domingo, 5 de abril de 2020

BOEING/ SAAB T-7A RED HAWK. A futura capacidade de combate aéreo começa aqui.


Boeing/ Saab T-7A Red Hawk
FICHA TÉCNICA 
Velocidade de cruzeiro: Mach 0,90 (1111 km/h).
Velocidade máxima: Mach 1,05 (1300 km/h).
Razão de subida: 10211 m/min.
Potência: 1,42.
Carga de asa: Não informado até a data de publicação deste texto.
Fator de carga: +9 Gs.
Taxa de giro: 19º/s (estimada).
Razão de rolamento: 240º/s.
Teto de Serviço: 15240 m.
Alcance: 1143 km.
Empuxo: Um motor General Electric F-404-GE-400 com pós combustor que produz 7800 Kgf de potência.
DIMENSÕES
Comprimento: 14,15 m.
Envergadura: 10 m.
Altura: 4 m.
Peso: 3250 kg.
Combustível Interno: 2250 kg (estimado)
ARMAMENTO
Inicialmente sem armamentos. Está previsto uma versão leve de combate que deverá ter foco no mercado de exportação.

DESCRIÇÃO
Por John Ironhead.
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) possui uma enorme quantidade de aeronaves de combate e a missão de treinar pilotos para poderem assumir o cockpit dessas aeronaves é uma responsabilidade enorme. Nos últimos 59 anos, essa importante tarefa tem sido delegada para os 500 jatos supersônicos de treinamento T-38C Talon desenvolvidos pela Northrop, aeronave esta, que nossos vetustos F-5EM Tiger II empregados na Força Aérea Brasileira tem "parentesco".
Com todo esse tempo de uso, é plenamente natural que problemas de fadiga da célula começasse a tornar perigoso manter os T-38 em operação. Além disso, a manutenção dessas aeronaves cujas peças já não mais se encontram em linha de produção já há alguns anos, se tornou mais cara. Somando a isso, o fato de que, os novos aviões de combate de 5º geração e mesmo os caças de 4º geração que receberam extensas melhorias em programas de modernização bastante completos, já estava demandando um jato de treinamento com capacidades de treinar e simular o comportamento de um jato de combate da primeira linha de forma mais adequada, o que o T-38C já não faz.
O Northrop T-38C Talon, tem formado novos pilotos de combate pelos últimos 59 anos. É chegado a hora de dar o merecido descanso para esta excelente aeronave.
Assim, em em 2003, a USAF começou a estudar os requisitos operacionais para um substituto do T-38C dando início a um processo que culminaria com o programa T-X, onde varias empresas apresentaram propostas para cumprir os requisitos pedidos pela USAF.  Participaram desse programa como concorrentes a empresa italiana Leonardo que se juntou com a Honeywell para oferecer o jato T-100, uma variante do M-346 (já descrito aqui no WARFARE) e que se encontra em uso pela Força Aérea Italiana, israelense, polonesa, do Azerbaidjão e Singapura. Outro concorrente foi a KAI que se juntou com sua parceira norte americana de longa data, a Lockheed Martin, e trouxeram o T-50 Golden Eagle (também já apresentado no WARFARE). Esta aeronave, também já empregada por algumas forças aéreas como a sul coreana, Iraquiana entre outras, tem como característica de destaque, o fato de ser supersônica e de já haver uma versão armada empregada para caça leve.
A Northrop, criadora do T-38, entrou na concorrência com uma joint venture com a BAe que trouxe uma moderna versão de seu clássico jato de treinamento Hawk T-2 e posteriormente apresentou um projeto próprio denominado Model 400, que mesmo propulsado pelo potente motor General Electric F400-102D, ainda não era capaz de voos supersônicos. A Northrop acabou desistindo da concorrência antes do final do processo decisório.
Outras empresas com propostas menos viáveis também chegaram a se apresentar, como foi a Textron com seu Scorpion (Já descrito no WARFARE) e a Stavatti com seu projeto Javelin.
A proposta vencedora foi a do moderno jato da joint venture  Boeing/ Saab, sob o nome inicial de "T-X". Posteriormente, batizado de T-7A e apelidado pela força aérea americana de Red Hawk em homenagem aos Tuskegee Airmens, pilotos negros que voaram pelos Estados Unidos na segunda guerra mundial em missões de combate e escolta de bombardeiros.
Aqui podemos ver os 4 principais concorrentes do T-7A que foram apresentados para fornecer uma solução de treinamento avançado parta o programa TX.
