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terça-feira, 6 de outubro de 2020

A Força Aérea Americana vai completamente "Rainbow Six" com seus novos robôs batedores arremessáveis

Por David Roza, Task & Purpose, 13 de agosto de 2020.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 6 de outubro de 2020.

Os fãs do vídeo game Tom Clancy's Rainbow Six: Siege reconhecerão um novo dispositivo que a Força Aérea está usando para ajudar as forças de segurança da base a rastrearem ameaças e inspecionarem veículos sem se colocarem em risco.

A melhor parte: você pode arremessá-lo mesmo!

O Staff Sgt. Daniel Turnley-Butts, 96th Esquadrão das Forças de Segurança, arremessa o Throwbot, um micro-robô que grava e transmite reconhecimento de vídeo e áudio, durante uma demonstração em 5 de agosto na Base Aérea de Eglin, Flórida. O novo dispositivo de segurança oferece à equipe de resposta uma forma segura de avaliar uma situação, tomar decisões informadas e executar tarefas que podem levar a salvar vidas e propriedades. (Samuel King Jr. / USAF)

Os soldados do 96º Esquadrão das Forças de Segurança (96th Security Forces Squadron, 96th SFS) agora estão de posse de Throwbots (literalmente "robôs arremessáveis"), micro-robôs com rodas que podem rolar em áreas inseguras e transmitir reconhecimento de vídeo e áudio de volta aos defensores, permitindo-lhes tomar decisões informadas sem entrar na linha de fogo.

O Throwbot foi recentemente apresentado em um artigo de Kevin Gaddie, porta-voz da 96ª Ala de Teste da Base Aérea de Eglin. Não está claro quantos outros membros das forças de segurança em toda a força estão usando o novo dispositivo.


“Levei cinco minutos para aprender como usá-lo”, disse Leon Gray, do 96th SFS, em artigo da Força Aérea. “Rapidamente ficou claro como nosso pessoal de segurança poderia utilizar essa ferramenta em nossas operações.”

Se este dispositivo parece familiar, deveria. No jogo de tiro em primeira pessoa Rainbow Six: Siege, os jogadores usam drones com rodas para explorar edifícios, procurar jogadores inimigos e até mesmo servindo como câmeras estacionárias.

Parece que a Força Aérea tem planos semelhantes em mente: especificamente, os soldados pensam que o Throwbot será útil em situações de atirador ativo, onde a câmera do drone permite que os operadores vejam os cantos, localizem e identifiquem reféns e ameaças e revelem o esboço de uma sala.


Os soldados também planejam usar o drone para verificar debaixo de veículos durante as inspeções de veículos comerciais, de acordo com a Força Aérea. O Throwbot não é apenas útil, é durão também. De acordo com a Força Aérea, o drone pode resistir a quedas de 30 pés, rastejar sobre uma variedade de terrenos e rebocar até dois quilos de equipamento adicional.

Mas por que, perguntamos, é importante ser capaz de arremessar um robô? De acordo com o fabricante do ThrowbotRecon Robotics, a capacidade de arremesso é ótima quando você precisa de olhos em uma sala no andar de cima que os robôs terrestres normais podem ter problemas para acessar em primeiro lugar.

“Se tivéssemos o robô antigamente, teríamos quebrado uma janela superior e jogado o robô”, disse o Sargento James Evenson, da equipe SWAT de Rochester, Minnesota, em um depoimento do produto. “Do jeito que era, acabamos lançando gás na residência, e a limpeza e remediação foi uma proposta muito cara”.

O Throwbot também é mais versátil do que drones semelhantes a tanques, que não podem ser levados profundamente no meio de uma situação perigosa, disseram outros policiais da SWAT. “O que nossa equipe realmente gosta é que ele pode ser facilmente carregado em uma mochila pela equipe de entrada e quando você precisar usá-lo, você pode simplesmente pegá-lo, puxar o pino e jogar o robô”, disse o Sargento Jake King, da equipe SWAT de Marietta, Georgia, em um depoimento. Os soldados em Eglin parecem estar de acordo com seus colegas civis.

“Estamos felizes em ter o Throwbot como outra ferramenta do 96th SFS para usar em nossa missão de segurança em constante evolução em Eglin”, disse Gray no artigo. "Será especialmente bom tê-lo em emergências, para nos ajudar a tomar decisões informadas quando os segundos são importantes".

Bibliografia recomendada:

Rainbow Six.
Tom Clancy.

Leitura recomendada:

Israel dá um passo "revolucionário" com drones táticos, 3 de setembro de 2020.

O Exército Francês recebeu os três primeiros mini-drones Thales SMDR de reconhecimento, 19 de junho de 2020.

Snipers chineses agora estão equipados com drones para melhor atingirem seus alvos16 de janeiro de 2020.

Sahel: Tendo sofrido perdas significativas contra a Barkhane, os jihadistas procuram adquirir drones28 de fevereiro de 2020.

Recrutamento de Agentes Terroristas Ecológicos no Ocidente17 de fevereiro de 2020.

FOTO: Operador CQB da Heckler & Koch USA29 de janeiro de 2020.

FOTO: Sherman japonês

 

Militar japonesa posando encostada em um M4A3E8 Sherman da nova Força Terrestre de Autodefesa Japonesa (陸上自衛隊, Rikujō Jieitai), década de 1950. 

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 30 de setembro de 2020.

O Japão foi privado de qualquer capacidade militar após ser derrotado pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial e foi forçado a assinar um acordo de rendição apresentado pelo General Douglas MacArthur em 1945. Foi ocupado pelas forças dos EUA e tinha apenas uma pequena força policial doméstica com a qual dependiam para a segurança doméstica e contra o crime. As crescentes tensões na Europa e na Ásia devido à Guerra Fria, juntamente com ataques e manifestações de inspiração esquerdista no Japão, levaram alguns líderes conservadores a questionar a renúncia unilateral de todas as capacidades militares. Esses sentimentos foram intensificados em 1950, quando as tropas de ocupação começaram a ser transferidas para o teatro da Guerra da Coréia (1950-53). Isso deixou o Japão virtualmente indefeso, vulnerável e muito ciente da necessidade de estabelecer uma relação de defesa mútua com os Estados Unidos para garantir a segurança externa da nação. Incentivado pelas autoridades de ocupação americanas, o governo japonês em julho de 1950 autorizou o estabelecimento de uma Reserva da Polícia Nacional (警察 予 備 隊, Keisatsu-yobitai), consistindo de 75.000 homens equipados com armas leves de infantaria. Em 1952, a Força de Segurança Costeira (海上 警備 隊, Kaijō Keibitai), a contraparte marítima da NPR, também foi fundada.

Em 1º de julho de 1954, o Conselho de Segurança Nacional foi reorganizado como Agência de Defesa, e a Força de Segurança Nacional foi reorganizada posteriormente como Força de Autodefesa Terrestre do Japão (de facto, o Exército Japonês do pós-guerra), a Força de Segurança Costeira foi reorganizada como a Força de Autodefesa Marítima do Japão (marinha) e a Força de Autodefesa Aérea do Japão (aeronáutica) foram estabelecidas como uma nova força das JSDF. O General Keizō Hayashi foi nomeado o primeiro Presidente do Conselho Conjunto do Estado-Maior; chefe profissional das três forças. A legislação que permitiu isso foi a Lei das Forças de Autodefesa de 1954 (Lei nº 165 de 1954).

Documentário sobre as novas forças de auto-defesa japonesas

Naquele ano, a força real das Forças de Autodefesa Terrestre, Marítima e Aérea atingiu 146.285, armados principalmente com equipamentos americanos da Segunda Guerra Mundial; dando uma aparência americanizada aos antigos inimigos.

Atualmente, as divisões e brigadas das JGSDF são unidades de armas combinadas com unidades de infantaria, blindados e de artilharia, unidades de apoio ao combate e unidades de apoio logístico. Elas são entidades regionais independentes e permanentes. A força das divisões varia de 6.000 a 9.000 militares em 9 divisões ativas (1 blindada, 8 de infantaria). As brigadas giram em torno de 3.000 a 4.000 em 8 brigadas de combate e 9 brigadas de apoio.

Homens da recém-criada Brigada Anfíbia de Desdobramento Rápido das JGSDF com a bandeira do "Sol Nascente".

A questão de novas forças armadas japonesas foi polêmica na Ásia, onde a memória das atrocidades japonesas ainda eram muito frescas e mesmo hoje ainda existe esse tipo de tensão. O Japão cancelou a sua participação em um exercício naval conjunto, em outubro de 2018, quando a Coréia do Sul exigiu que a marinha japonesa não hasteasse a bandeira do "Sol Nascente".

Além disso, existem membros mais radicais na intelligentsia japonesa, civis e militares, que são reacionários e mais agressivos (ao ponto de serem até negacionistas) que desprezam o sistema de "auto-defesa" e desejam uma postura mais independente e agressiva; incluindo despencando para o negacionismo da culpa japonesa, argumentando que o Japão foi, na verdade, a vítima da Segunda Guerra Mundial. O clássico de Tom Clancy da série Splinter Cell: Chaos Theory (Splinter Cell: Teoria do Caos, 2005) tratou justamente dessa questão, com um líder rebelde - o Almirante Otomo - criando uma força especial que violava os termos de desmilitarização japonesa, a Força de Autodefesa de Informação (Information Self-Defense Force, ISDF).

Splinter Cell: Chaos Theory

Novas diretrizes militares, anunciadas em dezembro de 2010, redirecionaram as Forças de Autodefesa do Japão do seu foco da Guerra Fria contra a União Soviética para um novo foco, a China, especialmente no que diz respeito à disputa sobre as Ilhas Senkaku. Isto levou à criação de uma brigada anfíbia moldada na Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais americana (Marine Expeditionary Unit, MEU) em 7 de abril de 2018. A Brigada Anfíbia de Desdobramento Rápido (水陸機動団, Suirikukidōdan) atualmente conta com cerca de 2.100 homens, com o objetivo de atingir 3 mil.

Uma força de fuzileiros navais, ela pertence ao exército - que tem o domínio sobre todo o espectro terrestre conforme o seu nome oficial - por causa das duras lições da completa falta de cooperação entre o exército e marinha durante a guerra (atualmente a única academia militar forma oficiais para as três forças justamente para ensinar cooperação logo no berço). Sendo uma brigada expedicionária, portanto, para projeção de poder, ela é vista com suspeita e desconforto pelos vizinhos como uma arma unicamente ofensiva.

Bibliografia recomendada:




Leitura recomendada:

GALERIA: Caça-Tanques Japoneses em ação, 1º de julho de 2020.

PERFIL: Akihiko Saito, o samurai contractor, 2 de fevereiro de 2020.

FOTO: Colegial japonesa com uma LAW17 de abril de 2020.

Forças aéreas asiáticas recrutam mulheres pilotos de caça19 de fevereiro de 2020.

Tanked Up: Carros de combate principais na Ásia12 de agosto de 2020.

"Tanque!!": A presença duradoura dos carros de combate na Ásia6 de setembro de 2020.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Recrutamento de Agentes Terroristas Ecológicos no Ocidente

Manifestante ecológico com palavras de ordem anti-capitalistas.

Por Viktor Suvorov, oficial de inteligência soviético, 1987.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 11 de dezembro de 2019.

Um oficial spetsnaz* que busca recrutar agentes para ações terroristas diretas tem uma base maravilhosa para seu trabalho no Ocidente. Há um número tremendo de pessoas descontentes e prontas para protestar contra absolutamente qualquer coisa. E enquanto milhões protestam pacificamente, algumas pessoas recorrerão a qualquer meio para protestar. O oficial spetsnaz precisa apenas encontrar o descontente que está pronto para ir ao extremo.

*Nota do Tradutor: A palavra Spetsnaz (spetsialnovo naznacheniya, forças de propósitos especiais), é um termo Hiperônimo que abarca todas as unidades especiais russas/soviéticas, desde unidades mais mundanas como as de controle de distúrbios civis, quanto unidades altamente treinadas como os grupos Alfa e Zênite.

Na França, manifestantes dispararam um lançador de granadas RPG-7 no reator de uma usina nuclear. Onde eles conseguiram a arma fabricada pelos soviéticos, eu não sei. Talvez estivesse apenas ali na beira da estrada. Mas se fosse um oficial spetsnaz que tivesse a sorte de conhecer essas pessoas e fornecer-lhes seu equipamento, ele receberia, sem mais delongas, uma medalha da Bandeira Vermelha e uma promoção. Os altos funcionários do GRU detestam particularmente as centrais nucleares ocidentais, o que reduzirá a dependência do Ocidente em relação ao petróleo importado (incluindo o petróleo soviético) e o tornará mais forte e independente. Eles são um dos alvos mais importantes das spetsnaz.

Medalha da Ordem da Bandeira Vermelha.

Em outra ocasião, um grupo de ativistas dos direitos dos animais no Reino Unido injetou barras de chocolate com veneno. Se as spetsnaz fossem capazes de entrar em contato com esse grupo, e há toda probabilidade de que tenham, seria extremamente perspicaz (sem, é claro, mencionar o seu nome) sugerir a eles uma série de maneiras ainda mais eficazes de protestarem. Ativistas, radicais, paladinos da paz, membros dos partidos verdes: no que diz respeito aos líderes do GRU, são como melancias maduras, verdes por fora, mas vermelhas por dentro - e de dar água na boca.

- Viktor Suvorov (Vladmir Rezun), Spetsnaz - The inside story of the Soviet Special Forces, pg. 89-90, 1987.

Post Script: Tom Clancy e o terrorismo ecológico

O clássico e best-seller Rainbow Six, do famoso autor Tom Clancy, gira em torno de um grupo ecologista radical que pretendia criar um novo Éden na Amazônia brasileira (existe versão em português).

O romance foi escrito em conjunto com o jogo eletrônico, que contém fases no Brasil, incluindo a última missão - Operação Tigre Místico - onde o briefing menciona que tropas brasileiras estão cercando o novo Éden amazônico em apoio à equipe Rainbow.


O novo Éden amazônico da Corporação Horizon.

Tela de carregamento da missão Tigre Místico com os comandos Rainbow usando uniforme protetor.

Gameplay da Missão Tigre Místico


Leitura relacionada:

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

FOTO: Operador CQB da Heckler & Koch USA


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 29 de janeiro de 2020.

Foto famosíssima de um operador em uniforme CQB, trata-se, na verdade, de John T. Meyer Jr., o então vice-presidente de vendas e treinamento da Heckler & Koch USA, posando para uma foto promocional em 1992. A foto foi usada para promover o lançamento do HK USP no mercado americano em 1993, e mais tarde usada como arte da caixa do primeiro jogo Rainbow Six lançado em 21 de agosto de 1998.



Rainbow Six foi um sucesso internacional e a imagem como capa do jogo ficou muito mais famosa que a imagem promocional da HK. Segundo John Meyer, eles até enviaram instrutores para a Califórnia para captura de movimento quando o videogame foi desenvolvido, tendo seus movimentos sido usados para nos personagens no jogo.


O jogo, acompanhado de um romance, tem missões no Brasil e um dos comandos da Rainbow é brasileiro - apesar do nome hispânico e biografia imprecisa. Ele é o único latino-americano no primeiro jogo.


Vários outros jogos da saga Rainbow Six foram produzidos, com o título atual Rainbow Six: Siege contando com mais de 50 milhões de jogadores em 2020. No jogo atual, a operadora brasileira Caveira é um dos personagens mais queridos pelos fãs.



Quando da contribuição de Meyer, o CQB (Close Quarters Battle/ Combate Aproximado em Compartimento) era pouco conhecido do público. Hoje é uma febre, e o Brasil possui tropas treinadas nessa especialização, como o GERR da Marinha.

Bibliografia recomendada:

Rainbow Six.
Tom Clancy.

Leitura recomendada:




FOTO: Contra-terrorismo clássico, 3 de setembro de 2020.