óculos de visão noturna, meios de comunicação e computadores... equipado com o sistema FÉLIN – Fantassin à Équipement et Liaisons Intégrés / Infante com Equipamentos e Conexões Integrados – o combatente agora deve pensar também em suas baterias pesadas, para garantir energia elétrica… a fortiori se, amanhã, adicionarmos a ele um capacete RAFT, para "Realidade aumentada para o infante" que o tornará um soldado ainda mais conectado e coberto de sensores.

Os testadores do 17º RGP, em Montauban.
(DDM - Pierre Challier)

Os testadores do 17º RGP, em Montauban.
(DDM - Pierre Challier)

Neste contexto, "o exoesqueleto permite, portanto, transportar mais coisas, mais longe, sem fadiga e, em última análise, ter um soldado muito mais apto para o combate porque está menos cansado", concordam os estados-maiores, no papel, sem proibir, no entanto, o regresso… à mula, confia à parte um general de quatro estrelas. Chamado UPRISE, a Agência de Inovação de Defesa (AID) adquiriu este exoesqueleto dos canadenses de Mawashi.

"Na Guiana, na luta contra garimpeiros clandestinos, carrego 45kg com desnível de elevação em calor intenso. A primeira expectativa com esse novo tipo de equipamento será que não nos incomode e que possamos continuar praticando nossos gestos profissionais em operação", lembra Melvyn. "A roupa de proteção do sapador pesa 40kg, o capacete 15kg. Portanto, também veremos se é compatível", acrescenta Alex, Gaëtan se encarrega das missões de treinamento comando e todos realizam uma marcha de 15km no programa, com armas e uma mochila de 20kg mas também combate corpo-a-corpo no âmbito desta "campanha exploratória de simulação operacional" que partilham com o 1er RCP de Pamiers, sobre este exoesqueleto "passivo".

Os testadores do 17º RGP, em Montauban.
(DDM - Pierre Challier)

Os testadores do 17º RGP, em Montauban.
(DDM - Pierre Challier)

"Passiva"? Entenda que ele não funciona com motor e energia, mas “transferindo a carga para o solo” através de suas hastes e juntas esféricas, explica o Major Francis. Equipamento que, visualmente, é mais próteses ortopédicas do que futurismo biônico... Mas não impede o disparo em todas as posições, como os três testadores também experimentaram. "Às vezes é desconfortável, mas não interfere", concordam. Quanto a saltar de pára-quedas com ele? Será outra história.

Encontrar o equilíbrio

Entretanto, "além do ganho de resistência com redução da fadiga, o que buscamos é o valor tático que o exoesqueleto pode trazer para uma unidade aerotransportada, aumentando também o desempenho das capacidades do paraquedista em combate, tipicamente com infiltrações de nossos comandos no território inimigo a distâncias muito maiores", resume um oficial. O exoesqueleto, essencial para o soldado do futuro? Pelo menos um dos elementos que vai participar no conceito de "soldado aprimorado", na França, desde que saiba "encontrar o justo equilíbrio entre alta tecnologia e rusticidade", previne-se do lado da brigada paraquedista - 11e BP.

O conceito de soldado aprimorado não é novo. Consiste em usar várias substâncias e tecnologias para aumentar as habilidades físicas e cognitivas do combatente. Na França, a ministra dos Exércitos Florence Parly estabeleceu o marco da pesquisa, em dezembro passado, fechando oficialmente as portas para implantes neurológicos que já estão sendo testados em países menos observantes.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

FOTO: Princesa Diana visita oficial fuzileiro naval brasileiro

A Princesa Diana visitando o Capitão-de-Corveta (FN) Rui Xavier da Silva em um hospital nos Estados Unidos.

O oficial da Marinha do Brasil Rui Xavier da Silva foi ferido durante as operações de desminagem da MARMINCA, na fronteira Costa Rica/Nicarágua.

A Missão de Assistência para a Remoção de Minas na América Central (MARMINCA) foi completada em 18 de junho de 2010, tornando a América Central livre de minas terrestres.

Leitura relacionada:

FOTO: Desminagem da ONU no Camboja, 5 de outubro de 2021.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

FOTO: Legionário do 1er REG com o OVN/NVG ONYX

Legionário engenheiro do 1er REG de Laudun posando com o recém-adquirido OVN ONYX.

O 1º Regimento Estrangeiro de Engenharia (1er Régiment Étranger de Génie, 1er REG) recebeu os novos óculos de visão noturna ONYX, conforme postagem da Legião Estrangeira Francesa no seu perfil oficial no Twitter:

"Os legionários do 1er REG equipam-se com os novos óculos de visão noturna ONYX, do programa Scorpion. Mais fortes, mais leves, mais nítidos, eles melhoram as capacidades de combate noturno."
Projetado pela Thales, esses óculos de visão noturna ONYX (ou O-NYX) substituirão gradualmente os modelos “Lucie” atualmente fornecidos. A Direção Geral de Armamentos (Direction générale de l’armement, DGA) fez uma encomenda inicial de 3.519 exemplares para o Exército Francês, seguida por uma nova encomenda de 3 mil unidades em fevereiro deste ano.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

FOTO: Desminagem da ONU no Camboja

Crianças cambojanas observam soldados franceses da ONU procurando minas por um arrozal, 28 de setembro de 1992.

Processo de remoção de minas ao redor de um arrozal por soldados do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista (17e Régiment du Génie Parachutiste, 17e RGP) equipados com chinelos Matramines, 28 de setembro de 1992.

O processo de desminagem foi uma das funções principais da APRONUC (Autoridade Provisória das Nações Unidas no Camboja).

Uma seção MINEX do 17ºe RGP prossegue com a desminagem do templo Bathai-Srei, dezembro de 1992.

sexta-feira, 27 de março de 2020

FOTO: Malizia, o mascote do 17e RGP

Malizia, o mascote do 17e RGP, fotografado com o seu binômio, o Caporal Fabien.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 17 de março de 2020.

Malizia é um Pygargue à tête blanche (Haliaeetus leucocephalus, águia-de-cabeça-branca) nascido em cativeiro no Rocher des Aigles, um santuário de falcoaria em Rocamadour, na França, e foi oferecido ao 17e RGP (Régiment du génie parachutiste, regimento de engenharia paraquedista) pela princesa Caroline de Mônaco, a madrinha do regimento. 

Malizia foi batizado em homenagem a François Grimaldi, apelidado "il Malizia" ("o Malicioso"). Em 1297, François Malice tomou a fortaleza monegasca conhecida como Rochedo de Mônaco por ardil ao se vestir de monge franciscano.

"Malizia incorpora a naturalidade e o domínio do ar, coragem e combatividade, especificidades da arma de engenharia".