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segunda-feira, 14 de março de 2022

FOTO: Paraquedistas russos no salto em massa de 1935

Desembarque de paraquedistas em massa durante o exercício militar de 1935 em Kiev, na Ucrânia soviética.

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 14 de março de 2022.

Desembarque de paraquedistas em massa durante o grande exercício militar em Kiev, na República Socialista Soviética da Ucrânia, então parte da URSS, em 1935. Esse lançamento em massa de paraquedistas impressionou os observadores estrangeiros e acelerou o interesse por forças paraquedistas.

Os paraquedistas usavam uniformes e insígnias padrão da força aérea soviética (VVS). Eles estão usando a versão cáqui do macacão M35 azul-escuro e o capacete de vôo de tecido, também cáqui. Em saltos de combate, os paraquedistas costumavam usar distintivos de colarinho em contravenção ao regulamento. O brevê paraquedista M31, usado acima do bolso esquerdo, mostrava uma estrela vermelha acima de um pára-quedas branco em um quadrilátero azul, enquanto o brevê M33 incluía a figura de um paraquedista.

O Marechal da União Soviética Mikhail Nikolayevich Tukhachevsky.

A criação de paraquedistas seguiu a doutrina de Batalha Profunda sendo implementada pelo Marechal Mikhail Tukhachevsky, onde a ideia não era forçar o poder industrial do país a se engalfinhar com o adversário em uma grande campanha de atrição e desgaste. Ao invés disso, o Exército Vermelho dos Operários e Camponeses (RKKA, o nome oficial do exército soviético) procuraria romper a linha inimiga, abrindo e forçando brechas em busca dos pontos nevrálgicos do adversário localizados na sua retaguarda, de modo a nocauteá-lo ao destruir suas linhas de suprimento e postos de comando. Tukhachevsky era um dos líderes mais audaciosos, mais agressivos e mais visionários do exército soviético, e ele foi um dos primeiros entusiastas de novas formas de guerra. Apelidado por jornalistas internacionais como "Napoleão Vermelho", ele se interessou pelo potencial de tanques, paraquedistas e forças especiais para criar perturbações na retaguarda inimiga. Exercícios de teste com paraquedistas começaram em 1928.

Em 2 de agosto de 1930, os soviéticos executaram o primeiro exercício de campo no mundo empregando forças paraquedistas com a inserção de equipes "diversionárias" de 12 homens atrás das linhas inimigas no Distrito Militar de Moscou. Essa experimentação foi considerada um sucesso e uma companhia paraquedista foi formada em março de 1931, seguida em 11 de dezembro de 1932 por uma brigada paraquedista - a 3ª Brigada de Assalto Aéreo de Propósito Especial. Essa brigada já nasceu como uma força especial atuando na retaguarda do adversário, usadas para explorar oportunidades táticas, tomar e destruir objetivos críticos, conduzir assassinatos mirados e sabotagens. Inicialmente chamada 3º Destacamento de Desembarque Aerotransportado Motorizado, ela foi criada no Distrito Militar de Leningrado.

Os observadores internacionais tomaram nota das manobras soviéticas de 1933 e 1935. Os alemães iniciaram testes no exército e força aérea em 1933, e criaram uma força paraquedista alemã em 1935 (Fallschirmjäger, da Luftwaffe) visando saltos em massa para a tomada de pontos críticos. Os franceses até mesmo enviaram militares para a União Soviética que se formaram instrutores, eles retornaram para a França junto com instrutores soviéticos e criaram dois grupos paraquedistas chamados Grupos de Infantaria do Ar (Groupes d'Infanterie de l'Air) designados GIA 601 e GIA 602; mas estas eram apenas guiadas para sabotagens na retaguarda inimiga. Tanto os paraquedistas soviéticos, alemães e franceses pertenciam às suas respectivas forças aéreas.

Paraquedistas soviéticos deslizando pelas asas do bombardeiro usado como transporte Tupolev TB-3


Tukhachevsky subiu os degraus da hierarquia soviética sob o patronato de Trotsky, que precisamente avaliou o potencial do futuro marechal, e, em 1925, Tukhachevsky o comando geral do Exército Vermelho. A paranóia de Stalin atingiu o Marechal Tukhachevsky em 1937, quando ele foi preso e executado como um "espião fascista". Ele foi condenado por um tribunal de 5 marechais, três dos quais também seriam executados sob a mesma acusação poucos meses depois. Mas a execução de Tukhachevsky não parou a evolução paraquedista soviética e, quando da invasão alemã em 1941, as Forças de Assalto Aéreo (Vozdushno-desantnye voiska, VDV) tinham cinco Corpos de Assalto Aéreo operacionais de tamanho divisional (que logo tornariam-se dez), cada um desses corpos contendo pelo menos um Batalhão de Propósito Especial (Spetsnaz) para operar em longa distância na retaguarda inimiga.

A VDV foi usada extensivamente tanto em saltos de combate quanto infantaria no período imediatamente anterior à invasão alemã. A 212ª Brigada lutou em Khalkin-Gol como infantaria contra os japoneses em 1939. As 201ª, 204ª e 214ª brigadas lutaram com o 8º Corpo de Fuzileiros na Finlândia, ao norte do Lago Ladoga à partir de 13 de fevereiro de 1940, e alguns pequenos grupos saltaram atrás das linhas finlandesas para cortarem comunicações. A 201ª Brigada saltou sobre Izmail na ocupação da Bessarábia em 30 de junho de 1940, onde foi reforçada pelas 204ª e 211ª brigadas.


