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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

FOTO: Mercenários noruegueses do Grupo Wagner na Síria

Mercenários noruegueses do Grupo Wagner na Síria em 2017.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 15 de setembro de 2021.

Mercenários noruegueses do Grupo Wagner na Síria, a famosa Companhia Militar Privada (Private Military Company, PMC) russa controlada pelo GRU - a inteligência militar russa. Os voluntários noruegueses têm armas russas, como o AK-74M, e o sniper, sentado no canto direito, tem um fuzil M1891/30 Mosin-Nagant com a luneta PU de ampliação de 3,5x; um fuzil veterano do final do século XIX, que lutou em conflitos tão diversos quanto a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905), as guerras mundiais, a Guerra Civil Espanhola (1936-39) e as guerras na Indochina (1945-89).

O Grupo Wagner chegou à Síria no final de outubro de 2015 e participou de operações em Palmira, al-Shaer, Deir ez-Zor, Latakia e Damasco. Suas missões incluíam funções técnicas de aconselhamento e controle de apoio aéreo aproximado, além de atuarem como tropas de assalto à frente do Exército Árabe Sírio de Assad.

Mercenários com o fuzil de assalto russo AK-74M com o lança-granadas GP-25 ou GP-30M.

O mercenário tem um fuzil AK-74M com lança-granadas, e a viatura tem uma metralhadora Degtyaryov RP-46.

Bibliografia recomendada:

The "Wagner Group":
Africa's Chaos in an Economic Boom.
Intel Africa.
Leitura recomendada:







quarta-feira, 25 de agosto de 2021

A morte invisível: snipers e a guerra de contra-insurgência


Por Martin Forgues, SOFREP, 8 de janeiro de 2017.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 25 de agosto de 2021.

Muito tem sido escrito sobre as estratégias e táticas de contra-insurgência (COIN) sendo usadas no Afeganistão e no Iraque - ou melhor, não usadas. Em 2007-2008, durante meus dias de exército em Kandahar, lembro-me de comandantes se gabando incessantemente de como “nós acertamos totalmente essa coisa de COIN”, sempre gargarejando citações de especialistas como o estudioso de COIN David Galula. Ele foi um oficial do Exército Francês que lutou na Guerra da Independência da Argélia e é considerado o principal teórico de COIN. Ele é até citado como inspiração para a estratégia "Surge" de David Petraeus no Iraque, ajudando a tornar a guerra um pouco menos o fiasco do que acabou se tornando.

Exceto que não estávamos. Em absoluto. Este é o primeiro de uma série de três artigos que abordará questões sérias sobre a maneira como os Estados Unidos, Canadá e outros países da OTAN conduziam o que pensavam ser operações COIN. Vou sugerir novas abordagens que, em conflitos atuais e futuros, podem melhorar a eficiência e minimizar as mortes de civis de modo que as guerras não possam mais ser, nas palavras do meu ex-comandante de pelotão PSYOPS, "para ganhar tempo".

Parte 1: Snipers


Em outubro de 2007, uma equipe de morteiros talibã estava bombardeando posições canadenses perto de Gundhey Ghar. Uma patrulha de reconhecimento com uma equipe de snipers incorporada foi enviada e eles identificaram a localização dos insurgentes. Carregando um fuzil .50 McMillan TAC-50 (designado C15 no arsenal das Forças Canadenses) com alcance efetivo de 1.970 jardas, os snipers pediram permissão para engajar o inimigo. A autorização para snipers tinha que vir da brigada, ou seja, um general de brigada. Dado o calibre e a velocidade de 2.641 pés da arma, eliminar os insurgentes e desativar o tubo de morteiro estava dentro das capacidades da equipe de snipers, com quase nenhum risco de matar ou ferir civis. Mesmo assim, a permissão foi negada e uma bomba de 500 libras foi lançada sobre os insurgentes.

Objetivo destruído, missão cumprida, certo?

Errado. Vários aldeões afegãos ficaram feridos durante o ataque aéreo. Poucos dias depois, o número de IEDs triplicou na área ao redor da posição canadense. Toda a energia e recursos gastos no estabelecimento de relações vitais com as tribos locais foram destruídos pelos esforços de propaganda do Talibã.

Não está claro o que motivou a decisão de recorrer ao Apoio Aéreo Aproximado em vez de usar a equipe de snipers que já estava disponível e dentro do alcance. Mas se o efeito desejado era enviar uma mensagem sobre o poder de fogo da OTAN, isso significava que o Comando não havia compreendido os conceitos básicos da guerra COIN. Em guerras como a que travamos no Afeganistão, isto é más notícia.

Atirador canadense na Canadian International Sniper Concentration (CISC) em Gagetown, no Canadá.
Ele carrega seu C15A2 (McMillan Tac-50 com armação Cadex, bipé 
Falcon e gatilho DX2 de dois estágios).

Ainda assim, os atiradores de elite são provavelmente um dos muitos recursos militares que mostram o maior potencial ao conduzir operações baseadas em uma estratégia COIN. Ao contrário da guerra convencional, onde soldados uniformizados com capacidades em sua maioria iguais se enfrentam, guerras como a mais recente no Afeganistão envolvem um inimigo perverso que está escondido dentro de uma população local que pode ou não apoiá-los e, em caso afirmativo, frequentemente o faz por medo ou desespero.

Portanto, lutar contra um inimigo não-convencional como os insurgentes talibã e os combatentes estrangeiros da Al-Qaeda principalmente com meios convencionais - tanques, peças de artilharia, infantaria mecanizada - já semeia as sementes da derrota, pois infligem grandes baixas a civis e danos às infraestruturas, muitas vezes aqueles que participam de projetos de reconstrução têm como objetivo melhorar.

Os snipers, por outro lado, conseguem exatamente o oposto. Eles quase não causam vítimas civis, uma ressalva notável é o potencial de espectadores pegos em um fogo cruzado. Os fuzis de precisão modernos, como o TAC-50, têm um alcance incrível e são eficazes contra pessoal, veículos, armas e equipamentos inimigos. Eles são invisíveis, o que significa que a maioria dos civis não testemunha as mortes em larga escala e o inimigo não pode responder ao fogo. Essa última característica, combinada com uma campanha PSYOPS focada - outro recurso não-convencional - teria um efeito dissuasor em uma boa parte dos combatentes inimigos e asseguraria aos locais que os exércitos aliados tomam muito cuidado ao mirar apenas nos inimigos.

Dupla de snipers "canucks" (canadenses) no Afeganistão.

Agora, eu percebo que algumas pessoas por aí, veteranos ou não, podem ver isso como um pensamento positivo principalmente porque, e estou muito ciente disso, os franco-atiradores são escassos. Mas o Exército dos EUA já entendeu a necessidade e, de 2003 a 2011, a escola de atiradores de elite de Fort Benning abriu suas portas e aumentou o número de vagas abertas para alunos de 163 para 570.

Talvez seja a hora das Forças Canadenses fazerem o mesmo se quiserem continuar lutando em contextos de insurgência. E eles podem - além da turbulência cada vez maior na Ucrânia, a África é outro futuro teatro de operação altamente discutido para canucks de combate.

Martin Forgues é jornalista freelance e autor baseado em Montreal, Quebec, Canadá. Um veterano de 11 anos das Forças Armadas canadenses, ele serviu primeiro como soldado de infantaria, depois foi recrutado pela célula de Operações Psicológicas do Exército (Psychological Operations, PSYOPS) como Operador Tático e Analista de Público Alvo. Ele foi desdobrado na Bósnia em 2002 e no Afeganistão em 2007-2008. Seu primeiro livro, "Afghanicide", uma crítica abrangente da guerra do Canadá no Afeganistão, chegou às prateleiras em abril de 2014. Ele também tem interesses acadêmicos em Ciência Política e Filosofia em regime de meio período.

Bibliografia recomendada:

Out of Nowhere:
A History of the Military Sniper.
Martin Pegler.

Leitura recomendada:




FOTO: Canadenses no Mali, 13 de setembro de 2020.


sábado, 14 de agosto de 2021

GALERIA: Cadetes femininas paraquedistas da Escola Superior de Ryazan


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 14 de agosto de 2021.

