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domingo, 7 de agosto de 2022

FOTO: O jovem cadete Hugo Chavez

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 7 de agosto de 2022.

O jovem cadete Hugo Rafael Chávez posa juntamente com seus pais Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frias quando de sua graduação na Academia Militar de Venezuela em Caracas, em 5 de julho de 1975.

Aos 17 anos, Hugo Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, graduando-se, no ano de 1975, em Ciências e Artes Militares, na arma de Engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingindo o posto de tenente-coronel.

Nomeada Academia Militar de Venezuela em 1971, a academia foi renomeada Academia Militar del Ejército Bolivariano (AMEB) pelo então presidente Hugo Chávez em 3 de setembro de 2010.

Nomes da Instituição:

1810: Academia Militar de Matemáticas.

1890: Academia Militar para Oficiales.

1895: Academia de Artillería.

1903: Escuela Militar de Venezuela.

1928: Escuela de Aspirantes a Oficiales.

1931: Escuela Militar y Naval de Venezuela.

1937: Escuela Militar de Venezuela.

1971: Academia Militar de Venezuela.

2010: Academia Militar del Ejército Bolivariano.

Guinada à esquerda

A Academia Venezuelana de Ciências Militares, localizada na capital Caracas, seguia um currículo conhecido como Plano Andrés Bello, instituído por um grupo de militares progressistas e nacionalistas. Esse novo currículo encorajou os alunos a aprender não apenas rotinas e táticas militares, mas também uma ampla variedade de outros tópicos, e para isso foram trazidos professores civis de outras universidades para dar palestras aos cadetes militares.

Vivendo em Caracas, ele viu mais a pobreza endêmica enfrentada pelos venezuelanos da classe trabalhadora e disse que essa experiência só o tornou ainda mais comprometido com a realização da justiça social. Ele também começou a se envolver em atividades fora da escola militar, jogando beisebol e softball com a equipe Criollitos de Venezuela, progredindo com eles para o Campeonato Nacional de Beisebol da Venezuela. Ele também escreveu poesia, ficção e drama, e pintou, e pesquisou a vida e o pensamento político do revolucionário sul-americano do século XIX, Simón Bolívar. Ele também se interessou pelo revolucionário marxista Che Guevara (1928-1967) depois de ler suas memórias O Diário de Che Guevara.

Em 1974, ele foi selecionado para ser um representante nas comemorações do 150º aniversário da Batalha de Ayacucho no Peru, o conflito em que o tenente de Simão Bolívar, Antonio José de Sucre, derrotou as forças monarquistas durante a Guerra da Independência do Peru. No Peru, Chávez ouviu o presidente de esquerda, general Juan Velasco Alvarado (1910-1977), falar, e se inspirou nas ideias de Velasco de que os militares deveriam agir no interesse das classes trabalhadoras quando as classes dominantes fossem percebidas como corruptas, ele "bebeu dos livros [que Velasco havia escrito], até memorizando alguns discursos quase completamente".

Fazendo amizade com o filho do Líder Máximo Omar Torrijos, o ditador esquerdista do Panamá, Chávez visitou o Panamá, onde se encontrou com Torrijos, e ficou impressionado com seu programa de reforma agrária destinado a beneficiar os camponeses. Influenciado por Torrijos e Velasco, ele viu o potencial de generais militares para assumir o controle de um governo quando as autoridades civis eram vistas como servindo apenas aos interesses das elites ricas. Ao contrário de Torrijos e Velasco, Chávez tornou-se altamente crítico de Augusto Pinochet, o general de direita que recentemente assumira o controle do Chile. Chávez disse mais tarde: "Com Torrijos, tornei-me um torrijista. Com Velasco, tornei-me um velasquista. E com Pinochet, tornei-me um anti-pinochetista". Em 1975, Chávez se formou na academia militar como um dos melhores graduados do ano.

Após sua formatura, Chávez foi postado como oficial de comunicações em uma unidade de contrainsurgência em Barinas, embora a insurgência marxista-leninista que o exército foi enviado para combater já tivesse sido erradicada daquele estado. A certa altura, ele encontrou um estoque de literatura marxista que aparentemente pertencia a insurgentes muitos anos antes.

Ele passou a ler esses livros, que incluíam títulos de Karl Marx, Vladimir Lenin e Mao Tsé-tung, mas seu favorito era um trabalho intitulado The Times of Ezequiel Zamora, escrito sobre o general federalista do século XIX que Chávez admirava quando criança. Esses livros convenceram ainda mais Chávez da necessidade de um governo de esquerda na Venezuela: "Aos 21 ou 22 anos, me tornei um homem de esquerda".

Bibliografia recomendada:

Latin America's Wars:
The Age of the Professional Soldier, 1900-2001.
Robert L. Scheina.

Leitura recomendada:

FOTO: Sniper com baioneta calada,  9 de dezembro de 2020.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

GALERIA: Cadetes da Academia Militar de Saint-Çyr em Coëtquidan


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 20 de fevereiro de 2022.

Cadetes da Academia Militar de Saint-Çyr Coëtquidan (Académie militaire de Saint-Cyr Coëtquidan, AMSCC) no CFIM de Guer, em 23 de fevereiro de 2017. Fotografias de Bertrand Gaudillere.

Os cadetes realizaram treinamentos táticos no terreno, além de estudos sobre os fundamentos da tática em sala de aula. Eles treinaram orientação com bússola, dispararam fuzis FAMAS F1 e granadas de fuzil. Na sala de aula, os cadetes solucionaram problemas de tática em nível de pelotão.

Cadetes com o FAMAS F1.

Imersão na Academia Militar de Saint-Çyr em Coëtquidan


A Escola Militar Especial (École spéciale militaireESM) de Saint-Cyr, em Coëtquidan, na Bretanha, recebe anualmente 125 alunos. O curso tem a duração de três anos de treinamento militar (físico e teórico) e dá ao cadete um diploma de oficial e engenheiro. Além dos cursos de endurecimento e treinamento físico, os futuros oficias estudam topografia, estratégia, história e geografia, ciências e línguas.

O acampamento base está localizado a 400 metros de distância, na floresta. As barracas são básicas, feitas de lonas. Eles se abrigam do vento e da chuva que muitas vezes cai à noite no inverno bretão. Em uma pequena clareira, trabalham 3 grupos de cadetes, separadamente. No chão, cada equipe estendeu um mapa. Pequenos pedaços de madeira, montes de terra ou musgo representam ataques e posições inimigas.





















sábado, 14 de agosto de 2021

GALERIA: Cadetes femininas paraquedistas da Escola Superior de Ryazan


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 14 de agosto de 2021.

Cenas de treinamento das cadetes femininas da Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan (RGVVDKU), fotografadas por Igor Rudenko em março de 2016.

A Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan é um instituto educacional militar do Ministério da Defesa da Rússia. Foi formada pela primeira vez como Cursos de Infantaria de Ryazan em 13 de novembro de 1918 - portanto, é uma das mais antigas academias militares ativas na Rússia moderna. É a academia militar oficial e o centro de treinamento avançado das Forças Aerotransportadas Russas.

Cadetes posando com fuzis sniper SVD Dragunov.

Cadete com um traje ghillie e fuzil SVD Dragunov.

Seu nome completo é Escola Superior de Comando Aerotransportada de Guardas de Ryazan Ordem de Suvorov e duas vezes Ordem da Bandeira Vermelha em homenagem ao General do Exército V.F. Margelov (Ряза́нское гвардейское вы́сшее возду́шно-деса́нтное о́рдена Суво́рова два́жды Краснознамённое кома́ндное учи́лище и́мени генера́ла а́рмии В. Ф. Марге́лова, RGVVDKU).

O militar precedido pelo pomposo nome da escola é o General Vasiliy Filippovich Margelov, Herói da União Soviética e pai das Forças Aerotransportadas Soviéticas. Em agosto de 1959, o então Vice-Comandante das Forças Aerotransportadas, Tenente-General Vasily F. Margelov foi nomeado presidente da comissão de exame final da escola e, na graduação, de 129 novos oficiais, 119 tenentes foram enviados para as Forças Aerotransportadas (VDV). Com a maioria dos graduados sendo destacados para as Tropas Aerotransportadas, a escola foi renomeada como Escola Superior Aerotransportada de Ryazan Ordem da Bandeira Vermelha em 23 de março de 1964.








Cadete paraquedista cavalgando junto a um blindado.
Hipismo é uma atividade da academia.


Documentário: O Batalhão Paraquedista Feminino


O primeiro curso feminino da escola ocorreu em 2013. De 2014 a 2015, a RT russa produziu um documentário em 27 episódios chamado "O Batalhão Feminino", e dublado em inglês, acompanhando um grupo de cadetes femininas paraquedistas.


Mulheres nas forças armadas russas-soviéticas não são uma novidade, são até uma tradição em certa medida. Dos Batalhões da Morte Femininos no final da Primeira Guerra Mundial (1917-1918) às unidades snipers na Segunda Guerra Mundial. Em 14 de janeiro de 1942, paraquedistas soviéticos em manobras foram fotografados por Oleg Knorring do jornal Krasnaya Zvezda (Estrela Vermelha), nº 11, durante um exercício de inverno.

O matéria destaca duas paraquedistas com o texto:

"Paraquedistas soviéticas: Heroína paraquedista, portadora da Ordem da Bandeira Vermelha Galya Metlyaeva (à esquerda) e Zhenya Leonovaya. Fotocor instantâneo. Estrela Vermelha. O. Knorring."

Paraquedistas femininas fotografadas durante o exercício.

Outras imagens da matéria.

Bibliografia recomendada:

A guerra não tem rosto de mulher.
Svetlana Aleksiévitch.

Leitura recomendada:










FOTO: General paraquedista, 2 de outubro de 2020.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Mais de 70 cadetes de West Point foram acusados de trapacear em exame


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 22 de dezembro de 2020.

Segundo noticiado pela Associated Press, mais de 70 cadetes em treinamento na Academia Militar de West Point, formadora dos futuros oficiais do exército americano, foram acusados de trapacear em um exame de matemática feito online quando estudavam remotamente por causa da pandemia do coronavírus.

O Tenente-Coronel Christopher Ophardt, porta-voz da academia, afirmou hoje (22/12) que 73 cadetes foram acusados de trapacear no exame de cálculo em maio de 2020, depois que os instrutores notaram irregularidades nas respostas. Todos, exceto um, eram calouros, ou "plebes" (plebeus), em uma classe de 1.200 alunos. O outro era um estudante do segundo ano.

“O código de honra de West Point e o programa de desenvolvimento de caráter permanecem fortes, apesar do aprendizado remoto e dos desafios trazidos pela pandemia”, disse Ophardt. “Os cadetes estão sendo responsabilizados por quebrarem o código.”

Depois de uma investigação por um comitê de honra formado por cadetes treinados, dois casos foram arquivados por falta de provas e quatro foram arquivados porque os cadetes renunciaram, disse Ophardt. Dos 67 casos restantes, 55 cadetes admitiram trapacear e foram matriculados em um programa de reabilitação de seis meses com foco na ética. Eles ficarão em liberdade condicional pelo resto do tempo na academia. Mais três cadetes admitiram trapacear, mas não foram elegíveis para o programa de reabilitação.

Os cadetes restantes acusados de trapacear enfrentam audiências administrativas para determinar se violaram o código de honra e recomendar penalidades, que podem incluir expulsão.


O escândalo de trapaça é o maior em West Point desde 1976, quando 153 cadetes renunciaram ou foram expulsos por trapacearem em um exame de engenharia elétrica. O caso de 1976 é considerado mais sério, disse Ophardt, porque foram os veteranos que planejaram, colaboraram e executaram a trapaça. “Todo o sistema quebrou”, disse Ophardt.

No escândalo de trapaça de 1976, o secretário do Exército nomeou uma comissão seleta chefiada pelo ex-astronauta Frank Borman para revisar o caso e mais de 90 dos pegos trapaceando foram reintegrados e autorizados a se formarem, disse Ophardt.

Vídeo recomendado:


Bibliografia recomendada:


Leitura recomendada:

sexta-feira, 27 de março de 2020

FOTO: Exercício de cadetes do ARVN na Escola de Comunicações

Cadetes arriando e içando radares de uma torre de uma antena na Escola de Comunicações do ARVN, 15 de dezembro de 1969.

A Escola de Comunicações do Exército da República do Vietnã (ARVN) era a maior escola técnica do Vietnã do Sul, com cerca de 4.000 cadetes. A escola era localizada num resort à beira-mar em Vung Tau, há 96km ao sul de Saigon. Os cadetes aprendiam como operar e manter telefones, rádios e sensores. Havia 300 instrutores, a maioria dos quais treinaram no Vietnã do Sul, mas receberam cursos de atualização nos Estados Unidos.

Os uniformes com o corte apertado eram típicos do ARVN.