sexta-feira, 3 de julho de 2020

As grandes ambições da Pequena Esparta: as Forças Armadas Emiráticas atingem a maioridade

Aeronaves pertencentes à força aérea dos Emirados Árabes Unidos. (PressTV)

Por Christian H. Heller, The Bridge, 17 de setembro de 2019.
Tradução Filipe do A. Monteiro, 3 de julho de 2020.

Os Emirados Árabes Unidos fornecem um estudo de caso do século XXI sobre como desenvolver uma capacidade de defesa nacional. Com uma população de pouco menos de 10 milhões, os Emirados colocam em serviço uma força aérea, marinha e exército compostos por mais de 60.000 membros uniformizados com uma taxa de serviço per capita mais alta do aquela dos Estados Unidos. Seus líderes estudam em academias de prestígio em todo o mundo e consultores estrangeiros fornecem sugestões, aconselhamento e conhecimento técnico. Apelidada de "Pequena Esparta" pelo ex-secretário de Defesa Jim Mattis, sua crescente presença militar no Oriente Médio e na África é o resultado de anos de investimentos dedicados e demonstra ambições que superam a breve história da federação.[1] Os Emirados Árabes Unidos, juntamente com outros estados do Golfo, tais como Qatar e Bahrain, mantiveram laços estreitos com o Reino Unido e a Marinha Real por grande parte dos séculos XIX e XX. As pequenas cidades-estado permaneceram amplamente independentes e confiaram em Londres para resolver disputas internas e externas. As origens as forças armadas dos Emirados datam de apenas 70 anos com o estabelecimento dos Trucial Oman Scouts (Batedores Omanis Truciais) em 1951. Modelado na Legião Árabe da Jordânia, os scouts eram uma organização conjunta entre o Reino Unido e Abu Dhabi e se tornaram a Força de Defesa de Abu Dhabi (Abu Dhabi Defence Forceem 1965.[2] Três anos depois, Londres anunciou sua iminente recolocação de forças militares do Golfo Arábico e, em 1972, sete Xarifes diferentes se tornaram os Emirados Árabes Unidos.[3]

Um sargento do exército britânico instrui soldados dos Trucial Oman Scouts, o exército do deserto dos xarifes de Omã, no uso de modernas armas automáticas leves. (The British Empire)

As forças modernas dos Emirados foram formadas em maio de 1976. Naquele ano, a constituição dos Emirados Árabes Unidos mudou para conceder ao governo federal o direito singular de criar forças e comprar armas, e as várias milícias individuais dos Xarifes se fundiram para formar uma força armada federal.[4] Apesar das mudanças legais e organizacionais, alguns governantes se orgulhavam de suas forças armadas como símbolos da soberania do estado e viam a federalização como Abu Dhabi flexionando sua força. As forças individuais mantiveram sua autonomia como comandos regionais e a força nacional existia apenas em nome.[5] Duas décadas depois, Dubai dissolveu suas forças armadas e os diferentes comandos regionais se fundiram para formar o Quartel-General em Abu Dhabi. O serviço nacional agora não enfrenta rivais competitivos internos de nenhuma cidade-estado individual, mas alguns xarifes ainda mantêm pequenas unidades para fins individuais.[6]

Um esquadrão de Scouts em Jahili, em 1968. No centro, Tim Courtenay, e o segundo da direita é Abdullah Ali Al Kaabi. (Imagem cortesia do tenente-coronel Courtenay)

Fundações das Forças Armadas Emiráticas Modernas

Em 1991, Mohammed bin Zayed, dos Emirados Árabes Unidos, iniciou um acúmulo de armas depois que o Iraque invadiu o Kuwait. Nas últimas décadas, os acordos de armas emiráticos com os EUA aumentaram ao lado da influência de Zayed em Washington.[7] Bilhões de dólares em aquisições de Washington incluem caças F-16, helicópteros Apache, equipamentos de radar e sistemas de foguetes móveis.[8] Os gastos totais emiráticos em defesa atingiram 13,9 bilhões de dólares em 2018 e atingirão 16,4 bilhões de dólares em 2019.[9] O gasto total de armas emiráticos ficam atrás apenas da Arábia Saudita no Oriente Médio.[10]

