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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Armas do Exército Ucraniano


Por Caleb Giddings, Tactical-Life, 25 de fevereiro de 2022.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 25 de fevereiro de 2022.

Quais são as armas do Exército Ucraniano? Que fuzis estão em campo na linha de frente deste conflito chocante na Europa Oriental?

À medida que a invasão russa da Ucrânia se intensifica, um entusiasta de armas de fogo pode ser desculpado por se perguntar quais armas portáteis compõem as armas do Exército Ucraniano. Vamos dar uma olhada nas armas agora nas linhas de frente.

Armas do Exército Ucraniano: Fuzis

Se você recebeu suas notícias apenas da grande mídia, pode pensar que este é principalmente um exército de variantes AK. Você estaria principalmente correto, mas não totalmente. Isso porque algumas unidades da comunidade ucraniana de Operações Especiais carregam fuzis IWI Tavor feitos sob licença.

Carabina Fort-221

A Carabina Fort-221 é uma cópia licenciada do Tavor TAR-21. Fabricada pela RPC Fort na Ucrânia, é construída em torno da munição 5,45×39 que é a munição padrão para as Forças Terrestres Ucranianas. A Fort-221 usa um carregador próprio para o cartucho 5,45.

Fuzil AK-74

O AK-74, calibrado em 5,45×39, é o fuzil padrão das Forças Terrestres Ucranianas. Também é incrivelmente comum em seus estoques. Existem centenas de milhares desses fuzis à mão. O presidente ucraniano disse durante os estágios iniciais da invasão que eles dariam um desses para qualquer um que quisesse lutar contra os russos.

Fuzis AK literalmente jogados de caminhões para os civis coletarem

Uma das variantes do AK-74 é o AKS-74U, muitas vezes chamado de Krinkov ou Krink para abreviar nos Estados. O Krinkov encurta o cano do AK-74 em vários centímetros, tornando-o uma excelente plataforma para CQB e combate corpo a corpo.

O AKM

A última geração do AK-47 em 7,62×39, o AKM, também existe em grande número na Ucrânia e em todo o mundo. Eles foram enviados para a linha de frente da luta junto com reservistas e combatentes voluntários.

M4-WAC-47

Uma das armas mais interessantes nas mãos do Exército Ucraniano é o WAC-47. Este era um protótipo de fuzil, empregado em quantidade desconhecida a partir de 2018. Como você pode ver, é um projeto no estilo do M4, mas é calibrado para munição 7,62×39. O raciocínio de que, no caso da Ucrânia fazer parceria com uma nação ocidental, a parte superior deste fuzil poderia ser facilmente trocada por uma parte superior de 5,56. Há um número desconhecido deles nas mãos de soldados ucranianos.

Armas de Porte das Forças Terrestres Ucranianas

Tal como suas armas portáteis, as pistolas que circulam em coldres ucranianos são meio que uma mistura. No entanto, essas armas do Exército Ucraniano são muito menos propensas a entrar em combate do que um fuzil. Armas de porte são um sistema de armas secundárias para o soldado de combate.

Glock 17

Como grande parte do planeta, as forças especiais da Ucrânia carregam pistolas Glock de 9 mm. Devido à sua reputação de confiabilidade e disponibilidade de peças prontas, a Glock é a escolha lógica para qualquer força de elite.

Fort-14TP


Antes da invasão, a Ucrânia estava substituindo seu estoque de pistolas existentes pela Fort-14P. Embora a Fort-14P seja uma arma de armação grande, ela é calibrada em 9×18 Makarov. Os primeiros projetos da pistola eram calibradas em 9mm Luger, mas a arma acabou sendo revertida para 9×18. Dado que a pistola Makarov era a pistola de serviço padrão da Ucrânia antes disso, essa recalibragem faz sentido. Provavelmente há grandes estoques de munição 9×18 no país.

Outras armas do Exército Ucraniano

Algumas das outras armas do arsenal da Ucrânia incluem o sistema de fuzil Barrett .50 BMG. Além disso, os militares ucranianos possuem um grande número de fuzis de precisão SVD. Finalmente, eles têm a coleção esperada de armas de cinta do antigo bloco soviético. No entanto, como os fuzis Fort, eles fabricam sob licença a metralhadora Negev. A Fort-401, como é chamada, também é calibrada em 5,45 para poder compartilhar munição com outros sistemas de armas ucranianos comuns.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

FOTO: Snipers na Costa do Marfim

Os snipers usaram fuzis FR F2 e Hécate II.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 12 de maio de 2021.

Soldados franceses do 128º Regimento de Infantaria (128e Régiment d'Infanterie, 128e RI) realizando exercícios de fogo real na Costa do Marfim em 8 de janeiro de 2016. Os snipers operaram os fuzis FR F2, baseado no venerável MAS 36, e o fuzil pesado Hécate II.

Alvos vistos pelo retículo da luneta.

Equipe de atirador e observador com o fuzil Hécate II.

O Hécate II foi batizado em nome da deusa grega Hécate - da lua, magia, feitiçaria e associada a encruzilhadas, vias de entrada, noite, luz, magia, bruxaria, conhecimento de ervas e plantas venenosas, fantasmas, necromancia, fertilidade e feitiçaria. Ela é uma deusa-maior (Magna Dea), e deusa das terras selvagens e dos partos, sendo geralmente representada segurando duas tochas ou uma chave, e em períodos posteriores na sua forma tripla. Uma deusa poderosa representando um poderoso fuzil de calibre .50.

Hécate tríplice.

Bibliografia recomendada:

Sniper Rifles:
From the 19th to the 21st century.
Martin Pegler.

