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sábado, 22 de agosto de 2026

GALERIA: CQB com as Spetsnaz do MVD


Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 22 de agosto de 2026.

Demonstração das Spetsnaz do MVD de CQB (Close Quarters Battle / Combate em Compartimento) na neve em 2 de maio de 2012. Os comandos do Ministério do Interior demonstraram suas habilidades em combate em espaços confinados por meio de movimentos táticos sincronizados e pelo arrombamento de um compartimento. Seus armamentos incluem fuzis AK-74M com miras diversas (de ferro ou reflexivas). Alguns desses fuzis têm afixados silenciadores ou lanternas. Em uma foto um operador aponta o que parece ser uma pistola OTs-27 Berdysh (ОЦ-27 Бердыш, russo para "alabarda").



























Bibliografia recomendada:

Lanterna Tática: Atividade policial em situações de baixa visibilidade.
Eduardo Maia Betini.

Russian Paramilitary Forces since 1991.
Mark Galeotti.

Spetsnaz:
Russia's Special Forces.
Mark Galeotti.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

"Conselheiros" militares russos treinam novo batalhão sírio

Uma foto tirada durante uma visita guiada com o exército russo mostra soldados de elite sírios participando de uma sessão de instrução com treinadores militares russos em uma base do exército em Yafour, cerca de 30 quilômetros a oeste de Damasco, em 24 de setembro de 2019.
(Maxime POPOV / AFP)

Por Maxime Popov, Times of Israel, 25 de setembro de 2019.

Tradução Filipe do A. Monteiro, 23 de maio de 2022.

Em rara exibição das operações militares de Moscou em um país devastado pela guerra, as tropas do regime exibem novas habilidades com armas, realizam exercícios de limpeza de minas e realizam ataques simulados.

YAFOUR, Síria (AFP) - Usando coletes à prova de balas e joelheiras limpas, combatentes de um novo batalhão do exército sírio mostram as habilidades que aprenderam com os conselheiros militares da Rússia.

Na zona rural a oeste de Damasco, os soldados realizam um ataque simulado, disparam morteiros e foguetes, realizam exercícios de remoção de minas e primeiros socorros. Grandes nuvens de poeira se erguem sobre o campo de treinamento enquanto as tropas camufladas abrem fogo. Ao sol da tarde, os altos escalões dos dois países e dezenas de jornalistas, incluindo uma equipe da AFP convidada de Moscou, estão assistindo.

“Nós sacrificamos nosso sangue por você, Bashar”, os soldados cantam em uníssono, brandindo seus punhos no ar, em louvor ao presidente sírio Bashar Assad.

Uma foto tirada durante uma visita guiada com o exército russo mostra um treinador do exército russo (esquerda) gesticulando durante uma sessão de instrução com soldados de elite sírios, em 24 de setembro de 2019, em uma base do exército em Yafour, cerca de 30 km a oeste de Damasco.
(Maxime POPOV / AFP)

Com o apoio militar da Rússia, as forças de Assad retomaram grande parte da Síria de rebeldes e jihadistas desde 2015 e agora controlam cerca de 60% do país. A Rússia muitas vezes se refere às tropas que desdobrou na Síria como “conselheiros” militares, embora suas forças e aviões de guerra também estejam diretamente envolvidos em batalhas contra jihadistas e outros rebeldes.

Na terça-feira, conselheiros russos apareceram na frente das câmeras, usando máscaras faciais verdes e óculos de sol, em uma rara exibição das operações militares de Moscou na Síria devastada pela guerra.

Com a ajuda de um tradutor de árabe, um conselheiro instruiu as tropas sobre como detectar e desarmar minas, enquanto outro as treinou no tratamento de ferimentos de guerra.

Olhos em Idlib

“O batalhão foi criado em 10 de agosto e começou a treinar no mesmo dia”, disse Omar Mohamed, que comanda essa nova força de elite. “Graças aos conselheiros russos, o nível de preparação dos soldados aumentou e eles sabem usar todos os tipos de armas”, disse à AFP.

Depois de dois meses de treinamento militar individual, os membros da força agora aprenderão a operar em grandes grupos.

Uma foto tirada em 14 de junho de 2019 mostra um homem caminhando entre os escombros de prédios destruídos na cidade de Ihsim, na região de Idlib, na Síria.
(Omar Haj Kadour/AFP)

Os comandantes não descartam a possibilidade de que as tropas possam se deslocar para o último grande reduto da oposição, Idlib, no noroeste. Um acordo que a Rússia e a Turquia, apoiadora dos rebeldes, chegaram no ano passado pretendia evitar um banho de sangue na região controlada pelos jihadistas, mas o bombardeio recomeçou no final de abril.

Desde 31 de agosto, um cessar-fogo separado apoiado pela Rússia foi mantido, apesar de ataques esporádicos. Mas Damasco prometeu repetidamente retomar todo o território sírio, incluindo a região de Idlib.

“Nós depositamos nossas esperanças em uma solução política, mas se não virmos resultados, então recorreremos à opção militar”, disse um comandante a repórteres.

Uma foto tirada durante uma visita guiada com o exército russo mostra soldados de elite sírios participando de uma sessão de instrução com treinadores militares russos, em 24 de setembro de 2019, em uma base do exército em Yafour, cerca de 30 quilômetros a oeste de Damasco.
(Maxime POPOV / AFP)

O General Hassan Hassan, chefe da divisão de administração política do exército sírio, é mais definitivo. “Idlib será libertada em todos os casos”, disse ele. "Vamos nos ver lá em breve", disse ele a repórteres.

O conflito sírio matou mais de 370.000 pessoas e expulsou milhões de suas casas desde que começou com a brutal repressão aos protestos contra o governo em 2011.

Post script: Idlib permanece sob controle dos rebeldes apoiados pela Turquia em 2022.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Perfil: Tigre Negro Sargento-Chefe Tran Dinh Vy

Sargento-chefe Tran Dinh Vy com a boina preta dos Tigres Negros e medalhas, incluindo a Cruz de Guerra com palma, 1950.
(Colorização de 
Tassigny / Passion Militaria)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 3 de fevereiro de 2022.

O sargento-chefe Tran Dinh Vy foi o assistente do famoso Ajudante-chefe Roger Vandenberghe, comandante do lendário Comando 24 que operou no Tonquim, conhecidos como Tigres Noirs.

Os Tigres Negros pertenciam aos Comandos do Vietnã do Norte. Inicialmente 8 comandos, o número se expandiu para 45 comandos organizados no Vietnã do Norte para travarem a guerra usando os métodos dos guerrilheiros. Assim como os demais comandos, o Comando 24 era uma formação especializada em táticas de pequenas unidades e pseudo-operações, se vestindo com o típico pijama negro usado pelo Viet Minh (VM) e os seus capacetes tropicais, com o objetivo de operarem profundamente atrás das áreas dominadas pelo VM.

Original em preto-e-branco.

A insígnia da boina tem um tigre, o animal apex da selva vietnamita, e o lema:

“Tha Chet Hon La Chiu Nhuc”

(Plutôt la mort que la honte)

(Antes a morte que a desonra)

Insígnia da boina dos tigres negros.

Em uma ocasião, Vandenbergh posou como um prisioneiro francês capturado por seus comandos posando de Viet Minh e a unidade atacou e destruiu um posto de comando (PC) do VM após um deslocamento de quilômetros por território controlado pelos comunistas. Outra das ações célebres foi a infiltração em Ninh-Binh para resgatar o corpo do Tenente Bernard de Lattre, filho do General Jean de Lattre de Tassigny, o comandante-em-chefe de todas as forças francesas na Indochina.

Vandenberghe foi morto em 1952, assassinado pelo Subtenente Nguien Tinh Khoï; o ex-comandante da unidade de assalto do Regimento 36 da Brigada 308 do VM, capturado na Batalha do Rio Day em 1951 e transformado em auxiliar do Comando 24.

O Sargento-chefe Tran Dinh Vy fez o curso de comando paraquedista em Pau, na França, em 1954. Mais tarde, foi oficial do Exército Sul-Vietnamita (ARVN) e depois da queda de Saigon em 1975, ele conseguiu escapar para a França, se alistando na Legião Estrangeira e terminando o seu serviço com a patente de coronel. Ele continuou sendo o guardião da memória do Comando 24.

Suas condecorações incluíram:
  • a Légion d'honneur (Legião de Honra),
  • a Médaille militaire
  • 20 citações francesas, americanas e vietnamitas.

O Sargento-chefe Tran Dinh Vy ao lado do Ajudante-chefe Vandenbergh com seus comandos Tigres Negros, vestidos com pijama negro e capacete tropical do Viet Minh, 1950.

Bibliografia recomendada:

Commandos Nord-Vietnam 1951-1954.
Jean-Pierre Pissardy.


Leitura recomendada:

sábado, 8 de janeiro de 2022

FOTO: Caveira emergindo da fumaça

Um caveira do BOPE engolfado em fumígena laranja, 2019.
(Guto Ambar)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 8 de janeiro de 2022.

Foto de um Caveira, um operador do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), durante um exercício. A foto, tirada por Guto Ambar, foi parte de uma coleção para um livro fotográfico sobre o famoso batalho especial carioca em comemoração aos seus 42 anos. O livro foi lançado em janeiro de 2020.

 O livro foi apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro. O livro tem a capa preta com o símbolo do BOPE - a famosa CAVEIRA - e a capa dura tem as letras e logotipo em alto relevo, ambos em boa qualidade.



Parabéns ao BOPE por seus 42 anos de serviço.

Si vis pacem, para bellum!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

MODELISMO: SAS australiano no Vietnã

SAS australiano no Vietnã, 1970.
(Tony Dawe)

Por Filipe do A. Monteiro, Warfare Blog, 5 de janeiro de 2022.

Busto de um soldado australiano do Special Air Service Regiment (SASR), o SAS australiano, pintado pelo modelista Tony Dawe. O trooper - designação dos operadores do SAS - está usando a configuração típica das tropas no Vietnã, com uma faixa na cabeça, camuflagem facial, mosquiteiro como echarpe e o confiável fuzil FAL (chamado SLR L1A1), neste caso usando o carregador de 30 tiros.