Cenas de treinamento das cadetes femininas da Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan (RGVVDKU), fotografadas por Igor Rudenko em março de 2016.

A Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan é um instituto educacional militar do Ministério da Defesa da Rússia. Foi formada pela primeira vez como Cursos de Infantaria de Ryazan em 13 de novembro de 1918 - portanto, é uma das mais antigas academias militares ativas na Rússia moderna. É a academia militar oficial e o centro de treinamento avançado das Forças Aerotransportadas Russas.

Cadetes posando com fuzis sniper SVD Dragunov.

Cadete com um traje ghillie e fuzil SVD Dragunov.

Seu nome completo é Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan Ordem de Suvorov e duas vezes Ordem da Bandeira Vermelha em homenagem ao General do Exército V.F. Margelov (Ряза́нское гвардейское вы́сшее возду́шно-деса́нтное о́рдена Суво́рова два́жды Краснознамённое кома́ндное учи́лище и́мени генера́ла а́рмии В. Ф. Марге́лова, RGVVDKU).

O militar precedido pelo pomposo nome da escola é o General Vasiliy Filippovich Margelov, Herói da União Soviética e pai das Forças Aerotransportadas Soviéticas. Em agosto de 1959, o então Vice-Comandante das Forças Aerotransportadas, Tenente-General Vasily F. Margelov foi nomeado presidente da comissão de exame final da escola e, na graduação, de 129 novos oficiais, 119 tenentes foram enviados para as Forças Aerotransportadas (VDV). Com a maioria dos graduados sendo destacados para as Tropas Aerotransportadas, a escola foi renomeada como Escola Superior Aerotransportada de Ryazan Ordem da Bandeira Vermelha em 23 de março de 1964.










Documentário: O Batalhão Paraquedista Feminino


O primeiro curso feminino da escola ocorreu em 2013. De 2014 a 2015, a RT russa produziu um documentário em 27 episódios chamado "O Batalhão Feminino", e dublado em inglês, acompanhando um grupo de cadetes femininas paraquedistas.


Mulheres nas forças armadas russas-soviéticas não são uma novidade, são até uma tradição em certa medida. Dos Batalhões da Morte Femininos no final da Primeira Guerra Mundial (1917-1918) às unidades snipers na Segunda Guerra Mundial. Em 14 de janeiro de 1942, paraquedistas soviéticos em manobras foram fotografados por Oleg Knorring do jornal Krasnaya Zvezda (Estrela Vermelha), nº 11, durante um exercício de inverno.

O matéria destaca duas paraquedistas com o texto:

"Paraquedistas soviéticas: Heroína paraquedista, portadora da Ordem da Bandeira Vermelha Galya Metlyaeva (à esquerda) e Zhenya Leonovaya. Fotocor instantâneo. Estrela Vermelha. O. Knorring."

Paraquedistas femininas fotografadas durante o exercício.

Outras imagens da matéria.

Bibliografia recomendada:

A guerra não tem rosto de mulher.
Svetlana Aleksiévitch.

Leitura recomendada:










FOTO: General paraquedista, 2 de outubro de 2020.

sábado, 3 de julho de 2021

FOTO: Dupla sniper na República Centro-Africana

Dupla sniper em posição de tiro com apoio no ombro, 2014.
O atirador tem um fuzil FR F2
.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 3 de julho de 2021.

Em 20 de novembro de 2014, 14h27, um atirador de precisão (tireur de précision) se inclina sobre seu binômio para identificar um possível alvo durante uma patrulha na região de Bambari, capital da província Ouaka, na República Centro-Africana.

Esses soldados pertencem à força de reação rápida (Force de Réaction Rapide Sangaris) desdobrada na base operacional avançada (base opérationnelle avancéeBOA) de Bambari. Os militares franceses intervieram depois de receberem um pedido de socorro de trabalhadores humanitários preocupados com sua segurança.


O fuzil de precisão FR F2 (Fusil à Répétition modèle F2 / Fuzil de Repetição modelo F2) é uma evolução do FR F1, como novo cano, nova luneta e novo bipé. O sistema do FR F1 e F2 foi projetado em torno de um grupo de ferrolho e ação aprimorados do venerável MAS M1936, reforçados e redesenhados para garantirem melhor precisão. O FR F2 (assim como o predecessor FR F1) é um fuzil sniper muito preciso, devido à sua qualidade, alças helicoidais de trancamento traseiro que movem o ferrolho para frente durante o fechamento para obter um assento ideal do cartucho, cano flutuante e freio de boca/estabilizador eficiente combinado que amortece as vibrações do cano.