Leitura recomendada:

terça-feira, 1 de março de 2022

O Misterioso Caso da Força Aérea Russa Desaparecida

Por Justin Bronk, Rusi, 28 de fevereiro de 2022.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 28 de fevereiro de 2022.

No quinto dia da invasão russa da Ucrânia, uma das muitas perguntas não respondidas é por que a Rússia lançou uma campanha militar a um custo enorme com objetivos maximalistas e depois se recusou a usar a grande maioria de suas aeronaves de combate de asa fixa.

A invasão russa da Ucrânia começou como esperado nas primeiras horas de 24 de fevereiro: uma grande salva de mísseis balísticos e de cruzeiro destruiu os principais radares terrestres de alerta precoce em toda a Ucrânia. O resultado foi efetivamente cegar a Força Aérea Ucraniana (Ukrainian Air ForceUkrAF) e, em alguns casos, também dificultar os movimentos das aeronaves, criando crateras nas pistas decolagem e pistas de taxiamento em suas principais bases aéreas. Os ataques também atingiram várias baterias de mísseis terra-ar (surface-to-air missileSAM) S-300P de longo alcance ucranianos, que tinham mobilidade limitada devido à falta de peças sobressalentes a longo prazo. Esses ataques iniciais seguiram o padrão visto em muitas intervenções lideradas pelos EUA desde o fim da Guerra Fria. O próximo passo lógico e amplamente antecipado, como visto em quase todos os conflitos militares desde 1938, teria sido que as Forças Aeroespaciais Russas (Воздушно-космические силы / Vozdushno-kosmicheskiye silyVKS) montassem operações de ataque em larga escala para destruir a UkrAF. Com sua cadeia de alerta precoce cega e algumas pistas com crateras, a UkrAF ficou vulnerável a ataques de aeronaves de ataque como o Su-34 com munições guiadas, ou mesmo caças multifunção Su-30 com munições predominantemente não guiadas. Se presentes em números significativos, a escolta de caças Su-35 e Su-30 teria sobrecarregado os caças ucranianos, mesmo que conseguissem decolar para surtidas realizadas em altitudes muito baixas com consciência situacional limitada. Isso não aconteceu.

Em vez disso, os cerca de 300 aviões de combate modernos que a VKS posicionou dentro do alcance fácil das principais zonas de contato no norte, leste e sul da Ucrânia parecem ter permanecido no solo durante os primeiros quatro dias de combate. Isso permitiu que a UkrAF continuasse voando defensivas contra-aéreas (defensive counter-airDCA) de baixa altitude e missões de ataque ao solo, e estas parecem ter tido alguns sucessos na interceptação de helicópteros de ataque russos. O fato de que as tropas e civis ucranianos foram capazes de ver (e rapidamente mitificar) seus próprios pilotos continuando a voar sobre as grandes cidades também foi um importante fator de elevação do moral que ajudou a solidificar o extraordinário espírito de resistência unificada demonstrado em todo o país. A falta de caças russos de asa fixa e surtidas de aeronaves de ataque também permitiu que operadores de SAM e tropas ucranianas com MANPADS, como o míssil Stinger, fabricado nos EUA, engajassem helicópteros e transportes russos com risco significativamente menor de retaliação imediata. Isso, por sua vez, contribuiu para a significativa falta de sucesso e pesadas perdas sofridas durante as operações de assalto aeromóvel russas.

Além disso, a quase total falta de varreduras antiaéreas ofensivas russas (offensive counter-airOCA) foi associada a uma coordenação muito ruim entre os movimentos das forças terrestres russas e seus próprios sistemas de defesa aérea de médio e curto alcance. Várias colunas russas foram enviadas para além do alcance de sua própria cobertura de defesa aérea e, em outros casos, as baterias de SAM foram pegas inativas em engarrafamentos militares sem fazer nenhum esforço aparente para fornecer consciência situacional e defesa contra ativos aéreos ucranianos. Isso permitiu que os VANTs armados Bayraktar TB-2 ucranianos sobreviventes operassem com considerável eficácia em algumas áreas, causando perdas significativas nas colunas de veículos russos.

Possíveis explicações

"Infelizmente, a forma indiscriminada de ataque aéreo que era prática padrão para as operações das forças aéreas Russa e Síria em Aleppo e Homs provavelmente será empregada pela VKS sobre a Ucrânia nos próximos dias."