O T-7 possui uma configuração aerodinâmica convencional, com asas a frente, tailerons na parte posterior e dupla deriva em uma aeronave monomotor, o que não é, exatamente, algo tão comum, embora o F-35 tenha, justamente essa configuração. Seu tamanho, com comprimento pouco maior que os 14 metros, é comparável ao do T-38 Talon que ele vai substituir. e seu baixíssimo peso, de 5500 kg como máximo na decolagem somado a um potente motor F-404-GE-400 com pós combustor (uma versão do motor empregado nos caças F/A-18 Hornet legacy e nos primeiros caças Saab JAS-39A/C Gripen), permite a este jato de treinamento uma velocidade máxima de 1300 km/h, sendo assim um dos poucos aviões de treinamento do mundo, hoje, que superam a barreira do som em voo nivelado. O empuxo de 7800 kgf , quando empregado o pós combustor, fornece uma relação empuxo peso elevada, o que somado a estabilidade artificial controlada por FBW (fly by wire), garante um alto desempenho de manobra, com capacidade de altos ângulos de ataque, podendo simular com mais fidelidade o comportamento de voo dos caças de linha de frente que os pilotos que se formarem nesta aeronave serão levados a pilotar na USAF. Aqui, é importante informar, que o T-7A possui capacidade de puxar cargas de até 9 Gs em manobras, o que permite ao piloto em treinamento, conhecer a sensação de pilotar aeronaves em manobras apertadas de alta velocidade.
Apresenta~]ao do Boeing/ Saab T-7A Red Hawk. A Boeing foi vbastante ousada em apresentar um projeto inteiramente novo frente as outras empresas que chegaram com produtos já desenvolvidos e bem colocados no mercado.
Dentro do cockpit, os alunos encontrarão um painel de controle com uma grande tela, ao estilo WAD (como encontrada nos caças F-35 e no F-39 Gripen E, que a Força Aérea Brasileira comprou para seu programa FX, estando em consonância com o que há de mais avançado em uma cabine de uma aeronave de combate com o qual o piloto terá em suas mãos depois de formado. É interessante observara que, embora o T-7A não opere armas, seus sistemas, ainda sim, foram projetados para simular o emprego destas, de forma a deixa o aluno com um treinamento ainda mais completo e a um custo mais baixo. Alias, uma das chaves do projeto do T-7A é seu custo de aquisição e manutenção relativamente baixos. Isso poderá se tornar um atrativo importante para eventuais exportações para nações que prefiram o emprego de uma aeronave a reação para preparar seus pilotos de combate.
Os dois protótipos  T-7A Red Hawk receberem a pintura de cauda vermelha em homenagem aos Tuskegee Airmens, pilotos negros que voaram pelos Estados Unidos na segunda guerra mundial.
O T-7A Red Hawk chega em um momento importante pois os pilotos de combate norte americanos (e mesmo dos da OTAN) estão tendo que enfrentar as ameaças de maior complexidade desde a guerra do Vietnam. O gap tecnológico que beneficiou a força aérea dos Estados unidos pelos últimos 40 anos tem declinado ao ponto que, hoje, os adversários norte americanos possuem aeronaves páreas em muitos segmentos e até mesmo, superiores em outros. Assim, além dos caças de 5º geração, os americanos já começam a planejar a próxima geração de aeronaves de combate que deverá substituir os F-15 remanescentes e mesmo, o F-22 em meados de 2030, e para poder preparar a nova geração de pilotos, o T-7A vai dar a qualidade no aprendizado para estes futuros pilotos de combate.
As primeiras aeronaves e simuladores do T-7A estão programados para chegar à Base Conjunta de San Antonio-Randolph, Texas, em 2023. Todas as bases de treinamento de pilotos de graduação acabarão por passar do T-38C para o T-7A. Essas bases incluem a Base da Força Aérea de Columbus, Mississippi; Laughlin AFB e Sheppard AFB, Texas; e Vance AFB, Oklahoma.










Um comentário:

  1. Se esse avião tem peso de 3.250kg e motor de 7.800kg de empuxo, teoricamente poderia acelerar na vertical, certo ? Com a potência declarada dele, o que restringe tanto a velocidade é o desenho e geometria das entradas de ar dele, é isso ?

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