Preocupações regionais compartilhadas, tais como grupos terroristas, Irã e o Estado Islâmico, oferecem amplas oportunidades para os EUA e os Emirados trabalharem juntos. A presença robusta de forças americanas no xarifado - cerca de 5.000 militares americanos e aeronaves avançadas como o F-22 operam nos Emirados Árabes Unidos - reforça o relacionamento.[11] A força aérea emirática tem sido fundamental para apoiar a coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico, onde as sortidas emiráticas ficaram atrás apenas daquelas dos EUA.[12] Essas missões, além de anos de cooperação no Afeganistão, fornecem a base para o que Anthony Zinni, ex-líder do Comando Central dos EUA, chama de "o relacionamento mais forte que os Estados Unidos mantêm no mundo árabe hoje".[13]

Um soldado das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos (EAU) patrulha uma vila no Afeganistão em 7 de abril de 2011. (DoD/Wikimedia)

Os Emirados Árabes Unidos estão reforçando sua capacidade industrial e de mão-de-obra doméstica para apoiar essas operações. O mostruário de armas da Exposição de Defesa Internacional de 2019 em Abu Dhabi apresentou veículos blindados e aeronaves de ataque leve construídos no país, bem como o anúncio de compras do governo no valor de US$ 5,4 bilhões.[14] Fundos governamentais de desenvolvimento de defesa, prêmios e investimentos em empresas locais e prêmios por avanços acadêmicos relacionados às forças armadas fazem parte do plano de aumentar a capacidade industrial de defesa.

Os Emirados Árabes Unidos iniciaram o recrutamento universal masculino em 2014 para criar coesão nacional e aumentar a mão-de-obra disponível.[15] Alguns comentaristas argumentam que o recrutamento militar obrigatório é uma ferramenta para construir o nacionalismo e reduzir a influência de grupos islâmicos entre os cidadãos dos emirados do norte, que são mais populosos que Abu Dhabi, mas dependem financeiramente da capital.[16]

Nesse sentido, o recrutamento obrigatório é muito usado como ferramenta de construção da nação e de aumento da mão-de-obra. Essa medida se encaixa nas iniciativas lideradas pelo governo em andamento, enfatizando a unidade nacional.[17] O programa faz sentido para um Estado do Golfo rico em recursos naturais e sem uma grande população na qual as forças armadas podem alocar seus equipamentos mais avançados. Embora a terceirização atraia conselheiros como o ex-chefe das forças especiais da Austrália e um número incerto de soldados e especialistas contratados, o "cidadão-soldado" por excelência é um pré-requisito para a liderança da instituição.[18]

Experiência operacional robusta

As tropas emiráticas foram mobilizadas para apoiar missões lideradas pelos EUA desde a Somália em 1992. As operações emiráticas recentes incluem mais de uma década de apoio à missão da OTAN no Afeganistão, a intervenção de 2011 no Bahrein, ao lado da Arábia Saudita, ataques aéreos e operações de contra-insurgência no norte da África e quatro anos de operações de combate e estabilidade no Iêmen.[19] A força emirática amadureceu no Iêmen, demonstrando avançadas capacidades ofensivas e de guerra especial. Em 2015, os Emirados Árabes Unidos capturaram a cidade portuária de Áden com o apoio de tropas sauditas e egípcias. 1.500 tropas iemenitas treinadas pelos sauditas e pelos Emirados apoiaram o ataque e capturaram aeródromos e bases nas proximidades.[20] No ano seguinte, 12.000 soldados iemenitas treinados e apoiados pelos Emirados forçaram a Al-Qaeda a sair de Mukalla, ao longo da costa sul do Iêmen.[21] Em 2018, os Emirados Árabes Unidos ajudaram a capturar Hodeidah como parte de uma coalizão árabe ao lado das tropas iemenitas por eles treinados na África.[22]