Leitura recomendada:




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

FOTO: Sniper italiano em Sarajevo

Sniper das forças especiais italianas "Col Moschin" com um fuzil M82A1 Barrett calibre .50 em função anti-sniper em Sarajevo, como parte da IFOR, na década de 1990. (Luca Poggiali)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 19 de fevereiro de 2021.

O uso de fuzis pesados para a função anti-sniping foi uma constante das forças da ONU em operações na ex-Iugoslávia durante os anos 90. Sarajevo era conhecida mundialmente por ser infestada de snipers sérvios, com o infame Sniper Alley fazendo manchetes diariamente. As forças de imposição da paz da ONU passaram a montar ninhos de atiradores de elite com fuzis pesados .50 por toda a cidade.

O 9º Reggimento d'Assalto Paracadutisti "Col Moschin" é o regimento de forças especiais do exército italiano, e seu nome deriva do assalto dos arditi do IX Reparto d'assalto (9º Destacamento de Assalto) contra o Col Moschin em 16 de junho de 1918, na Frente do Isonzo. Os austro-húngaros haviam conquistado as elevações de Col Fagheron, Col Fenilon e Col Moschin no Monte Grappa. Em 15 de junho de 1918, um destacamento de 600 arditi sob o comando do Major Giovanni Messe são enviados em regime de urgência para retomá-las. Às 22h do mesmo dia o Vale San Lorenzo, Col Fagheron e Col Fenilon foram retomadas; mas ainda faltava Col Moschin.

Às 7:10h da manhã do dia 16, apesar da artilharia italiana falhar em abrir fogo contra as posições inimigas, os arditi de Messe iniciaram o assalto ao Col Moschin e, depois de 10 minutos de combate corpo-a-corpo, retomaram a colina. Foram feitos mais de 300 prisioneiros e tomadas muitas metralhadoras.


Vídeo recomendado:

Bibliografia recomendada:

Out of Nowhere:
A History of the Military Sniper.
Martin Pegler.

Leitura recomendada:

GALERIA: Lavagem Ghillie na escola de snipers no Fort Benning14 de fevereiro de 2021.

GALERIA: Snipers no Forças Comando na República Dominicana,  3 de novembro de 2020.

GALERIA: Competição Jäger Shot 2020 na Alemanha2 de dezembro de 2020.

GALERIA: Fuzil sniper anti-material improvisado na Síria5 de fevereiro de 2021.

FOTO: O fuzil sniper PSL na Nicarágua2 de janeiro de 2021.

FOTO: Sniper com baioneta calada9 de dezembro de 2020.

FOTO: Posto sniper na Chechênia15 de outubro de 2020.

FOTO: Metralhadora no Isonzo26 de março de 2020.

terça-feira, 21 de julho de 2020

GALERIA: Fuzis anti-material Zastava M93 modificados dos curdos peshmerga


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 21 de julho de 2020.

O Zastava M93 Black Arrow é um fuzil anti-material calibrado em .50 BMG (12,7x99mm OTAN) ou no cartucho russo .50 DSHK (12,7x108mm), fabricado pelo arsenal sérvio Zastava. Ele foi projetado em 1993, logo após o esfacelamento da Iugoslávia, e entrou em produção em 1998. O objetivo principal desse fuzil é o engajamento de longo alcance e, por esse motivo, é fornecido apenas com uma mira óptica, incluída no conjunto do fuzil (ampliação de 8x com a distância ajustável até 1.800m). Sua montagem também aceita miras de outros fabricantes.


Os M93 em uso pelos curdos peshmerga ("aqueles que enfrentam a morte") são mais provavelmente calibrados em 12,7x108mm devido ao amplo suprimento de munição russa na área de operações. Sabe-se que as forças curdas usam o M93 há algum tempo em sua luta contra o Estado Islâmico (EI/ISIS), mas esse desenvolvimento recente mostra um Zastava M93 específico que foi modificado com um trilho picatinny elevado e a coronha Fab Defense SSR25 com um apoio da bochecha elevada para acomodar a montagem de uma luneta mais alta.

Coronha Fab Defense SSR-25.

A luneta não é identificada neste momento (as lunetas antigas são as Zrak-Teslicmas de 8x56), parece ter um ajuste de paralaxe e um retículo iluminado, além de torres muito altas que se adequam aos ajustes de longo alcance do cartucho. É possivelmente russo devido à presença de várias lunetas russas baratas que apareceram em toda a região. A luneta também é completamente diferente de outras lunetas em uso nos M93 não-modificados em uso em outros lugares com os curdos, identificados por uma tampa laranja na torre de ajuste do vento.






À primeira vista, parece que o trilho saiu de um Remington X2010, mas realmente não se encaixa no perfil. Inicialmente, uma outra possibilidade foi considerada do fuzil ser uma cópia modificada do Aspar Arms M93 produzido na Armênia, mas a direção da alça de transporte não corresponde àquela do fuzil da Aspar Arms. A presença dessas modificações parece ser feita profissionalmente. Se as modificações foram ou não feitas pelos curdos ou em outros lugares permanece sem resposta.

Aspar Arms M93.

A utilização de fuzis anti-material não é estranha aos curdos, com os fuzis Zagros (12,7mm) e Shei (14,5mm).


Bibliografia recomendada:

Sniper Rifles: From the 19th to the 21st century.
Martin Pegler.

Out of Nowhere: A History of the Military Sniper.
Martin Pegler.

Estado Islâmico: Desvendando o exército do terror.
Michael Weiss e Hassan Hassan.

Leitura recomendada: