terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PINTURA: Desembarque anfíbio em Caiena, 1809

Desembarque em Caiena. Óleo sobre tela de Álvaro Martins.

O desembarque em Caiena, capital da Guiana Francesa, em 1809 durante as Guerras Napoleônicas, marca o batismo de fogo dos Fuzileiros Navais do Brasil. 

As forças luso-brasileiras na operação contaram 550 fuzileiros navais (fuzileiros-marinheiros da Brigada Real da Marinha) e 2.700 regulares do exército colonial, e parte da guarnição de marinheiros e fuzileiros navais britânicos do HMS Confiance, enfrentando a pequena guarnição francesa de 450 regulares e 800 milicianos.

A força de desembarque foi apoiada por uma poderosa frota portuguesa composta pelos 2 brigues Voador e Infante Dom Pedro, a escuna General Magalhães, as 2 chalupas Vingança e Leão. Do lado francês, a poderosa fragata Topaze com 40 canhões, que era maior e mais poderoso que todos os navios portugueses e o único navio britânico (o HMS Confiance tinha apenas 20 canhões), com o adendo que o grande brigue Infante Dom Pedro havia retornado ao Brasil. Felizmente, o Topaze apenas chegou ao teatro de operações em 13 de janeiro de 1809.

A campanha foi de ações de assalto anfíbio contra fortificações costeiras e ribeirinhas, tomando baterias francesas. O Governador da Guiana, Victor Hughes, foi obrigado a capitular mediante o bloqueio das comunicações da capital, e assinou a rendição em Bourda no dia 12 de janeiro de 1809. Dois dias depois, as tropas portuguesas capturaram a capital Caiena. A colônia francesa foi ocupada pela Coroa Portuguesa até 1817.

Em comemoração à conquista, Dom João VI mandou cunhar uma medalha de prata, em cujo anverso estava a sua figura coroada de louros e, no reverso, a data de 14 de janeiro de 1809, com a inscrição "Caiena tomada aos franceses".

Essa operação é considerada o batismo de fogo dos Fuzileiros Navais do Brasil.

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