Os Emirados Árabes Unidos demonstraram uma forte capacidade de estabelecer parceiros locais e operar por meio de forças substitutas no Iêmen, enquanto aprendiam lições difíceis em operações de estabilidade e contraterrorismo.[23] Seus sucessos operacionais estão longe de serem impecáveis. Autoridades americanas e a Associated Press alegam que as vitórias emiráticas no sul do Iêmen ocorreram devido a suborno e pagamento aos líderes da Al-Qaeda.[24] Grupos de direitos humanos, como a Anistia Internacional, detalharam o uso de prisões secretas dirigidas pelas forças emiráticas e locais para manter a ordem e punir os dissidentes.[25] Ao largo do Iêmen, as forças emiráticas ocuparam a Ilha Socotra no Mar Vermelho, uma localização estratégica no Golfo de Áden.[26] Uma expansão na ilha poderia ter dado a Abu Dhabi controle significativo sobre uma rota marítima fortemente contestada.[27] Em 2018, no entanto, a Arábia Saudita intermediou um acordo para os Emirados Árabes Unidos para remover a maioria de suas forças de combate da ilha, o que parece ter sido honrado.[28]

A milícia do Cinturão de Segurança, apoiada pelos Emirados Árabes Unidos, perto de sua base ao norte de Áden, no Iêmen. (Ghaith Abdul-Ahad/The Guardian)

Os Emirados Árabes Unidos demonstram uma abordagem multifacetada da política externa na região, combinando pressão militar, financeira e diplomática para obter acesso físico. A Somália, por exemplo, tem sido um campo de batalha entre os emiráticos e seus aliados sauditas contra o Catar e a Turquia como parte da atual crise do Golfo.[29] Catar e Turquia apóiam o governo em Mogadíscio, enquanto os emiráticos apóiam os governos independentes dos estados semi-autônomos. Principalmente, Catar e Turquia tendem a apoiar a Irmandade Muçulmana e os líderes islâmicos, enquanto a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos vêem essas forças como desestabilizadoras e fontes de terrorismo. Na Somalilândia, vista como "uma porta de entrada para as 100 milhões de pessoas de uma das economias de crescimento mais rápido da África, a Etiópia", os Emirados assinaram contratos de arrendamento por 25 anos para bases aéreas e navais.[30] Na Puntlândia, região sul, os Emirados apóiam as Forças Policiais Marítimas e alguns relatórios indicam a presença de uma base militar emirática.[31]

Depois que as relações pioraram entre os Emirados Árabes Unidos e Djibuti em 2015, os líderes do governo assinaram um acordo para usar o porto de Assab da Eritreia para apoiar suas operações no Iêmen.[32] Assab tem sido um local de palco para operações de aviação, patrulha marítima, vigilância e combate.[33] Essa "teia de bases" é uma importante ferramenta de projeção de força em toda a região do Golfo. [34] As forças emiráticas também empregam as bases para treinar tropas africanas ou iemenitas para operações locais e no exterior.

A ação militar emirática não pára na Península Arábica. Os Emirados Árabes Unidos, em conjunto com o Egito, são fortes apoiadores de Khalifa Haftar na Líbia, o líder da oposição que luta contra o governo internacionalmente reconhecido do país.[35] Abu Dhabi anteriormente se ofereceu para fornecer mísseis antiaéreos e artilharia a Haftar.[36] Em julho, mísseis antitanque americanos foram encontrados em um esconderijo na Líbia, mas os Emirados negam que tenham sido a fonte das armas.[37] Além disso, as tropas emiráticas provavelmente estão adquirindo experiência com veículos aéreos não-tripulados armados através do uso de drones fabricados na China.[38] Mais ao norte, no Mediterrâneo, a força aérea emirática realiza exercícios conjuntos com Israel, apesar do não-reconhecimento oficial entre os dois governos.[39]

