sábado, 25 de janeiro de 2020

Mali: Três soldados belgas da MINUSMA feridos por uma explosão de IED perto de Gao

Dingo II belga destruído por um IED no último 1º de janeiro

Por Laurent Lagneau, Zone Militaire Opex360, 25 de janeiro de 2020.
Tradução Filipe do A. Monteiro, 25 de janeiro de 2020.

O Ministério da Defesa belga indicou que três soldados envolvidos na Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali [MINUSMA] foram feridos pela explosão de um dispositivo explosivo improvisado [IED] quando seu veículo blindado viajava perto de Gao, em 24 de janeiro, pouco depois das 18:00h.

“Um soldado foi transferido para um hospital francês em Gao. Ele fará uma cirurgia no pé. Os outros dois soldados (um deles com o braço quebrado) foram tratados no local", disse o Ministério da Defesa belga. E acrescentou que eles estão "em um estado estável" e que seu prognóstico vital "não está comprometido".

O tipo de veículo blindado visado por este IED não foi especificado. Mas é sem dúvida um veículo Dingo II, que possui uma "cela de segurança", que deve proteger sua tripulação contra as minas.

É a segunda vez neste mês que o contingente belga MINUSMA é alvo de um ataque desse tipo. Em 1º de janeiro, durante uma patrulha nas proximidades de Tessit, a 150 km ao sul de Gao, um Dingo II que abriu o comboio com 8 soldados a bordo havia de fato passado por cima de um IED de funcionamento por placa de pressão [que torna os bloqueadores inúteis, nota]. Dois soldados ficaram feridos.

"Descobrimos que a carga que utilizaram era mais ou menos 30 quilos, então ainda não é nada. É por isso que a frente do veículo desapareceu", disse, posteriormente, o general Johan Peeters, vice-chefe de operações e treinamento do Estado-Maior.

O comboio, composto por oito veículos, foi forçado a deixar a estrada para contornar um obstáculo. [veja a foto acima]


Em um artigo publicado em seu site em 13 de janeiro, o estado-maior belga apontou que o Dingo e o Piranha eram "os únicos veículos militares belgas a terem um nível efetivo de proteção contra os IEDs".

"Existe um programa para renovar ou atualizar outros veículos para que eles também ofereçam esse nível de proteção", disse o Capitão-de-Mar-e-Guerra (CMG) Carl Gillis, chefe da Divisão de Operações de Defesa... antes de lamentar que "Atualmente não era possível liberar os fundos necessários", estando o governo com as finanças irregulares."

"Estamos perdendo tempo... A segurança militar não é um assunto comum. O risco zero não existe, mas o risco deve ser razoável. Precisamos aumentar as chances de sobrevivência de nossos soldados, equipando-os com equipamento adequado", argumentou o CMG Gillis.

Seja como for, o ataque de 24 de janeiro ocorreu a apenas 5km de Gao, a cidade que abriga a MINUSMA e a "plataforma operacional para o deserto" da força francesa Barkhane.

Em seu último relatório sobre a situação no Mali, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, havia observado, com razão, que a região de Gao era objeto de "constante infiltração de grupos terroristas armados", a ponto de "alguns interlocutores compararam a situação àquela de 2012. ”

Como lembrete, a Bélgica tem quase uma centena de soldados no Mali, seja sob a MINUSMA [incluindo um destacamento do batalhão ISTAR e um escalão de apoio] ou a missão européia EUTM Mali, que visa formar e treinar as forças armadas malianas [FAMa].

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