O mosquiteiro e a bandana servem para absorver o constante suor produzido no ambiente tropical da selva. O FAL tem armação de madeira e uma banda na coronha com kit de primeiros socorros. O carregador mais longo permite o "despejo" de alto volume de fogo para suprimir o adversário e forçá-lo a abaixar a cabeça e ficar na defensiva. Dessa forma, o SAS poderia manobrar e destruir o inimigo, ou simplesmente romper contato e ir embora conforme a necessidade.

Durante seu tempo no Vietnã, o SAS australiano e neo-zelandês (NZ SAS) realizou diversas modificações no fuzil FAL, usualmente apelidando-o de "The Bitch" ("A Megera") ou "The Beast" ("A Besta"). O blog tratou desse assunto aqui.

Comando SASR com um FAL encurtado conhecido como "The Bitch".
(Kevin Lyles/ Vietnam ANZACs Elite 103 da Osprey Publishing).

SASR com fuzis FAL modificados.
(Vietnam ANZACs)

Durante o período de pouco mais de cinco anos, cerca de 580 soldados do SAS serviram no Vietnã. Eles conduziram 1175 patrulhas (não incluindo 130 do NZ SAS), a maioria sendo patrulhas de reconhecimento, emboscada de reconhecimento e emboscada. Seu serviço no Vietnã reforçou sua reputação como uma unidade de elite do Exército australiano.

O SAS australiano infligiu pesadas baixas ao vietcongue, incluindo 492 mortos, 106 possivelmente mortos, 47 feridos, 10 possivelmente feridos e 11 prisioneiros capturados. Suas próprias perdas totalizaram um morto em combate, um morreu de ferimentos, três mortos acidentalmente, um desaparecido e uma morte por doença. Vinte e oito homens ficaram feridos. Os restos mortais do último soldado australiano que desapareceu em combate em 1969, após cair na selva durante uma extração de corda suspensa, foram encontrados em agosto de 2008.

Trooper do 1º Squadrão (1SAS) com um SLR L1A1 e o carregador de 30 tiros em Bien Hoa, fevereiro de 1968.

Com base em Nui Dat, que ficou conhecida como "SAS Hill" ("Colina SAS"), o SASR foi responsável por fornecer inteligência para a 1ª Força Tarefa Australiana (1 ATF) e as forças americanas, operando em toda a província de Phuoc Tuy, bem como nas províncias de Bien Hoa, Long Khanh e Binh Tuy. A partir de 1966, os esquadrões SASR rotacionaram pelo Vietnã em desdobramentos de um ano, com cada um dos três esquadrões Sabre completando duas turnês antes que o último esquadrão fosse retirado em 1971. As missões incluíram patrulhas de reconhecimento de médio alcance, observação de movimentos de tropas inimigas e operações ofensivas de longo alcance e emboscada em território dominado pelo inimigo.

Operando em pequenos grupos de quatro a seis homens, eles se moviam mais lentamente do que a infantaria convencional pela selva ou mato e estavam fortemente armados, empregando uma alta taxa de fogo para simular uma força maior em contato e para apoiar sua retirada. O principal método de inserção foi por helicóptero, com o SASR trabalhando em estreita colaboração com o Esquadrão No. 9 RAAF, que regularmente fornecia inserção e extração rápidas e precisas de patrulhas em zonas de pouso na selva na altura do topo das árvores. Ocasionalmente, patrulhas SASR também foram inseridas por transportes blindados M-113 com um método desenvolvido para enganar os vietcongues quanto à sua inserção e localização de seu ponto de desembarque, apesar do barulho que os veículos faziam ao se moverem pela selva. Um salto operacional de paraquedas também foi realizado: O 3º Esquadrão (3 Squadron) realizou um salto operacional de paraquedas 5 quilômetros a noroeste de Xuyen Moc na noite de 15 para 16 de dezembro de 1969, com o codinome Operação Stirling.

Troopers do SASR no Vietnã.

Um quarto esquadrão foi criado em meados de 1966, mas foi posteriormente dissolvido em abril de 1967. Concluindo sua turnê final em outubro de 1971, o 2º Esquadrão foi dissolvido no retorno à Austrália, com o Esquadrão de Treinamento criado em seu lugar. O SASR operou em estreita colaboração com o SAS da Nova Zelândia, com um pelotão (troop) sendo anexado a cada esquadrão australiano a partir do final de 1968. Quando em modo tático, os dois SAS eram idênticos, com a única diferença visível sendo a boina vermelha bordô usada pelos neo-zelandeses em uniforme de passeio, seguindo o padrão da Segunda Guerra Mundial, em oposição à boina cor de areia dos australianos.

Durante seu tempo no Vietnã, o SASR provou ser muito bem-sucedido, com os militares do regimento sendo conhecidos pelos vietcongues como Ma Rung ou "fantasmas da selva" devido à sua discrição e furtividade.

Bibliografia recomendada:

On Patrol with the SAS: Sleeping with your ears open,
Gary McKay.

The FN FAL Battle Rifle.
Bob Cashner.