Eventos atuais

Emirados Árabes Unidos e Sudão realizando exercícios militares conjuntos em 2017. (Xinhua)

Os Emirados Árabes Unidos tiveram um grande papel na expulsão de Omar al-Bashir do Sudão. Ajudou a estabelecer um governo de transição na pequena nação e treinou 14.000 tropas sudanesas que mais tarde se juntaram à coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.[40] Tanto o Catar quanto os Emirados enviaram bilhões de dólares ao Sudão como ajuda financeira para obter favores do governo. Quando os protestos estavam prestes a derrubar Bashir, Riad e Abu Dhabi ofereceram US$ 3 bilhões ao conselho militar de transição.[41] Parece que, pelo menos por enquanto, a influência dos Emirados Árabes Unidos venceu o páreo com uma necessidade limitada de ação militar.

Anúncios recentes de redesdobramentos em larga escala partindo do Iêmen indicam uma gama de possibilidades em relação à motivação real dos Emirados.[42] Muitos observadores acreditam que as redesdobramentos ajudarão os Emirados a posicionar melhor suas forças no Golfo para combater a agressão do Irã.[43] Se verdadeiro, esse motivo pode indicar uma estratégia coesa entre Riad e Abu Dhabi para equilibrar as atividades entre o Irã e o Iêmen. [44] A decisão de Abu Dhabi também pode indicar uma divisão entre as políticas sauditas e emiráticas, uma exibição impressionante do comedimento emirático, e deixa a Arábia Saudita isolada no Iêmen.[45] Após quatro anos de luta, os líderes militares podem acreditar que seus objetivos estratégicos de segurança portuária e a derrota da Al-Qaeda no Iêmen foram cumpridos. Essa visão de guerra de objetivo limitado se encaixaria confortavelmente na história contemporânea dos Emirados Árabes Unidos de treinar forças locais, atuando por meio de intermediários e controle costeiro de locais selecionados.



Autoridades emiráticas argumentam que treinaram 90.000 soldados locais para apoiar o cessar-fogo apoiado pela ONU conforme se retiram. Alternativamente, a retirada emirática pode ser "um reconhecimento tardio de que uma guerra devastadora que matou milhares de civis e transformou o Iêmen em um desastre humanitário não é mais vencível".[46] A medida também poderia ter o objetivo de reforçar a imagem dos Emirados Árabes Unidos nos EUA e de se distanciar da Arábia Saudita em meio ao crescente escrutínio que os legisladores estão colocando em acordos de armas com Riad.[47] Os números exatos que ficam para trás são desconhecidos, mas os Emirados manterão pelo menos suas instalações em Mukalla para continuar realizando operações de contraterrorismo.[48]

Avaliação futura

A década anterior demonstra a disposição e capacidade dos Emirados Árabes Unidos de usarem a força militar para combater ameaças - reais ou percebidas - longe das costas nacionais. Com parceiros dispostos e forças armadas locais, os Emirados provavelmente vêem suas operações como estabilizadoras para a região do Golfo mais perto de casa e uma demonstração de força nacional no exterior. O governo nacional vê expedições militares e atividades regionais como medidas positivas em casa. O alistamento militar obrigatório e o serviço militar visam construir coesão nacional, enquanto a expansão do porto ao longo do Mar Vermelho e da costa africana pode impulsionar o crescimento militar e econômico, contrariando a construção rival em locais como Duqm.[49]

As ações dos Emirados não são isentas de críticas, e seu envolvimento em guerras como no Iêmen enfrenta as mesmas críticas que a Arábia Saudita e os Estados Unidos.[50] No entanto, os Emirados Árabes Unidos demonstraram adequadamente sua capacidade de usar a diplomacia, ajuda financeira e força militar para promover seus interesses na região. Mais notavelmente, demonstrou essa capacidade como um estado relativamente jovem com uma força armada jovem. Suas capacidades de defesa doméstica mostram promessa de autoconfiança e sustentabilidade. Sua proximidade e disputas com o Irã, juntamente com incidentes marítimos recentes, apenas reforçam a necessidade de forças militares capazes disponíveis e prontas para operarem. O desaparecimento de um navio petroleiro baseado nos Emirados, vários ataques a embarcações perto do Estreito de Ormuz e tensões crescentes com o Irã lembram décadas de disputas territoriais entre o estado e o Irã.[51] O bairro da Pequena Esparta é tão comprimido e tenso quanto aquele da Grécia antiga, e Abu Dhabi está se posicionando para mais conflitos e maiores responsabilidades de segurança.


Christian Heller é oficial do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais com sete anos de liderança na comunidade militar e de inteligência, formado na Academia Naval com honras e na Universidade de Oxford.

Notas:

[1] Bill Law, “The Gulf’s ‘Little Sparta’ has big military ambitions", Middle East Eye, 20 de abril de 2017, acessado em https://www.middleeasteye.net/opinion/gulfs-little-sparta-has-big-military-ambitions.

[2] “Trucial Oman Scouts Project”, Centro para Estudos do Golfo, Universidade de Exeter, acessado em https://socialsciences.exeter.ac.uk/iais/research/centres/gulf/research/tos/.

[3] J.E. Peterson e Jill Ann Crystal, "United Arab Emirates", Encyclopaedia Britannica, acessado em https://www.britannica.com/place/United-Arab-Emirates.

[4] Country Profile: United Arab Emirates (UAE), Biblioteca do Congresso - Divisão Federal de Pesquisa, acesso em https://www.marines.mil/Portals/1/Publications/UAE%20Profile.pdf, 24.

[5] “Emirati Army”, GlobalSecurity, accessado em https://www.globalsecurity.org/military/world/gulf/uae-army.htm.

[6] Country Profile, 25.

[7] David D. Kirkpatrick, "The Most Powerful Arab Ruler Isn’t M.B.S. It’s M.B.Z.”, The New York Times, 2 de junho de 2019, acessado em https://www.nytimes.com/2019/06/02/world/middleeast/crown-prince-mohammed-bin-zayed.html.

[8] Adam Taylor, “UAE’s Military Role in the Region Built with U.S. Weapons”, Monitor de Assistência de Segurança, 18 de março de 2015, acessado em https://securityassistance.org/blog/uae%E2%80%99s-military-role-region-built-us-weapons.

[9] “UAE raises its defence spending by 41% in 2019 federal budget,” Global Business Outlook, acessado em https://www.globalbusinessoutlook.com/uae-raises-its-defence-spending-by-41-in-2019-federal-budget/.

[10] Anthony Cordesman e Nicholas Harrington, “The Arab Gulf States and Iran: Military Spending, Modernization, and the Shifting Military Balance,” Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, 4, 6, 45, acessado em https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/181212_Iran_GCC_Balance.Report.pdf.

[11] “The United Arab Emirates (UAE): Issues for U.S. Policy”, Serviço de Pesquisa do Congresso, 3 de maio de 2019, 19, https://fas.org/sgp/crs/mideast/RS21852.pdf.

[12] Rajiv Chandrasekaran, “In the UAE, the United States has a quiet, potent ally nicknamed ‘Little Sparta’", Washington Post, 9 de novembro de 2014, acessado em https://www.washingtonpost.com/world/national-security/in-the-uae-the-united-states-has-a-quiet-potent-ally-nicknamed-little-sparta/2014/11/08/3fc6a50c-643a-11e4-836c-83bc4f26eb67_story.html?noredirect=on&utm_term=.abe21845ff02.

[13] Manuel Langendorf, “What are Arab states doing to counter Islamic State?”, The World Weekly, 12 de fevereiro de 2015, acessado em https://www.theworldweekly.com/reader/view/944/what-are-arab-states-doing-to-counter-islamic-state.

[14] DB Des Roches, “IDEX 2019 Highlights Gulf States’ Move to Develop Domestic Defense Industries,” The Arab Gulf States Institute in Washington, 11 de março de 2019, acessado em https://agsiw.org/idex-2019-highlights-gulf-states-move-to-develop-domestic-defense-industries/.

[15] Jon B. Alterman e Margo Balboni, “Citizens in Training: Conscription and Nation-building in the United Arab Emirates”, Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, 2017, acessado em https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/180312_CitizensInTraining_Executive_Summary.pdf?vdDxpslvJnDxL2JfFpTuO_KqadCXcd8O.

[16] Eleonora Ardemagni, “'Martyers’ for a Centralized UAE”, Carnegie Endowment for International Peace, 13 de junho de 2019, acessado em https://carnegieendowment.org/sada/79313.

[17] Eleonora Ardemagni, “Icons of the Nation: The Military Factor in the UAE’s Nation-Building”, Middle East Centre Blog, London School of Economics, 1º de fevereiro de 2019, acessado em https://blogs.lse.ac.uk/mec/2019/02/01/icons-of-the-nation-the-military-factor-in-the-uaes-nation-building/.

[18] Noah Browning e Alexander Cornwell, “UAE extends military reach in Yemen and Somalia”, Reuters, 13 de maio de 2018, acessado em https://www.reuters.com/article/uae-security-yemen-somalia/uae-extends-military-reach-in-yemen-and-somalia-idUSL8N1SI2QI, e Josh Wood, “Outsourcing War: How foreigners and mercenaries power UAE’s military”, Middle East Eye, 10 de julho de 2018, acessado em https://www.middleeasteye.net/news/outsourcing-war-how-foreigners-and-mercenaries-power-uaes-military.

[19] Alex Mello e Michael Knights, “West of Suez for the United Arab Emirates”, War on the Rocks, 2 de setembro de 2016, acessado em https://warontherocks.com/2016/09/west-of-suez-for-the-united-arab-emirates/.

[20] Michael Knights e Alexandre Mellow, “The Saudi-UAE War Effort in Yemen (Part 1): Operation Golden Arrow in Aden”, The Washington Institute, 10 de agosto de 2015, acessado em https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/view/the-saudi-uae-war-effort-in-yemen-part-1-operation-golden-arrow-in-aden.

[21] Adam Baron, “The Gulf Country That Will Shape the Future of Yemen”, The Atlantic, 22 de setembro de 2018, acessado em https://www.theatlantic.com/international/archive/2018/09/yemen-mukalla-uae-al-qaeda/570943/.

[22] Mohammed Ghobari, “Saudi-led coalition seizes large areas of Yemen’s Hodeidah airport: UAE”, Reuters, 19 de junho de 2018, acessado em https://www.reuters.com/article/us-yemen-security/saudi-led-coalition-captures-large-areas-of-yemens-hodeidah-airport-uae-idUSKBN1JF0FJ, e Peter Salisbury, “The New Front in Yemen: What’s at Stake in Hodeidah”, Foreign Affairs, 27 de junho de 2018, acessado em https://www.foreignaffairs.com/articles/middle-east/2018-06-27/new-front-yemen.

[23] Zachary Laub e Neil Partrick, “How the UAE Wields Power in Yemen”, Council on Foreign Relations, 22 de junho de 2018, acessado em https://www.cfr.org/interview/how-uae-wields-power-yemen.

[24] Maggie Michael, “US official says UAE paid yemen tribes to push al-Qaida out”, Associated Press, 15 de agosto de 2018, acessado em https://www.apnews.com/2c623f4e86894ce991c2996d6043968a.

[25] “Timeline: UAE’s role in southern Yemen’s secret prisons”, Anistia Internacional, 12 de julho de 2018, acessado em https://www.amnesty.org/en/latest/news/2018/07/timeline-uaes-role-in-southern-yemens-secret-prisons/.

[26] Aziz El Yaakoubi, “Yemen government accuses UAE of landing separatists on remote island”, Reuters, 9 de maio de 2019, acessado em https://www.reuters.com/article/us-yemen-security/yemen-government-accuses-uae-of-landing-separatists-on-remote-island-idUSKCN1SF0EM.

[27] “Arrival of UAE-backed forces stokes tensions on Yemen’s Socotra", Middle East Eye, 4 de julho de 2019, acessado em https://www.middleeasteye.net/news/arrival-uae-backed-forces-stokes-tensions-yemens-socotra.

[28] “UAE military withdraws from Yemen’s Socotra under Saudi deal”, Middle East Eye, 18 May 2018, acessado em https://www.middleeasteye.net/news/uae-military-withdraws-yemens-socotra-under-saudi-deal.

[29] Alexander Cornwell, “UAE ends programme to train Somalia’s military”, Reuters, 15 de abril de 2018, acessado em https://www.reuters.com/article/us-emirates-somalia-military/uae-ends-programme-to-train-somalias-military-idUSKBN1HM0Y5.

[30] “The ambitious United Arab Emirates”, The Economist, 6 de abril 2018, acessado em https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2017/04/06/the-ambitious-united-arab-emirates.

[31] “Somalia: UAE confirms to continue supporting Puntland troops”, Garowe Online, 14 de abril de 2018, acessado em https://www.garoweonline.com/en/news/puntland/somalia-uae-confirms-to-continue-supporting-puntland-troops, e “Puntland – Security”, GlobalSecurity, https://www.globalsecurity.org/military/world/war/puntland-security.htm.

[32] Martin Plaut, “The United Arab Emirates in the Horn of Africa”, Eritrea Hub, 7 de novembro de 2018, acessado em https://eritreahub.org/the-united-arab-emirates-in-the-horn-of-africa.

[33] Neil Melvin, “The Foreign Military Presence in the Horn of Africa Region”, SIPRI, abril de 2019, acessado em https://sipri.org/sites/default/files/2019-04/sipribp1904.pdf.

[34] “Yemen: The UAE Trades Its Involvement in the Yemen Conflict for a Stronger Regional Posture”, Stratfor, 3 de julho de 2019, acessado em https://worldview.stratfor.com/article/yemen-united-arab-emirates-uae-trades-involvement-yemen-conflict-stronger-regional-role.

[35] Aziz El Yaakoubi, “Haftar’s ally UAE says ‘extremist militias’ control Libyan capital”, Reuters, 2 de maio de 2019, acessado em https://www.reuters.com/article/us-libya-security-emirates/haftars-ally-uae-says-extremist-militias-control-libyan-capital-idUSKCN1S80AO.

[36] “Egypt, UAE send military support to Libya’s Haftar”, Middle East Monitor, 22 de junho de 2019, acessado em https://www.middleeastmonitor.com/20190622-egypt-uae-send-military-support-to-libyas-haftar/.

[37] Declan Walsh, “United Arab Emirates Denies Sending American Missiles to Libya”, The New York Times, 2 de julho de 2019, acessado em https://www.nytimes.com/2019/07/02/world/united-arab-emirates-denies-sending-american-missiles-to-libya.html.

[38] Tom Kington, “UAE allegedly using Chinese drones for deadly airstrikes in Libya”, DefenseNews, 2 de maio de 2019, https://www.defensenews.com/unmanned/2019/05/02/uae-allegedly-using-chinese-drones-for-deadly-airstrikes-in-libya/.

[39] Gili Cohen, “Israeli Air Force Holds Joint Exercise With United Arab Emirates, U.S. and Italy”, Haaretz, 29 de março de 2017, acessado em https://www.haaretz.com/israel-news/israeli-air-force-holds-joint-exercise-with-united-arab-emirates-1.5454004, e Anna Ahronheim, “Israel Air Force in Greece as Part of Iniohos 2019”, Jerusalem Post, 8 de abril de 2019, acessado em https://www.jpost.com/Israel-News/Israel-Air-Force-in-Greece-as-part-of-Iniohos-2019-585993.

[40] Michael Georgy, Maha El Dahan, e Khalid Abdelaziz, “Special Report: Abandoned by the UAE, Sudan’s Bashir was destined to fall”, Reuters, 3 de julho de 2019, acessado em https://www.reuters.com/article/us-sudan-bashir-fall-specialreport/special-report-abandoned-by-the-uae-sudans-bashir-was-destined-to-fall-idUSKCN1TY0MV.

[41] Elizabeth Dickinson, “Exporting the Gulf Crisis”, War on the Rocks, 28 de maio de 2019, acessado em https://warontherocks.com/2019/05/exporting-the-gulf-crisis/.

[42] Aziz El Yaakoubi e Lisa Barrington, “Exclusive: UAE scales down military presence in Yemen as Gulf tensions flare”, Reuters, 28 de junho de 2019, acessado em https://www.reuters.com/article/us-yemen-security-exclusive/exclusive-uae-scales-down-military-presence-in-yemen-as-gulf-tensions-flare-idUSKCN1TT14B.

[43] “The UAE begins pulling out of Yemen”, The Economist, 4 de julho de 2019, acessado em https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2019/07/04/the-uae-begins-pulling-out-of-yemen.

[44] Aziz El Yaakoubi e Mohamed Ghobari, “Saudi Arabia moves to secure Yemen Red Sea ports after UAE drawdown”, Reuters, 11 de julho de 2019, acessado em https://www.reuters.com/article/us-yemen-security/saudi-arabia-moves-to-secure-yemen-red-sea-ports-after-uae-drawdown-idUSKCN1U61YJ.

[45] Elana DeLozier, “UAE Drawdown May Isolate Saudi Arabia in Yemen”, The Washington Institute, 2 de julho de 2019, acessado em https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/view/uae-drawdown-in-yemen-may-isolate-saudi-arabia.

[46] Declan Walsh e David D. Kirkpatrick, “U.A.E. Pulls Most Forces From Yemen in Blow to Saudi War Effort”, The New York Times, 11 de julho de 2019, acessado em https://www.nytimes.com/2019/07/11/world/middleeast/yemen-emirates-saudi-war.html.

[47] Ali Hussein Bakeer e Giorgio Cafiero, “The UAE’s Yemen withdrawal leaves Saudi Arabia exposed”, Middle East Eye, 22 de julho de 2019, acessado em https://www.middleeasteye.net/opinion/how-will-riyadh-cope-uaes-yemen-withdrawal.

[48] James Dorsey, “UAE Withdraws From Yemen”, Lobe Log, 6 de julho de 2019, acessado em https://lobelog.com/uae-withdraws-from-yemen/.

[49] Christian Heller, “U.S. Secures Access to Oman’s Crowded Ports”, The Arab Gulf States Institute in Washington, 6 de maio de 2019, acessado em https://agsiw.org/u-s-secures-access-to-omans-crowded-ports/.

[50] Khalil al-Anani, “The UAE’s empire of sand”, Middle East Eye, 18 de junho de 2019, acessado em https://www.middleeasteye.net/opinion/little-sparta-uaes-empire-sand.

[51] Noura S Al-Mazrouei, “Disputed Islands between UAE and Iran”, ETHzurich Center for Security Studies, outubro de 2015, acessado em https://css.ethz.ch/en/services/digital-library/publications/publication.html/194095.

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