Uma das principais melhorias do FR F2 é que o cano do fuzil é protegido termicamente por uma cobertura de polímero. Seu cano é de flutuação livre (para evitar vibrações) e está equipado com um quebra-chama. O FR F2 pode ser equipado com a mira eletro-óptica SAGEM. Esta arma é equipada com uma luneta APXL 806-04 (Exército), um Scrome ou Nightforce NXS (Força Aérea), um Schmidt & Bender 6x42 mil-dot (Marinha) para tiro diurno e também pode ser equipado com uma luneta noturna SOPELEM OB-50 e um designador laser AIM-DLR.

História dos fuzis de precisão FR-F1 e FR-F2: Entrevista com Henri Canaple


Bibliografia recomendada:

Out of Nowhere:
A History of the Military Sniper.
Martin Pegler.

Leitura recomendada:


FOTO: Sniper com baioneta calada9 de dezembro de 2020.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

FOTO: Snipers na Costa do Marfim

Os snipers usaram fuzis FR F2 e Hécate II.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 12 de maio de 2021.

Soldados franceses do 128º Regimento de Infantaria (128e Régiment d'Infanterie, 128e RI) realizando exercícios de fogo real na Costa do Marfim em 8 de janeiro de 2016. Os snipers operaram os fuzis FR F2, baseado no venerável MAS 36, e o fuzil pesado Hécate II.

Alvos vistos pelo retículo da luneta.

Equipe de atirador e observador com o fuzil Hécate II.

O Hécate II foi batizado em nome da deusa grega Hécate - da lua, magia, feitiçaria e associada a encruzilhadas, vias de entrada, noite, luz, magia, bruxaria, conhecimento de ervas e plantas venenosas, fantasmas, necromancia, fertilidade e feitiçaria. Ela é uma deusa-maior (Magna Dea), e deusa das terras selvagens e dos partos, sendo geralmente representada segurando duas tochas ou uma chave, e em períodos posteriores na sua forma tripla. Uma deusa poderosa representando um poderoso fuzil de calibre .50.

Hécate tríplice.

Bibliografia recomendada:

Sniper Rifles:
From the 19th to the 21st century.
Martin Pegler.

Leitura recomendada:

GALERIA: Snipers soviéticos no Afeganistão, 8 de maio de 2021.



sábado, 8 de maio de 2021

GALERIA: Snipers soviéticos no Afeganistão


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 7 de maio de 2021.

Coletânea de fotografias de snipers soviéticos no Afeganistão. Nessa época, o exército soviético usava um único modelo, o SVD (Snáyperskaya Vintóvka sistém'y DragunóvaFuzil Sniper modelo de Dragunov); este fuzil foi o primeiro fuzil projetado para o tiro de precisão. Os soviéticos optaram por um fuzil sniper de uso geral, semi-automático e com um retém de baioneta por conta da sua experiência de guerra urbana contra o Eixo e pela sua tradição de culto à baioneta, ao invés de um fuzil muito especializado. A experiência soviética ditava que os combates eram rápidos, com alvos aparecendo por pouco tempo em janelas e esqueinas, e que o combate aproximado era comum mesmo para snipers (que, não raro, carregavam submetralhadoras como arma secundária em combate urbano).

snayperskaya, o culto ao sniper, se mantinha e equipes snipers eram alocadas pelas unidades, especialmente em nas unidades de reconhecimento, que eram onipresentes nas formações soviéticas e muito utilizadas no Afeganistão.

Sargento Vladimir Ilyin, reivindicando a morte de um chefe mujahideen de uma distância de 1.350m, sendo o atirador com o abate de mais longa distância na Guerra do Afeganistão (1979-1989).




Com o bipé.






















Bibliografia recomendada:

Out of Nowhere:
A History of the Military Sniper.
Martin Pegler.

Leitura recomendada: