sexta-feira, 16 de outubro de 2020

GALERIA: Um batalhão de Tirailleurs Senegaleses no Camboja

 

Grupo de tirailleurs do 2/6e RIC sentados na traseira de um caminhão cujas laterais foram removidas da carroceria para facilitar um rápido desembarque em caso de emboscada, setembro de 1952.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 16 de outubro de 2020.

O 2º batalhão de Tirailleurs Senegaleses do 6e RIC (6e Régiment d'Infanterie Coloniale/ 6º Regimento de Infantaria Colonial) na região de Trapéang Phlong, durante a campanha no Camboja. A reportagem de Bouvet Robert para o ECPAD apresenta uma missão de reconhecimento sob o comando do Major Marlic e a vida cotidiana no acantonamento ao retornar da missão.

Grupo de sargentos do 2/6e RIC reunidos para a refeição.

O "bep" (faz-tudo) preparando as refeições dos oficiais do batalhão supervisiona a preparação de um prato.

Tirailleur Sénégalais é o nome genérico dado a todos os soldados africanos continentais (os malgaxes de Madagascar são Tirailleurs Malgaches), contendo senegaleses, camaroneses, malinenses etc sob um mesmo título de "senegaleses". Na Indochina serviu o 24e Regiment de Marche de Tirailleurs Sénégalais (24º Regimento de Marcha de Atiradores Senegaleses), além de vários batalhões independentes que foram anexados a regimentos de infantaria colonial. A última unidade de Tirailleurs Sénégalais foi dissolvida em 1964. O 6e RIC, a unidade parental do 2º Batalhão Tirailleurs Sénégalais, seria dissolvido em 1955, sendo reativado em 1958 para lutar na Argélia. O tirailleur mais famoso foi Jean-Bédel Bokassa, o futuro auto-proclamado imperador da República Centro-Africana.

Seguindo o conselho do seu pai e do seu avô, Bokassa ingressou nos tirailleurs em 19 de maio de 1939. Servindo no 2º Batalhão de Marcha, ele foi promovido a cabo em julho de 1940. Ele participou da tomada de Brazzaville pelas Forças Francesas Livres em 24 de outubro de 1940. Em setembro de 1941, Bokassa foi promovido a Sargento-Chefe. O futuro imperador tomou parte no desembarque anfíbio na Provença em 15 de agosto de 1944, durante a Operação Dragoon; combatendo no sul da França e na Alemanha até o fim da guerra na Europa em 1945. Ele permaneceu no exército, onde estudou rádio transmissão em Fréjus. Ele foi enviado para a escola de oficiais Prytanée militaire de Saint-Louis. Em 7 de setembro de 1950, Bokassa foi enviado para a Indochina como o oficial especialista de comunicações do batalhão Saigon-Cholon. Bokassa casou com uma vietnamita de 17 anos chamada Nguyễn Thị Huệ, com quem teve uma filha, a qual Bokassa registrou com cidadania francesa. Em 1953, o jovem capitão foi transferido da Indochina para a França afim de ensinar na escola de rádio transmissão de Fréjus. Ele deixou a mulher e a filha na Indochina pois acreditava que voltaria.

Bokassa ainda serviria na Argélia antes de ser transferido para o novo exército centro-africano em 1960, com o posto de chef de bataillon (major), tornando-se o primeiro coronel do país em 1º de dezembro de 1964. Ele se tornaria o presidente do país e depois se auto-proclamaria Imperador Bokassa I; destacando-se pelas excentricidades e brutalidade até ser derrubado pelos franceses na Operação Barracuda, em 21 de setembro de 1979. Jean-Bédel Bokassa foi condecorado durante o seu serviço militar com a Légion d'Honneur e a Croix de Guerre.

Retorno da operação ao pôr do sol de uma companhia de tirailleurs do 2/6e RIC.

Tirailleurs do 2/6e RIC cozinham um porco no espeto.

Bibliografia recomendada:

Leitura recomendada:

GALERIA: Construção de um posto no Camboja16 de outubro de 2020.

GALERIA: Legionários reparadores no Camboja, 8 de outubro de 2020.

GALERIA: Retomado do rochedo de Ninh-Binh pelos Tirailleurs Argelinos16 de outubro de 2020.

GALERIA: Operação de limpeza com blindados em Tu Vu25 de abril de 2020.

GALERIA: Retomado do rochedo de Ninh-Binh pelos Tirailleurs Argelinos16 de outubro de 2020.

Como construir melhores forças armadas na África: as lições do Níger8 de outubro de 2020.

Nenhum comentário:

Postar um comentário