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domingo, 10 de outubro de 2021

FOTO: Spetsnaz com um telêmetro Intrigan

Spetsnaz com telêmetro Intrigan, outubro de 2021.

Um soldado das forças especiais (Spetsnaz) das Forças Armadas Russas com o complexo de reconhecimento "Intrigan" (Интриган). Esse telêmetro reconhece assinaturas térmicas e ilumina facilmente o alvo com um laser designador.

Bibliografia recomendada:

Spetsnaz:
Russia's Special Forces.
Mark Galeotti.

Leitura recomendada:

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

FOTO: Entre dois leões na Síria

Spetsnaz russo em um prédio público sírio.
Atrás dele os retratos do atual ditador Bashar al-Assad e seu pai, Hafez al-Assad.
Assad significa "Leão" em árabe.

A placa diz:

"O fracasso consistente em atingir objetivos ao longo da vida resulta em derrotismo, baixa auto-estima ou depressão. A Revolução Industrial e suas consequências foram um desastre para a raça humana. O sistema industrial-tecnológico pode sobreviver ou ele pode entrar em colapso." 

Leitura recomendada:

Os condutores da estratégia russa16 de julho de 2020.

General russo foi morto em ataque com IED na Síria3 de setembro de 2020.

GALERIA: Os fuzis AK-74M da Síria29 de agosto de 2020.

FOTO: Posto defensivo das Spetsnaz do GRU na Síria27 de julho de 2020.

GALERIA: Uso operacional do VSK-94 pelas Forças Armadas Árabes Sírias14 de julho de 2020.

FOTO: Forças Especiais do Exército Livre da Síria em Alepo2 de julho de 2020.

FOTO: Spetsnaz das SSO na Síria16 de maio de 2020.

Tanques russos T-14 Armata estão sendo testados na Síria20 de abril de 2020.

VÍDEO: Emboscada noturna das Spetsnaz na Síria27 de fevereiro de 2020.

GALERIA: Exercício conjunto de fuzileiros navais russos e sírios em Tartus18 de fevereiro de 2020.

GALERIA: Spetsnaz russos em Palmira, 2017,18 de fevereiro de 2020.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

FOTO: Posto defensivo das Spetsnaz do GRU na Síria

"Quem está se mijando, vai morrer".

Posto defensivo no telhado de um prédio na Síria das Spetsnaz do GRU (OBrSpN). O operador está armado com um fuzil AK-74M com silenciador e um lança-granadas abaixo do cano. No chão há dois lançadores de granada auto-explosiva RPG-26 e uma metralhadora PKP Pecheneg.

Bibliografia recomendada:

Spetsnaz:
Russia's Special Forces.
Mark Galeotti.

Leitura recomendada:


sexta-feira, 1 de maio de 2020

FOTO: Gorka do FSB

Paramilitares da FSB usando uniforme Gorka 4 durante um exercício.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 1º de maio de 2020.

“Gorka” (Горка), significando montanha, sua designação completa é “Костюм Горный Ветрозащитный” - uniforme de montanha à prova de vento. Esse uniforme foi criado nos anos 1980, atendendo às necessidades do Afeganistão, um terreno completamente oposto àquele planejado nos estados-maiores soviéticos da época: montanhoso, com poucas estradas e terreno acidentado. O STAVKA havia moldado as forças armadas soviéticas para uma guerra mecanizada nos terrenos planos da Europa Ocidental, contando com a infra-estrutura de estradas e ferrovias, e inclusive prescrevendo doutrinariamente que terrenos elevados deviam ser ignorados e desbordados para não desacelerar o avanço mecanizado do Passo de Fulda ao Canal da Mancha.

Paramilitares do FSB em combate no Daguestão.

Em 1979, os soviéticos sequer tinham tropas de montanha, e os uniformes e equipamentos da infantaria eram quase todos voltados para unidades mecanizadas que não se distanciariam muito dos veículos; com botas longas e pesadas e fardamentos que não protegiam adequadamente do ar rarefeito das altas montanhas. O Gorka, chamado inicialmente apenas como "Uniforme Experimental" foi testado no Afeganistão com sucesso e foi usado largamente nas guerras da Chechênia. Atualmente, utilizam o Gorka, em suas várias versões, os operadores das Spetsnaz e forças paramilitares do MVD, FSB, GRU, pelos paraquedistas da VDV e pelos fuzileiros navais.

Tropas do Ministério do Interior (MVD) no Daguestão.

Leitura recomendada:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

VÍDEO: Emboscada noturna das Spetsnaz na Síria

Spetsnaz russos operando na síria publicaram um vídeo mostrando a eliminação de rebeldes anti-Assad por meio de uma emboscada, linear e noturna, com uso de snipers e mísseis anti-carro guiados.

O vídeo é particularmente cinematográfico pelo uso de óculos de visão noturna (OVN), um assunto já tratado no blog aqui. A seqüência demonstra um conceito explorado no Best-Seller Call of Duty 4: Modern Warfareque foi revelado ao grande público quando da missão 8 "Death From Above".


Bibliografia recomendada:


Leitura recomendada:

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

GALERIA: Spetsnaz russos em Palmira, 2017


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 18 de fevereiro de 2020.

Spetsnaz do novo comando de Forças de Operações Especiais (Sily spetsial’nykh operatsii, SSO), criado em 2009 devido às lições da Guerra da Geórgia (2008), e ativado em 2013 como força estratégica das forças armadas russas. Os operadores estão armados com fuzis Kalashnikov AK74M de 5.45x39mm e com silenciadores, fuzis-metralhadores RPK74, metralhadoras de apoio geral Pecheneg e PK, além de alguns fuzis de precisão Steyr Mannlicher SSG 69 de 7,62x51mm. Vários sistemas de mira podem ser vistos.

Os Spetsnaz das SSO participaram das batalhas em Latakia, Raqqa e Palmira, além da proteção de bases russas. Em 11 de dezembro de 2017, as unidades da SOF garantiram a visita do presidente russo Vladimir Putin na Base Aérea de Khmeimim, cobrindo as direções mais perigosas do mar, ar e terra. Vladimir Putin mais tarde agradeceu pessoalmente a todos os militares envolvidos por seu desempenho exemplar da tarefa. O governo russo reconheceu a morte de 10 operadores das SSO e 4 desaparecidos (presumidos mortos) nas Síria.












Bibliografia recomendada:

Spetsnaz: Russia's Special Forces.
Mark Galeotti.

Leitura recomendada:




FOTO: Fuzil subaquático russo APS9 de dezembro de 2020.

FOTO: Entre dois leões na Síria4 de setembro de 2020.

FOTO: Spetsnaz das SSO na Síria16 de maio de 2020.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Forças especiais russas mostram aos alunos da quinta série como enfrentar multidões

(Zlattv.ru)

Do jornal The Moscow Times, 29 de dezembro de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 7 de fevereiro de 2020.

Uma unidade de forças especiais (Spetsnaz) demonstrou suas habilidades de combate corpo-a-corpo a estudantes do ensino fundamental na Rússia central na semana passada, provocando indignação entre os pais, informou uma emissora de televisão local.

Os guardas do serviço prisional que usavam capacetes e escudos de proteção mostraram aos alunos da quinta série como atacar um inimigo imaginário em um auditório escolar na cidade de Zlatoust, na região de Chelyabinsk, como visto em um segmento de notícias do canal local, TV Zlat. A maioria dos pais das crianças não foi informada com antecedência da manifestação e inundou a escola com ligações depois de ver a reportagem.

Durante a exibição, o líder da unidade é visto ordenando que seus subordinados mostrem aos alunos reunidos como atacar em diferentes posições, enquanto uma faixa com a inscrição "vida pela pátria, honra a ninguém!" é vista na parede.

Críticos chamaram demonstrações semelhantes de poder militar para jovens russos de uma tentativa equivocada das autoridades de criar uma base leal de futuros eleitores.

"Acredito que demonstrações de força física contra os cidadãos não podem de forma alguma arraigar o patriotismo e o amor pela pátria", escreveu a deputada local Olga Mukhometyarova em um post de mídia social na segunda-feira.

O gabinete do prefeito de Zlatoust ligou para o diretor da escola para descobrir as circunstâncias da manifestação, informou o site de notícias Podyom da Rússia, depois que os canais nacionais publicaram segmentos sobre o vídeo.

No início deste mês, crianças em idade escolar na cidade receberam exibições de manuseio de fuzil e luta por garotos e moças usando camisetas com o logotipo do Ministério de Situações de Emergência.

Mais recentemente, as unidades policiais da república do Tartaristão recrutaram alunos do nono ano para se apresentarem como manifestantes em uma demonstração de táticas de dispersão de multidões. A polícia disse que estava investigando o incidente, que foi filmado na sexta-feira passada.

"O país inteiro está discutindo como a polícia do Tartaristão praticou dispersar comícios com crianças em idade escolar", escreveu Mukhometyarova.

"[Agora nossa] região também se destacou", acrescentou.

Nota do Tradutor: Esse tipo de comportamento não é novidade na Rússia. Com o fim da URSS em 1991, com a ideia do "patriotismo se esvaindo diante do perverso capitalismo", vários grupos russos de treinamento paramilitar para jovens foram criados - primeiro de forma natural, e depois apoiados ativamente pelo estado - emulando as antigas turmas de desportos da era soviética (que serviam de preparação militar antes dos 18 anos). O documentário à seguir mostra alguns desses grupos.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Por que a equipe comando do Grupo Alfa da Rússia é verdadeiramente assustadora

Operadores do Grupo Alfa.

Por Darien Cavanaugh, Special Ops Magazine, 17 de março de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 02 de janeiro de 2020.

A Rússia e a milícia islâmica libanesa Hezbollah tornaram-se aliados próximos na guerra civil na Síria, com os dois apoiando o regime do presidente sírio Bashar al-Assad no conflito. O relacionamento deles nem sempre foi tão amigável. Quando membros do Hezbollah seqüestraram quatro diplomatas russos em 1985, matando um deles, a Rússia enviou o Grupo Alfa da KGB para lidar com a situação.

O Grupo Alfa é parte rede de espiões, equipe de contraterrorismo e equipe de comandos de propósito geral - e totalmente aterrorizante.

Primeiro ganhou notoriedade por liderar o ataque ao palácio presidencial de Cabul durante as fases iniciais da invasão russa do Afeganistão em 1979. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, seus membros participaram de várias derrubadas notórias de terroristas, insurgentes e seqüestradores.

Quando a KGB e partes das forças armadas soviéticas tentaram um golpe em 1990, os membros do Grupo Alfa foram encarregados de tomar o parlamento em Moscou e neutralizar o então presidente Boris Yeltsin.

O Grupo Alfa sobreviveu ao colapso da União Soviética e atualmente opera sob os auspícios do FSB, o sucessor do KGB. No entanto, seu confronto com o Hezbollah durante a crise dos reféns no Líbano continua sendo uma das operações mais discutidas e surpreendentemente brutais.

A KGB criou o Grupo Alfa - ou Spetsgruppa A - em 1974, em resposta aos ataques do Setembro Negro nas Olimpíadas de Munique, dois anos antes.

Oito terroristas ligados à Frente de Libertação da Palestina se infiltraram na Vila Olímpica, mataram dois atletas israelenses e fizeram vários outros reféns. A polícia da Alemanha Ocidental fracassou numa tentativa de resgate no aeroporto da OTAN horas depois. Outros nove israelenses morreram lá, junto com cinco dos terroristas e um policial alemão ocidental.

O Grupo Alfa formou-se na seqüência do fiasco. Mas o grupo rapidamente assumiu um papel mais amplo do que o mero contraterrorismo.

Comandos do Grupo Alfa da KGB no Afeganistão com capacetes de titânio suíços PSH-77, anos 80.

Quando a União Soviética invadiu o Afeganistão em 1979, o Grupo Alfa e o Grupo Zênite da KGB, outra unidade de forças especiais, lideraram um contingente de 700 soldados no ataque ao Palácio Tajbeg em Cabul*, de acordo com David Cox em seu livro Close Protection: The Politics of Guarding Russia's Rulers (Proteção Aproximada: A política de guardar os governantes da Rússia).

*Nota do Tradutor: O Alfa participou da Operação Tempestade-333 (quando os destacamentos Alfa e Zênite apoiaram o 154º Destacamento Independente das Spetsnaz - conhecido como "Batalhão Muçulmano" - do GRU em uma missão para derrubar e matar o presidente afegão Hafizullah Amin, em seu palácio de Tajbeg em Cabul.

Os comandos entraram no país sob os auspícios da proteção da embaixada russa. O ataque ao palácio de Tajbeg em 27 de dezembro de 1979 foi a primeira fase da invasão soviética. O presidente afegão Hafizullah Amin estava dando uma festa no palácio naquela noite. Inúmeros convidados civis e residentes do palácio, incluindo mulheres e crianças, estavam presentes quando o ataque começou.

Um membro das forças especiais que participou do ataque disse à BBC em 2009 que os oficiais encarregados ordenaram que os soldados matassem todos no edifício.
(1) Operador do “Batalhão Muçulmano”; Operação “Tempestade-333”, Cabul, 1979. (2) Operador do 411º Destacamento, Vale de Panjishir, 1985. (3) Sargento, 173° Destacamento, província de Kandahar, 1987. (4) Medalha afegã por bravura.
(Ilustração de Johnny Shumate/ Osprey Publishing)

"Eu era um soldado soviético", lembra Rustam Tursunkulov. “Fomos treinados para aceitar ordens sem questionar. Eu estava nas forças especiais - é o pior trabalho.”

Uma afegã chamado Najiba estava dentro do palácio quando os soviéticos chegaram. Ela tinha apenas 11 anos na época. "As coisas que vi", disse Najiba à BBC. “Meu Deus - pessoas no chão. Eu vi uma pessoa... como uma cena de um filme de pesadelo. Cadáveres. Muitos."

"Por favor, tente entender que, quando há uma batalha, é difícil saber que há crianças lá", explicou Tursunkulov. "Em qualquer exército, deve haver alguém que faça as tarefas mais severas e terríveis. Infelizmente, não são soldados, mas políticos que fazem guerras."

O Palácio Tajbeg em 1987, como quartel-general do 40º Exército Soviético.

O filho de 11 anos de Amin foi morto no ataque ao palácio, e o próprio Amin morreu durante a ação ou logo depois - talvez executado. Segundo Tursunkulov, os corpos de todos os mortos no palácio foram embrulhados em tapetes e enterrados nas proximidades sem cerimônia.

O Grupo Alfa continuou a liderar os esforços da KGB em contraterrorismo e contrainteligência doméstica até os anos 80. A unidade mirou agentes e operadores da CIA, e liderou a operação contra os seqüestradores do vôo 6833 da Aeroflot em Tbilisi, na Geórgia, em 1983. Eles mataram três dos seqüestradores e capturaram o restante, mas perderam cinco reféns.

Foi o envolvimento do grupo em uma crise de reféns em 1985 no Líbano que deu ao Grupo Alfa uma reputação internacional como uma unidade contra-terror cruel - mas eficaz.

Em 20 de setembro de 1985, a Organização de Libertação Islâmica, parte do Hezbollah, sequestrou quatro diplomatas russos em Beirute. Uma mensagem dos terroristas "alertou que os quatro prisioneiros soviéticos seriam executados, um a um, a menos que Moscou pressionasse milicianos pró-Síria a cessar o bombardeio de artilharia de posições mantidas pelas milícias fundamentalistas pró-Irã na cidade portuária de Trípoli, no norte do Líbano", de acordo com relatório contemporâneo de Jack McKinney, do Daily News da Filadélfia.

Moscou inicialmente tentou abrir canais de comunicação na esperança de negociar a libertação de reféns. Mas depois que os captores executaram um dos russos, Moscou enviou o Grupo Alfa.

Os reféns restantes foram libertados dentro de algumas semanas, o que surpreendeu os jornalistas, considerando que muitos reféns tomados no Líbano foram mantidos por meses ou até anos.

O General de Brigada Ghazi Kanaan, que era o chefe de inteligência das forças sírias no Líbano na época, foi originalmente creditado por orquestrar a libertação dos russos. Esse relato foi divulgado para jornalistas de outros países.

"Jornalistas ocidentais relataram que os seqüestradores foram forçados a libertar os reféns porque uma busca bloco-a-bloco por milicianos pró-Síria estava chegando perto deles", escreveu McKinney.

No entanto, de acordo com fontes israelenses citadas no Daily News, foi na verdade a KGB que negociou a libertação. E no livro Hezbollah: The Global Footprint of Lebanon's Party of God*, Matthew Levitt esclarece que não eram apenas seus agentes KGB comuns. Era o Grupo Alfa.

*NT: o título em português ficaria Hezbollah: A pegada global do Partido de Deus no Líbano.

"Em uma recontagem", escreve Levitt, "a KGB sequestrou um parente do chefe da organização que tomava reféns, cortou a orelha do parente e o enviou para sua família. Em outro, a unidade Alfa sequestrou um dos irmãos do seqüestrador e enviou dois dedos para sua família, em envelopes separados.

“Ainda outra versão tem os agentes soviéticos sequestrando uma dúzia de xiitas, um dos quais era parente de um líder do Hezbollah. O parente foi castrado e baleado na cabeça, seus testículos enfiados na boca e seu corpo enviado ao Hezbollah com uma carta prometendo um destino semelhante para os outros 11 cativos xiitas, se os três reféns soviéticos não fossem libertados.”

Embora os detalhes das várias "recontagens" sejam diferentes, o efeito é praticamente o mesmo. Dado o fato do Grupo Alfa ter sido despachado para Beirute, e de que os reféns foram libertados tão rapidamente quando outros países, incluindo os Estados Unidos, falharam em facilitar respostas tão prontas dos seqüestradores no Líbano, parece razoável que fosse o Grupo Alfa, em vez de uma busca síria que levou à liberação rápida.

Operadores do Grupo Alfa em treinamento de CQB, o distintivo da unidade é visível.

A Rússia tem uma política de longa data de atacar membros da família de terroristas. Os relatórios das ações alegadas do Grupo Alfa em Beirute são consistentes com essa tradição.

A saga de Beirute é sem dúvida a mais sensacional das operações do Grupo Alfa. Mas a unidade continuou a desempenhar um papel proeminente nos esforços militares, de inteligência e contraterrorismo soviéticos e russos.

Um destacamento lituano do Grupo Alfa tentou reprimir o movimento de secessão no país em janeiro de 1991, matando 14 civis e ferindo centenas mais quando eles tomaram a torre de televisão de Vilnius.

Mais tarde, no mesmo ano, comandos do Grupo Alfa assaltaram o parlamento russo durante um golpe contra o presidente soviético Mikhail Gorbachov. Eles foram instruídos a capturar o presidente da Federação Russa Boris Yeltsin - ou matá-lo, caso parecesse que ele poderia escapar.
Vinte comandos do Grupo Alfa recusaram a ordem, adiando a missão por tempo suficiente para o golpe entrar em colapso.

Operadores do Grupo Alfa durante o cerco ao parlamento russo, em agosto de 1991.

Mais recentemente, a unidade de contraterrorismo esteve envolvida no fim da crise dos reféns na escola de Beslan, na Ossétia do Norte, em 2004. Durante a batalha entre o Grupo Alfa e dezenas de terroristas, 330 pessoas morreram, incluindo 186 crianças.

Os comandos do Grupo Alfa foram criticados pelo uso imprudente de força excessiva em Beslan, observa Glenn Peter Hastedt em Spies, Wiretaps and Secret Operations. O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu seus operadores especiais, dizendo que eles não planejavam invadir a escola e o fizeram apenas depois de relatos de que os terroristas começaram a executar as crianças do lado de dentro.

Também houve relatos do Grupo Alfa lutando na guerra civil na Ucrânia.

Texto postado no Special Ops Magazine pelo membro Eric SOF, ele foi inicialmente postado por Darien Cavanaugh no site War is Boring em 2016.