domingo, 8 de novembro de 2020

FOTO: IS-3 no Egito de Nasser

 

Carro de combate pesado IS-3 egípcio desfilando no Cairo na década de 1960.
As lagartas fizeram um estrago na avenida.

O Egito era o maior aliado árabe da União Soviética desde os anos 1950, e recebeu grandes quantidades de material soviético até a Guerra do Yom Kippur, em 1973. Durante o início dos anos 1950, todos os IS-3s foram modernizados como modelos IS-3M. O Exército egípcio adquiriu cerca de 100 tanques IS-3M da União Soviética, que entraram em combate na Guerra dos Seis Dias (1967) na frente do Sinai.

Os tanques IS-3 foram incluídos em um regimento na 7ª Divisão de Infantaria egípcia, que assumiu posições defensivas ao longo da linha Khan Yunis-Rafah. Outros 60 tanques foram incorporados em outro regimento na 125ª Brigada de Tanques, 6ª Divisão Mecanizada, que foi desdobrada perto de Al Kuntillah. 
Os tanques IS-3 eram lentos e desajeitados demais para a guerra moderna de movimento executada pelos israelenses, disparavam muito devagar e seus motores quebravam rapidamente no deserto do Sinai. O fato dos egípcios não manobrarem, apenas servindo como casamatas móveis, sem qualquer iniciativa de pequenas unidades, apenas jogou à favor das colunas móveis israelenses.

A infantaria israelense e os paraquedistas tiveram considerável dificuldade com o IS-3M devido à sua blindagem espessa, que evitou os ataques das armas anti-carro normalmente orgânicas à infantaria, como a bazuca. Mesmo o projétil de 90mm perfurante disparado pelo canhão principal dos tanques Patton M48 das Forças de Defesa de Israel (IDF) não conseguiam penetrar a blindagem frontal dos IS-3 em distâncias normais de combate. Houve uma série de engajamentos entre os M48A2 Patton da 7ª Brigada Blindada das IDF e os IS-3 apoiando posições egípcias em Rafah, nas quais vários M48A2 foram destruídos durante o combate.

IS-3 destruído no Sinai em 1967, mostrando penetração no flanco da couraça, ao lado de um T-55.

No entanto, em um confronto entre um batalhão de IS-3 e M48A3 com canhões de 90mm, sete IS-3 foram destruídos. A baixa cadência de tiro, baixo desempenho do motor (o motor não era adequado para operações em clima quente) e controle de fogo rudimentar dos IS-3 provaram ser uma desvantagem significativa, e cerca de 73 IS-3 foram perdidos na guerra de 67.

A maioria dos tanques IS-3 egípcios foi retirada de serviço, com apenas um regimento de IS-3 mantido em serviço até a guerra de outubro de 1973. As IDF fizeram experiências com alguns tanques IS-3 capturados, mas os considerou inadequados para a guerra blindada movimento rápido característica do deserto; aqueles que não foram descartados foram transformados em posições defensivas estacionárias de casamatas na área do rio Jordão.

Tanque pesado IS-3 egípcio capturado no Museu Yad la-Shiryon, Israel.

Bibliografia recomendada:

Soviet T-10: Heavy tanks and variants.
James Kinnear e Stephen L. Sewell.

IS-2 Heavy Tank 1944-1973.
Steven J. Zaloga.

Arabs at War: Military Effectiveness, 1948-1991.

Leitura recomendada:


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