sábado, 3 de outubro de 2020

GALERIA: Operação Brochet no Tonquim


Um posto de comando do 2e BEP foi instalado em uma aldeia. Entre os equipamentos acoplados à cabana, está um fuzil de coronha dobrável US M1A1 e um transceptor SCR 536. Um operador de rádio (em pé) presta serviço à estação transceptora PRC 10, a qual carrega nas costas.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 3 de outubro de 2020.

A Operação "Brochet" (Peixes Predadores) se desenrolou no setor de Hung-Yen, de 24 de setembro a 13 de outubro de 1953, com o  objetivo de destruir os regimentos (Tieu Doan) 42 e 50 do Viet-Minh e suas bases, localizadas ao norte do Canal de Bambus, no Tonquim (norte do Vietnã), ocorreu em diferentes fazes (Brochet I-IV) envolvendo 18 batalhões franceses e vietnamitas. Fotos de Ferrari Pierre para o ECPAD tiradas em setembro, em sua totalidade focando nos dois batalhões da Legião Estrangeira Francesa presentes na operação.

Participaram da operação em 24 de setembro:

- o 2º BEP (2e Bataillon Étranger de Parachutistes2º Batalhão Estrangeiro de Paraquedistas), 
- o II/5º REI (2e bataillon du 5e Régiment Étranger d’Infanterie2º Batalhão do 5º Regimento Estrangeiro de Infantaria), 
- o 8º BPC (8e Bataillon de Parachutistes de Choc8º Batalhão de Paraquedistas de Choque), - o GM 3 (3e Groupe Mobile, 3º Grupo Móvel), 
- o RICM (Régiment d’Infanterie Coloniale du MarocRegimento de Infantaria Colonial do Marrocos), 
- Além de artilharia e consideráveis forças da Marinha.

Um legionário-paraquedista de 2ª classe, originário de Hanói, do 2e CIPLE (2e Compagnie Indochinoise Parachutiste de la Légion Étrangère/ 2ª Companhia Indochinesa Paraquedista da Legião Estrangeira), a companhia de supletivos nativos. Ele está vestido com um blusão camuflado "à prova de vento" britânico M1942, redimensionado e modificado localmente para a sua estatura mais baixa, apelidado de "peau de saucisson" ("pele de salsicha"). Seu capacete US M1 é modificado "EO" (Extrême-Orient/ Extremo Oriente) pela adição de uma jugular produzida localmente, tornando-a adequado ao paraquedismo.

O Sergent-Chef N'Guyen Van Phong, um desses legionários-supletivos (com o 1er BEP e depois 2e BEP), carregou a mão de madeira do Capitão Danjou no Camerone de 30 de abril de 2017, a maior honra que um legionário pode aspirar. Os supletivos não foram autorizados o képi blanc por não estarem sujeitos às especificidades contratuais dos demais legionários, portando, assim, boinas brancas. 

Boinas verde e branca dos batalhões paraquedistas da Legião Estrangeira na Indochina (1er BEP e 2e BEP) no Museu da Legião Estrangeira em Aubagne, no sul da França. (Foto do autor)

Legionários do 3º batalhão do 5º REI durante a operação. Em primeiro plano, um legionário carrega uma granada ofensiva OF 37 no cinto e um fuzil MAS 36 sobre o ombro. Atrás dele há um legionário com a venerável MAT-49.

Durante a operação, legionários-paraquedistas do 2e BEP avançam por um arrozal. O primeiro carrega sua submetralhadora na posição de "segurança" (carregador dobrado para evitar uma rajada acidental) e enfiou um maço de cigarros sob o elástico de camuflagem de seu capacete, em vez do maço de bandagens habitual. Ele é seguido por um fuzileiro-metralhador com o tipo 1924/29 Châttellerault.

Travessia de um arroio por paraquedistas do 2º BEP no setor de Hung Yen durante a operação, o homem do centro carrega o fuzil paraquedista MAS 36 CR39 de coronha dobrável.

A rabeira do mesmo grupo cruzando um marcador em pedra no arroio.

Paraquedistas do 2e BEP avançam pelos arrozais.

Os feridos do 2e BEP foram evacuados por helicóptero Hiller 360. No período de 1951-1954, 10.820 feridos foram evacuados, incluindo 6.499 outros apenas em 1954, com apenas 32 aeronaves (número alcançado em março de 1954) distribuídas entre Saigon e Hanói. Foi em 1950 que os primeiros dois helicópteros Hiller 360 foram adquiridos por subscrição pública e oferecidos à Força Expedicionária Francesa no Extremo Oriente.

Legionários-paraquedistas do 2e BEP apresentam uma armadilha rudimentar, mas eficaz, do Viêt-Minh, da qual um deles acaba de ser vítima: uma prancha na qual estão pregados pregos de aço, escondidos no fundo de um buraco cavado sob o água de um arrozal ou de um arroio. Surpreso à medida que avançava, o soldado empala pesadamente o pé nas pontas, destinadas a agravar a lesão e evitar que o dispositivo seja removido por simples tração.

Armadilha com pontas de aço de 15cm, desenvolvida pelos Viêt-Minh. O legionário posando ao lado calça as famosas botas de selva francesas Pataugas.

Exemplar de uma tal armadilha no Museu da Legião Estrangeira em Aubagne, no sul da França. (Foto do autor)

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