quinta-feira, 2 de julho de 2020

Alemanha dissolve unidade de elite das forças especiais por preocupações com extremistas de direita


Pela Associated Press, Fox News, 1º de julho de 2020.
Tradução Filipe do A. Monteiro, 2 de julho de 2020.

Foi permitido que uma cultura de extremismo de direita se desenvolvesse atrás de um "muro de sigilo", diz a ministra da Defesa.

A ministra da Defesa da Alemanha dissolveu uma companhia de forças especiais na quarta-feira, dizendo que uma cultura de extremismo de direita foi permitida de se desenvolver por trás de um "muro de sigilo".


Distintivo do Kommando Spezialkraefte (KSK).

A ministra da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse a repórteres que a "liderança tóxica" na companhia promoveu uma atitude de extrema-direita entre alguns membros da unidade Kommando Spezialkraefte, ou KSK.

Alguns dos 70 soldados da unidade serão distribuídos entre as outras três companhias de combate do KSK, enquanto “aqueles que deixaram claro que são parte do problema e não parte da solução devem deixar o KSK”, afirmou ela.


ARQUIVO - Nesta foto de arquivo de 5 de fevereiro de 2004, soldados do Kommando Spezialkraefte (KSK), as forças especiais da Bundeswehr alemã participam de um exercício de treinamento em Calw, no sul da Alemanha. A ministra da Defesa da Alemanha planeja reestruturar a unidade de forças especiais do país após inúmeras alegações de extremismo de extrema-direita. A ministra da Defesa Annegret Kramp-Karrenbauer convocou uma conferência de imprensa para quarta-feira, 1º de julho de 2020, para falar sobre uma "análise estrutural" da unidade KSK, seguindo uma análise que ela ordenou em maio. (Foto AP/Thomas Kienzle, Arquivo)

Todo o treinamento e emprego da organização estão sendo reduzidos à medida que a investigação sobre o extremismo continua e as reformas são implementadas.

Isto chega num momento de preocupações mais amplas que a Alemanha não fez o suficiente para combater o extremismo de direita dentro de suas forças armadas, a Bundeswehr, em geral.



Kramp-Karrenbauer enfatizou, no entanto, que ela achava que a reforma era o caminho certo e não a dissolução de toda a unidade, dizendo “precisamos do KSK".

"A grande maioria dos homens e mulheres no KSK e na Bundeswehr como um todo são leais à nossa constituição, sem ses ou mas", disse ela.

O KSK foi formado como uma unidade do exército em 1996, com foco em operações antiterroristas e resgate de reféns de áreas hostis. Serviu no Afeganistão e nos Bálcãs, e suas operações são mantidas em segredo.


A ministra da Defesa Annegret Kramp-Karrenbauer (CDU) chega em uma conferência de imprensa sobre a reforma do Comando das Forças Especiais (KSK), usando proteção para boca e nariz, em Berlim na Alemanha, quarta-feira, 1º de julho de 2020. Desde 2017, o KSK vem ganhando manchetes por causa de vários casos de extremismo de direita. Um soldado suspeito até mesmo tinha um arsenal enterrado. A Ministra da Defesa, portanto, desenvolveu um conceito de reforma para combater as tendências extremistas. (Kay Nietfeld/dpa via AP)

Investigadores militares estão investigando a unidade desde que um grupo de emissoras públicas alemãs relatou em 2017 que em uma festa de despedida, os membros exibiram a saudação de Hitler, ouviram música extremista de direita e participaram de um jogo que envolvia arremessar a cabeça de um porco . Em janeiro, as forças armadas informaram que 20 soldados estão sob suspeita de serem extremistas de direita.

Em maio, o chefe da unidade, General-de-Brigada Markus Kreitmayr, disse aos soldados que ele não toleraria o extremismo nas fileiras.

Naquele mês, Kramp-Karrenbauer estabeleceu uma comissão independente para investigar o KSK e propor reformas, depois que um esconderijo de armas, explosivos e munições foi encontrado em uma das casas dos suspeitos extremistas na Saxônia, que ela disse revelar uma "nova dimensão" para o problema.


Exercício de resgate de reféns do KSK em sua base em Calw, no sul da Alemanha, em 2014.

Ela disse que a investigação revelou "graves deficiências" na manutenção de registros da unidade e que havia muitos itens ausentes, incluindo munições e explosivos. Não ficou claro se as munições foram usadas, deixadas para trás após as operações ou furtadas, disse ela.

"Não podemos descartar nada disso e não vamos", disse ela.

Foi solicitado um inventário geral para incluir todos os equipamentos e suprimentos do KSK.

Original: https://www.foxnews.com/world/germany-disbands-elite-special-forces-unit-over-right-wing-extremist-concerns

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4 comentários:

  1. O progressismo somado a relativização "feminina", é só desastre.

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  2. Os progressistas alemães estão com receio não de um novo Hitler,mas de a direita voltar ao poder. Tabelam todos os movimentos e partidos de direita de ultra direita. Criam um medo da volta ao nazismo, enquanto castram qualquer meio conservador de se desenvolver e contestar os erros dos progressistas. Cortaram um grupo de elite, mas não impediram de soldados alemães convertidos ao islã de lutarem na Síria, Iraque e talvez até a Líbia, como terroristas

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  3. Normal, afinal, a Alemanha morreu em 1945 e o que existe hoje é um estado de ocupação, cujo "governo" não passa de um zelador colaboracionista dos interesses de quem venceu a guerra, fazendo uso do aparato estatal pra encarcerar e calar quem não se deixa levar por mentiras e fábulas.

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    1. Está sugerindo que a Alemanha de Hitler era o tipo ideal de país?

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