Existem vários fatores que podem estar contribuindo para a falta de capacidade russa de alcançar e explorar a superioridade aérea, apesar de suas enormes vantagens em número de aeronaves, capacidade de equipamentos e habilitadores como o AWACS em comparação com a UkrAF. A primeira é a quantidade limitada de munições guiadas de precisão (precision-guided munitionsPGMs) lançadas pelo ar disponíveis para a maioria das unidades de caça da VKS. Durante as operações de combate sobre a Síria, apenas a frota de Su-34 fez uso regular de PGMs, e mesmo essas aeronaves de ataque especializadas recorreram regularmente a bombas não-guiadas e ataques com foguetes. Isso não apenas indica uma familiaridade muito limitada com os PGMs entre a maioria das tripulações de caça russas, mas também reforça a teoria amplamente aceita de que o estoque de PGMs russos é muito limitado. Anos de operações de combate na Síria terão esgotado ainda mais esse estoque, e podem significar que a maior parte dos 300 aviões de combate de asa fixa da VKS reunidos em torno da Ucrânia têm apenas bombas e foguetes não-guiados para serem usados em missões de ataque ao solo. Isso, combinado com a falta de pods de mira para detectar e identificar alvos no campo de batalha a uma distância segura, significa que a capacidade dos pilotos de asa fixa da VKS de fornecer apoio aéreo aproximado para suas forças é limitada. Como resultado, a liderança da VKS pode estar relutante em comprometer a maior parte de seu poder de ataque potencial contra as tropas ucranianas antes que a aprovação política seja concedida para empregar munições não-guiadas para bombardear áreas urbanas controladas pela Ucrânia. Essa forma indiscriminada de ataque aéreo era prática padrão para operações da forças aéreas Russa e Síria em Aleppo e Homs e, infelizmente, provavelmente será empregada pela VKS sobre a Ucrânia nos próximos dias.

A falta de PGMs, no entanto, não é uma explicação suficiente para a falta geral de atividade de asa fixa da VKS. Os aviônicos relativamente modernos na maioria de suas plataformas de ataque significam que mesmo bombas e foguetes não-guiados ainda deveriam ter sido suficientes para infligir grandes danos a aeronaves ucranianas em suas bases aéreas. A VKS também tem cerca de 80 caças Su-35S modernos e capazes de superioridade aérea e 110 caças multifunção Su-30SM(2), que podem realizar varreduras OCA e DCA. A incapacidade de estabelecer superioridade aérea, portanto, não pode ser puramente explicada pela falta de PGMs adequados.

Outra explicação potencial é que a VKS não está confiante em sua capacidade de desconflitar com segurança surtidas em larga escala com a atividade de SAMs terrestres russos operados pelas Forças Terrestres. Incidentes de fogo amigo por unidades SAM terrestres têm sido um problema para as forças aéreas ocidentais e russas em vários conflitos desde 1990. Executando zonas de engajamento conjunto nas quais aeronaves de combate e sistemas SAM podem engajar forças inimigas simultaneamente em um ambiente complexo sem incidentes de tiro é difícil; requer estreita cooperação entre serviços, excelentes comunicações e treinamento regular para dominar. Até agora, as forças russas mostraram uma coordenação extremamente pobre em todos os aspectos, desde tarefas logísticas básicas até a coordenação de ataques aéreos com atividades de forças terrestres e organização de cobertura de defesa aérea para colunas em movimento. Neste contexto, pode ser que tenha sido tomada a decisão de deixar a tarefa de negar à UkrAF a capacidade de operar para os sistemas SAM baseados em terra, com o entendimento explícito de que isso seria feito em vez de operações aéreas da VKS em grande escala. No entanto, mais uma vez, isso não é uma explicação suficiente em si, uma vez que, devido aos recursos limitados de caças e SAM disponíveis para as forças ucranianas nesta fase, a VKS ainda poderia ter realizado missões em larga escala contra alvos-chave em horários pré-estabelecidos, durante os quais SAMs russos poderiam ser instruídos a cessar o fogo.

"A liderança da VKS pode hesitar em se comprometer com operações de combate em larga escala que mostrariam a lacuna entre as percepções externas e a realidade de suas capacidades."

Um último fator a ser considerado é o número relativamente baixo de horas de vôo que os pilotos da VKS recebem a cada ano em relação à maioria de seus colegas ocidentais. Embora seja difícil encontrar números precisos em cada unidade, declarações oficiais russas periódicas sugerem uma média de 100 a 120 horas por ano na VKS como um todo. As horas de vôo das unidades de caça provavelmente serão menores do que as de unidades de transporte ou helicóptero, então o número real é provavelmente um pouco menos de 100 horas de vôo por ano, acesso a simuladores modernos de alta fidelidade para treinamento adicional e melhor ergonomia do cockpit e interfaces de armas do que seus colegas russos. Portanto, pode ser que, apesar de um impressionante programa de modernização que viu a aquisição de cerca de 350 novas aeronaves de combate modernas na última década, os pilotos da VKS tenham dificuldades para empregar efetivamente muitas das capacidades teóricas de suas aeronaves no ambiente aéreo complexo e contestado da Ucrânia. Se for esse o caso, a liderança da VKS pode hesitar em se comprometer com operações de combate em larga escala que mostrariam a lacuna entre as percepções externas e a realidade de suas capacidades.

No entanto, é importante lembrar que estamos apenas a cinco dias do que poderia facilmente se transformar em uma campanha prolongada. O fato de que houve apenas alguns avistamentos confirmados de surtidas de asa fixa russas sobre a Ucrânia não deve obscurecer o fato de que as frotas de caças da VKS continuam sendo uma força potencialmente altamente destrutiva e que poderia ser desencadeada contra alvos aéreos e terrestres fixos em curto prazo nos próximos dias.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

FOTO: Operadores de apoio aéreo aproximado dos EUA

Operadores TacAir (TACP) com um rádio AN/PRC-117F e GPS, 2019.
(US Air Force)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 20 de janeiro de 2022.

Os especialistas do Grupo de Controle Aéreo Tático (Tactical Air Control Party, TACP) fornecem vigilância de forças amigas usando um sistema de posicionamento global PSN-13 e um rádio portátil multi-banda AN/PRC-117F.

Parte da força de Guerra Especial da Força Aérea (Air Force Special Warfare), o TACP é uma pequena equipe de militares que fornecem coordenação entre aeronaves e forças terrestres ao fornecer apoio aéreo aproximado. A Força Aérea americana abriu uma escola de treinamento dedicada apenas em outubro de 2019, localizada em Medina Annex na Base Conjunta San Antonio-Lackland, no Texas. Essa escola visa “sincronizar, padronizar e agilizar o treinamento” dos TACP.

domingo, 16 de janeiro de 2022

FOTO: Operadores paquistaneses com fuzis FN F2000

Homens da Ala de Serviços Especiais da Força Aérea do Paquistão carregando fuzis FN F2000 durante um treinamento no Fort Lewis, em Washington, nos Estados Unidos, em 23 de julho de 2007.

O funcionamento do FN F2000


Leitura relacionada:

LAPA FA Modelo 03 Brasileiro, 9 de setembro de 2019.

GALERIA: O FAMAS em Vanuatu22 de abril de 2020.

sábado, 7 de agosto de 2021

GALERIA: Novos recrutas para as forças especiais aéreas francesas


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 7 de agosto de 2021.

Noticiado pela Força Aérea e Especial através do site do Ministério da Defesa francês em 6 de agosto de 2021.

De 3 de maio a 29 de julho de 2021, cerca de vinte estagiários foram confrontados com as duras seleções do curso "Attila"tila) do Comando Paraquedista Aéreo (Commando parachutiste de l’airCPA) nº 30.

Em 29 de julho, na base aérea 123 em Orleans, os laureados receberam seu brevê militar de comando paraquedista aéreo. Para a ocasião, o Sargento Aubin, ex-comando do CPA nº 20 engajado durante a Guerra da Argélia e padrinho da nova turma, fez a viagem para entregar os distintivos aos estagiários, um gesto simbólico para ambas as gerações.

O Sargento Aubin, ex-comando do CPA nº 20 na Argélia, coloca o brevê no braço de um estagiário.

Um estágio baseado na polivalência


Em três meses de treinamento, os recrutas puderam aperfeiçoar sua maestria do tiro, primeiros socorros em combate, salto de paraquedas, aérocordage (descida rápida com corda), mas também combate diurno e noturno, fundamentos do comando aéreo. Do Camp de la Courtine à base aérea de Orléans-Bricy 123 via Córsega, seu treinamento foi realizado em ambientes de combate variados, em clima quente e frio, terreno montanhoso e ambiente náutico.

Uma vez validado o estágio, alguns dos comandos brevetados são integrados ao CPA nº 30. Seu treinamento continuará a se especializar em busca e resgate de combate (combat search and rescueCSAR) e missões de apoio a operações especiais: drone, apoio aéreo aproximado, busca e neutralização de explosivos, inteligência, QBN, entre outros. Para os demais que optaram por ingressar no CPA nº 10, serão encaminhados para o estágio “Belouga”.


A cerimônia também sinalizou o culminar da carreira militar do Major "Steph", supervisionando o estágio Attila por cinco anos e servindo na Força Aéreo e Espacial por 35 anos. Para finalizar, o Major deseja sublinhar e saudar o excelente espírito e o voluntarismo dos recrutas que tem acolhido nos últimos anos.

O distintivo de Átila, o huno

Estamos em 1957, o CPA nº 40 acaba de ser criado. O Capitão Führer, um praça ex-piloto de caça de 1939 a 1940, está no comando. Resistente, preso e torturado antes de escapar do trem que o levava para um campo de internamento, o capitão ingressou no CPA em 1956. Para se diferenciar dos demais comandos, criou um distintivo representando o soberano dos hunos, que seria um verdadeiro símbolo durante a guerra da Argélia.


Bibliografia recomendada:

French Airborne Troops Wings and Insignia: From the origins to the present day.
Histoire & Collections.


A história secreta das Forças Especiais.
Éric Denécé.

Leitura recomendada:




FOTO: Salto de Quarentena, 25 de maio de 2020.

FOTO: Salto noturno na chuva26 de setembro de 2020.

FOTO: Salto com máscaras de gás, 1º de abril de 2021.

FOTO: Fuzis SKS capturados, 1º de janeiro de 2021.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

O Conceito de Combate Conjunto falhou, até que se concentrou no Espaço e na Guerra Cibernética

Por Theresa Hitchens, Breaking Defense, 26 de julho de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 2 de agosto de 2021.

O novo Conceito de Combate Conjunto para orientar as operações militares pelos próximos 30 anos é "aspiracional" e agora deve ser concretizado da melhor forma que o Pentágono puder com os recursos disponíveis, diz o General John Hyten, vice-presidente do JCS.

WASHINGTON: A diferença central entre o novo Conceito de Combate Conjunto (Joint Warfighting Concept, JWC) do Pentágono e a abordagem anterior dos militares é o reconhecimento de que o espaço e o ciberespaço devem ser protegidos e utilizados - ou então os dados cruciais para vencer no solo, no ar e no o mar não poderá ser obtido, diz o general John Hyten, vice-presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior (Joint Chiefs of Staff, JCS).

“Você tem que ser capaz de entender o espaço e a cibernética” para realizaras Operações de Domínio Total, disse ele hoje a uma audiência na Associação Industrial de Defesa Nacional (National Defense Industrial Association, NDIA), durante a implantação do novo Instituto de Tecnologias Emergentes do NDIA.

Gal. John Hyten na conferência de dissuasão STRATCOM 2018. (DoD)

Hyten explicou que o JWC é um documento “aspiracional”, projetado para guiar o modo de guerra americano pelos próximos 30 anos. (Foi assinado em 31 de março pelo presidente do JCS, General Mark Milley, e logo depois pelo secretário de Defesa Lloyd Austin - embora esse fato só tenha sido revelado em meados de junho). No entanto, ele enfatizou, agora deve ser desenvolvido com doutrina e capacidades, bem como aprimorado para acomodar o que realmente é alcançável com os recursos disponíveis.

A primeira iteração do JWC, ele continuou, baseava-se simplesmente no aprimoramento da estratégia americana de longa data de reunir e usar informações “onipresentes” para coordenar forças e estruturar batalhas. Mas quando colocado à prova em um jogo de guerra em outubro passado, o JWC “falhou” em produzir uma vitória contra um “time vermelho agressivo” emulando seus concorrentes China e Rússia.

“Ele falhou de muitas maneiras diferentes. Basicamente, tentamos uma estrutura de 'domínio da informação', onde a informação era onipresente para nossas forças, assim como foi na primeira Guerra do Golfo, e assim como tem sido nos últimos 20 anos”, disse ele. “Bem, o que acontece se desde o início essa informação não estiver disponível? E esse é o grande problema que enfrentamos.”

Hyten disse que o esforço “teve que dar um passo para trás” para reorientar, com uma nova ênfase no espaço e nos domínios cibernéticos.

“O conceito que criamos é conhecido agora como 'manobra expandida'”, disse ele. “E é uma manobra expandida no espaço e no tempo. Em cada área que um adversário pode mover, você tem que descobrir como preencher esse espaço no tempo, antes que eles possam se mover.”

A essência da manobra expandida é descobrir "como agregar minhas capacidades para fornecer um efeito significativo e, em seguida, como faço para desagregar para sobreviver a qualquer tipo de ameaça?" Hyten explicou. “Na verdade, não fazemos isso há muito tempo, talvez nunca.”

Mas os campos de batalha de amanhã exigirão que as forças e o poder de fogo dos EUA se “agreguem” para atacar e se dispersem rapidamente para sobreviver a “disparos de longo alcance” do adversário em ritmo acelerado vindo de todos os domínios, continuou ele. “Se você está agregado e todos sabem onde você está, você está vulnerável, mas você tem que se agregar para emassar os fogos.”

A Importância do JADC2

É aqui que o grande foco do JWC em ferramentas como informações artificiais e aprendizado de máquina, bem como os ambientes de batalha virtual habilitados pela computação em nuvem sob o Comando e Controle Conjuntos de Domínio Total (Joint All Domain Command and Control, JADC2), entram em jogo.

“Pode ser uma agregação virtual de múltiplos domínios e agindo ao mesmo tempo sob uma única estrutura de comando que permite que os fogos venham de qualquer pessoa, e permite que você desagregue para sobreviver a isso”, disse Hyten. “Isso é uma coisa simples, simples de dizer. Isso é aspiracional. Isso é incrivelmente difícil de fazer.”

Um Lancer B-1B da Força Aérea dos EUA da Base da Força Aérea de Ellsworth, S.D., decola da Base da Força Aérea de Andersen, em Guam, para uma missão da força-tarefa de bombardeiros em 6 de janeiro de 2021. (Senior Airman Tristan Day / U.S. Air Force)

No JWC, explicou, “o objetivo é estar totalmente conectado a uma nuvem de combate que tenha todas as informações, que você pode acessar a qualquer hora e em qualquer lugar. Você pode reunir tudo e, com comando e controle de domínio total, descobrir os melhores dados e ser capaz de agir rapidamente com base nisso”.

O JADC2 é um dos quatro “conceitos de suporte” do JWC que agora são conhecidos como “batalhas funcionais”, explicou Hyten. Os outros três são fogos conjuntos, logística contestada e vantagem de informação. E todas as quatro dessas funções de batalha são desafiadoras e permanecem "aspiracionais", enfatizou.

Por exemplo, disse ele, a logística contestada é “realmente difícil”, observando que a última vez que os EUA tiveram que lutar em circunstâncias em que as instalações americanas no exterior e em casa estavam sob ataque foi na Segunda Guerra Mundial. “Portanto, a logística contestada tem sido uma área de estudos ricos e conversas ricas e estamos mudando toda a nossa abordagem de logística.”

Da mesma forma, a ideia de fogos conjuntos é um grande desafio e um tanto controverso. Observando que ele foi "criticado por dizer isso", Hyten explicou que "no Conceito de Combate Conjunto, os fogos  vêm de todos os domínios e todos os serviços, sem restrições.

"Por que? Porque quando os fogos vêm de todos os domínios e todos os serviços sem restrições, o adversário não consegue descobrir de onde estão vindo e não tem como se defender deles. Agora, isso é um requisito puramente aspiracional, mas espero que todos possam ver que se você pudesse fazer isso, você mudaria a equação em qualquer campo de batalha futuro.”

Gal. John Hyten, USAF.

Finalmente, o domínio da informação, explicou ele, "é a soma desses três elementos, realmente, todos em um... E é aí que entram alguns requisitos muito significativos", disse ele.

As quatro novas “diretrizes estratégicas” emitidas pelo Conselho de Supervisão de Requisitos Conjuntos (Joint Requirements Oversight Council, JROC) neste mês, disse Hyten, estão, portanto, preparando o cenário para como as forças armadas tornam possíveis essas batalhas funcionais conjuntas. Hyten aprovou essas diretrizes estratégicas no final de junho.

O papel mais ativo para o JROC, promovido por Hyten como presidente, resultou em algum retrocesso por parte das forças, admitiu Hyten.

“Para ser honesto... as forças nos primeiros seis meses estiveram meio que lutando contra esse processo”, disse ele. "Eu sei que vocês estão muito chocados ao ouvirem isso", acrescentou ele para risos do público.

Agora, no entanto, as Forças perceberam que a criação de diretrizes estratégicas “alimenta as operações, alimenta o orçamento e alimenta os processos de aquisição” para permitir que as Forças acelerem significativamente o desenvolvimento e adoção de armas.

Bibliografia recomendada:

Crisis in Zefra:
Directorate of Land Strategic Concepts.

Leitura recomendada:





terça-feira, 18 de maio de 2021

Um oficial comandante da Força Espacial foi demitido por conta de comentários condenando o marxismo nas Forças Armadas


Por Oriana Pawlyk, Military.com, 15 de maio de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 17 de maio de 2021.

Oficial comandante da Força Espacial, que recebeu um telefonema de férias de Trump, foi demitido por causa de comentários criticando o marxismo nas forças armadas americanas.

Um comandante de uma unidade da Força Espacial dos EUA encarregada de detectar lançamentos de mísseis balísticos foi demitido por comentários feitos durante um podcast promovendo seu novo livro, que afirma que as ideologias marxistas estão se tornando prevalentes nas forças armadas dos Estados Unidos.

O Tenente-Coronel Matthew Lohmeier, comandante do 11º Esquadrão de Alerta Espacial (11th Space Warning Squadronna Base Aérea de Buckley, Colorado, foi dispensado de seu cargo na sexta-feira pelo Tenente-General Stephen Whiting, chefe do Comando de Operações Espaciais, devido à perda de confiança em sua capacidade de liderar, a Military.com soube com exclusividade.

"Esta decisão foi baseada em comentários públicos feitos pelo Tenente-Coronel Lohmeier em um podcast recente", disse um porta-voz da Força Espacial por e-mail. "O Tenente-General Whiting iniciou uma Investigação Dirigida pelo Comando sobre se esses comentários constituíam atividade política partidária proibida."

A atribuição temporária de Lohmeier após sua remoção não ficou imediatamente clara.

Nesta foto de arquivo de 22 de julho de 2015, o então Capitão Matthew Lohmeier, chefe do Bloco 10 de Treinamento do 460º Grupo de Operações, e o seu livro "Revolução Irresistível".

No início deste mês, Lohmeier, um ex-instrutor e piloto de caça que foi transferido para a Força Espacial, publicou por conta própria um livro intitulado "Revolução irresistível: o objetivo de conquista do marxismo e o desmantelamento das Forças Armadas americanas" (Irresistible Revolution: Marxism's Goal of Conquest & the Unmaking of the American Military).

“Revolução irresistível é uma contribuição oportuna e ousada de um tenente-coronel da Força Espacial na ativa que vê o impacto de uma agenda neomarxista no nível de base dentro de nossas forças armadas”, diz uma descrição do livro.

Lohmeier sentou-se na semana passada com L. Todd Wood do podcast "Information Operation", apresentado pela Creative Destruction, ou CD, Media, para promover o livro. Ele falou sobre as instituições americanas, incluindo universidades, mídia e agências federais, incluindo forças armadas, que, segundo ele, estão adotando cada vez mais práticas esquerdistas. Essas práticas - como o treinamento de diversidade e inclusão - são a causa sistêmica do clima de divisão nos Estados Unidos hoje, disse ele.

De sua perspectiva como comandante, Lohmeier disse que não procurou criticar nenhum líder sênior em particular ou identificar publicamente as tropas dentro do livro. Em vez disso, disse ele, ele se concentrou nas políticas que os membros do serviço agora precisam aderir para se alinhar com certas agendas "que agora estão afetando nossa cultura".

Em relação ao Secretário de Defesa Lloyd Austin, ele disse: "Eu não demonizo o homem, mas quero deixar claro para ele e para todos os militares que essa agenda [diversidade e inclusão] nos dividirá, não nos unirá."

Austin, em 5 de fevereiro, ordenou que todos os serviços militares observassem a dispensa de um dia contra o extremismo nas fileiras. Como parte de sua resistência, Lohmeier disse, ele recebeu um livreto que citava o motim de 6 de janeiro no Capitólio como um exemplo de extremismo, mas não mencionava a desobediência civil e a destruição de propriedade que ocorreram após a morte de George Floyd, um homem negro, nas mãos de um policial branco em Minneapolis em maio passado.

Ele também discordou do "porta-voz do Pentágono", parecendo aludir ao secretário de imprensa, John Kirby. Lohmeier afirmou que Kirby disse que "há pilotos brancos demais", em meio a uma escassez cada vez maior de pilotos.

“Se você deseja fornecer esse tipo de mensagem para sua força de pilotos, que já está sofrendo, já pode esperar mais problemas de retenção”, disse ele.

Em um comunicado na sexta-feira, Kirby negou ter dito tal coisa sobre um excedente de pilotos brancos e apontou para os comentários de Austin feitos na semana passada durante sua primeira coletiva de imprensa sobre a importância de programas de maior diversidade.

“Este departamento tem uma porta aberta para qualquer americano qualificado que queira servir”, disse o secretário de defesa em 6 de maio. “A diversidade em toda a força é uma fonte de força. Não podemos nos dar ao luxo de nos privar dos talentos e das vozes de toda a extensão de uma nação que defendemos."

Lohmeier disse ao Military.com que consultou a assessoria jurídica e de relações públicas de sua base sobre seus planos de publicar um livro e seu conteúdo.

"Fui informado da opção de ter meu livro revisado na pré-publicação e revisão de segurança do Pentágono antes do lançamento, mas também fui informado de que não era necessário", disse Lohmeier por e-mail.

"Minha intenção nunca foi me engajar em política partidária. Escrevi um livro sobre uma ideologia política específica (marxismo) na esperança de que nosso Departamento de Defesa possa voltar a ser politicamente não-partidário no futuro, como tem feito honrosamente ao longo da história," ele disse.

O livro está disponível na Amazon, no website de Lohmeier e na Barnes & Noble.

O livro classificou-se em segundo lugar na seção "Política Militar" da Amazon nesta semana.

Bestseller, primeiro colocado em 17 de maio.

Promovendo seu livro enquanto na ativa

Antes de ser transferido para operações espaciais, especificamente alerta de mísseis baseados no espaço, Lohmeier passou mais de 14 anos na Força Aérea. Sua carreira na Força Aérea incluiu o treinamento de piloto instrutor no jato T-38 Talon e tempo de vôo no F-15C Eagle, de acordo com informações biográficas listadas na capa de seu livro. Ele se formou na Academia da Força Aérea em 2006.

Ele mudou-se para a Força Espacial em outubro de 2020. No mês seguinte, o então presidente Donald Trump chamou Lohmeier e outros membros da Força Espacial para o primeiro feriado de Ação de Graças da força.

Lohmeier disse a Wood, o apresentador do podcast, que os capítulos iniciais de seu livro exploram a história e os fundamentos dos Estados Unidos e como a teoria racial crítica - um estudo de como raça e racismo impactam ou são impactados por instituições e estruturas de poder social e econômico -- desempenha um papel.

"A indústria de diversidade, inclusão e equidade e os treinamentos que estamos recebendo nas forças armadas... estão enraizados na teoria racial crítica, que está enraizada no marxismo", disse Lohmeier, acrescentando que isso deve ser visto como um sinal de alerta.

No segmento, Lohmeier disse que seu livro não é político e tem como objetivo alertar os leitores sobre a crescente politização das forças armadas de hoje, algumas das quais ele disse ter visto ou experimentado em primeira mão.

Existem políticas do Departamento de Defesa que explicam todas as nuances do que fazer e não fazer em torno da política ou do discurso político para membros do serviço ativo, disse Jim Golby, um membro sênior do Clements Center for National Security da Universidade do Texas em Austin que se especializou nas relações civis-militares e na estratégia militar.

Para um trabalho publicado pelo próprio, as políticas que podem ser aplicadas incluem a Diretiva 1344.10 do DoD e as diretrizes associadas que discutem a atividade política uniformizada. De acordo com os padrões dos serviços, o pessoal pode expressar suas opiniões livremente, mas ainda assim espera-se que defendam os valores essenciais de sua força, tanto dentro quanto fora de serviço.

"Esses são bastante amplos e não impediriam a publicação, mas podem impor algumas pequenas limitações ao conteúdo", disse Golby na sexta-feira. Além disso, as políticas associadas à autorização de segurança de um militar ou acesso relacionado à política geralmente são cobertas por um Acordo de Não-Divulgação (Non-Disclosure Agreement, NDA) ou um acordo de leitura de autorização, disse Golby.

O Escritório de Defesa de Revisão de Pré-Publicação e Segurança, por exemplo, exige que todos os militares atuais, antigos e aposentados do Departamento de Defesa, funcionários contratados e membros do serviço militar - sejam ativos ou da reserva - que tenham acesso a informações do DoD, instalações ou quem assinou um NDA para "enviar informações do DoD destinadas ao público ao escritório apropriado para revisão e liberação."

As informações do DoD podem incluir "qualquer trabalho relacionado a questões militares, questões de segurança nacional ou assuntos de preocupação significativa para o Departamento de Defesa em geral, incluindo romances fictícios, histórias e relatos biográficos de desdobramentos operacionais e experiências de guerra", de acordo com o escritório.


Assuntos relacionados a atividades de passatempo, como culinária, esportes, jardinagem, artesanato, arte, provavelmente não serão revisados antes da publicação, uma vez que não estão associados ao trabalho de um autor com o Pentágono.

Ainda assim, "a linha sobre o que é um 'assunto militar' ou 'assunto de preocupação significativa' não é totalmente clara e provavelmente só entrará em ação se alguém estiver discutindo experiências pessoais nas forças armadas e não pesquisas externas ou opiniões políticas pessoais", Golby acrescentou. "E, novamente, isso está relacionado principalmente a posições confidenciais em que você tem acesso a informações classificadas ou confidenciais."

"Não temos mais voz"

Enquanto major, Lohmeier frequentou a Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, onde publicou "The Better Mind of Space". O artigo explora o papel das forças armadas americanas no espaço, além da órbita geossíncrona da Terra.

No podcast "Information Operation", Lohmeier disse que seu fascínio pelo marxismo começou depois disso, quando estava cursando o segundo mestrado em filosofia em estratégia militar na Escola de Estudos Aéreos e Espaciais Avançados da Air University.

"Todas as minhas interações com líderes seniores na Força Aérea e na Força Espacial foram muito positivas; eles se preocupam muito com seu pessoal [e] a letalidade da força", disse Lohmeier durante a entrevista de 34 minutos.

No entanto, os líderes podem ter medo de que, se não embarcarem no treinamento de diversidade, enfrentem escrutínio "ou não sejam promovidos", disse ele, acrescentando que as ideias liberais são bem-vindas, enquanto as ideias de vozes mais conservadoras são criticadas ou silenciadas.

Lohmeier aconselhou qualquer novo militar, de alistado a oficial, a rejeitar a teoria racial crítica se a virem sendo ensinada nas fileiras, porque também é uma forma de extremismo pelas definições delineadas na Instrução do DoD 1325.06, "Manipulando atividades dissidentes e de protesto entre membros das Forças Armadas."

Golby, um veterano do Exército, disse que o conselho de Lohmeier aos baixos postos potencialmente mina a boa ordem e disciplina, ou as políticas do DoD voltadas para a diversidade e inclusão. "Ou talvez ambos", disse ele.

Lohmeier disse a Wood que recebeu muitas mensagens de apoio de militares da ativa no lançamento do livro.

"[Eles estão dizendo], 'Obrigado, obrigado, obrigado por se manifestar - porque não temos mais voz'", disse ele.


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Os amantes cruéis da humanidade5 de agosto de 2020.

sábado, 20 de março de 2021

Este pastor alemão de uma veterana é o primeiro de cão a visitar Machu Picchu

Por Blake Stilwell, Military.com, 18 de março de 2021.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 20 de março de 2021.

Para os veteranos que viajam para o exterior, o uso de animais de serviço pode ser difícil, dependendo do país que estão visitando. O turismo e as viagens de negócios podem ser afetados por limitações ao acesso de animais.

Onde há vontade, há pelo menos possibilidades, como mostrou a veterana da Força Aérea americana (USAF), Melanie Boling, em uma recente viagem ao Peru. Os regulamentos para visitar Machu Picchu proibiam cães, mas a lei peruana permitiu.

Bastou descobrir uma maneira de conectar os dois regulamentos díspares.

Boling serviu nos assuntos mortuários da Força Aérea, operando no Aeroporto Internacional de Bagdá em 2003. Depois de deixar o serviço ativo em 2004, ela trabalhou para uma empresa contratante de segurança. Hoje, ela frequenta a Universidade de Harvard, estudando conservação e política ambiental. Ao mesmo tempo, ela dirige uma organização sem fins lucrativos que ensina crianças no terceiro mundo sobre conservação e fotografia.

“Em alguns desses lugares, eles não têm eletricidade ou meios para processar filme, então usamos filme instantâneo”, disse Boling. “Dar a uma criança uma câmera que mostra uma foto é algo de que ela se lembrará. Então, enquanto fazemos pesquisas científicas, eles estão aprendendo sobre a importância de conservar seus próprios quintais.”

Machu Picchu.

Uma viagem de reconhecimento para sua organização sem fins lucrativos a trouxe ao Peru inicialmente, mas nenhuma viagem à Cordilheira dos Andes estaria completa sem uma visita a Machu Picchu.

Restava apenas um problema: em 2018, Boling sofreu um derrame aos 37 anos que a deixou com problemas nos olhos e na visão. Hoje, ela precisa da ajuda de seu pastor alemão, River Roux, um cão de serviço certificado.

River Roux tem guiado Melanie Boling desde 2018.
(Cortesia de Melanie Boling)

Machu Picchu é o local de uma propriedade real em ruínas do imperador inca, datada de 1450. As ruínas, agora um patrimônio mundial da UNESCO, ficam a uma altitude de quase 8.000 pés (2.438m). O governo peruano presta muita atenção nos visitantes das antigas ruínas.

“Há pessoas que abusam dos sistemas de cães de serviço”, disse Boling. “No Peru, eles permitem animais de apoio emocional, mas eles não têm permissão para subir a Machu Picchu. Combinamos com nossos guias - que farão de tudo para ajudá-lo a chegar aonde deseja - para resolver o problema com o Peru”.

A letra da lei no Peru afirmava que apenas “cães-guia” teriam acesso ao local com seu acompanhante. Boling conseguiu demonstrar sua dependência de River Roux, e o cachorro foi liberado pelo governo.

Boling e Roux em Machu Picchu.
(Cortesia de Melanie Boling)

Quando a dupla chegou ao topo da montanha, os guardas e a polícia continuaram a parar Boling e River Roux.

“Começou a ficar frustrante”, disse ela. “Eu disse ao meu guia que temos permissão para estar aqui e perguntei por que continuamos sendo parados. Ele me disse que é porque ela foi a primeira a estar aqui. O primeiro animal de serviço em Machu Picchu. Todos queriam fotos.”


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